sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Claudio Visockas Costa...

 Estamos aprendendo a viver sem a sua presença bondosa, sem a sua intelectualidade tão franciscana.... Difícil jornada a nossa de não abraçá- lo e não ouvi-lo mais, Claudio Visockas Costa...


No murmúrio... Ele estava!  Ana Marly de Oliveira Jacobino

“Ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira, então, Elias cobriu o rosto e escutou a voz de Deus”

Choramos a perda de um homem integro inteligente, amoroso, humilde... Dedicou a sua vida para a Arte e o estudo da Genética... Amável e abnegado..., um anjo vestido de humano, que, passou a vida semeando o bem!
Desde a minha infância aprendi a ter uma grande admiração por Cláudio Visockas Costa, seu rosto sempre iluminado por um sorriso largo, transpunha as barreiras impostas a cada novo dia! Tinha pelos livros e pela música uma paixão, arrebatadora! A vida o colocou várias vezes preso ao labirinto do Minotauro para ser devorado pelo monstro, porém, antes de ser fechado na escuridão para lutar com a fera, ele, tinha nas mãos o presente conquistado por sua bondade e inteligência, um rolo de fio que, uma vez desfiado pelo percurso em direção ao Minotauro, depois de ganhar a luta, poderia conduzi-lo pelo caminho de volta... Deste modo, Cláudio Costa foi galgando os mais significados postos acadêmicos, suas pesquisas por um longo tempo, dentro e fora do Brasil na área da Genética, o premiou como: Chefe de Departamento da Genética da Unesp!
Incansável fez da “Arte” seu vício! Foi Diretor do Teatro Municipal Dr. Losso Netto (de outubro de 99 a dezembro de 2000) dedicando todos os seus momentos para os acontecimentos voltados a direção do mesmo, reconfigurando a tessitura da sua vida, a de vidas presentes encontradas pelo seu caminho!
Presenciei sua devota admiração, como, fiel escudeiro, a Cultura Artística de Piracicaba, na sua direção de 1999-2005! Fui sua aluna em diversos momentos da vida, em disciplinas diversas: Matemática, História da Música... Muitas vezes, adoentada, andava mais de quatro quilômetros naquele horário do sol causticante até a ESALQ para ouvi-lo! O presente maior era tê-lo ao meu lado no retorno para casa, embevecida por sua sapiência franciscana! Doava parte do seu tempo acompanhando estrangeiros de passagem por Piracicaba! Nunca vangloriou o dom que tinha por aprender línguas! Cláudio foi instrumento de alegria, amor, esperança, união, e luz!
Piracicaba perde um grande intelectual... O mundo perde um grande cientista! Que a sua bondade abrace a dor que sentimos pela sua perda... A falta de ouvir suas histórias nos faz mais pobres... A falta de ouvir sua voz de barítono nos corais e madrigais leva-me a confabular com você, leitor: a voz de Cláudio Visockas Costa, sempre foi uma brisa ligeira configurada a voz etérea!
“A Arte existe porque a vida não basta!" Ferreira Gullar.

Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Coordenadora do Sarau Literário Piracicabano, prima  de Cláudio Visockas Costa

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