sexta-feira, 22 de março de 2013

Brinca, Brinca e Faz Poesia...



Em 14 de Março de 1847 nasceu Castro Alves, que ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, por isto, esta data foi escolhida como o “Dia Nacional da Poesia”, nada mais gratificante para as escritoras do livro “BRINCA, BRINCA E FAZ POESIA”, do que estar lançando um livro neste período. Ana Marly de Oliveira Jacobino
 
Lançamento na Biblioteca Pública de Piracicaba no dia 15 de Março...Escritoras: Lidia Sendin, Leda Coletti, Ana Marly Jacobino, Madalena tricânico, Raquel Delvaje, Lurdinha Sodero Piedade
 
Ao grupo da Coletânea “Brinca, Brinca e faz Poesia”_ Leda Coletti
 O nosso grupo é batuta
amostra do feminino
e amamos literatura.
Como um toque lá do sino
falamos em alto som
que a poesia é lindo hino.
 ##Já escrevemos coletâneas
de versos, crônica, prosas
e já  está pronto um livro
de  poesias prazerosas
para o universo infantil
bem escritas, caprichosas....
 

Raquel é a dona da escola
onde fazemos reuniões,
escreve bem sobre bichos
perita em declamações,
coordena bem nosso grupo
com ricas,  sábias  lições.
 
 
Lídia, ótima escritora
ainda mais se aprimorou
para o público infantil.
Na Emília ela se inspirou,
boneca falante e esperta
 a gurizada gostou.
 

Nosso grupo é mui seleto
tem escritor, tem atriz
Luzia com jeito arteiro
faz o povo pedir bis,
no teatro e na poesia.
é eterna aprendiz.

 

Madalena é decidida
escreveu versos, gostou
da arte de poetar.
Nunca mais ela parou
depois que deu a partida
muitos fãs ela ganhou.
 
 
Lurdinha sempre correndo
querida como ela só,
seus versos tão delicados
são próprios de ser vovó,
que ama os netos e as crianças
e merecem pão de  ló.
 

fotos Ivana Altafin e google

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dor... A "Voz" calou-se...

Estou com tanta dor... a "Voz" da Aquerela do Brasil me deixou orfã...eu e milhões de brasileiros...Adeus Emilio Santiago...        Ana Marly de Oliveira Jacobino
 
Adeus... Emilio Santiago fica sua voz.
VERDADE CHINESA e SAIGON == EMILIO SANTIAGO http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=UsSWk1fLyKM&feature=endscreen
 
Emílio Santiago nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de dezembro de 1946. Apesar de ser formado pela Faculdade Nacional de Direito, a música sempre falou mais alto em sua vida. No ínicio, foi influenciado por cantores como Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e Anísio Silva. Depois, deixou-se levar pela bossa nova e a voz e violão do ícone João Gilberto. 
"Desenho de Giz & Papel Machê":http://www.youtube.com/watch?v=glNFr-FEZcA
 
Apresentou-se na Europa e nos Estados Unidos e chegou a ser comparado a Johnny Mathis pelo crítico Stephen Holden, do New York Times, que o viu certa vez en um show no Ballroom, em Nova York. Em 2000, assinou com a Sony Music e gravou Bossa Nova, uma grande regravação de clássicos do gênero.
 

Emílio Santiago - Com a perna no mundo - É - O que é o que é (ao vivo) _ http://www.youtube.com/watch?v=wy1Fb46X8cQ  

 Ofereço para todos os amigos do Face, que acordaram orfão da "Voz"... peste atenção na letra da composição... emoção pura:
A Viagem - Emilio Santiago

http://www.youtube.com/watch?v=LjjPtnJmreg

                                      google youtube 

terça-feira, 19 de março de 2013

Festa Literária...




 
Sarau Literário Piracicabano

iniciou suas atividades voluntária em 2004, com o objetivo de divulgar a cultura  e desenvolver  o  potencial  artístico,  trazendo  para  a  região, além  de  poesias,  mostras de expressão através da dança, música e do teatro.
DIA 19 DE Março/2013 -
19h30
Festa Literária
POESIA - MÚSICA - DANÇA - HUMOR

LOCAL
Biblioteca Pública Municipal de Piracicaba
Terça-feira
entrada gratuita

                         Homenageados:

Wilson Luiz Bortolazzo (China)_ músico


Abraços Poéticos desta CaipiraicabANA Marly de Oliveira Jacobino

quarta-feira, 13 de março de 2013

BRINCA, BRINCA E FAZ POESIA...

 
Como surgiu a idéia de escrever um livro de poesias?
Reunimos uma vez por mês para aprimorar o estudo da Literatura, durante um ano estudamos os “Poetas de renome para a Literatura Mundial do século XIX e século XX ( incluindo a poesia feminina),” já contávamos com a publicação de um livro “Tardes de Prosa” (contos e crônicas) , e, tendo algumas de nós no ofício do magistério perceber a falta da poesia infantil na nossa região, resolvemos trabalhar nossos escritos nesta área.
Foto: Grupo das Escritoras da Clip Intermediaria vai lançar o livro de poesia infantil "Brinca, Brinca e faz Poesia" dia 15 de Março na Biblioteca Municipal de Piracicaba as 19h30. 
Grupo das Escritoras da Clip Intermediaria vai lançar o livro de poesia infantil "Brinca, Brinca e faz Poesia" dia 15 de Março na Biblioteca Municipal de Piracicaba as 19h30.
 
Queridas amigas, carinhosamente chamadas "meninas", que é o que vocês são, meninas de ouro, de prata,diamantes...joias raras!  Dedejo-lhes um feliz dia 15, onde a luz divina, as luzes dionisíacas da arte e da literatura brilharão para cada uma de vocês, mulheres e poetas (como nos diz a Ana Marly) especiais! Sentirão a minha suave presença no dia do lançamento, onde estarei torcendo por vocês e por todos os convidados , energizando o ambiente com  alegria e proteção.
Minhas irmãs (Regina e Cida) e minhas duas sobrinhas estarão presentes para prestigiar também.
           Axé, namastê, luz, paz e sucesso!                 Luzia
 
Esta aí um irrecusável convite, queridas escritoras.
Certamente, a poesia nos convida a destrancar a criança que vive em nós, presa nas paredes da aspereza, das coisas tristes e sombrias, reclusa, mas sempre procurando pelo milagre da renovação.
Ela só quer ganhar asas e, liberta, voar alto, bem alto, tão alto quanto é o encanto da beleza da infância que continua a viver em nós e que jamais será corroída pelas engrenagens do tempo.
Recebam o meu carinhoso abraço e parabéns por esse momento rico e terno, onde o tempo de mãos dadas com a poesia, fica paralisado num momento eterno.
                                                Beto Furlan
 
Parabéns pelo trabalho incansável!
Você é uma agitadora cultural, com o dom para isso.Um aglutinadora de eventos, talentos, arte!Sim, que trabalho valoroso este de semear palavras.Marisa Bueloni

                                   Não custa nada_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
Não custa nada comer fruta no pé
Abiu, abricó, açaí, acerola, amora,
Julia nesta corrida deu o pontapé,
Para saboreá-las a qualquer hora.

Não custa nada uma boa amizade
Abel, Adele, Áurea, Adão, Aurora,
Para brincar não importa sua idade
Corra, dance, salte,... sem demora.

Não custa nada dar uma beijoca...
Criança, mãe, pai, vovô, vovó, tia,
Beijo com sabor de café e pipoca
Daqueles de provocar até arritmia!

segunda-feira, 11 de março de 2013

A Homenagem a MUlher continua...

                                                            Convite: 
Grupo das Escritoras da Clip Intermediaria vai lançar o livro de poesia infantil "Brinca, Brinca e faz Poesia" dia 15 de Março na Biblioteca Municipal de Piracicaba as 19h30.
 Na foto as escritoras: Luzia Stocco, Raquel Delvaje, Madalena Tricanico, Lídia Sendin, Leda Coletti, Ana Marly de Oliveira Jacobino
O objetivo do livro é envolver a criança na leitura da poesia para torná-lo um adulto leitor. A poesia vai além de, trabalhar o lado lúdico da criança, a poesia vai propiciar com a sua musicalidade as brincadeiras infantis, o mundo animal, o mundo familiar, e tantos outros mundos..., levando-os a explorar a imaginação. Sempre é bom lembrar: poesia boa para a criança é boa para o adulto, também.(Ana Marly)
Homenagem das "Mulheres Poetas" para todas as "Mulheres"com a arte de Carmelina Toledo Piza _ Parte3
Foto: A Homenagem a MUlher continua:
QUE SE MUDE A ALMA ENQUANTO VENTA_ Raquel Delvaje 
Ao passo em que me tenho esse semblante
 (Que outrora se formou por entre o ventre)
Que se mude o semblante, conforme a alma.
 E que se mude a alma enquanto vente.

E se o vento ventar em meu espírito
Que venha transformar meu pensamento
Bem antes que se faça em mim um mito
(Bem antes que se passe em mim o tempo)

( Bem antes que meu sonho se torne pouco)
Bem antes que transforme em mim um ópio
E faz de um sonho doce um sonho louco
E bem antes que a paz transforme em ódio.

Bem antes que meus olhos tristes cerrem
Aflitos na agonia de um vazio,
Em que nada se fez pra transformar
E ancorou como um náufrago navio.

“Evoluir somente é o que me basta”
Digo à minha alma que está tão sedenta...
Que se mude o semblante, conforme a alma.
 E que se mude a alma enquanto venta.

Arte de Carmelina Toledo Piza 
QUE SE MUDE A ALMA ENQUANTO VENTA_ Raquel Delvaje
Ao passo em que me tenho esse semblante
(Que outrora se formou por entre o ventre)
Que se mude o semblante, conforme a alma.
E que se mude a alma enquanto vente.

E se o vento ventar em meu espírito
Que venha transformar meu pensamento
Bem antes que se faça em mim um mito
(Bem antes que se passe em mim o tempo)

( Bem antes que meu sonho se torne pouco)
Bem antes que transforme em mim um ópio
E faz de um sonho doce um sonho louco
E bem antes que a paz transforme em ódio.

Bem antes que meus olhos tristes cerrem
Aflitos na agonia de um vazio,
Em que nada se fez pra transformar
E ancorou como um náufrago navio.

“Evoluir somente é o que me basta”
Digo à minha alma que está tão sedenta...
Que se mude o semblante, conforme a alma.
E que se mude a alma enquanto venta.

Foto: A Homenagem a MUlher continua: Corpo _  Marisa Bueloni
Meu corpo se toca como harpa
As cordas tocadas num harpejo
Puxando da ponta espinho e farpa
Soprando nas chagas com um beijo
 
Meu corpo na pauta da agonia
Compasso binário de solfejo
Meu corpo lutando noite e dia
A luta da cura que ensejo
 
O bálsamo do spray nas minhas costas
É cânfora no vale e nas encostas
Perfume da nota em pentagrama
 
A música é dor regida ao estro
É látego na palma de um maestro
É corpo que vive, sofre e ama
##Arte de Carmelina Toledo Piza 
                    Corpo _ Marisa Bueloni
Meu corpo se toca como harpa
As cordas tocadas num harpejo
Puxando da ponta espinho e farpa
Soprando nas chagas com um beijo

Meu corpo na pauta da agonia
Compasso binário de solfejo
Meu corpo lutando noite e dia
A luta da cura que ensejo

O bálsamo do spray nas minhas costas
É cânfora no vale e nas encostas
Perfume da nota em pentagrama

A música é dor regida ao estro
É látego na palma de um maestro
É corpo que vive, sofre e ama

Foto: A Homenagem a MUlher continua:EDUARDA, MINHA MÃE. _ Elda Nympha Cobra Silveira 
Estarrecida, olhava à minha volta
E sentia a sua presença,
Isso sempre senti
Desde a nascença.
A senhora, minha mãe
Era o calor, a compreensão
O porto na chegada
E a benção na partida.
Com seu sorriso complacente 
E seu olhar admirador
Me envolvia, sempre
 Na doçura do seu amor.

Ninguém mais me vê
Desse seu jeito amigo
Valorizando cada gesto meu,
O seu amor de mãe 
Não foi desfeito, está comigo
Nem a morte o levou,
Pois sinto que ainda estou 
Nos braços seus.
##Arte de Carmelina Toledo Piza 
EDUARDA, MINHA MÃE. _ Elda Nympha Cobra Silveira
Estarrecida, olhava à minha volta
E sentia a sua presença,
Isso sempre senti
Desde a nascença.
A senhora, minha mãe
Era o calor, a compreensão
O porto na chegada
E a benção na partida.
Com seu sorriso complacente
E seu olhar admirador
Me envolvia, sempre
Na doçura do seu amor.

Ninguém mais me vê
Desse seu jeito amigo
Valorizando cada gesto meu,
O seu amor de mãe
Não foi desfeito, está comigo
Nem a morte o levou,
Pois sinto que ainda estou
Nos braços seus.
 

                                              Arte de Carmelina Toledo Piza

sábado, 9 de março de 2013

Mulher a poesia em forma de humanidade...

Homenagem das "Mulheres Poetas" pata todas as "Mulheres"com a arte de Carmelina Toledo Piza _ Parte 2
Foto: Para você Mulher neste seu dia...
Autoconhecimento _ Ana Marly de Oliveira Jacobino
 
Sou a menina que chora
Vergando o ventre sobre o chão.
Sou a mulher que na aurora
Carrega forte, feroz ambição.
Sou a criança que brinca
De olhos na amarelinha.
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
Sou a jovem que finca
Esperança na fada madrinha.
Sou a menina que vibra
Numa imaginação heróica.
Sou a mulher de fibra
Vivendo uma luta estóica.
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
Sou a criança que sonha
Ser esposa, mãe, mulher.
Sou a mulher que chora
Na esperança de vencer
Vergando o ventre sobre o chão 
Vida, imortal, sonhadora.
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
Sou a velha que na aurora,
Busca amor, afeição, carinho, 
Sou a mulher que chora
Temendo o vazio do ninho.
Vergando o ventre sobre o chão
Doente, mortal, pecadora...
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
# Arte desenvolvida por Carmelina Toledo Piza
           Autoconhecimento _ Ana Marly de Oliveira Jacobino
Sou a menina que chora
Vergando o ventre sobre o chão.
Sou a mulher que na aurora
Carrega forte, feroz ambição.
Sou a criança que brinca
De olhos na amarelinha.
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
Sou a jovem que finca
Esperança na fada madrinha.
Sou a menina que vibra
Numa imaginação heróica.
Sou a mulher de fibra
Vivendo uma luta estóica.
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
Sou a criança que sonha
Ser esposa, mãe, mulher.
Sou a mulher que chora
Na esperança de vencer
Vergando o ventre sobre o chão
Vida, imortal, sonhadora.
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!
Sou a velha que na aurora,
Busca amor, afeição, carinho,
Sou a mulher que chora
Temendo o vazio do ninho.
Vergando o ventre sobre o chão
Doente, mortal, pecadora...
Sou a vida!
Sou a morte!
Sou Mulher!

 Foto: Para você MUlher:
Mãe e Mulher.  Edson Di Piero Di Piero
 
Jesus Cristo.
Ave Maria.
Nancy.
Eu e Claudia.
Também Mãe.
Claudia.
Minha Irmã.
Também mãe.
São Todas Mulheres e Mães.
Já deu para perceber.
Terra.
Também Mãe.
Mãe das Mães.
Mulheres.
Minha Mãe.
Tua Mãe.
Nossa Mãe.
Terra.
Já deu para perceber.
Mães e Mulheres.
Que sem Mães e Mulheres.
Nada Somos.
#Arte de Carmelina Toledo Piza
 Mãe e Mulher. Edson Di Piero Di Piero
Jesus Cristo.
Ave Maria.
Nancy.
Eu e Claudia.
Também Mãe.
Claudia.
Minha Irmã.
Também mãe.
São Todas Mulheres e Mães.
Já deu para perceber.
Terra.
Também Mãe.
Mãe das Mães.
Mulheres.
Minha Mãe.
Tua Mãe.
Nossa Mãe.
Terra.
Já deu para perceber.
Mães e Mulheres.
Que sem Mães e Mulheres.
Nada Somos.

Foto: Homenagem para  a Mulher neste seu dia:

SEU SOBRENOME, QUAL?    (Luzia Stocco)      
Quem enfiou o sobrenome do João em Maria?
E quem, o sobrenome de Alfredo, tacou em Sofia?
Quantas Senhora Smith
Senhora Arth
Senhora Vasconcelos
Via -se na televisão
Há até pouco tempo, então!
A famosa família Andrade
Dos Albuquerque
E até dos Silva!
Cadê a sabedoria?
Há menos de meio século
Casada, a mulher perdia
A pouca identidade que tinha
Perdia seu sobrenome
E pertencia ao marido
A tudo acatava
Consultava e acolhia.
Final do século XX
No Brasil, uma revolução na lei se deu
A esposa não precisa 
Daquela imposição
E o marido também pode 
Acrescentar o nome dela ao seu!
Alguém aceitou?
Alguém condescendeu?
Se a mulher é independente
Se ela tem liberdade
Tem estudo, autonomia
Inteligência e dignidade
Como encarar essa nova possibilidade?
Se o inverso acontecesse
Que gostosa cumplicidade!!
Vêm os filhos e o estereótipo se repete:
Ficam com o sobrenome do pai
E quando há separação
E, ele vai embora, vai à farra, lava as mãos
Ou quando, ela trabalhando
Ele bebendo ou dormindo
Ou ferindo, violentando, grunhindo.
Quando ela resiste firme
Todas as responsabilidades assumindo
Implorando uma parca pensão.
Vê no nome de seus filhos
Escrito ou pronunciado
Num ritual, num evento escolar
O sobrenome da mãe abreviado
E o paterno destacado.
A memória, a história dela
- Ela que gerou, acolheu,
Colheu, nutriu, não matou –
Em segundo plano ficou!
Diga então, o que mudou?
É ainda esse poder
O ex poder patriarcal
Enaltecido pela mídia
Influência do social
Da manipulação cultural
Ou é ignorância, acomodação
Medo, neurose
Dependência afetiva, emocional?!?
Coisa nada banal
 
#Arte de Carmelina Toledo Piza
                    SEU SOBRENOME, QUAL? (Luzia Stocco)
Quem enfiou o sobrenome do João em Maria?
E quem, o sobrenome de Alfredo, tacou em Sofia?
Quantas Senhora Smith
Senhora Arth
Senhora Vasconcelos
Via -se na televisão
Há até pouco tempo, então!
A famosa família Andrade
Dos Albuquerque
E até dos Silva!
Cadê a sabedoria?
Há menos de meio século
Casada, a mulher perdia
A pouca identidade que tinha
Perdia seu sobrenome
E pertencia ao marido
A tudo acatava
Consultava e acolhia.
Final do século XX
No Brasil, uma revolução na lei se deu
A esposa não precisa
Daquela imposição
E o marido também pode
Acrescentar o nome dela ao seu!
Alguém aceitou?
Alguém condescendeu?
Se a mulher é independente
Se ela tem liberdade
Tem estudo, autonomia
Inteligência e dignidade
Como encarar essa nova possibilidade?
Se o inverso acontecesse
Que gostosa cumplicidade!!
Vêm os filhos e o estereótipo se repete:
Ficam com o sobrenome do pai
E quando há separação
E, ele vai embora, vai à farra, lava as mãos
Ou quando, ela trabalhando
Ele bebendo ou dormindo
Ou ferindo, violentando, grunhindo.
Quando ela resiste firme
Todas as responsabilidades assumindo
Implorando uma parca pensão.
Vê no nome de seus filhos
Escrito ou pronunciado
Num ritual, num evento escolar
O sobrenome da mãe abreviado
E o paterno destacado.
A memória, a história dela
- Ela que gerou, acolheu,
Colheu, nutriu, não matou –
Em segundo plano ficou!
Diga então, o que mudou?
É ainda esse poder
O ex poder patriarcal
Enaltecido pela mídia
Influência do social
Da manipulação cultural
Ou é ignorância, acomodação
Medo, neurose
Dependência afetiva, emocional?!?
Coisa nada banal

                           # Arte desenvolvida por Carmelina Toledo Piza
                                            Convite:
DIA 19 DE Marco/2013 -
19h30
Festa Literária

POESIA - MÚSICA - DANÇA - HUMOR

LOCAL
Biblioteca Pública Municipal de Piracicaba
Terça-feira
entrada gratuita

                         Homenageados
Wilson Luiz Bortolazzo (China)_ músico

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulher: sua vida é uma poesia

Homenagem das "Mulheres Poetas" pata todas as "Mulheres"com a arte de Carmelina Toledo Piza _ Parte 1
                                    SECRETA _ Lídia Sendin
A lua é mulher que encanta,
Tem o seu lado de santa
Brilhando no arco do céu.
Mas tem para quem procura
A face também escura.
Metade que ninguém vê.

Na outra face da lua
Mulheres guardam segredo,
Escondem um lado negro,
Com uma senha secreta,
Não dada nem ao poeta,
Que é quem nela mais crê.

Mulher, essa bela lua,
Sabendo que é só sua,
Velada, sombria zona
Que mora na escuridão,
Jamais deixa vir à tona
Segredos do coração.
Foto: Mulher-mãe _ Dirce Ramos de Lima
Havia algo novo e fascinante
naquele olhar:
era mais uma mulher,
apaixonada pela vida,
perpetuando a espécie,
aprendendo amar,
"há de amar o mundo,
os filhos, a familia!"

Se assim não fosse
como a mulher existiria?
                            #Trabalho de Arte de Carmelina Toledo Piza 
Mulher-mãe _ Dirce Ramos de Lima
Havia algo novo e fascinante
naquele olhar:
era mais uma mulher,
apaixonada pela vida,
perpetuando a espécie,
aprendendo amar,
"há de amar o mundo,
os filhos, a familia!"

Se assim não fosse
como a mulher existiria?
Foto: Meninas Inquietas_  Carmen Pilotto
 
Não há rotinas avassaladoras
que as emudeçam
ou mesmo as tolham de ações

Seguem rabiscando idéias
revolvendo imbróglios
recortando universos

E a cada dia renovadas
em multifacetados ideais 
apesar das lanhuras nos espíritos e nas faces

Nos caminhos dos exauridos
estão elas vigorosas
são braços e energia
trabalhos e sinestesia
propósitos e devaneio

Em todo atalho sinuoso
há uma posicionada:
mães extremosas
esposas companheiras
amigas afetuosas
profissionais dedicadas
irmãs complacentes
primas rememoradas

E  todas espécies de laços apertados
que afagam e fazem do elemento feminino
alma que motiva a Vida!

#Arte de Carmelina Toledo Piza 
               Meninas Inquietas_ Carmen Pilotto
Não há rotinas avassaladoras
que as emudeçam
ou mesmo as tolham de ações

Seguem rabiscando idéias
revolvendo imbróglios
recortando universos

E a cada dia renovadas
em multifacetados ideais
apesar das lanhuras nos espíritos e nas faces

Nos caminhos dos exauridos
estão elas vigorosas
são braços e energia
trabalhos e sinestesia
propósitos e devaneio

Em todo atalho sinuoso
há uma posicionada:
mães extremosas
esposas companheiras
amigas afetuosas
profissionais dedicadas
irmãs complacentes
primas rememoradas

E todas espécies de laços apertados
que afagam e fazem do elemento feminino
alma que motiva a Vida!

Foto: Orgulho de ser Mulher_ Ivana Maria França de Negri
Guardo o "M" de Mulher
impresso na minha mão

Tenho orgulho de ser fêmea,
de ser mulher por inteiro

Pago o tributo com sangue
que flui de mim todo mês

E levo em minhas entranhas
sementes que geram Vida!
# Arte de Carmelina Toledo Piza
 Orgulho de ser Mulher_ Ivana Maria França de Negri
Guardo o "M" de Mulher
impresso na minha mão

Tenho orgulho de ser fêmea,
de ser mulher por inteiro

Pago o tributo com sangue
que flui de mim todo mês

E levo em minhas entranhas
sementes que geram Vida!
 

domingo, 3 de março de 2013

Poesia uma forma de dialogar com o nosso interior...



Somos parte deste mundo agora, tão... globalizado. Sei que temos o sangue dos nossos antepassados, eles que viveram os primórdios da humanidade... livre pelo mundo sem cercas demarcando quintais... livres e soltos para enfrentar os problemas, mesmo temendo pela vida, sem ao menos saber: o que iriam encontrar!? Penso que, através do Teatro podemos viver esses primeiros tempos na própria vida. Bonita existência esta a nossa, ora, com os pés no chão, ora, com os olhos na amplidão dos céus! Contudo, nós, que, fincamos raízes, alçamos vôo, vez ou outra para longe dos nossos quintais na busca de alegria e diversão, como: expectadores na platéia de um teatro. Nessa busca, descobrimos tantas coisas inimagináveis... voltamos ao final de cada espetáculo, sonhando com a liberdade de podermos estar fincados no chão, e,  livres para voarmos outra vez, para vislumbrarmos outras vidas, outras histórias vividas por atores trans-vestidos nos seus personagens.... Ana Marly de OLiveira Jacobino
Foto: Uma palhinha da Ceta ( diretores: Joao Scarpa e Ricardo Araujo ) no Sarau Literário Piracicabano do espetáculo "Sobre a Terra que arde_ http://www.youtube.com/watch?v=63M_TbQ-DIo&feature=youtu.be

Caderno do Sarau  Literário Piracicabano 19 /02/2013   _ Parte 4
                                Silêncio_  Hélia.Romancini
          Estou num lindo jardim, diante da minha sepultura, mais perto do meu pai.

 Me sentí abraçada por ele, embora fossem meus próprios braços que estavam ao meu redor, estava frio.
          Parada ali, deixei caírem dos meus olhos todas as lágrimas que eu tinha para chorar.
          Elas caíram como caem as folhas no outono, silenciosamente.
          Nenhuma delas amenizou a dor que eu sentia naquele momento.
          Chorei por aqueles que se foram deixando enorme saudade.
          Chorei por mim mesma, pois sentia que alí eu morria mais um pouco.
          Somente o céu compartilhou minha tristeza e chorou comigo naquela tarde.
          Olhei como se fossem as lágrimas dos anjos, tentando lavar minha alma.
          Não tenho mais forças para lutar contra esta dor que me invade um pouco mais a cada dia.
          Nenhum conforto, nenhum amigo, nenhum pássaro cantando para alegrar meu final de tarde.
          Apenas o silêncio... o silêncio das lápides ao meu redor!
          O vento sussurrou aos meus ouvidos numa voz doce e suave:
          " Hora de ir para casa minha querida...você já ficou tempo demais aquí! "


                                 ESPERANÇA_ESTHER VACCHI PASSOS
Que bom que o mundo não acabou. Viva!!!! Então vamos em frente. A esperança de um mundo modificado está em todas as pessoas que acreditam em Deus.

Teremos um mundo melhor e mais humano se participarmos das boas ações, encarando os desafios que aparecer. Vamos transformar em alegria esta noite que estamos no sarau, compartilhar e extravasar todo o sentimento contido.

Encontrar com os amigos, cantar, sorrir e ir além da imaginação com tamanha emoção.

Feliz em compartilhar estes momentos com todos novamente.

Assista e vibre com o Conjunto Caleidoscópio no Sarau Literário Piracicabano: 


## Estrada do Sol-Dolores Duran / Tom Jobim_ http://www.youtube.com/watch?v=sizz-N35xj0&feature=youtu.be
 
CAMINHO SEM VOLTA _ Juraci Toricelli (Bragança Paulista)


Germina a plantinha
em direção ao céu a crescer
É como a criança - a infância
tudo descobre - tudo quer ver

O verdor da mocidade
ilusões - desejos - esplendor
Jardim florido, perfumado
sonhos retumbantes, ardor.

O vento forte e uivante
os grânulos dispersava pelo ar
a vida passa correndo
estrada infinita - sempre a caminhar.

As folhas secas das árvores
tombam ao solo em profusão
É como a vida extinta
que na terra tem sua habitação.

                                                       google e youtube