terça-feira, 16 de julho de 2013

João Guimarães Rosa e Opus 4 em um sarau...

Sarau vai acontecer em 16 de Julho de 2013 na Biblioteca Municipal, as 19h30, com o Tema: “Na outra margem do rio, Opus 4 um encontro inusitado com Rosa, rio abaixo, rio afora, rio adentro em um Sarau !”
                                     Entrada Gratuita
         Homenageados_ João Guimarães Rosa e Quarteto de Cordas OPUS 4
 



Helgo Ackermann, Paulo Celso Guimarães Souza, Alexandre Bragion  e Paulo Bandel formam um  quarteto de cordas numa  formação padrão ( dois violinos, uma viola e um cello), considerado como uma das formas mais importantes de música de câmara; compositores geniais como: Wolfgang Amadeus Mozart , Ludwig van Beethoven, entre outros... compuseram obras primorosas para quarteto de cordas, sem dúvida, para se chegar a uma performance como a que ouvimos hoje, aqui, nesta noite é necessário um nível significativo de domínio técnico por parte de cada músico do quarteto, além de um grande entrosamento entre eles. 
 
Foi um poliglota, conforme um dia disse a uma prima, estudante, que fora entrevistá-lo:

Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituânio, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do tcheco, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração.

João Guimarães Rosa, um dos maiores escritores de todos os tempos, produtor de uma obra de alcance universal.

                                                    Um pouco mais de Paraty

Paraty revela surpresas... moldura florida para quem transpor a porta...
 
Na cápsula do tempo encontra-se Paraty , meu coração bate mais forte quando estou por lá...
Foto: E o encanto supera por milésimos de segundos todos os problemas que espalham por suas paredes histórias, afinal, o humano pulsa em suas ruas marcadas pela finitude... mas, paradas e coladas ao passado... linda Paraty 
                                                Poetando em Paraty
                          Coleção _Ana Marly de Oliveira Jacobino abro a porta
a maçaneta parece corroer
a minha mão
visito no inconsciente
a coleção de xícaras
de uma amiga
antiguidades saídas dos casarões
daqueles com eira, beira e tribeira
repuxo um pedaço de fita
amarrado na maçaneta
encontro palavras escritas
o macarrão está na geladeira
não o coma frio.
no cesto de maçanetas á venda
escolhi esta por representar
tão bem minha expectativa
de poder passar um feriado
embrulhada como bala de menta
nos braços de quem amo.

domingo, 14 de julho de 2013

Poesia debaixo d’água (Parte 2) 11ª FLIP

As poetas Alice Sant’Anna, Ana Martins Marques , Bruna Beber respondem para a critica literária Noemi Jaffe,
 


A critica literária Noemi Jaffe leu um trecho do poema de Ana Martins Marques,

Fruteira
Quem se lembrou de pôr sobre a mesa
      Essas doces evidências da morte"
Noemi questionou de onde elas tiram tanta vivência, com essa dor muitas vezes imensurável presente nos versos se ainda são tão jovens.
Ana Martins respondeu:
— Nos meus poemas, há uma chave de desencanto, como se no final, por exemplo, os últimos versos desdizessem o poema. O que explica talvez o fato de eu sempre ter antes os versos finais. Mas eu gostaria que a leitura deles fosse uma forma de felicidade, um ponto de alegria.
Comecei a escrever ainda adolescente e percebo que os versos começaram nas sombras, mas foram clareando com o tempo, responde Bruna Beber, transcrevo a sua resposta para Noemi:
— Eu trato as palavras muito de perto, para mim é uma brincadeira escrever poesia. Refaço um poema um milhão de vezes, gasto as palavras, mas não sei de onde vem essa carga de vivência que você observou.
Alice Sant'Anna remete ao livro Elogio da sombra" da sua leitura, para falar das sombras dos seus poemas. Abro aqui uma observação: não sei o motivo que fiquei em dúvida, com os títulos dos livros: “Elogio da Sombra” de Jorge Luis Borges e o “Elogio da Sombra” de Junichiro Tanizaki; penso que tirei um cochilo breve, pois anotei a sua resposta:
— Eu entendo a sombra, neste caso, como um meio termo entre a poesia "solar", que falou a Ana, e a poesia "das trevas", que falou a Bruna. Acho que é mais ou menos como a sombra da luz natural. Se a luz elétrica faz uma sombra mais constante, a sombra da luz natural é mais hesitante. Acho que é mais por aí, as sombras que identifico nos meus poemas são mais hesitantes.
As poetas contaram como fazem a limitação dos versos das suas poesias:
Bruna Beber explica:
— Eu busco o tom de bate-papo. Leio em voz alta, canto minhas poesias, a maneira como elas soam, para mim, é mais importante do que a forma. Meu corte é feito com os ouvidos. Mas também gosto de observar os versos na página. Gosto que eles se pareçam a um poste, a uma escada, quando impressos. É frescura, mesmo!
— Eu gosto de pensar na parte gráfica do poema, de deixar uma espécie de abismo ao final dos versos. Não gosto de versos longos. _ comenta Ana Martins
Alice Sant'Anna:
— Eu não faço versos que acompanhem a respiração. Não sei se as pessoas percebem que faço isso, mas faço — diverte-se a jovem, que espantou a audiência ao ler um poema em que descrevia um suposto assassino do eu-lírico metida num vestido florido de boneca. — Gosto de construir versos que provoquem uma certa ambiguidade na leitura.                  _ Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Paraty desfila para os meus olhos 
E a beleza está onde os nossos olhos a encontram... muitas vezes camufladas e longe dos olhos que teimam em olhar para o chão...
 
Veja o motivo de Paraty ser tão bela pelos meus olhos ... sonhadores por ver tanta beleza...
 
Paraty revela surpresas... moldura florida para quem transpor a porta...
Luz e sombra encantam o explorar dos olhos atentos...Ruelas da bela Paraty

sexta-feira, 12 de julho de 2013

11ª Flip em "Poesia debaixo d’água (Parte 1)"



Três jovens poetas fazem o primeiro debate, na manhã da quinta-feira, dia 4 de Julho na Mesa 1 da FLIP 2013: Alice Sant’Anna, Ana Martins Marques , Bruna Beber foram interpeladas por Noemi Jaffe, com o questionamento de como; "O Dia a Dia Debaixo d'Água", reflete sobre a relação entre a poesia e o mar, um tema comum nos escritos das três mulheres.


Noemi leu trechos dos poemas:


 


"Rabo de baleia", de Alice Sant'Anna
 (..) um enorme rabo de baleia
cruzaria a sala nesse momento
sem barulho algum o bicho
afundaria nas tábuas corridas
e sumiria sem que percebêssemos (...)
 No “Rabo de baleia”, Alice Sant'Anna comenta sobre;  a sua vontade  de fazer um livro sobre viagens, contudo, ela percebeu que não conseguia, por estar mergulhada na rotina e era impossível falar sobre uma viagem sem ter uma viagem nos planos. O livro só existe nas palavras, tal qual, o “rabo de baleia” que atravessa a sala, portanto, as palavras criam a viagem, que mesmo não sendo geográfica, se torna possível. 



"Naufrágio", de Ana Martins Marques que não consegui anotar, mas tenho a resposta da poeta a seguir cunhada por minhas mãos.
Ana Martins cogita a idéia de o mar ter uma espécie de fascínio para quem vive longe dele, como é mineira, para ela, o mar não é muito íntimo. Tem uma superfície muito inteligível e uma profundidade informe. Dá pra pensar sim, como uma espécie de metáfora da criação poética. O poema é aquilo que vem à tona, dá forma ao informe que está submerso como se fosse semelhante ao iceberg. Para ela a linguagem é um limite, uma armadilha, então, não se consegue muito passar daquele limite estipulado pela linguagem, você vai se envolvendo e criando, experimentando. Ela faz menção das suas leituras, e declama do poeta português Virgílio Ferreira: "Da minha língua vê-se o mar".
 

“Maquete”, Bruna Beber _ A vida até pode ser “poeirinha em alto” mas certas coisas não se desmancham no ar.”
 Bruna Beber conta que também viveu muito essa idéia do mar, por ter nascido longe dele. Mesmo depois de adulta e conhecer melhor o mar, ele lhe provoca um fascínio pelo mistério. Grifei algo interessante na fala de Bruna sobre a sua relação com o mar: — O mar resume temas caros à poesia, como a sede, a amplitude, o desconhecido.
 Ela, já foi mais desencantada com o mundo, mas, não tanto com as palavras, afirmando categoricamente, ser muito encantada com as palavras. Bruna conta que nos seus poemas ainda estão um pouco das trevas, dizendo do seu envolvimento com as palavras e de como leva a sério esta relação com elas.

Convido você a participar de um sarau... coisas especiais acontecem por lá!
 Marque na sua Agenda:
Sarau vai acontecer em 16 de Julho de 2013 na Biblioteca Municipal, as 19h30, com o Tema: “Na outra margem do rio, Opus 4 um encontro inusitado com Rosa, rio abaixo, rio afora, rio adentro em um Sarau !”
Entrada Gratuita
Homenageados_ João Guimarães Rosa e Quarteto de Cordas OPUS 4
 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Paraty se envolve com a 11ª Flip.

Preparada para assistir a primeira mesa... O dia a dia debaixo d'água; depois da abertura da noite anterior com Milton Hatoum em Graciliano Ramos: aspereza do mundo e concisão na linguagem
Milton Hatoum leva a escrita de Graciliano Ramos para a FLIP_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
Assisti à palestra em pé do lado de fora da Tenda do Telão em Paraty! Ingressos esgotados, mas com muitos lugares vazios... coisas da organização da Casa Azul de Paraty... Na abertura da 11ª Flip, Milton Hatoum entrou saudando o público com um  "Boa Noite!, e completou a sua fala mostrando o azedume da resposta de Graciliano ao cumprimento:  "Você acha mesmo?".A verdade é que para os amigos essa rabugice não tinha nada a ver com a afeição dedicada por ele a quem de fato amava.
Milton mostra nos primeiros minutos da sua palestra um Graciliano engajado na política, prefeito de Palmeira dos Índios na Alagoas, sempre foi criterioso nos relatórios de prestação de contas. Marquei um fragmento do comentário de Hatoum sobre os tais relatórios escritos por Ramos: “Há, de fato, cifras e cifrões, mas, aparecem os assuntos dos livros: 'Vidas secas', 'São Bernardo' e 'Infância'. Além disso, a crítica, o tom desabusado e irônico, as frases breves já apontam para seu estilo.”
O conferencista marcou autores clássicos da literatura enfronhados na obra roseana; a linguagem concisa, a preocupação de escrever sobre as questões políticas e sociais, o desequilíbrio de alguns personagens... mostram sua leitura por Machado de Assis. Outros autores marcados na obra de Graciliano: Balzac, Dostoievski, Guimarães Rosa, e Eça de Queiroz.
A abertura nesta 11ª edição da FLIP foi sem dúvida, mais longa e didática, que as anteriores, contudo explorou com detalhes as obras do homenageado. Graciliano Ramos foi perseguido e preso no primeiro governo de Getúlio Vargas, no entanto deixou fora da sua literatura instrumentos partidário e doutrinário, Hatoum marca que, a leitura dos seus livros, mesmo anterior a sua adesão ao comunismo, mostra com nitidez : “Graciliano nunca submeteu sua obra ficcional à propaganda ideológica. À semelhança de Machado de Assis, não escamoteou a verdade das relações humanas entranhadas no processo histórico. O resultado é uma ficção marcada pelo pessimismo em face à brutalidade da vida brasileira."
Foto: Mais um ano... mais uma Flip...mais um sonho realizado... Obrigada a todos que curtiram e permitiram que isto acontecesse. 
Mais um ano... mais uma Flip...mais um sonho realizado... Obrigada a todos que curtiram e permitiram que isto acontecesse.
Foto: Ingressos a mão para curtir as mesas flipianas... 
Ingressos a mão para curtir as mesas flipianas...
  
 
Para você colecionar... Olhando Paraty pelos olhos da Flip. 
Convite Imperdível..
   Marque na sua Agenda:
Sarau vai acontecer em 16 de Julho de 2013 na Biblioteca Municipal, as 19h30, com o Tema: “Na outra margem do rio, Opus 4 um encontro inusitado com Rosa, rio abaixo, rio afora, rio adentro em um Sarau !” 
Entrada Gratuita
             Homenageados_ João Guimarães Rosa e Quarteto de Cordas OPUS 4

                                           f

terça-feira, 2 de julho de 2013

FLIP 2013

O grande homenageado da 11ª Festa Literária de Paraty (Flip), que acontece em Paraty, no Rio de Janeiro, é o escritor alagoano Graciliano Ramos. O autor de clássicos da literatura brasileira como Vidas Secas, Angústia e São Bernardo completaria, no próximo dia 27 de outrubro, 120 anos.Graciliano Ramos: um dos maiores talentos do ciclo regionalista brasileiro  Graciliano Ramos nasceu em 1892, em Quebrângulo, Alagoas. Em 1936, sob a acusação de ser subversivo, foi preso pela ditadura Vargas, sofrendo horrendas humilhações – experiências reveladas em sua obra “Memórias do Cárcere”.Em 1945, depois de libertado, fixou-se no Rio de Janeiro e não mais voltou ao Nordeste, época então que se consagrou como um dos maiores romancistas brasileiros, considerados por muitos o sucessor de Machado de Assis. Nesse mesmo período filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro. Com câncer, faleceu em 1953, cercado de muitos amigos e muitas homenagens.
Durante a Flip, que ocorre de 3 a 7 de julho, serão lançadas três publicações da editora Imprensa Oficial Graciliano Ramos. São elas: "Relatórios de Graciliano Ramos publicados no Diário Oficial", a biografia "Graciliano ramos em Palmeira dos Índios" (de Valdemar de Ramos) e uma edição especial da revista "Graciliano", que trata da vida e obra do escritor com um olhar contemporâneo.
 
Graciliano Ramos, assim como tantos outros, foi vítima dos mandos e desmandos ditatoriais que assolaram o país naquela época. Assim, por meio de seu romance “Vidas Secas”, esse nobre autor descreveu de forma magistral sua indignação diante da condição de miséria em que viviam os retirantes nordestinos. Dessa forma, quando analisamos o nome que dera aos personagens da obra em questão (Sinhá Vitória, sua mulher, a cachorra Baleia, o filho mais novo e o mais velho), constatamos que ele, de forma irreverente e irônica, denunciou todo o contexto natural e social ao mesmo tempo.                                  Convite Imperdível..
   Marque na sua Agenda:
Sarau vai acontecer em 16 de Julho de 2013 na Biblioteca Municipal, as 19h30, com o Tema: “Na outra margem do rio, Opus 4 um encontro inusitado com Rosa, rio abaixo, rio afora, rio adentro em um Sarau !” 
Entrada Gratuita
             Homenageados_ João Guimarães Rosa e Quarteto de Cordas OPUS 4

                                           fotos google

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Um pouco mais de poesia...


Fernando Pessoa  diz pela boca de Bernardo Soares: "Repudiei sempre que me compreendessem. Ser compreendido é prostituir-me. Prefiro ser tomado a sério como o que não sou". E ainda "Só disfarçado é que sou eu".
 Definir Pessoa é como tentar fixar as imagens de um caleidoscópio em movimento!! (Suzi Furlan) 
Trabalhos publicados no Caderno do Sarau Literário Piracicabano de 18 de Junho de 2013 - parte 3
 
 O PORTA-RETRATO - Luzia Stocco
Um porta-retrato choroso
Chorava de solidão
Portava uma foto há anos
Única no salão
A mesma
Um homem de fino bigode.
Um dia chegou
Outro porta-retrato
Àquele sorriu
Viu a foto de uma
Senhora sentada e concluiu:
-O meu dono tá apaixonado
E agora eu tenho alguém
Ao meu lado.
 Interior apocalíptico_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
No interior da gaveta pedaços
de encontros e desencontros
se afagam se despedaçam se misturam.
A fotografia da tia Mariquinha cobre
o rosto do José uma antiga paixão
odiosa! Ele a deixou plantada no altar!
O branco do vestido amarelou com suas lágrimas
amargas, virgindade corrompida pelo desamor.
Parado o relógio de bolso enrola a grossa corrente,
prata das antigas de lei... no pedaço de barbante.
ENDRE ADY mortificou num pedaço de papel
o desejo da raça humana acabar num jardim húngaro
esse mesmo estampado na foto amarelada
dos noivos Mariquinha e Onofre, enfim,
em lua de mel... não sei se o casamento
foi por amor ou pela idade já avançada
da noiva... 17 anos!
 
CRISTALINA - Madalena Tricanico
Hoje quero ser um rio.
Não! Um rio, não! Um riacho. Um córrego bem modesto, mas de água cristalina.
Queria que tivesse um sinônimo feminino para riacho eu ia me sentir bem melhor,
Um córrego bem cumprido que passa por vários sítios e povoados. Quero ouvir o cantar dos passarinhos e o barulho das crianças...isso mesmo, crianças... quero bastante crianças brincando... eu não sou perigosa, opa, perigoso!
Sendo um riacho posso servir a todo mundo que me procura: posso lavar a roupa suja de todos os colonos sem fazer nenhuma "fofoca".
Quero ser um riacho que sacia a sede de todos sem medo de intoxicar ou envenenar.
Em uma noite de lua, um casal de namorado, vestido de branco virá refrescar-se em minhas águas. O vestido dela deverá ser de algodão bem branco com muitas rendas. Depois de trocarem carícias e juras de amor eterno, deixarão as roupas molhadas secarem ao corpo mostrando toda escultura da criação divina.
Quero também ser aproveitado para regar as plantações, dar beber as criações de todos os fazendeiros e dos colonos.
Assim como o sol que brilha para os justos e injustos, também, a mim não compete saber quem tem sede de justiça ou ódio, quero apenas distribuir uma paz cristalina.
 
MAR DE SONHOS - Hélia Romancini
Quando vou ver o mar
A ansiedade me invade,
Mergulho dentro de mim
Num cismar que não tem fim.
**Seu som embala meu sono
Como canção de ninar
É melodia que encanta
Me faz dormir e sonhar...
¨¨Nos sonhos me reencontro
Nos meus castelos de areia
Onde a Lua sempre brilha
E ouço o canto da sereia.
##É neste mundo de encantos
Que eu queria ficar,
Sentindo toda a magia
Da brisa que acaricia
Das ondas a me chamar.
##Mergulho em meus pensamentos,
Difícil é querer voltar...
Nunca mergulho no mar,
Pois mesmo com seus encantos,
Que pena...não sei nadar!

 
 Senryū - Ana Marly de Oliveira Jacobino
morte da razão
fanatismo religioso
assassinato divinal


                                      Convite Imperdível..
   Marque na sua Agenda:
Sarau vai acontecer em 16 de Julho de 2013 na Biblioteca Municipal, as 19h30, com o Tema: “Na outra margem do rio, Opus 4 um encontro inusitado com Rosa, rio abaixo, rio afora, rio adentro em um Sarau !” 
Entrada Gratuita
             Homenageados_ João Guimarães Rosa e Quarteto de Cordas OPUS 4

                                           fotos google

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Trabalhos publicados no Caderno do Sarau Literário Piracicabano de 18 de Junho de 2013 - parte 2

AS ESTAÇÕES - Elza Rodrigues (SP- Capital)
É primavera
Nasce um botão
Toque sutil
A vida gera
Chega o verão
Calor da paixão
A adolescência
A irreverência
Aí vem o outono
Frutos saborosos
Dos troncos lenhosos
Das firmes raízes
Enfim o inverno
Paisagem mais triste
Prá quem resiste
Jornada feliz 

 
NOSSO RIO TEM PONTE ESTAIADA - Esther Vacchi Passos 
 Ficou ainda mais lindo ver o Rio de Piracicaba e sua paisagem através da nova Ponte Estaiada. A mata ciliar nos arredores embeleza com seu verde, barcos a passear pelo rio, aves pegando peixes.
Posso admirar o Engenho Centenário, que traz tantas historias e recordações. A nossa população tem mais opções aos fins de semana e feriados, desfrutando das maravilhas da natureza.
Descendo o percurso do rio vejo subindo ao céu a fumaça que assa o dourado na brasa. O calçadão da Rua do Porto renovado e seus restaurantes a todo vapor, repletos de visitantes a saborear deliciosos peixes e visitar esta cidade que agora tem mais um cartão postal, a nova ponte Estaiada que leva até o Engenho Central, ao Teatro Erotides de Campos, à Festa das nações, Paixão de Cristo e outros eventos.
O único item a ser melhorado é a altura do parapeito, o qual parece ser muito baixo, o que colocaria em risco a segurança dos transeuntes que por sobre a ponte passam. 


Conjunto Caleidoscópio - Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Suzi Christophe Furlan (flauta e voz): Ana Ana Lúcia Paterniani(flauta e voz), Wilson Luiz Bortolazzo China na voz e percussão, Marcos Marcos Libardi Dellamatrice (voz e contrabaixo)

                                            Meu Bem-Querer – Djavan
http://www.youtube.com/watch?v=zf-71iegtBc&feature=youtu.be

Foto: JÓIA RARA - Edson Antonio Edson Di Piero Di Piero
 Seus cabelos dourados.
Amarelo ouro.
São lindos.
Você vale ouro.
De olhares estupendos.
Amo-te.
Seu sorriso perolado.
Brilhante.
Sua luz dourada.
Amarelo ouro.

Deus te iluminou.
Girassol ao sol.
Cabelos dourados.
Seu coração também é dourado.
Você vale ouro.
Do mais puro ouro.
Sua alma também é dourada.

Teu sorriso perolado.
Brilhante.
Amo-te.
Jóia rara.
Sua pele dourada.
De alma rara.
Por mim venerada.
Trabalhos publicados no Caderno do Sarau Literário Piracicabano de 18 de Junho de 2013 
JÓIA RARA - Edson Antonio Edson Di Piero Di Piero
Seus cabelos dourados.
Amarelo ouro.
São lindos.
Você vale ouro.
De olhares estupendos.
Amo-te.
Seu sorriso perolado.
Brilhante.
Sua luz dourada.
Amarelo ouro.

Deus te iluminou.
Girassol ao sol.
Cabelos dourados.
Seu coração também é dourado.
Você vale ouro.
Do mais puro ouro.
Sua alma também é dourada.

Teu sorriso perolado.
Brilhante.
Amo-te.
Jóia rara.
Sua pele dourada.
De alma rara.
Por mim venerada.

 
  Marque na sua Agenda:
Sarau vai acontecer em 16 de Julho de 2013 na Biblioteca Municipal, as 19h30, com o Tema: “Na outra margem do rio, Opus 4 um encontro inusitado com Rosa, rio abaixo, rio afora, rio adentro em um Sarau !”
             Homenageados_ João Guimarães Rosa e Quarteto de Cordas OPUS 4

                                           fotos google