terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lucille Ball; I love Lucy!

"Se você está triste e não vê mudança nisto, a receita para esta mudança é infálivel vá a uma locadora pertinho da sua casa e alugue um seriado, o nome para esta receita da alegria é "I love Lucy!" Uau! Já estou rindo só de imaginar tudo que já assiste com ela e seus parceiros! Alegria, irreverência é sinônimo desta comediante considerada por mim; como a melhor do século XX. A benção Lucille Ball, e, obrigada por ser autora desta fonte inesgotável de alegria impulsionadora do nosso ânimo!
                                        Ana Marly de Oliveira Jacobino

Comece a rir neste instante assista a performance de Lucille Ball neste "I Love Lucy":
Lucille Desiree Ball, a primeira mulher comediante da TV, nasceu em 6 de agosto de 1911 em Jamestown, Nova York. Começou a estudar teatro aos 15 anos. Adolescente, trabalhou como modelo enquanto tentava conseguir uma vaga na Broadway. Em 1930, sua carreira deslanchou quando participou do filme Roman Sacandals e de diversas comédias. Conheceu seu marido, Desi Arnaz, em um set de filmagem, em 1940, e continuou seguindo a carreira de atriz por vários anos. O casal passou a filmar especiais de uma hora com os mesmos personagens, intitulados The Luci-Desi Comedy Show. Estes, por sua vez, prosseguiram até 1960, quando Ball e Arnaz se divorciaram.
Lucille Ball, até hoje, é a pessoa que mais saiu em capas da famosa revista americana TV Guide. Ela inclusive foi a capa da primeira edição da revista.
Em 1951, Lucille e seu marido, Desi Arnaz, financiaram um programa-piloto para uma série cômica na televisão. A CBS gostou da idéia e concedeu à Desilu, a produtora do casal, os eventuais lucros de repetição do seriado. Assim nas décadas seguintes o "I love Lucy" rendeu uma fortuna a seus criadores. Exportado para cerca de 80 países, até hoje esses episódios são apresentados na TV.
                           Assista e ria muito:
                               http://youtu.be/0bViswHmi6E


                   Uma bonita foto de Lucille Ball e Desi Arnaz.Este epísódio mudou a minha concepção de ver o humor na televisão.. Comi tanta bala com Lucy e Ethel que fiquei com dor de dente. Ria mas ria muito com a dupla :

Lucy e Ethel eram inseparáveis - na vida real, as atrizes Lucille Ball e Vivian Vance também se tornaram grandes amigas.
Um presente de aniversário de Lucille Ball para você:  I Love Lucy-Stomping Grapes told by Lucy herself! http://t.co/fg5UkQ2

Lucille Ball pediu permissão a Carmen Miranda para imitá-la em um dos primeiros episódios da série. A permissão foi concedida, e mais ainda, a "Pequena Notável" foi conferir pessoalmente durante as gravações a imitação feita por Lucille Ball - e gostou muito.
                     Veja a sensacional Lucille Ball em:
                                                     http://youtu.be/IrlG7Y4BWjo
Dance o tango com este casal que nos deu momentos inesquecíveis:
             "I Love Lucy" season 6 episode, "Lucy Does the Tango."
                                  http://youtu.be/Fr7jcdqIi08
                               Os 4 amigos: Lucy, Ricky, Ethel e Fred
Ela foi a primeira atriz a continuar a filmar os episódios de uma série de TV mesmo estando grávida. Ela convenceu os produtores a fazer com que sua personagem também engravidasse, e em 19 de janeiro de 1953 cerca de 44 milhões de espectadores acompanharam o parto de sua personagem, algumas horas depois que a atriz deu à luz ao seu filho, Desi Arnaz Junior.
 
             Quer rir e melhorar o seu humor! Ouça Desi Arnaz
                                          http://youtu.be/1iwOFoSVfbU
Depos da separação de Desi Arnaz,  Lucille Ball casou-se com o comediante Gary Morton, que passou a trabalhar como produtor de seus projetos. De 1962 até 1974 ela trabalhou na TV em duas séries: The Lucy Show e Here´s Lucy, ambas exibidas na CBS às segundas-feiras por 23 anos consecutivos. Em 1985 chegou a trabalhar em séries de drama, mas no ano seguinte estava de volta à comédia na série Life with Lucy. Sua última aparição na TV foi com Bob Hope, sua contraparte masculina no show business. Juntos, eles apresentaram o Academy Awards de 1989 para jovens talentos. Ball morreu semanas depois, em 26 de abril de 1989.

Veja + e ria muito: http://youtu.be/cSqPYH_0Hsc
Sensacional este cápítulo de "I love Lucy" é a propaganda mais saborosa que já vi. Assista e fique sóbrio se puder:
                                                 http://youtu.be/jVfBRRm7RgI
"Lucille Ball á você dedico todos os momentos de alegria que tive com o seu seriado "I love Lucy" e dedico junto com a Agenda Cultural Piracicabana o "selo róseo" por ser a melhor comediante do século XX!"
                       I love Lucy em : http://youtu.be/9Vus9WzZq60


http://lucysite.vilabol.uol.com.br/fotos.html
Atrizes premiadas no Emmy Awards
                                              Convite do Sarau Literário Piracicabano
Sarau faz homenagens para a Casa do Amor Fraterno e o Profeta Gentileza
Dia 16 de Agosto (terça) - Às 19h30

"O Sarau mais charmoso da cidade”
          Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
                  Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...
Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal).
                                                 Gentileza; o profeta da bondade
fotos google

domingo, 7 de agosto de 2011

Flip uma nova visão na literatura!


"A Semana Moderna de 22 deu uma nova roupagem para a literatura nacional tirou a sua sisudez para colocar despretensão na sua forma de ver e viver o momento. Transformações radicais iriam surgir a partir do modernismo. A sociedade assustada, com tantas barreiras quebradas não tinha idéia, do que todo esse turbilhão literário faria  tanto para a arte, à música, o teatro (...) virar de ponta cabeça.”
                                                             Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Parati se envolve na turbelência de uma festa literária, onde o frio se faz presente! 
          Antonio Candido e suas experiências com Oswald de Andrade (Parte2)
   Antônio Candido contou que Oswald de Andrade era carente de afeto, por isso sua agressividade. Mas, também era um homem cândido, pois não guardava rancor.
  Candido afirmou que: o “Modernismo Brasileiro” foi obra de Oswald e Mário de Andrade. Um dia Oswald falou para Antônio Candido:
            “Considero Mário de Andrade a maior personalidade do Modernismo Brasileiro e Macunaíma o melhor livro!”
             Oswald sempre empurrou Mário para frente, mas, quando brigaram Mário não quis voltar à amizade. Oswald tentou de tudo para reatar sem conseguir ser ouvido por Mário!
             Uma idéia, a qual, Oswald nunca abandonou foi a de que a sociedade seria mais bem gerida pelo sistema do matriarcado. A sociedade privada e toda a sua problematização começaram quando terminou o matriarcado.
              Ele tinha um fermento anárquico dentro dele ao dizer que: “ninguém é dono de ninguém”, portanto foi comunista brigou com as idéias ao ver os acontecimentos na União Soviética, e, ficou um socialista aberto a sociedade gerida pela mulher. Dizia que o homem é um egoísta e não sabe compartilhar (meu carro, minha casa, meu filho...)
             Candido revela que a Literatura Brasileira antes dos modernistas tinha terno azul marinho e gravata preta, e, os modernistas trouxeram o riso, a alegria, a irreverência para a Literatura. Tudo ficou diferente!
             Antonio Candido avaliou a atual crítica literária brasileira, como, a que: "não corre risco nenhum, os rapazes fazem tese sobre Machado de Assis, Jorge Amado, José Lins do Rego, Clarice Lispector. A pessoa pega o livro e diz: "esse é bom, esse é ruim". A crítica acabou!""
           "Eu tive uma sorte extraordinária porque fui crítico literário num tempo de esplendor da literatura brasileira."
Um dos cartazes da «Semana», satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura.
                               Sacudindo as estruturas da arte tupiniquim
       A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.
      Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.
      A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.
            Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.
             Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.
        De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos; 
        Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.
        Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.
        Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.
Grupo de participantes de Piracicaba caminhando para a Tenda das Palestras, logo de manhã, o frio intenso cobria a cidade.
                                        Um pouco mais das belezas de Parati
Por estar localizada quase ao nível do mar, a cidade foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré alta, o que lhe valeu o título de a Veneza brasileira
          Vários eventos culturais têm Parati como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a Festa Literária Internacional de Parati (FLIP).
          Realizada desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas. A cada ano, a festa é dedicada à memória de um grande escritor já morto. Em 2003, o homenageado foi Vinícius de Moraes; em 2004, Guimarães Rosa; em 2005, Clarice Lispector; em 2006, Jorge Amado; em 2007, Nelson Rodrigues; em 2008 Machado de Assis; em 2009 Manuel Bandeira, 2010, Gilberto Freyre e 2011 Oswald de Andrade.

Aldeia de pescadores mostra a igreja enfeitada para a festa de São Pedro.
Lucila Calheiros Silvestre a diretora da Biblioteca Pública de Piracicaba em visita a Biblioteca da Aldeia (dos ribeirinhos e pescadores).


Um pouco dos participantes de Piracicaba: Leda, Lurdinha, Marly Perecin, Maria Estela, Ruth, Marina e Áurea.
fotos by google e Ana Marly
fonte-Enciclopédia Digital Master.
Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008).

IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fernando Pessoa um bom gourmet!

"O paladar apurado do "Poeta" pelas palavras é conhecido por todos. Fernando Pessoa leva o seu gosto pela gastronomia nos seus escritos. Josiane Souza, minha professora e orientadora nos bons tempos de aluna  contou sobre esta paixão deste português de linguagem universal, ele faz a ligação entre  sobrevivência do homem "o comer"; junto as palavras e ao alimento. Saborear a comida na literatura é complementar o manjar dos deuses na vida do leitor!" 
                                                   Ana Marly de Oliveira Jacobino
"Descasquei o camarão // tirei-lhe a cabeça toda // Quando o amor não tem razão// É que o amor incomoda". Fernando Pessoa
O restaurante "Leão D'Ouro", servia o ensopado de camarão que Fernando apreciava. O  local foi encontro dos artistas plásticos, funcionários que trabalham no Teatro Nacional e outras pessoas  O restaurante agora funciona do lado do antigo.
                                 Receita do ENSOPADO DE CAMARÃO 
 500g de camarão pequeno, 300g de pão de trigo, 4 colheres de sopa de leite, 750g de tomates, 2 cebolas grandes, 3 colheres de sopa de vinho branco seco, 2 colheres de sopa de suco de limão, 5 colheres de sopa de azeite, 1 fatia de queijo sal e pimenta a gosto.
Modo de Fazer: Refogue no azeite cebolas em rodelas e tomates  cortados em cubos. Junte o camarão descascado. Deixe ferver por 10 minutos. Corte o pão em fatias finas. Junte leite, sal, pimenta e gotas de limão. Em panela grande coloque azeite. Faça camadas alternadas de pão e do refogado de camarão. Em cima da última camada de pão coloque o vinho, o restante do leite (o mesmo onde o pão ficou marinando), o queijo, Tampe a panela e deixar ferver. Sirva bem quente.
No Largo de São Carlos, n.º 4-4.º Esquina está localizada a casa onde nasceu Fernando António Nogueira Pessoa, a 13 de Junho de 1888.  O edifício agora pertence à Caixa Geral de Depósitos, foi classificado pelo Instituto de Gestão do Património, recuperado e alugado. O pai, Joaquim de Seabra Pessoa, natural de Lisboa, era funcionário público do Ministério da Justiça e crítico musical do Diário de Notícias. A mãe, D Maria Magdalena Pinheiro Nogueira Pessoa, era natural dos Açores (mais propriamente, da Ilha Terceira).
Em Lisboa às cinco horas da manhã de 24 de Julho de 1893, o pai morreu, com 43 anos, vítima de tuberculose. A morte foi anunciada no Diário de Notícias do dia. Fernando tinha apenas cinco anos. O irmão Jorge viria a falecer no ano seguinte, sem completar um ano. A mãe vê-se obrigada a leiloar parte da mobília e muda-se para uma casa mais modesta, o terceiro andar do n.º 104 da Rua de São Marçal. Foi também neste período que surgiu o primeiro heterónimo de Fernando Pessoa, Chevalier de Pas, facto relatado pelo próprio a Adolfo Casais Monteiro, numa carta de 1935, em que fala extensamente sobre a origem dos heterónimos.
Ele jantava sempre às sete da noite.  Ele apreciava  uma boa sopa entre todas o caldo verde , prato que recebe o nome por conta da couve cortada bem fininha misturada à sopa tinha o seu aval.
                                             Caldo Verde

500gr de batatas, 1 paio, 2 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite, sal, 200gr de couve.
Modo de Fazer: cozinhe as batatas em 2 litros de água com o paio cortado em rodelas  e sal a gosto. Com as batatas cozidas, esprema e misture com o caldo. Coloque a couve, a metade do azeite e deixe no fogo até que a couve esteja cozida. Na hora de servir acrescente o restante do azeite.
                          Nesto local em Lisboa Fernando Pessoa residiu muitos anos
         Pessoa foi educado na África do Sul, para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para português. Tendo de dividir a atenção da mãe com os filhos do casamento e com o padrasto, Pessoa isola-se, o que lhe propicia momentos de reflexão.
Deixando a família em Durban, regressa definitivamente à capital portuguesa, sozinho, em 1905. Passa a viver com a avó Dionísia e as duas tias na Rua da Bela Vista, n.º 17. A mãe e o padrasto regressam também a Lisboa, durante um período de férias de um ano em que Pessoa volta a morar com eles. Continua a produção de poemas em inglês.

Dobrada à moda do Porto” fazia Pessoa esquecer do resto do mundo, acredite ele  dedicou um poema ao prato e dizem que ele escreveu no restaurante “Ferro de Engomar”, no Benfica.
                                             Dobradinha à moda do Porto
 1kg de dobrada de vitela com suas tripas, folhos, favos e a touca, 150g de chouriço, 150g de olheira, 150g de toucinho entremeado ou presunto, 150g de salpicão, 150g de carne de cabeça de porco, 1 frango, 1kg de feijão, manteiga, 2 cenouras, 2 cebolas grandes, 1 colher de sopa de banha, 1 ramo de salsa, 1 folha de louro, sal e pimenta.


Modo de fazer: lavar bem a dobrada, esfregando sal e limão. Cozinhar em água e sal.Deixar do lado. Em outra panela cozinhar as outras carnes e o frango. Deixar do lado. Cozinhar também feijão com cebola e cenoura cortada em rodelas. Em um tacho grande colocar a banha e a cebola. Juntar todas as carnes cortadas em pedaços grandes. Depois o feijão. Temperar com sal, pimenta, louro e salsa. Deixar no fogo por meia hora. Servir em cumbuca de barro ou porcelana, acompanhado de arroz branco.

Pessoa e a paixão pelo chocolate
Inicia a sua atividade de ensaísta e crítico literário com o artigo «A Nova Poesia Portuguesa Sociologicamente Considerada», a que se seguiriam «Reincidindo…» e «A Nova Poesia Portuguesa no Seu Aspecto Psicológico» publicados em 1912 pela revista A Águia, órgão da Renascença Portuguesa. Frequenta a tertúlia literária que se formou em torno do seu tio adoptivo, o poeta, general aposentado Henrique Rosa, no Café A Brasileira, no Largo do Chiado em Lisboa. Mais tarde, já nos anos vinte, o seu café preferido seria o Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, onde escrevia e se encontrava com amigos e escritores.
                       Come chocolates, pequena; Come chocolates!


Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
                                       Álvaro de Campos, Tabacaria

Pessoa foi internado no dia 29 de Novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, em Lisboa, com diagnóstico de "cólica hepática" causada por cálculo biliar associado a cirrose hepática, diagnóstico que é hoje contestado por estudos médicos, embora o excessivo consumo de álcool ao longo da sua vida seja consensualmente considerado como um importante factor causal. Segundo um desses estudos, Pessoa não revelava alguns dos sintomas mais típicos de cirrose hepática, tendo provavelmente sido vítima de uma pancreatite aguda.
 Morreu no dia 30 de Novembro, com 47 anos de idade. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: "I know not what tomorrow will bring" ("Não sei o que o amanhã trará")
Os Irmãos Unidos, no Rossio (Lisboa), era um restaurante que pertencia ao pai de Alfredo Guisado. Aqui se reunia a geração do Orpheu, e para ele, Almada Negreiros pintou o retrato de Fernando Pessoa, em 1954, que presentemente se encontra na Casa Fernando Pessoa.

Transcrevo aqui do heterônimo Álvaro de Campos,os versos do prato preferido de Fernando Pessoa:
                                        Dobrada à moda do Porto
Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.
Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.
Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo...
(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).
Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, por que é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-no frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.


V. Raízes de Fernando Pessoa em Terras de Santa Maria, Maria Lucília Camacho Lopes Vianna Lencart, Águeda : Soberania do Povo, 1990, 191 pp.)

 Francisco Fonseca Ferreira, A Penumbra do Génio, Livros Horizonte, Lisboa, 2002
Charles McGrath. "In Arizona back country, a gourmet life", International Herald Tribune, 26 de janeiro de 2007.
A Lisboa de Fernando Pessoa – Uma Fotobiografia / Marina Tavares Dias, Assírio & Alvim, Lisboa, 1998; Fernando Pessoa / Maria José de Lancastre, Quetzal Editores, Lisboa, 1996.

"A Agenda Cultural Piracicabana outorga a "Feijoada Completa"; como homenagem a este poeta que tão bem colocou o prato gastronômico na mesa da palavra! Fernando Pessoa, sem dúvida, você iria adorar a nossa feijoada!"

Convite:

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Alexander Solzhenitsyn: o escritor perseguido pelo regime comunista...

"Escrita desafiadora! Alexander Solzhenitsyn tinha nas palavras o cerne profético do homem perseguido por um  semelhante. Vítima das maldades e artimanhas sofre a dor no corpo e na alma. O peso da sua escrita mostra; o que verdadeiramente acontecia com os prisioneiros do Partido Comunista Russo! Ele foi sem dúvida um profeta no termo amplo da palavra. Vítima que honrou o nome do escritor!"
                                              Ana Marly de Oliveira Jacobino
Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn (11 de Dezembro de 1918 — 3 de agosto de 2008) foi um escritor e historiador russo.Nasceu em Kislovodsk, Rússia, entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Estudou matemática na Universidade de Rostov e tirou um curso por correspondência no Instituto de Filosofia, Literatura e História de Moscou. Participou da Segunda Guerra Mundial como comandante de uma companhia de artilharia do Exército Soviético, atingiu a patente de capitão e recebeu duas condecorações.
         Ainda jovem, quando servia no Exército durante a Segunda Guerra Mundial, Solzhenitsyn foi denunciado por suas críticas ao regime de Stalin e passou oito anos preso em um Gulag, como eram chamados os campos de trabalho forçado, antes de ser exilado no Casaquistão.
                                        Foto da sede do governo comunista
Seu primeiro romance, Um Dia na vida de Ivan Denisovich, de 1962, contava a história de um prisioneiro político e foi aclamado pela crítica.
         O livro relata a história fictícia de um russo Ivan Denisovich que foi acusado injustamente de ter espionado a favor do alemães, após a sua captura na frente de batalha. Esta história é semelhante ao que o autor Alexander Soljenítsin, passou após a guerra.

         O livro descreve as impressionante condições da prisão e do sistema prisional soviético. Na sua pena de dez anos, Ivan Denisovich tem que a cada dia trabalhar no Cazaquistão sob temperaturas baixíssimas, tendo dificuldade para se alimentar devido a péssima comida. É punido por dormir por mais de alguns minutos, tem que trabalhar fazendo o uso de finas luvas que se rasgam com facilidade. Tem que usar sapatos de número inferior ao de seu pé. Tem que dormir em camas improvisadas e coberta de cobertores sujos e rasgados. Os prisioneiros tem que torcer para que a temperatura externas seja inferior a -41ºC, para que possam ser dispensados do árduo trabalho diário.
          Um dia Solzhenitsyn após muito relutar procurou o editor-chefe da Noviy Mir, um poeta chamado Alexander Tvardóvski, com o seu manuscrito em mãos. Foi após a publicação deste livro que a sociedade soviética finalmente soube o que se passava com as pessoas que eram condenadas por crimes político.
Ainda durante a Segunda Guerra foi preso e condenado a 8 anos de prisão em um campo de trabalhos forçados, por fazer críticas a Stalin e ao regime em duas cartas que enviou a um amigo e que foram interceptadas pelos agentes da NKVD. Esteve em campos de trabalhos forçados, Gulags, na Sibéria e no Cazaquistão até ser exilado perpetuamente por traição à pátria.
"GULag" é um acrônimo em russo para o termo: "Direção Principal (ou Administração) dos Campos de Trabalho Corretivo" ("Glavnoye Upravleniye Ispravitelno-trudovykh Lagerey"), um nome burocrático para este sistema de campos de concentração.


  Prisioneiros enfrentando o inverno rigoroso com pouca roupa!
Arquipélago Gulag (em russo Архипелаг ГУЛАГ) é provavelmente a mais forte e a certamente a mais influente obra sobre como funcionavam os gulags (campos de concentração e de trabalho forçado na antiga União Soviética) nos tempos de Josef Stálin.                                     
           "DEDICO este livro a todos quantos a vida não chegou para o relatar. Que eles me perdoem não ter visto tudo, não ter recordado tudo, não me ter apercebido de tudo."


Escrito por Alexander Soljenítsin, o livro de 1 800 páginas é uma narrativa sobre factos que foram presenciados pelo autor, prisioneiro durante onze anos, em Kolima, num dos campos do arquipélago, e por duzentas e trinta e sete pessoas, que confiaram as suas cartas e relatos ao autor.
"Kolima era a maior e a mais célebre ilha, o pólo de ferocidade desse assombroso Arquipélago de GULAG, desgarrado pela geografia num arquipélago, mas psicologicamente ligado ao continente, a esse quase invisível, quase intangível país habitado pelo povo zek."
Aleksandr Solzhenitsyn em Vladivostok no verão de 1994.Escrito entre 1958 a 1967, a obra foi publicada no ocidente no ano de 1973 e circulou clandestinamente na União Soviética, numa versão minúscula, escondida, até à sua publicação oficial no ano de 1989.

Tanques nas ruas de Moscou em 1990 para conter a rebelião popular.


     Solzhenitsyn foi considerado traidor e exilado. Ele deixou a então União Soviética em 1974 e permaneceu 20 anos no exílio, nos Estados Unidos, onde completou os outros dois volumes de Arquipélago Gulag.
      Após voltar à Rússia, em 1994, Solzhenitsyn se dedicou a escrever sobre a história e a identidade russa, causando polêmica com suas críticas à corrupção política e aos valores da rússia pós-comunista.
O filho de Solzhenitsyn, Stepan, disse à Itar-Tass que seu pai morreu por volta das 23h45 de domingo, dia 03 de Agosto (16h45 em Brasília), em sua casa nos arredores de Moscou, onde vivia com a mulher, Natalya. Segundo a agência russa, Stepan disse que o pai sofreu um enfarto. No entanto, outras fontes afirmam que o escritor, que tinha pressão alta, foi vítima de um derrame cerebral.  Texto: BBC em português

"A Agenda Cultural Piracicabana outorga a rosa vermelha como homenagem a este escritor russo que não se absteve de contar os horrores do regime comunista russo. Salve Alexander Solzhenitsyn! Salve, salve!"


                              Obras
Um Dia na vida de Ivan Denisovich (1962)
O Primeiro Círculo (1968)
O Pavilhão dos Cancerosos (1968)
Arquipélago Gulag (1973–1978)
Agosto, 1914 (1984)


Perfil no sítio oficial do Nobel de Literatura 1970 (em inglês)
La mort d’Alexandre Soljenitsyne
 Alexander Solzhenitsyn: um exilado na Suíça
ObituárioYahoo! Notícias, citando a AFP
                                 fotos by google

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Piracicaba a noiva aniversariante...

"Os meus olhos se alegram com a sua beleza e o meu espírito exulta em seu seio,  encoberto com o véu da noiva, translúcido véu, ele respinga em mim as alegrias de poder ser poeta e louvar este seu berço repleto de amor!"
Ana Marly de Oliveira Jacobino

Piracicaba é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. A cidade é um importante pólo regional de desenvolvimento industrial e agrícola, estando situada em uma das regiões mais industrializadas e produtivas de todo o estado de São Paulo. O nome do município vem do tupi-guarani, significando "lugar onde o peixe pára". É uma referência às quedas do rio Piracicaba, que bloqueiam a piracema dos peixes.
O vale do rio Piracicaba começa a ser ocupado durante o século XVII, quando alguns colonos adentram a floresta e começam a ocupar as terras ao redor do Rio Piracicaba, praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal.
Em 1776, a Capitania de São Paulo decide fundar uma povoação na região, que serviria de apoio à navegação das embarcações que desceriam o rio Tietê, em direção ao rio Paraná, e também daria retaguarda ao forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai. A povoação deveria ser fundada na foz do rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o Capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decide-se por um ponto localizado a 90 quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu.
 A incipiente povoação de Piracicaba é fundada em 1º de Agosto de 1767, na margem direita do rio, localizado aproximadamente aonde hoje se situa o famoso Engenho Central e partes da Vila Rezende. A povoação de Piracicaba é ligada politicamente a Itu, então a cidade mais próxima. No ano seguinte, a povoação torna-se freguesia.

Ouça o Rio de Làgrimas e cante junto com eles...
O terreno irregular e infértil da margem esquerda do rio, provoca, em 1784, uma mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio; e no final do século XVIII, a região se desenvolve baseada na navegação do rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar.
Piracicaba ia se desenvolvendo rapidamente, tornado-se rapidamente a ser a principal cidade de suas redondezas, polarizando outras vilas que dariam origem às atuais cidades de São Pedro, Limeira, Capivari, Rio Claro e Santa Bárbara d'Oeste. Curiosamente, a cidade permanece vinculada ao cultivo de cana de açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana, a região torna-se um dos principais polos de escravidão no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.
Dentre os principais eventos piracicabanos estão a Festa das Nações, a Festa do Divino Espírito Santo, a Festa da Polenta, a Festa do Milho do distrito de Tanquinho, a bela encenação da "Paixão de Cristo de Piracicaba", e o mundialmente famoso Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Ouça Cobrinha cantando o Hino de Piracicaba:
                   http://youtu.be/bNCr2eWrVQ4

No turismo rural, temos destaque para os bairros de Santa Olímpia e Santana, fundados há mais de um século por imigrantes oriundos de Tirol (região de Trento, que, até 1919, pertenceu à Áustria e, atualmente, pertence à Itália). A festa mais importante dos tiroleses é a Festa da Polenta, no bairro Santa Olímpia, realizada no último final de semana de Julho. A festa é grandiosa e repleta de apresentação, culinária e música típicas.

Parabéns Piracicaba de tanta Arte, Literatura...

Cante o belo hino de Piracicaba com Orquestra Sinfônica de Piracicaba e o cantor Caco Piccoli. Receita Caseira, Coral Vox Cenaculli interpretam: Piracicaba de Nilton Melo

http://youtu.be/UO2EuMVA1Ls
O Sarau Literário Piracicabano lhe aplaude e promete continuar fiél a propagação da cultura em seu seio virginal...
Os artistas e escritores piracicabanos lhe festejam e dançam ao som do seu hino.
(foto by Ivana Altafin)     Canção ao rio (Tributo intertextual à Gonçalves Dias)

Ana Marly de Oliveira Jacobino (coordenadora do Sar@u Literário Piracicabano)
##Minha terra tem um rio...,
Nas suas margens floresciam,
Ipês, sapucaias, paineiras...!
Curiós, pintassilgos, sábias...,
Cantavam sonoros cantos,
Enquanto viviam por lá!
A andar sozinha pelo mirante,
Quanta beleza se via cá!
Nosso céu tinha mais aves,
Nosso rio tinha mais peixes,
Nas suas águas espumantes,
Corredeiras se viam lá!
Foram então transportadas,
Para abastecer outros lugares.
Quando a chuva vai embora,
E a seca apavora,
Meus olhos derrubam lágrimas,
Por não ver mais o seu véu,
Rolando em suas cascatas!
##Minha terra tem um rio...,
Onde lambaris, mandis, piabas...,
Venciam suas correntezas,
Fertilizando as suas águas.
Lá, naquele cantinho do salto,
Thebe, filha do deus Asopus,
Orgulhosa como tua escrava,
Molhava seu corpo nu,
Abençoando as suas águas!
#Minha terra tem um rio...,
De tanta beleza e encanto,
Que mesmo procurando tanto,
Não encontrei nada igual,
Nos lugares mais distantes,
Danúbio, Mississipi, Orange,
Eufrates, Reno, Sena,
Tamisa, Tejo, Ganges...
De valorosos fatos...,quantos,
Da história da humanidade,
Não podem aos olhos dessa sua amante,
Suprir as belezas do seu manancial.
Minha terra tem um rio...
Queira que um dia o seu povo,
Volte a sorver as delicias,
Da sua corrente virginal.
Da volta dos cardumes de peixes,
Das suas matas verdejantes,
E também do sabiá cantante,
Que canta nos seus gorjeios,
Que essa pobre viajante,
Nunca encontrou por lá,
Os amores e primores,
Das suas margens floridas,
Que tanto havia cá!
#Minha terra tem um rio...,
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu possa presenciar,
As comportas ruírem,
As suas águas subirem,
Correrem pelo seu leito,
E a sua ilha abraçar.
Não permita Deus que eu morra,
Longe dos seus amores,
Sem que aviste os ipês,
Onde canta o Sabiá.
Sem que veja rolarem as águas,
Do rio de Piracicaba!
                                                          Ruas de Piracicaba
Conheça mais sobre esta bela cidade e seu rio abençoado:
                                 http://youtu.be/qIRM5wbaVys

                       fotos by Ana Marly
IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° . Página visitada em 5 dez. 2010.
Fernando Fonseca de Queiroz (Outubro de 2005). Brasil: Estado laico e a inconstitucionalidade da existência de símbolos religiosos em prédios públicos. Jus Navigandi. Página visitada em 20 de abril de 2011.