sábado, 22 de abril de 2017

Historiadoras...

Apenas para lembrar de duas das várias Historiadoras as da nossa pátria brasilis.
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Maria Yedda Linhares talvez seja um dos principais nomes da historiografia brasileira. Graduada e doutora em história pela antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, suas principais contribuições historiográficas foram no campo da História do Brasil. Dentre elas, destacam-se inúmeras publicações, como História Agrária Brasileira: combates e controvérsias, História Geral do Brasil, Terra e Alimento, Panorama dos 500 Anos de Agricultura no Brasil, e sua participação na criação do campo de estudos de História Agrária.

Durante a ditadura militar, Maria Yedda foi perseguida, presa e aposentada compulsoriamente. Com apoio de intelectuais como Fernand Braudel e Jean Paul Sartre, a historiadora se exilou na França, onde lecionou por vários anos. Quando retornou ao Brasil, Maria Yedda Linha voltou à atividade de professora e pesquisadora. Além disso, durante o governo de Brizola foi secretária de educação do Rio de Janeiro.
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Maria Odila Leite da Silva
Sem sombra de dúvidas, Maria Odila é uma das historiadoras brasileiras mais reconhecidas no cenário acadêmico. Graduou-se em história pela Universidade de São Paulo, onde desenvolveu suas pesquisas de mestrado e doutorado com orientação de Sérgio Buarque de Holanda.
Sua obra é vasta! Temas sobre escravidão, relações de gênero, historiografia e teoria da história são contemplados pelo olhar crítico da historiadora em publicações acadêmicas, como artigos científicos e livros.
Trata-se de uma historiadora que dedicou sua vida à carreira de pesquisadora e docente.

                                Minha poesia para você Leitor:
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Catálogos_ Ana Marly de Oliveira Ana Marly De Oliveira Jacobino

Sorte da balconista daquela livraria!
Soltou as palavras antes da minha
mordida mortal.
Voltei a devorar páginas catalogadas
para carregar as orações.
Vez, ou, outra sofro de inanição,
presente naquela balconista morena.
Recordam da mordida inicial!
Oração subordinada feito pedido.
“Aguardo que você traga meu livro!”
Vou esperar mais um pouco...
Não quero mordê-la, agora!


sábado, 15 de abril de 2017

Filosofas brasileiras...


VOCÊ CONHECE estas FILÓSOFAS BRASILEIRAS:

Marilena de Souza Chaui nasceu na cidade de São Paulo, no dia 4 de setembro de 1941...A filósofa ingressou no curso de filosofia da Universidade de São Paulo em 1960, graduando-se em 1965. Ela defendeu sua dissertação de mestrado, intitulada Merleau-Ponty e a crítica do humanismo, em 1967, orientada pelo Professor Doutor Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior. Neste mesmo ano ela deu início ao seu doutorado na França, defendendo tese sobre o filósofo Espinosa, em 1971, também na USP, sob a orientação da Doutora Gilda Rocha de Mello e Souza. Sua produção acadêmica conquistou grande êxito, mas alguns de seus trabalhos, escritos em estilo didático e singelo, de fácil compreensão, propiciam seu sucesso também entre as pessoas leigas, desvinculadas do universo acadêmico.
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"As pessoas que, desgostosas e decepcionadas, não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho políticos, afastam-se de tudo quanto lembre atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto, que a política existente continue tal qual é. A apatia social é, pois, uma forma passiva de fazer política.
Marilena Chaui
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Viviane Mosé 
Nasceu em Vitória, 16 de janeiro de 1964 é uma poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. Mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Publicou sua tese de doutorado Nietzsche e a grande política da linguagem em 2005 pela editora Civilização Brasileira.
Escreveu e apresentou, em 2005 e 2006, o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde trazia temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.
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Tudo o que vejo__ Viviane Mosé
Era tarde nas janelas da sala,
Um gosto de tarde que eu queria lamber.
Tenho vontade de lamber as coisas que gosto,
Mesmo as que não gosto costumo lamber sem querer.
Às vezes com a língua mesmo.
Molhada e escorrida.
Outras vezes uso a língua da palavra,
Quando tem cheiros ruins
Ou asperezas estranhas ao paladar de minha pessoa,
Ou por nada mesmo por gosto
Passo a língua nas coisas que vejo
E passo as coisas que vejo pra língua.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Você conhece Herta Müller:


Herta Müller: 
escritora romena naturalizada alemã ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2009, A escritora não fazia parte do hall de apostas dos especialistas, que tinham como favorito o israelense Amós Oz, seguido da argelina Assia Djebar e da americana Joyce Carol Oates. Segundo a academia, Herta, "com a concentração da poesia e a franqueza da prosa, pinta o panorama dos despossuídos".
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Herta Müller:Ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2009 Foto: Jens Meyer/AP
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No Brasil, há apenas um livro seu em português: O Compromisso, que narra a história de uma ex-operária da indústria têxtil perseguida pela polícia secreta da Romênia.
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Herta faz uma espécie de retorno ao passado e às experiências pessoais para mostrar o mundo terrível de adversidades e humilhações que ela mesma viveu na Romênia comunista, um país tomado pelas trevas de um regime repressor, numa sociedade onde a oportunidade é limitada, a delação se tornou uma instituição extra-oficial e a confiança no próximo é uma raridade escassa tanto quanto um prato de comida decente ou um belo sapato feminino. A autora descreve uma nação habitada por cidadãos que, em boa parte, recorrem ao álcool para suportar uma rotina burocratizada, onde nada de interessante parece acontecer.

O COMPROMISSO
autor: Herta Muller
editora: Globo




terça-feira, 4 de abril de 2017

Ethevaldo Siqueira o homem da tecnologia

“Nenhuma idolatria pela tecnologia. O papel da mídia é buscar a verdade, o bem de todos.” Ethevaldo Siqueira 

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Ele é genial... orgulho de tê-lo entre os nossos maiores pensadores:
O convidado do Roda Viva (3/04/2017) segunda-feira foi o jornalista Ethevaldo Siqueira. Nascido em Monte Alto, no interior de São Paulo, ele se tornou um jornalista especializado em tecnologia digital muito antes que as tecnologias digitais fossem incorporadas ao cotidiano das redações. Contemplado com o Prêmio Esso de Jornalismo em 1968 e 1978, cobriu, entre outros assuntos, o desenvolvimento dos programas espaciais dos Estados Unidos e da extinta União Soviética, a chegada do homem à Lua, as revolucionárias mudanças tecnológicas no Brasil e no mundo e o surgimento da Internet das Coisas.

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Roda Viva | Ethevaldo Siqueira | 03/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

ARTEMISIA GENTILESCHI e seu horrível relato de estupro


O horrível relato de ARTEMISIA GENTILESCHI:
"Trancou o quarto a chave e depois me jogou sobre a cama, imobilizando-me com uma mão sobre meu peito e colocando um dos joelhos entre minhas coxas para que não pudesse fechá-las. E levantou minhas roupas, algo que lhe deu muito trabalho. Pôs um pano em minha boca para que não gritasse. Eu arranhei seu rosto e arranquei seus cabelos."
Esse é o relato de um estupro ocorrido há quatro séculos, mais especificamente no ano de 1611.
A vítima era a italiana Artemisia Gentileschi, uma artista cujo talento pode ser comprovado pelo fato de ter sido a primeira mulher aceita na Academia de Belas Artes de Florença, na Itália, a mesma pela qual passou Michelangelo.
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ARTEMISIA GENTILESCHI :
Além de ter sido estuprada, ela teve de aguentar ver o agressor livre e sua denúncia questionada abertamente.
Para piorar, Artemisia sofreu com a indiferença e a rejeição do mundo artístico de sua época por ser mulher, e passou pela humilhação de ver a autoria de seus quadros atribuída a seu pai e outros artistas masculinos.
Mesmo depois de morta, durante séculos foi considerada apenas uma curiosidade, uma raridade exótica e menor na história da arte.
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ARTEMISIA GENTILESCHIEm 1610, por exemplo, pintara Susana e os Velhos, quadro que se baseia no relato da parábola de Susana - uma mulher casa assediada sexualmente por dois senhores e que foi acusada de adultério quando se recusou a ter relações com eles. Segundo o escrito bíblico, Susana só escapou da morte por apedrejamento por intervenção do profeta Daniel.
A beleza do quadro fez com que muitos considerassem que a artista, então com 17 anos, não o teria pintado sozinha, e sim orientada pelo pai.
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ARTEMISIA GENTILESCHI :Passou a vida pintando e chegou a ter certa fama, mas caiu em profundo e longo esquecimento após sua morte, em 1654, em Nápoles.
Foi apenas na segunda metade do século 20 que sua arte começou a ser novamente apreciada por alguns críticos e seu nome, desenterrado. Mas sua "ressurreição" mesmo ocorreu com sua conversão em ícone feminista.
                                                                      http://www.bbc.com/portuguese/geral-38594660

segunda-feira, 27 de março de 2017

Seu nome é Dolores...

Dolores Duran (1930-1959), a cantora e compositora que legou à música popular brasileira sucessos como: A Noite do Meu Bem, Por Causa de Você e Estrada do Sol, entre outras canções, foi uma mulher muito à frente de seu tempo. Mesmo tendo cursado apenas o então curso primário, a carioca Adiléia Silva da Rocha era bem informada, culta, politizada e autodidata em idiomas.
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## Uma letra para ficar na história da poesia romântica...
A Noite do Meu Bem
Dolores Duran
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem
Hoje eu quero paz de criança dormindo
E abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem
Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de mãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! eu quero o amor, o amor mais profundo
E quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem
Ah! como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda pureza que eu quero lhe dar.
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Em sua imersão na vida da artista, o autor fez várias descobertas. “Ela era intelectual, lia os grandes pensadores, escritores e poetas estrangeiros, alguns no idioma original. Era também politizada – chegou a ser simpatizante do PCB”, revelou. O bom gosto na escolha do repertório, muito acima da maioria dos intérpretes da década, também chamaram a atenção de Faour. “Não é pouco para alguém que morreu de enfarte aos 29 anos”, disse.

Ouça: Dolores Duran - Fim de Caso_ 
https://www.youtube.com/watch?v=rOOvsZRfdoU

quarta-feira, 22 de março de 2017

Mistério...

CONHEÇA UM POUCO DESTA MULHER GENIAL_Agatha May Clarissa Miller... -Deu-se em 1920 a publicação o seu livro de estréia, "O Misterioso Caso de Styles", protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot, que se tornaria um dos mais famosos personagens de toda a história da literatura. Em 1934, foi lançado o célebre romance "Assassinato no Expresso do Oriente", depois transformado num filme de grande sucesso. Na década de 1930, a abundante produção literária de Agatha Christie se consolidou junto ao público.
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Nos mistérios de Agatha Christie (1890 — 1976), o mordomo nunca é o culpado. Os livros da escritora inglesa são conhecidos por suas tramas elaboradas e pelos finais surpreendentes. No seu livro O Assassinato de Roger Ackroyd (1925)
Na vila de King's Abbot, o detetive Hercule Poirot conta com a ajuda do Doutor Sheppard (narrador da história) para solucionar o mistério do assassinato de Roger Ackroyd, morto ao tentar descobrir quem havia chantageado sua amante a ponto de fazê-la cometer suicídio. Primeiro grande sucesso de Agatha Christie, também é considerada a sua obra-prima por ter um desfecho surpreendente e controverso que desprezou as convenções vigentes do romance policial.

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um POUCO DE poesia:
Fuego_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
serve na bandeja
verão tropical
porção de areia
movediça... visão!

tentação anfíbia
relincha ventania
loira, ruiva, morena
visão... sensorial !

rocambole de rolo
salvação cristalina
dançante pecadora
Luz del... Fuego!

Poesia dedicatória para todos os meus amigos, parentes...
., neste momento de grande tribulação que passo em nome do meu companheiro para todos os momentos, meu marido Durval Jacobino. 
Ela foi precursora do vegetarianismo ...
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Dora Vivacqua nasceu em Cachoeiro do Itapemirim no Espírito Santo, em 1917. Foi musa do poeta Carlos Drummonde de Andrade, que conheceu durante a infância em Minas Gerais. Enquanto seus irmãos tornavam-se políticos famosos, Dora apresentava-se como dançarina/vedete em circos e teatros. Foi nesta época que adotou o nome Luz Del Fuego, tirado de uma marca de batom argentina. Uma viagem para Europa despertou Luz para o naturismo e o vegetarianismo. Criou na "Ilha do Sol" o primeiro Clube de Naturismo do Brasil. Morreu, brutalmente assassinada, em 1967.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Você precisa SABER:

Minha lembrança feito tributo:


Lota de Macedo Soares (Paris, 16 de março de 1910 – Nova York, 25 de setembro de 1967), paisagista e aristocrata carioca. Uma personagem marcante da vida carioca nos anos 50 e 60, que mudou a paisagem do Rio de Janeiro, convenceu seu amigo Carlos Lacerda, recém-eleito governador do Estado da Guanabara em 1960, a fazer no aterro do Flamengo o mais espetacular parque urbano do lado de baixo do Equador. “Deve ser um Central Park para os cariocas”, dizia “Lota”, como era conhecida pelos amigos. Para tocar o projeto, sugeriu seu próprio nome.
Lota não era mesmo uma milionária comum. Ela dividia o mesmo teto com Elizabeth Bishop, uma das maiores poetas americanas do século 20. Durante quinze dos quase vinte anos em que Bishop permaneceu no Brasil, elas mantiveram uma relação marcada pela paixão e pela tragédia.
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Resultado de imagem para foto do parque do flamengoAntes mesmo de enfrentar a tarefa de erguer o Parque do Flamengo, Lota, que se suicidou em 1967, já agitava a vida do Rio de Janeiro. Era a ovelha negra de uma família tradicional que em plenos anos dourados só usava calças compridas e camisas masculinas. Era culta e simpática, conhecia as pessoas certas e tinha energia. À frente do parque, cuja execução se arrastou por anos a fio, tornou-se um galo de briga, capaz de passar pitos inesquecíveis em Carlos Lacerda e ir ao presidente Castelo Branco, para afirmar suas ideias.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Angelica Freitas é uma poeta brasileira

A poeta e tradutora brasileira Angélica Freitas foi premiada. Seu livro Rilke Shake foi escolhido como melhor trabalho original internacional de poesia publicado nos Estados Unidos no ano de 2016. A entrega do prêmio foi feita nos Estados Unidos.
O prêmio BTBA (Best Translated Book Award, melhor livro traduzido) também conta com a categoria ficção, conquistado pelo escritor mexicano Yuri Herrera, com a obra Signs Preceding the End of the World, traduzida do espanhol por Lisa Dillman.

Esta premiação contempla, além do autor, com US$ 5 mil, o tradutor, com o mesmo valor. O livro de Angélica foi traduzido por Hilary Kaplan. Lançado em 2007, o Best Translated Book Award é promovido pelo Three Percent, programa da Universidade de Rochester, nos EUA, voltado para tradução de obras literárias.
Na mesma premiação, a coletânea de contos da escritora Clarice Lispector The complete stories (Todos os Contos) ficou entre os 10 finalistas dos 570 trabalhos de ficção e poesia publicados nos EUA em 2015.
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FAMÍLIA VENDE TUDO _Angelica Freitas é uma poeta brasileira
família vende tudo
um avó com milito uso
um limoeiro
um cachorro cego de um olho
família vende tudo
por bem pouco dinheiro
um sofá de três lugares
três molduras circulares
família vende tudo
um pai engravatado
depois desempregado
e uma mãe cada. vez mais gorda
do seu lado
família vende tudo
um número de telefone
tantas vezes cortado
um carrinho de supermercado
família vende tudo
uma empregada batista
uma prima surrealista
uma ascendência italiana & golpista
família vende tudo
trinta carcaças de peru (do natal)
e a fitinha que amarraram no pé do júnior
no hospital
família vende tudo
as crianças se formaram
o pai faliu
deve grana para o banco do brasil
vai ser uma grande desova
a casa era do avó
mas o avó tá com o pé na cova
família vende tudo
então já vii
no fim da quinhentos contos
pra cada um
o júnior vai reformar a piscina
o pai vai abrir um negocio escuso
e pagar a vila alpina
pro seu pai com muito uso
família vende tudo
preços abaixo do mercado
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ANGÉLICA FREITAS nasceu em Pelotas, 1973 é uma poeta e tradutora brasileira. 
february mon amour

janeiro não disse a que veio 
mas fevereiro bateu na porta 
e prometeu altas coisas
'como o carnaval', ele disse.
fevereiro é baixinho,
tem 1,60 m e usa costeletas
faria melhor propaganda
do festiva) de glastonbury.)
pisquei ligeira nas almofadas:
'nem tô, fevereiro
abandonei o calendário'.
'você é um saco', ele disse
e foi cheirar no banheiro.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Wisława Szymborska

Wisława Szymborska (Kórnik, 2 de julho de 1923 — Cracóvia, 1 de fevereiro de 2012) foi uma escritora polaca galardoada com o Prémio Nobel na área de literatura (1996). Poetisa, crítica literária e tradutora, viveu em Cracóvia, onde se formou em Filologia Polaca e Sociologia pela Universidade Jaguellonica. A sua extensa obra, traduzida em 36 línguas, foi caracterizada pela Academia de Estocolmo como «uma poesia que, com precisão irônica, permite que o contexto histórico e biológico se manifeste em fragmentos da realidade humana», tendo sido a poetisa definida, como «o Mozart da poesia»
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EXEMPLO_ Wisława Szymborska
O vendaval
à noite arrancou todas as folhas de uma árvore,
menos uma,
deixada
para balançar só num galho nu.
Com este exemplo
a Violência demonstra
que sim –
às vezes ela gosta de se divertir.
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Quando o jornalista quis saber por que ela não publicou mais que 350 poemas ao longo de sua vida, Wisława Szymborska respondeu: “Eu tenho uma lixeira na minha casa.” E ainda: “Eu escrevo à noite. De dia, tenho o hábito irritante de reler o que escrevi para constatar que há coisas que não suportam sequer o teste de uma volta do globo.” (Revista Piauí)
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Retornos, poeta polonesa Wislawa Szymborska
Tem uns quarenta anos, mas não agora.
Existe — mas só como na barriga da mãe
na escuridão protetora, debaixo de sete peles.
Amanhã fará uma palestra sobre a homeostase
na cosmonáutica metagaláctica.
Por ora dorme, todo enroscado.
## Aqui o filho, um pesquisador angustiado, na véspera de uma palestra, que, no momento de crise, é como um feto exilado da barriga da mãe, de extrema fragilidade e, ao mesmo tempo, sobrevivente ao exílio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Motivando...

Aqui estou para agradecer os Amigos, Familiares,  Profissionais da Saúde soldados do bem , sempre ao meu lado nesta recuperação tão dolorida...aqui vou publicar alguns poemas feitos no leito hospitalar como prova de agradecimento...
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Inspiração Cabalística (noturna)--Ana Marly De Oliveira Jacobino
Venhas
Venhas estar comigo
nesta feira -livre
das meias verdades!
Venhas
Venhas gritar bem alto,
verborrágico pregão festivo
da casta caridade!
Venhas
Lançar suas vontades,
real, domínio público
lobo, que não és...
carnívora sociedade!
Venhas...
Venhas xispar vestimentas,
sobrevoar as caatingas,arrancar os espinhos...
Venhas...
Ficar nú...
ronronar inspirações...
Venhas...
amante shakespiriano
vestir-se da simplicidade!
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Uma permissão especial...

para o Agenda Cultural Piracicabana, pois, vou passar por uma cirurgia e uma recuperação demorada em que não poderei estar espalhando palavras poéticas e novidades para VOCÊ, Caríssimo Leitor! Agradeço por todos estes anos espalhando a Cultura através deste blog e do Sarau Literário Piracicabano. Até logo! Ana Marly de Oliveira Jacobino
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FelinaAna Marly De Oliveira Jacobino

Virou a página!
Visitou outros lugares...
Outros nomes...
Outras paixões...
Outros pomares...
Abraçou outros homens
sem escolher cor da pele,
sem escolher credos,
sem escolher data cronológica!
Deitou-se em outras camas...
Aninhou seu corpo trêmulo
aromatizado no ensejo

 do desejo...
Deixou os gatos de Hilda Hirst
miarem obscenidades
pornô -eróticas...
dentro dela..
miar no seu interior frígido
carne e sangue
mimetizados em carmim!
Corpo sequioso por braços amáveis,
acovardados pelo medo
carniceiro da morte dos prazeres e sentires...
Vou acender um cigarro, eu, que não fumo...
para anovelar as palavras inspiradas
nas dores de Hilda,
convulsionadas por seus castos amores
Réquiem dos pudores puros e sujos...
Desbocados
Deslocados...
Através da sua morte ...
Através da minha poesia!

## Dedico esse poema para "VOCÊ", Leitor da Agenda Cultural Piracicabana

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Um tempo para Poesia...

Ofereço para a minha Professora do Ensino Fundamental D. Rosélis... eu admirava suas mãos escrevendo no quadro negro.... e sonhava! Ana Marly De Oliveira Jacobino
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Esmalte vermelho _ Ana Marly De Oliveira Jacobino

Palavras escritas... 
multiplicam-se
pelo quadro negro...
Na ponta dos dedos
esmalte vermelho
transgressor ...
colore o vazio!

Olhos de infância
acha belo e misterioso
as veias azuladas
feito caminhos
longilíneos
ressecados...
cavados nas mãos!

Sentada na carteira escolar
Invento histórias
refletidas no esmalte vermelho
das mãos da professora!
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Sobre os pés calçados
repingam cristais de gelo
últimas gotículas fluídas
pela pseuda eternidade!
Urro visceral
cava o medo
gotícula ditatorial
criada pela emoção!
Sobre o corpo gelado
ao duro golpe do vento
o macacão camufla
a floresta no céu!
Urro visceral
regorgita alegria
contamina a vida
substrato da paixão!
Num primeiro salto
múltiplo, radical...
no organismo cósmico,
carregado pelo paráquedas!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mar...ó mar...

Para todos os Leitores da Agenda Cultural Piracicabana a quem dedico este poema ... vai lá e me ajuda a buscar no mar português a minha ancestralidade... os meus amores e as minhas dores... Ana Marly de Oliveira Jacobino
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Cantiga ao meu “Mar”- Ana Marly De Oliveira Jacobino

E o mar me fascina ... 
mesmo, ao longe sinto sua força
cá dentro de mim...
Saliniza minhas lágrimas
revisitando minha vida
no ir e vir das suas ondas...
numa busca infindável
por tesouros!
Saliniza minha vida
tão repleta de amores e dores...
tão repleta de alegrias e tristezas..
neste mar contido no mais belo olhar
carregado pelo vento boroeste...
navega meu coração lusitano,
navega meu coração caipiracicabano!
Invade minhas praias, ó mar...
cobre meus pés de corais...
transeunte que és desta alma
repleta de alegria e maresia!
Leva-me por caminhos inexplorados
ainda pelo inconstante vento..
leva-me por suas marolas, ó mar...
versejar para as sereias!
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Uma homenagem a cantora portuguesa que aprendi a amar desde a infância pelo cantar de meu pai: 
Resultado de imagem para foto de Amália Rodrigues
Amália Rodrigues na bela interpretação de  Barco negro:

https://www.youtube.com/watch?v=-GEaa9QGOd4



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Praga..., que praga é esta!?

Praga..., que praga é esta!? Ana Marly de Oliveira Jacobino

As pragas urbanas proliferam provocando danos à saúde dos habitantes das cidades mostrando sua voracidade, sem discriminação (conhece-se pelo nome de praga a irrupção súbita e multiplicadora de insetos, animais ou outros organismos de uma mesma espécie, que, provoca diversos tipos de prejuízos, por exemplo, as doenças) estão nos barracos, apartamentos e nas casas dos condomínios de alto luxo. É no acumulo do lixo que elas se sentem em casa!  O homem é o maior causador do aumento das pragas nas cidades, pois, além de, proporcionar a oferta de alimento e abrigo para elas, fazem da falta de higiene, o crescimento desordenado das mesmas, literalmente, por todos os cantos...
Tive a visita do controlador de pragas da empresa contratada pela Prefeitura do Município de Piracicaba, aqui no bairro nesta semana. Durante o ano eles vieram várias vezes para informar, inspecionar e fazer um diagnóstico sobre: como estamos cuidando dos nossos quintais (Santa Cecília, Jardim Brasília...), durante a inspeção de ontem fui informada das dificuldades dos funcionários da empresa prestadora do serviço com os cães, e, com as pessoas que, barram a entrada dos mesmos nas residências! Deste modo, casos de dengue já foram constatados por aqui!
Existe uma campanha de conscientização veiculada em território nacional pelos órgãos públicos, como, também, sabemos da responsabilidade para o combate da Dengue feita pelos mesmos, contudo, a população precisa fazer o seu papel com medidas de grande importância para a redução e, talvez, a erradicação desta doença no nosso país! O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). Por isso, o trabalho dos técnicos em monitorar a infestação dos mosquitos em toda a região da cidade!
Espero que não falte verba para a continuidade do trabalho desenvolvido pelo Centro de Controle de Zoonoses, e, dos funcionários da empresa prestadora de serviços nas operações de campo, ou, nos laboratórios! Nestes 2017, almejamos uma população ativa no seu papel no combate do mosquito transmissor das doenças eliminando de vez seus criadouros.
 Feliz 2017 para todos sem dengue, chikungunya e zika ! Vamos levar a sério o nosso papel de limpeza contra o criadouro do aedes aegypti!

Ana Marly de Oliveira Jacobino
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sarau Festivo em Poços de Caldas

Sarau Literário Piracicabano se sente honrado em estar participando deste 12º Sarau Literário Festivo em Poços de Caldas, evento este, realizado por Juraci Toricelli e Ondina Toricelli (com a colaboração de Sheyla Toricelli  e Alessandro Toricelli, e demais membros da sua família) .
Agradeço a todos os amigos aqui presentes e que sempre somam alegria, arte, amizade e gentileza e nos esperam de braços abertos, obrigada!

Obrigada, Poços de Caldas!
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Nosso anfitrião o poeta Juraci Toricelli
## Para sonhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. __Carlos Drummond de Andrade_ (1902 - 1987) foi um poeta brasileiro, também cronista, contista e tradutor. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social.
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A anfitriã a poeta Ondina Toricelli
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Coral Santa Luzia e a sua mascote a menina Laura no Sarau Festivo em Poços de Caldas
Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura


Paulo Leminski_ nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 24 de agosto de 1944. Paulo Leminski tornou-se conhecido por ter inventado seu próprio jeito para escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares.
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espírito natalino_ Ana Marly de Oliveira Jacobino

 espírito de natal...
só se ouve falar nele
ou, seria, dele...
vestido de branco
vestido de dourado
vestido de vermelho...
tudo se transforma
nada se modifica
muita badalação
pouca celebração...
num galho de azevinho
ele está
num pedaço do céu
ele está
num canto de passarinho
ele está
num piscante vagalume
na minha dor
ou, na dor do meu vizinho...
espírito de natal, enfim,
 livre, leve, solto
plagiando a canção
ou não...
por aí, por aqui...
num canto do hospital
numa rua deserta
numa cena do presépio
longe da badalação!
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Magia pura magia...