segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Último Sarau Literário Piracicabano...

O Sarau Literário Piracicabano agradece a todos os amigos, colaboradores, participantes... nossos impulsionadores nestes quase 13 anos de trabalho voluntário em prol da Arte como um todo! Um tempo vai ser necessário para direcionar o rumo do barco da vida contra ventos e temporais... Tantos trabalhos e homenageados foram vistos, conhecidos, resgatados nas nossas publicações, não é mesmo?
Agradecendo essa força maior que me impulsiona mesmo nos vendavais da vida! Desejando a todos as bênçãos natalinas num festejar de alegria e saúde para 2017.
Que vença a alegria da arte e das palavras abençoadas para podermos retornar um dia... Quem sabe!?
Salve o Sarau Literário Piracicabano!
Ana Marly de Oliveira Jacobino


Sarau Literário Piracicabano
Local: Museu Prudente de Moraes - Centro                  Data: 06 de Dezembro de (terça-feira) - 19h30

Participação do Conjunto Caleidoscópio com  Carlos Roberto FurlanSuzi Christophe Furlan e Ana Lúcia Paterniani

Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite líteromusical
Apresentação da CIA Pimenta de Teatro com Benedita GiangrossiLívia Foltran Spada
 
Homenageados – Marcela Costa (musicista) e Paulinho da Viola (cantor, musicista)
Coordenação: Ana Marly de Oliveira Jacobino
Resultado de imagem para foto de Marcela Costa de Piracicaba
Marcela Costa

domingo, 27 de novembro de 2016

Uma festa sempre inesquecível...

Nuestro Sarau Literário Piracicabano es el conjunto de personas que comulgamos con el amor a la literatura música y toda clace de arte. Es un remanzo de paz para loscorazones. Todo en un ambiente democrático en el cual caben todos los que desean alimentarse de alegría. Angela Reyes Ramirez

##Trabalhos publicados no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 22 de Novembro de 2016
Colheita_ Ana Marly De Oliveira Jacobino
“A minha poesia continuará com o estilo do nosso populário, buscando no negro o ritmo, no povo em geral as reivindicações sociais e políticas e nas mulheres, em particular, o amor. Deixem-me amar a tudo e a todos” - Solano Trind
Solano foi operário, jornalista, poeta, funcionário publico, homem de teatro, funcionário público e um grande animador cultural. Premiado no exterior e elogiado por grandes expoentes, tais como Carlos Drummond de Andrade, Darcy Ribeiro, Otto Maria, Sérgio Milliet, e tantos outros! Solano esse escritor recifense está esquecido nos círculos culturais, apesar de todo o seu trabalho pela cultura brasileira, pela independência da cultura negra, pelo resgate da arte popular do nosso país!
Apenas vinte anos após a abolição nascia o negro Francisco Solano Trindade, considerado por alguns críticos como o criador da poesia assumidamente negra, desde pequeno ele vivenciou a cultura popular pernambucana, marcada com força pelas raízes negras!
Civilização branca

LINCHARAM um homem
entre os arranha-céus (li num jornal)
procurei o crime do homem
o crime não estava no homem
estava na cor de sua epiderme- 
                    ##Solano Trindade, em "Cantares ao meu povo". São Paulo: Fulgor, 1961, p. 37.

Desafio aceito! 140 caracteres, mesmo tamanho das mensagens escritas e postadas no Twitter! Esta foi a proposta da organização do Concurso de Microcontos de Humor, desde a sua primeira edição (concebido por Lucila Calheiros Lucila Maria Silvestre , ex-diretora da Biblioteca Pública Municipal Ricardo Ferraz de Arruda Pinto)! Com produção de candidatos brasileiros, e, estrangeiros cada micocronto, foi chegando..., marcado por sua rapidez característica, ali, bem a vista da Comissão Organizadora para inflamar a leitura da Comissão Julgadora!
Julgar é sempre difícil, contudo, a Comissão cumpriu, com muito empenho, sua obrigação! Aquele microconto de humor considerado de alta qualidade, com relação aos critérios de: criatividade; concisão; originalidade; unidade de efeito..., foi selecionado para a etapa final. Houve ampla discussão e análise das respectivas escolhas de cada membro do júri. Deliberados os escolhidos, aprovados, apresentados a classificação por todos do júri diante da Comissão Organizadora: os três primeiros.
A capacidade de mostrar o cotidiano através do humor vai além da observação perspicaz do autor em escrever sobre a vida da sociedade do seu tempo..., ele, precisa envolver o seu leitor! Envolva-se na leitura dos escolhidos do Concurso de Microcontos de Humor para aliviar o estresse e dar boas risadas!
Enfim, podemos perceber a plantação feita, as mãos semearam as melhores sementes, elas cresceram e deram bons frutos, agora, depende de cada um afofar a terra, regá-la... cuidar para que cresçam sempre vivas neste grande celeiro artístico do nosso país!


FELICIDADE PROVISÓRIA _ Mari Sbravatti
Aproveitar o momento é degustar o prato da felicidade. Aquele, que está sendo servido hoje.
Nem sempre a felicidade vem em formato de motocicletas, viagens, shows ou bons restaurantes.
Muitas vezes a felicidade vem num copo de água geladíssima quando você está com sede. Beba, sinta o frescor da água percorrendo seu corpo.
A felicidade também pode vir em formato de uma ducha acompanhada de uma cama quentinha depois de horas tomando chuva na estrada. Não é felicidade um chuveiro quentinho, uma coberta, qualquer bobagem na TV e uma tacinha de vinho para esquentar? Esquenta o corpo, aquece a alma e acalma o coração.
A felicidade também pode estar na vitrine, em formato de 50% de desconto naquele sapato que você paquerou por meses. E que de tão básico e clássico, você vai conseguir usar por anos a fio.
A felicidade também pode te encontrar na rua. Ela vem com o abraço daquela amiga que você não via há anos e que também estava entrando para almoçar sozinha no mesmo restaurante que você. Lembra que naquele dia em especial você queria tanto uma companhia para almoçar e até o momento em que encontrou a felicidade na calçada não havia conseguido companhia?
Será que um dia paramos para agradecer estes pequenos fragmentos de felicidade?
Será que desfrutamos deles até o último fio de cabelo ou deixamos passar despercebidos?
Identificar o encontro com a felicidade é vital, aprender a absorvê-la em sua totalidade é um exercício diário. Vamos começar a praticar?
MAHATMA TEREZA _ Pedro Galuchi

Mahatma Madre de Calcutá
Todos os Ramas em reverências

As sete estações dos céus se abrem
Carruagens de Gabriéis esperam-na
Mahatma Tereza
Sari surrado roto das peregrinações
pelas almas desesperançadas
que afagaste em consolo
Mahatma Irmã Pequena
Da compleição mínima e frágil
configurando a humildade
dos gigantes de espírito
Mahatma... Mahatma...
As cinzas ao Ganges a banhar todas as praias
Perfumares o Universo
com o doce de tua bondade
Mahatma... Mahatma...
No infinito, certamente, unidos,
os Ramas Bapus de todas as fés
lhe aguardam para ocupares teu lugar
Mahatma... Tereza
Mahatma...
Mahatma...


#Proximo Sarau Literário Piracicabano fecha 2016 com chave de ouro em 06 de Dezembro no Museu Prudente de Moraes


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Solano Trindade

Solano Trindade _ o homenageado do Sarau Literário Piracicabano de 22 de Novembro no Museu Prudente de Moraes as 19h30 _ Entrada Gratuita

Canta América _ Solano Trindade 

Não o canto de mentira e falsidade
que a ilusão ariana
cantou para o mundo
na conquista do ouro
nem o canto da supremacia dos derramadores de sangue
das utópicas novas ordens
de napoleônicas conquistas
mas o canto da liberdade dos povos
e do direito do trabalhador...
Olorum ÈKE _ Solano Trindade 

Olorum Ekê
Olorum Ekê 
Eu sou poeta do povo 
Olorum Ekê

A minha bandeira
É de cor de sangue
Olorum Ekê
Olorum Ekê
Da cor da revolução
Olorum Ekê

Meus avós foram escravos
Olorum Ekê
Olorum Ekê
Eu ainda escravo sou
Olorum Ekê
Olorum Ekê
Os meus filhos não serão
Olorum Ekê
Olorum Ekê

sábado, 12 de novembro de 2016

Você já foi a um Sarau...então vá!

No dia 22 de novembro, às 19h 30, o Museu Prudente de Moraes recebe mais uma edição do Sarau Literário Piracicabano, evento sob a coordenação de Ana Marly De Oliveira Jacobino. Venha prestigiar esta noite repleta de arte, declamação, dança e muito mais! 
Entrada Gratuita

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Solano Trindade resgatou a arte popular e a força da Cultura Negra!

Solano Trindade resgatou a arte popular e a força da Cultura Negra! Na busca de resgatar o seu trabalho tão esquecido por todos o Sarau Literário Piracicabano resgata o seu nome no “Panteão de Homenageados!” Junto ao nome de Solano, o Prêmio Mocrocontos de Humor é por nós reverenciado! Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Sarau Literário Piracicabano
Local: Museu Prudente de Moraes - Centro 

Data: 22 de Novembro de (terça-feira) - 19h30

Participação do Conjunto Caleidoscópio com Carlos Roberto FurlanSuzi Christophe FurlanAna Lúcia Paternianii

Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite líteromusical

Apresentação da CIA Pimenta de Teatro com Benedita Giangrossi e Lívia Foltran Spada

Homenageado – SolanoTrindade (escritor, poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo e cineasta) e Concurso de Microcontos de Humor de Piracicaba

Contação de histórias com Evair Sousa

Danças com Josiany Shimla Josiany Longatto a e alunas do Ballet Jussara Sansigolo

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Para Francisca Júlia da Silva Münster

"Oh! , Francisca Júlia dos sonetos admiráveis... longe do rubor cênico das reuniões versejadas pelos Poetas, homens! Longe da erudição marcada pelos ternos, bengalas, chapéus na doce Confeitaria Colombo, em que, leva nas suas paredes, o amargor da discriminação... Francisca Júlia, tal qual, a Julieta de Shakespeare...morre de amor! Richard Mathenhauer o seu poema faz mérito ... embeleza com suas palavras, a minha...a nossa Francisca Júlia da Silva Münster... obrigada!" Ana Marly de Oliveira Jacobino


A UM VELHO _ Francisca Júlia 
(Morte‎: ‎1 de novembro de 1920 (49 anos); São Paulo
Nascimento‎: ‎31 de agosto de 1871; ‎Xiririca)

Por suas próprias mãos armado cavalheiro,
Na cruzada em que entrou, com fé e mão segura,
Fez um cerco tenaz ao redor do Dinheiro,
E o colheu, a cuidar que colhia a Ventura.

Moço, no seu viver errante e aventureiro,
O peito abroquelou dentro de uma armadura;
Velho, a paz vê chegar do dia derradeiro
Entre a abundância do ouro e o tédio da fartura.

No amor, de que é rodeado, adivinha e presente
O interesse que o move, o anima e o faz ardente;
Foge por isso ao mundo e busca a solidão.

O passado feliz o presente lhe invade,
E vive de gozar a pungente saudade

Das noites sem abrigo e dos dias sem pão.
"Os círios queimavam
Misturando-se ao odor das flores.
No centro da sala, o esquife,
E nele, Filadelfo.
A viúva em sua mortalha negra
Trazendo o rosto no véu
Da perda irreparável
Depôs a mão metida em luva enlutada
Sobre a mão despida e fria e imóvel
Do amado de tanto anos.
Deitou a cabeça no peito silencioso
E chorou;
Algumas lágrimas fugiram do véu
E caíram desesperadas sobre o terno negro,
Vestimenta da última grande viagem.

No quarto ermo de amores passados
Fica ela a rememorar o companheiro
Pranteado.
Abre a gaveta da escrivaninha:
Lá cinco frascos fatais.
Olhou pela vidraça
E lembrou-se que no dia seguinte
Seria Finados.
Para sempre finados.
À hora da despedida,
Pálida Poetisa em véu negro:
Nenhuma palavra. Lágrima alguma.
Somente um estremecimento
E um corpo que sobre o outro cai.
Morta!
Morta, sabia ela ser a existência
Quando a razão de uma vida jaz num ataúde."

(Richard Mathenhauer, "Francisca")
Richard Mathenhauer é Escritor e Poeta 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Feira Literária Piracicabana

Sarau Literario Piracicabano gostaria que todos vocês que, o acompanha durante todo o seu percurso aqui em Piracicaba participassem da Flipira (como: público, ou, no palco mostrando o seu trabalho tão lindo e motivador para que a FLIPIRA floresça). Agradeço a colaboração , obrigada! Ana Marly De Oliveira Jacobino 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

FEBEAPÁ (Festival de Besteira que assola o país) _


FEBEAPÁ (Festival de Besteira que assola o país) _ Ana Marly de Oliveira Jacobino

O sol nasce para todos. A sombra para quem é mais esperto”. Stanislaw Ponte Preta
O “Festival de Besteiról” criado por Sergio Stanislaw Ponte Preta Porto está mais do que nunca ativo no nosso país. Como é possível constatar essa verdade? Basta entrar em qualquer rede social, ou não, como jornais, twitter ou facebook para comprovar a permanência do festival de besteira! Penso que, nestes dias de sandices, o Sérgio se esbaldaria com o farto material colhido nestes meios de comunicação!
Sérgio Marcus Rangel Porto foi um trabalhador incansável, em sua máquina de escrever trabalhou horas a fio, cumpridor dos compromissos assumidos, fez do seu trabalho sua vocação de vida, contrariando a lenda do “bon vivant”, do gozador da vida, títulos difamantes a ele atribuídos! Sem medo, ele citava os desmandos feitos pela linha dura do regime militar tendo a função de denunciar e combater os métodos de coerção e os atos de repressão do regime em seus trabalhos! Não há nada mais saboroso do que rir e pensar na forma irônica como o autor chamava a ação militar de “a redentora”.
Neste ir e vir das palavras no dedilhar da história Cássio Padovani Martins Pereira soube da importância de se usar a arte como ferramenta social, muito além da nossa compreensão do valor e do poder das transformações históricas, as quais, a arte nos mostra sem rodeios para nos fazer acordar do sono insano, inconsciente da maioria dos seres humanos! Mover a nossa sensibilidade é uma mostra destes artífices da consciência.
Sérgio Porto e Cássio Padovani, como todos nós, puderam se certificar das atrocidades do século XX (continuando no XXI) carregados dos genocídios, ditaduras e violências de toda sorte de misérias, eles não ficaram estáticos diante de tudo e de todos! A partir das suas histórias de vidas, deixo a bela frase lapidada pelo escritor Jorge Luis Borges:

Por vezes à noite há um rosto. Que nos olha do fundo de um espelho. E a arte deve ser como esse espelho. Que nos mostra o nosso próprio rosto.”

Nestes 20 de Setembro de 2016, o Sarau Literário Piracicabano dignifica os nomes de Sérgio Marcus Rangel Porto e de Cássio Padovani Martins Pereira na extensa lista feita através dos nomes de todos os seus ilustres homenageados, como: “Artífices da Consciência!”

Cássio Padovani



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Duas histórias de paixão pela palavra e pela arte


Duas histórias de paixão pela palavra e pela arte _ Ana Marly de OliveiraAna Marly De Oliveira Jacobino
Tive a honra de estar presente no lançamento do livro “Frei Paulo Maria de Sorocaba vida e obra” um trabalho de muita pesquisa de Cassio PadovaniMartins Pereira, numa noite de sexta-feira, 22 de Agosto de 2012, aqui no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes. Ele revela, na biografia do religioso, que ensinava artes plásticas gratuitamente, curiosidades e depoimentos de discípulos e alunos trazendo, ainda, uma análise dos trabalhos feitos pelo frei, o primeiro a ensinar a pintura de paisagens ao ar livre na cidade. 
O autor fez um trabalho admirável de pesquisa sobre o frei desde 1988, mas, em 2005, resolveu retomar o projeto. Todos nós ganhamos com a sua iniciativa! Conhecia a vida do frei capuchinho pelas conversas com meu pai e com um dos seus discípulos. Os elogios sobre a sua vida foram sempre marcados por lembranças adocicadas pela sua arte em espalhar as cores, vistas pelos olhos da sua alma linda!
Enfim, a história dos homenageados de hoje é partilhada com todos vocês, para mostrar que, trabalhos tão diferenciados são conhecidos e reconhecidos como atemporais, pelos olhos dos seus leitores e apreciadores das belezas compostas nas telas da vida de cada um.
Sérgio Porto publicou, sob um dos melhores pseudônimos já criados: Stanislaw Ponte Preta. Misterioso, dava nome e sobrenome aos irônicos, sarcásticos, cínicos e muito bem humorados textos. Criou personagens folclóricos no jornalismo brasileiro, como a Tia Zulmira, uma velhinha careta e saliente, que apontava o dedo para as “modernidades” da vida e soltava tiradas filosóficas sobre o cotidiano. Mas, o mais destacado dos personagens foi ele mesmo, o “Lalau”, que de tão conhecido, chegou a ser tratado pelo apelido. 
Criou uma frase célebre que tão bem expressa a sua visão pela história brasileira, sempre tão atual: “Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele”.

Parte do publico do sarau Literário Piracicabano de 20 de Setembro de 2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Você já foi a um sarau:

                                                Próximo Sarau:
Local: Museu Prudente de Moraes - Centro
               Data: 20 de Setembro (terça-feira) - 19h30


Participação do Conjunto Caleidoscópio com Carlos Roberto FurlanSuzi Christophe FurlanAna Lúcia Paterniani
Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite líteromusical
Apresentação da CIA Pimenta de Teatro com Benedita GiangrossiLívia Foltran Spada
Contação de história por Evair Sousa
Homenageados – Stanislaw Ponte Preta (escritor, jornalista) , Cassio Padovanii (escritor, professor)
##Trabalhos a seguir foram publicados no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 23 de Agosto de 2016

Lua Alada - Eleni De S. Prado
Lua ! Que clama para o amor;
Beija a noite em seu esplendor.
Saúda a Terra! faz brotar a semente...
Exalta paixões e inspira por todo sempre.
Os mistérios do Luar;
Põe-se o homem a sondar;
Deita os olhos na imensidão.
Sente a alma, pousar no coração...
E quando ao pisar nesse chão;
No desvendar dos segredos, quase tem alusão.
De pairar sobre o fluxo, Divino do Amor,
Na velocidade alada do beija flor.
Oh!! Lua, Lua
Que representa magia, desperta emoção;
E os poetas! A Ti faz comunhão...
Seja, ao compor verso e prosa,
Ou, entoar uma Linda!!! Canção.

Sina de um peão
Vendo da janela, lá adiante 
passa uma boiada no estradão, 
Fico ouvindo o toque do berrante, o bramar do gado e os gritos dos peões.
Me bate uma saudade!
De quando eu ajuntava minhas traia e enciava meu cavalo e saia pro mundão de meu Deus.
Tocava o gado com meus parceiros, cercava o gado quando estourava,
Corria atrás de garrote,
Atè laçava boi em meio a boiada.
Moço!!!
Naquela tarde de janeiro, ao laçar o trigueiro, minha mão se prendeu,
arrastado e pisoteado, sem poder fazer nada, me restou esperar.
Com os olhos embaçados, sem poder fazer nada, só ouvia lá longe,
o ponteiro tocando o berrante, avisando do acontecido pra peonada.
Hoje aqui preso à esta cadeira de rodas,
só o que me resta é a saudade do tempo que eu era peão de boiadeiro.
## Mauricio Generoso


O tempo passa num vôo alucinante
Os momentos lindos e feios se vão
E preciso amar e viver cada instante como se fosse o ultimo
Amar sonhar abraçar e beijar enquanto se tem tempo
O tempo pode ser cruel depende apenas o que fazemos dele
Vamos amigo dance e cante
Brinque de ser feliz # Angela Sega

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Eu morro de amores pela poesia! E você?

##Publicaçôes feitas no Caderno do sarau Literário Sarau Literario Piracicabano de 23 de Agosto de 2016

Ranhuras do tempo - Dulce Ana da Silva Fernandez 
Hum!
Manhã de nuvens escuras, fugídias;
Borboleta de tarja negra
Entrou pela janela da sala de visitas.
A seguir, vento forte, tresloucado!
Bate as janelas,
Bate as portas,
Golpeia teias de aranha,
Derruba pó de picumã,
Empurra o vaso de flores...
Será? Algum aviso antecipado?
Pois é:
Sempre que o vento
Cantava furioso,
Despertando a genésica semente
Minha avó, com dedos trêmulos,
Silenciosa, persignava-se;
A tristeza baixava sobre ela:
Sabia da existência de coisas estranhas
Nas engrenagens do destino.
E o vento arranhava o chão
À procurar de mortos.
E, na caixa fúnebre dos acontecimentos,
Surpresas!
Entristeciam o viver.
O tempo enfileirando anos;
mas, enroscados em crendices,
Aprendemos a decifrar
Dentro da noite escura como corvo:
Miados longos de gatos;
Uivar triste de cães;
Fitas para amarrar pesadelos...
E, quando o silêncio se derrama,
para além do relógio do tempo
Há quem fale com os mortos...
Na trilha empoeirada do viver, saudades
Flutuam como essência volátil:
Lágrimas derramadas, orações apressadas,
Que atravessaram noites e madrugadas.
Por quê? Na busca de significados:
Tantos enigmas, tantas perguntas?


NA DÚVIDA... - Marieli Sbravatti Mari Sbravatti
Crase? Na dúvida, não use
Casaco? Na dúvida, leve.
Batom? Na dúvida, retoque.
Gasolina? Na dúvida, abasteça.
Mensagem? Na dúvida, delete.
Cabelo? Na dúvida, prenda com um coque.
Esmalte? Na dúvida, o clássico vermelho.
Banheiro? Na dúvida, visite antes de sair.
Roupa? Na dúvida, um pretinho básico.
Perfume? Na dúvida, o mais suave.
Jantar? Na dúvida, uma massa ao sugo.
Amor? Na dúvida, não é amor.


Tem choroLetícia Vidor
Tem choro à toa
quando ouço Bethânia
declamando a história do Menino Jesus
de Fernando Pessoa.

Tem choro chorado
quando me deleito
com Alessandro Penezzi
dedilhando um choro rasgado.

Tem choro sentido
quando escuto Mônica Salmaso
cantando o marido traído:
“No sonho de quem você vai e vem

com os cabelos que você solta?
Que horas, me diga que horas,
me diga que horas você volta?”

Tem choro doído
ao me lembrar que
quando eu tinha 14 anos
meu pai saiu de casa
sem me falar
que era em definitivo.

Tem choro dolente
de quando perdi
meu amor adolescente.

Tem choro apavorado
quando temo e tremo
só de pensar em passar
por outro episódio depressivo
daqueles bem brabos.

Tem choro mansinho
quando caminho
pela beira do rio
e me lembro do bem
que aquele moço me faz.

Tem choro ao me recordar
de quanto tempo
passei sem conseguir chorar.


Amor, sons da vida... - Celso Gabriel de Toledo e Silva _ Cegatosí Boaratti
Proibidos, é o que somos, por causa de nosso recíproco gostar,
Quis assim o destino conosco, o amor, mas não a proximidade,
O compartilhar de sentimentos aos quais nem sempre são visíveis,
O prazer das emoções que se fazem imaginação e não palpáveis;

Tudo se fez do nosso primeiro contato e por fim nem percebemos,
Contudo o tempo pouco a pouco foi nos aproximando e nos unindo,
Não somos reais no contato de pele a pele, mas verdadeiros d’alma,
Vivemos, pois d’um afeto ora virtual que só a nós e a vida pertence;

Há em nós a consciência, muito mais ao desejo da pura felicidade,
Haverá quem pense que o que vivemos é obsceno, quase um crime,
Engana-se ser um desalinhar de paixões, é o ‘cantar’ de dois corações;


Somos ‘guitarras’ que esperam pelo toque das mãos certas, permitidas,
Somos ‘músicas’ que dia a dia cada qual aprende a letra d’outro e seus significados,

Somos ‘versos’ em prosa, rimas de ousadia e êxtase, excitante poesia.