segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Um tempo para Poesia...

Ofereço para a minha Professora do Ensino Fundamental D. Rosélis... eu admirava suas mãos escrevendo no quadro negro.... e sonhava! Ana Marly De Oliveira Jacobino
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Esmalte vermelho _ Ana Marly De Oliveira Jacobino

Palavras escritas... 
multiplicam-se
pelo quadro negro...
Na ponta dos dedos
esmalte vermelho
transgressor ...
colore o vazio!

Olhos de infância
acha belo e misterioso
as veias azuladas
feito caminhos
longilíneos
ressecados...
cavados nas mãos!

Sentada na carteira escolar
Invento histórias
refletidas no esmalte vermelho
das mãos da professora!
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Sobre os pés calçados
repingam cristais de gelo
últimas gotículas fluídas
pela pseuda eternidade!
Urro visceral
cava o medo
gotícula ditatorial
criada pela emoção!
Sobre o corpo gelado
ao duro golpe do vento
o macacão camufla
a floresta no céu!
Urro visceral
regorgita alegria
contamina a vida
substrato da paixão!
Num primeiro salto
múltiplo, radical...
no organismo cósmico,
carregado pelo paráquedas!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mar...ó mar...

Para todos os Leitores da Agenda Cultural Piracicabana a quem dedico este poema ... vai lá e me ajuda a buscar no mar português a minha ancestralidade... os meus amores e as minhas dores... Ana Marly de Oliveira Jacobino
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Cantiga ao meu “Mar”- Ana Marly De Oliveira Jacobino

E o mar me fascina ... 
mesmo, ao longe sinto sua força
cá dentro de mim...
Saliniza minhas lágrimas
revisitando minha vida
no ir e vir das suas ondas...
numa busca infindável
por tesouros!
Saliniza minha vida
tão repleta de amores e dores...
tão repleta de alegrias e tristezas..
neste mar contido no mais belo olhar
carregado pelo vento boroeste...
navega meu coração lusitano,
navega meu coração caipiracicabano!
Invade minhas praias, ó mar...
cobre meus pés de corais...
transeunte que és desta alma
repleta de alegria e maresia!
Leva-me por caminhos inexplorados
ainda pelo inconstante vento..
leva-me por suas marolas, ó mar...
versejar para as sereias!
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Uma homenagem a cantora portuguesa que aprendi a amar desde a infância pelo cantar de meu pai: 
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Amália Rodrigues na bela interpretação de  Barco negro:

https://www.youtube.com/watch?v=-GEaa9QGOd4



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Praga..., que praga é esta!?

Praga..., que praga é esta!? Ana Marly de Oliveira Jacobino

As pragas urbanas proliferam provocando danos à saúde dos habitantes das cidades mostrando sua voracidade, sem discriminação (conhece-se pelo nome de praga a irrupção súbita e multiplicadora de insetos, animais ou outros organismos de uma mesma espécie, que, provoca diversos tipos de prejuízos, por exemplo, as doenças) estão nos barracos, apartamentos e nas casas dos condomínios de alto luxo. É no acumulo do lixo que elas se sentem em casa!  O homem é o maior causador do aumento das pragas nas cidades, pois, além de, proporcionar a oferta de alimento e abrigo para elas, fazem da falta de higiene, o crescimento desordenado das mesmas, literalmente, por todos os cantos...
Tive a visita do controlador de pragas da empresa contratada pela Prefeitura do Município de Piracicaba, aqui no bairro nesta semana. Durante o ano eles vieram várias vezes para informar, inspecionar e fazer um diagnóstico sobre: como estamos cuidando dos nossos quintais (Santa Cecília, Jardim Brasília...), durante a inspeção de ontem fui informada das dificuldades dos funcionários da empresa prestadora do serviço com os cães, e, com as pessoas que, barram a entrada dos mesmos nas residências! Deste modo, casos de dengue já foram constatados por aqui!
Existe uma campanha de conscientização veiculada em território nacional pelos órgãos públicos, como, também, sabemos da responsabilidade para o combate da Dengue feita pelos mesmos, contudo, a população precisa fazer o seu papel com medidas de grande importância para a redução e, talvez, a erradicação desta doença no nosso país! O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). Por isso, o trabalho dos técnicos em monitorar a infestação dos mosquitos em toda a região da cidade!
Espero que não falte verba para a continuidade do trabalho desenvolvido pelo Centro de Controle de Zoonoses, e, dos funcionários da empresa prestadora de serviços nas operações de campo, ou, nos laboratórios! Nestes 2017, almejamos uma população ativa no seu papel no combate do mosquito transmissor das doenças eliminando de vez seus criadouros.
 Feliz 2017 para todos sem dengue, chikungunya e zika ! Vamos levar a sério o nosso papel de limpeza contra o criadouro do aedes aegypti!

Ana Marly de Oliveira Jacobino
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sarau Festivo em Poços de Caldas

Sarau Literário Piracicabano se sente honrado em estar participando deste 12º Sarau Literário Festivo em Poços de Caldas, evento este, realizado por Juraci Toricelli e Ondina Toricelli (com a colaboração de Sheyla Toricelli  e Alessandro Toricelli, e demais membros da sua família) .
Agradeço a todos os amigos aqui presentes e que sempre somam alegria, arte, amizade e gentileza e nos esperam de braços abertos, obrigada!

Obrigada, Poços de Caldas!
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Nosso anfitrião o poeta Juraci Toricelli
## Para sonhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. __Carlos Drummond de Andrade_ (1902 - 1987) foi um poeta brasileiro, também cronista, contista e tradutor. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social.
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A anfitriã a poeta Ondina Toricelli
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Coral Santa Luzia e a sua mascote a menina Laura no Sarau Festivo em Poços de Caldas
Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo,tudo,tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura


Paulo Leminski_ nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 24 de agosto de 1944. Paulo Leminski tornou-se conhecido por ter inventado seu próprio jeito para escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares.
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espírito natalino_ Ana Marly de Oliveira Jacobino

 espírito de natal...
só se ouve falar nele
ou, seria, dele...
vestido de branco
vestido de dourado
vestido de vermelho...
tudo se transforma
nada se modifica
muita badalação
pouca celebração...
num galho de azevinho
ele está
num pedaço do céu
ele está
num canto de passarinho
ele está
num piscante vagalume
na minha dor
ou, na dor do meu vizinho...
espírito de natal, enfim,
 livre, leve, solto
plagiando a canção
ou não...
por aí, por aqui...
num canto do hospital
numa rua deserta
numa cena do presépio
longe da badalação!
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Magia pura magia...

sábado, 31 de dezembro de 2016

2017 ...venha!

A união carrega a força da alegria e fomenta a prosperidade...Feliz Ano Novo!Ana Marly De Oliveira Jacobino

Momentos vividos e revividos pelo Sarau Literário Piracicabano
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Você já foi a um...; então vá!

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Tempo de Magia_ Dulce Ana da Silva Fernandez
Pendurada no varal da saudade
Uma gota irisada de chuva
Enigma, sons misteriosos
Cheiro doce de presépio de Belém
Neste presépio, sombras passeiam
Entre figuras santas, imutáveis
Recordações de outros tempos
Passados, tão longe...
E, nos meus lembrares
Escuto o cantar do galo
Sinto cheiro de poeira de estrelas
E anjos entoam músicas celestiais
A natureza canta: É Natal! Jesus nasceu.
* Publicado no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 06 /12/2016
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Do traço que revela a alma-Carmen Pilotto

“A arte da grafite é acima de tudo, a arte da cidade e do público que nela vive” _ Profa. Maria Antonia Ramos – PUC SP

Imagens rupestres registraram fatos
E delinearam histórias a posteriori
revelando quadro a quadro o Homo sapiens

O mundo evoluiu e cidades se soergueram
Altaneiras, opressivas e acinzentadas

Os traços migraram aos muros
Viadutos e passarelas
Não em registros factuais
Mas nos protestos consensuais

Espaços ociosos começaram a gritar
Sangrentas vozes das dores
Bizarros circos de horrores
Marcas dos conflitos urbanos

Cenários da crueza das nuas ruas
E de uma vultosa transgressão dos valores
Que aflora na marginalidade
E revela a arte das periferias

E mesmo nas estampas atraentes
Resquícios de um consumismo extremo
Pulsando no coração humano
Guerra do poder manipulador
Camuflagem do valor intrínseco do produto

Vezes outras
O colorido tinge de sorrisos
Pedaços de muros carcomidos
Tonalizados de multicores almas
Que não se cabiam em si
E precisavam sair as ruas
Num bailado de vivacidade e magia

Rituais místicos que se perpetuam
Da era paleolítica à contemporânea...
* Publicado no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 06 /12/2016
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Sarau (nanoconto lítero-musical) _ Ana Marly de Oliveira Jacobino

"Um sarau sempre é marcado pelo ritmo, ora, cadenciado de uma poesia a ser declamada, ora, rápido, através da música..., tudo tão envolvente que vivemos momentos de pleno orgasmo com o universo!"



domingo, 18 de dezembro de 2016

Ultimo Sarau Literário Piracicabano

O Sarau Literário Piracicabano agradece a todos os amigos, colaboradores, participantes... nossos impulsionadores nestes quase 13 anos de trabalho voluntário em prol da Arte como um todo! Um tempo vai ser necessário para direcionar o rumo do barco da vida contra ventos e temporais... Tantos trabalhos e homenageados foram vistos, conhecidos, resgatados nas nossas publicações, não é mesmo?
Agradecendo essa força maior que me impulsiona mesmo nos vendavais da vida! Desejando a todos as bênçãos natalinas num festejar de alegria e saúde para 2017.
Que vença a alegria da arte e das palavras abençoadas para podermos retornar um dia... Quem sabe!?
Salve o Sarau Literário Piracicabano!

Ana Marly de Oliveira Jacobino


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Jogral de Natal com  Lurdinha Piedade, Marina Assato, Aurea Squerro e Márcia Onofre
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No palco a Orquestra Piracicabana de Viola Caipira e da Orquestra de Viola Caipira “AS PIRACICABANAS” regida por Marcela Costa

## O homem é sempre uma criança. O tempo jamais a consome. Em nossa caminhada estaremos sempre refazendo o mistério que (às vezes) a vida desfaz. Seguimos, sempre, remontando o curso da vida, abrindo as janelas do quarto onde dorme a criança interior, só para voltar ao arrepio do tempo e desatar todos os nós que escondem as coisas luminosas que trazem beleza à vida. (Beto Furlan)
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O som inesquecível  da viola_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro põe seu barco devagar! Paulinho da Viola
 Paulinho poderia ser bancário, marceneiro, mecânico, contudo, jamais deixaria de tocar violão! Ele reverencia nomes inesquecíveis ligados ao samba, sempre! Donga, Ismael Silva, Noel Rosa, Ary Barroso, Paulo da Portela, Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Kéti (esse era grande, ele afirma), Elton Medeiros, Candeia, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Monsueto Menezes, Dona Ivone Lara...  Paulinho é assim um eterno agradecido a suas raízes melódicas, carrega elogios para todos... um homem carinhoso e bom!
Paulinho da Viola desenvolve o aspecto harmônico do samba, aproximando-o ao choro!
 Para o pesquisador Pedro Alexandre Sanches : “Paulinho da Viola faz com samba e choro, o que a bossa fizera com samba e jazz, elaborando uma renovação que não desprega em nenhum momento o olho da tradição.”
E a viola celebra o tempero em suas mãos, rio-abaixo, serra-acima, quatro pontos, cebolinha... tudo bem afinado e temperado nas suas execuções! Marcela Costa leva a cura para todos os males! Como resistir a tristeza ao ouvir um cateretê riscado nas cordas da  viola?
São Gonçalo do Amarante (santo português) dizia:
 “A viola possui o poder de curar as doenças quando tocada em romarias!”
Marcela e Paulinho carregam este poder de cura em suas mãos! Então, vamos ouvi-los!
"Viola, minha viola,
foi feito de jacarandá,
quem tocá esta viola
vai no céu e torna vortá"
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Claudio Visockas Costa...

 Estamos aprendendo a viver sem a sua presença bondosa, sem a sua intelectualidade tão franciscana.... Difícil jornada a nossa de não abraçá- lo e não ouvi-lo mais, Claudio Visockas Costa...


No murmúrio... Ele estava!  Ana Marly de Oliveira Jacobino

“Ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira, então, Elias cobriu o rosto e escutou a voz de Deus”

Choramos a perda de um homem integro inteligente, amoroso, humilde... Dedicou a sua vida para a Arte e o estudo da Genética... Amável e abnegado..., um anjo vestido de humano, que, passou a vida semeando o bem!
Desde a minha infância aprendi a ter uma grande admiração por Cláudio Visockas Costa, seu rosto sempre iluminado por um sorriso largo, transpunha as barreiras impostas a cada novo dia! Tinha pelos livros e pela música uma paixão, arrebatadora! A vida o colocou várias vezes preso ao labirinto do Minotauro para ser devorado pelo monstro, porém, antes de ser fechado na escuridão para lutar com a fera, ele, tinha nas mãos o presente conquistado por sua bondade e inteligência, um rolo de fio que, uma vez desfiado pelo percurso em direção ao Minotauro, depois de ganhar a luta, poderia conduzi-lo pelo caminho de volta... Deste modo, Cláudio Costa foi galgando os mais significados postos acadêmicos, suas pesquisas por um longo tempo, dentro e fora do Brasil na área da Genética, o premiou como: Chefe de Departamento da Genética da Unesp!
Incansável fez da “Arte” seu vício! Foi Diretor do Teatro Municipal Dr. Losso Netto (de outubro de 99 a dezembro de 2000) dedicando todos os seus momentos para os acontecimentos voltados a direção do mesmo, reconfigurando a tessitura da sua vida, a de vidas presentes encontradas pelo seu caminho!
Presenciei sua devota admiração, como, fiel escudeiro, a Cultura Artística de Piracicaba, na sua direção de 1999-2005! Fui sua aluna em diversos momentos da vida, em disciplinas diversas: Matemática, História da Música... Muitas vezes, adoentada, andava mais de quatro quilômetros naquele horário do sol causticante até a ESALQ para ouvi-lo! O presente maior era tê-lo ao meu lado no retorno para casa, embevecida por sua sapiência franciscana! Doava parte do seu tempo acompanhando estrangeiros de passagem por Piracicaba! Nunca vangloriou o dom que tinha por aprender línguas! Cláudio foi instrumento de alegria, amor, esperança, união, e luz!
Piracicaba perde um grande intelectual... O mundo perde um grande cientista! Que a sua bondade abrace a dor que sentimos pela sua perda... A falta de ouvir suas histórias nos faz mais pobres... A falta de ouvir sua voz de barítono nos corais e madrigais leva-me a confabular com você, leitor: a voz de Cláudio Visockas Costa, sempre foi uma brisa ligeira configurada a voz etérea!
“A Arte existe porque a vida não basta!" Ferreira Gullar.

Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Coordenadora do Sarau Literário Piracicabano, prima  de Cláudio Visockas Costa

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Último Sarau Literário Piracicabano...

O Sarau Literário Piracicabano agradece a todos os amigos, colaboradores, participantes... nossos impulsionadores nestes quase 13 anos de trabalho voluntário em prol da Arte como um todo! Um tempo vai ser necessário para direcionar o rumo do barco da vida contra ventos e temporais... Tantos trabalhos e homenageados foram vistos, conhecidos, resgatados nas nossas publicações, não é mesmo?
Agradecendo essa força maior que me impulsiona mesmo nos vendavais da vida! Desejando a todos as bênçãos natalinas num festejar de alegria e saúde para 2017.
Que vença a alegria da arte e das palavras abençoadas para podermos retornar um dia... Quem sabe!?
Salve o Sarau Literário Piracicabano!
Ana Marly de Oliveira Jacobino


Sarau Literário Piracicabano
Local: Museu Prudente de Moraes - Centro                  Data: 06 de Dezembro de (terça-feira) - 19h30

Participação do Conjunto Caleidoscópio com  Carlos Roberto FurlanSuzi Christophe Furlan e Ana Lúcia Paterniani

Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite líteromusical
Apresentação da CIA Pimenta de Teatro com Benedita GiangrossiLívia Foltran Spada
 
Homenageados – Marcela Costa (musicista) e Paulinho da Viola (cantor, musicista)
Coordenação: Ana Marly de Oliveira Jacobino
Resultado de imagem para foto de Marcela Costa de Piracicaba
Marcela Costa

domingo, 27 de novembro de 2016

Uma festa sempre inesquecível...

Nuestro Sarau Literário Piracicabano es el conjunto de personas que comulgamos con el amor a la literatura música y toda clace de arte. Es un remanzo de paz para loscorazones. Todo en un ambiente democrático en el cual caben todos los que desean alimentarse de alegría. Angela Reyes Ramirez

##Trabalhos publicados no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 22 de Novembro de 2016
Colheita_ Ana Marly De Oliveira Jacobino
“A minha poesia continuará com o estilo do nosso populário, buscando no negro o ritmo, no povo em geral as reivindicações sociais e políticas e nas mulheres, em particular, o amor. Deixem-me amar a tudo e a todos” - Solano Trind
Solano foi operário, jornalista, poeta, funcionário publico, homem de teatro, funcionário público e um grande animador cultural. Premiado no exterior e elogiado por grandes expoentes, tais como Carlos Drummond de Andrade, Darcy Ribeiro, Otto Maria, Sérgio Milliet, e tantos outros! Solano esse escritor recifense está esquecido nos círculos culturais, apesar de todo o seu trabalho pela cultura brasileira, pela independência da cultura negra, pelo resgate da arte popular do nosso país!
Apenas vinte anos após a abolição nascia o negro Francisco Solano Trindade, considerado por alguns críticos como o criador da poesia assumidamente negra, desde pequeno ele vivenciou a cultura popular pernambucana, marcada com força pelas raízes negras!
Civilização branca

LINCHARAM um homem
entre os arranha-céus (li num jornal)
procurei o crime do homem
o crime não estava no homem
estava na cor de sua epiderme- 
                    ##Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 37.

Desafio aceito! 140 caracteres, mesmo tamanho das mensagens escritas e postadas no Twitter! Esta foi a proposta da organização do Concurso de Microcontos de Humor, desde a sua primeira edição (concebido por Lucila Calheiros Lucila Maria Silvestre , ex-diretora da Biblioteca Pública Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto)! Com produção de candidatos brasileiros, e, estrangeiros cada micocronto, foi chegando..., marcado por sua rapidez característica, ali, bem a vista da Comissão Organizadora para inflamar a leitura da Comissão Julgadora!
Julgar é sempre difícil, contudo, a Comissão cumpriu, com muito empenho, sua obrigação! Aquele microconto de humor considerado de alta qualidade, com relação aos critérios de: criatividade; concisão; originalidade; unidade de efeito..., foi selecionado para a etapa final. Houve ampla discussão e análise das respectivas escolhas de cada membro do júri. Deliberados os escolhidos, aprovados, apresentados a classificação por todos do júri diante da Comissão Organizadora: os três primeiros.
A capacidade de mostrar o cotidiano através do humor vai além da observação perspicaz do autor em escrever sobre a vida da sociedade do seu tempo..., ele, precisa envolver o seu leitor! Envolva-se na leitura dos escolhidos do Concurso de Microcontos de Humor para aliviar o estresse e dar boas risadas!
Enfim, podemos perceber a plantação feita, as mãos semearam as melhores sementes, elas cresceram e deram bons frutos, agora, depende de cada um afofar a terra, regá-la... cuidar para que cresçam sempre vivas neste grande celeiro artístico do nosso país!


FELICIDADE PROVISÓRIA _ Mari Sbravatti
Aproveitar o momento é degustar o prato da felicidade. Aquele, que está sendo servido hoje.
Nem sempre a felicidade vem em formato de motocicletas, viagens, shows ou bons restaurantes.
Muitas vezes a felicidade vem num copo de água geladíssima quando você está com sede. Beba, sinta o frescor da água percorrendo seu corpo.
A felicidade também pode vir em formato de uma ducha acompanhada de uma cama quentinha depois de horas tomando chuva na estrada. Não é felicidade um chuveiro quentinho, uma coberta, qualquer bobagem na TV e uma tacinha de vinho para esquentar? Esquenta o corpo, aquece a alma e acalma o coração.
A felicidade também pode estar na vitrine, em formato de 50% de desconto naquele sapato que você paquerou por meses. E que de tão básico e clássico, você vai conseguir usar por anos a fio.
A felicidade também pode te encontrar na rua. Ela vem com o abraço daquela amiga que você não via há anos e que também estava entrando para almoçar sozinha no mesmo restaurante que você. Lembra que naquele dia em especial você queria tanto uma companhia para almoçar e até o momento em que encontrou a felicidade na calçada não havia conseguido companhia?
Será que um dia paramos para agradecer estes pequenos fragmentos de felicidade?
Será que desfrutamos deles até o último fio de cabelo ou deixamos passar despercebidos?
Identificar o encontro com a felicidade é vital, aprender a absorvê-la em sua totalidade é um exercício diário. Vamos começar a praticar?
MAHATMA TEREZA _ Pedro Galuchi

Mahatma Madre de Calcutá
Todos os Ramas em reverências

As sete estações dos céus se abrem
Carruagens de Gabriéis esperam-na
Mahatma Tereza
Sari surrado roto das peregrinações
pelas almas desesperançadas
que afagaste em consolo
Mahatma Irmã Pequena
Da compleição mínima e frágil
configurando a humildade
dos gigantes de espírito
Mahatma... Mahatma...
As cinzas ao Ganges a banhar todas as praias
Perfumares o Universo
com o doce de tua bondade
Mahatma... Mahatma...
No infinito, certamente, unidos,
os Ramas Bapus de todas as fés
lhe aguardam para ocupares teu lugar
Mahatma... Tereza
Mahatma...
Mahatma...


#Proximo Sarau Literário Piracicabano fecha 2016 com chave de ouro em 06 de Dezembro no Museu Prudente de Moraes


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Solano Trindade

Solano Trindade _ o homenageado do Sarau Literário Piracicabano de 22 de Novembro no Museu Prudente de Moraes as 19h30 _ Entrada Gratuita

Canta América _ Solano Trindade 

Não o canto de mentira e falsidade
que a ilusão ariana
cantou para o mundo
na conquista do ouro
nem o canto da supremacia dos derramadores de sangue
das utópicas novas ordens
de napoleônicas conquistas
mas o canto da liberdade dos povos
e do direito do trabalhador...
Olorum ÈKE _ Solano Trindade 

Olorum Ekê
Olorum Ekê 
Eu sou poeta do povo 
Olorum Ekê

A minha bandeira
É de cor de sangue
Olorum Ekê
Olorum Ekê
Da cor da revolução
Olorum Ekê

Meus avós foram escravos
Olorum Ekê
Olorum Ekê
Eu ainda escravo sou
Olorum Ekê
Olorum Ekê
Os meus filhos não serão
Olorum Ekê
Olorum Ekê

sábado, 12 de novembro de 2016

Você já foi a um Sarau...então vá!

No dia 22 de novembro, às 19h 30, o Museu Prudente de Moraes recebe mais uma edição do Sarau Literário Piracicabano, evento sob a coordenação de Ana Marly De Oliveira Jacobino. Venha prestigiar esta noite repleta de arte, declamação, dança e muito mais! 
Entrada Gratuita

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Solano Trindade resgatou a arte popular e a força da Cultura Negra!

Solano Trindade resgatou a arte popular e a força da Cultura Negra! Na busca de resgatar o seu trabalho tão esquecido por todos o Sarau Literário Piracicabano resgata o seu nome no “Panteão de Homenageados!” Junto ao nome de Solano, o Prêmio Mocrocontos de Humor é por nós reverenciado! Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Sarau Literário Piracicabano
Local: Museu Prudente de Moraes - Centro 

Data: 22 de Novembro de (terça-feira) - 19h30

Participação do Conjunto Caleidoscópio com Carlos Roberto FurlanSuzi Christophe FurlanAna Lúcia Paternianii

Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite líteromusical

Apresentação da CIA Pimenta de Teatro com Benedita Giangrossi e Lívia Foltran Spada

Homenageado – SolanoTrindade (escritor, poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo e cineasta) e Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba

Contação de histórias com Evair Sousa

Danças com Josiany Shimla Josiany Longatto a e alunas do Ballet Jussara Sansigolo

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Para Francisca Júlia da Silva Münster

"Oh! , Francisca Júlia dos sonetos admiráveis... longe do rubor cênico das reuniões versejadas pelos Poetas, homens! Longe da erudição marcada pelos ternos, bengalas, chapéus na doce Confeitaria Colombo, em que, leva nas suas paredes, o amargor da discriminação... Francisca Júlia, tal qual, a Julieta de Shakespeare...morre de amor! Richard Mathenhauer o seu poema faz mérito ... embeleza com suas palavras, a minha...a nossa Francisca Júlia da Silva Münster... obrigada!" Ana Marly de Oliveira Jacobino


A UM VELHO _ Francisca Júlia 
(Morte‎: ‎1 de novembro de 1920 (49 anos); São Paulo
Nascimento‎: ‎31 de agosto de 1871; ‎Xiririca)

Por suas próprias mãos armado cavalheiro,
Na cruzada em que entrou, com fé e mão segura,
Fez um cerco tenaz ao redor do Dinheiro,
E o colheu, a cuidar que colhia a Ventura.

Moço, no seu viver errante e aventureiro,
O peito abroquelou dentro de uma armadura;
Velho, a paz vê chegar do dia derradeiro
Entre a abundância do ouro e o tédio da fartura.

No amor, de que é rodeado, adivinha e presente
O interesse que o move, o anima e o faz ardente;
Foge por isso ao mundo e busca a solidão.

O passado feliz o presente lhe invade,
E vive de gozar a pungente saudade

Das noites sem abrigo e dos dias sem pão.
"Os círios queimavam
Misturando-se ao odor das flores.
No centro da sala, o esquife,
E nele, Filadelfo.
A viúva em sua mortalha negra
Trazendo o rosto no véu
Da perda irreparável
Depôs a mão metida em luva enlutada
Sobre a mão despida e fria e imóvel
Do amado de tanto anos.
Deitou a cabeça no peito silencioso
E chorou;
Algumas lágrimas fugiram do véu
E caíram desesperadas sobre o terno negro,
Vestimenta da última grande viagem.

No quarto ermo de amores passados
Fica ela a rememorar o companheiro
Pranteado.
Abre a gaveta da escrivaninha:
Lá cinco frascos fatais.
Olhou pela vidraça
E lembrou-se que no dia seguinte
Seria Finados.
Para sempre finados.
À hora da despedida,
Pálida Poetisa em véu negro:
Nenhuma palavra. Lágrima alguma.
Somente um estremecimento
E um corpo que sobre o outro cai.
Morta!
Morta, sabia ela ser a existência
Quando a razão de uma vida jaz num ataúde."

(Richard Mathenhauer, "Francisca")
Richard Mathenhauer é Escritor e Poeta