Como
esquecer deste ferrenho lutador pela causa Abolicionista, seu nome é
José do Patrocinio... venha ao Sarau Literário Piracicabano e festeje a
sua memória com muita música, dança, declamações...Nesta Terça-feira, 19
de Novembro no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes venha curtir a doce musicalidade que vai envolver cada participante.
Entrada Gratuita
Horário 19h30
Entrada Gratuita
Horário 19h30
José do Patrocínio
"Se toda a propriedade é roubo, a propriedade
escrava é um roubo duplo, contrária aos princípios humanos que qualquer ordem
jurídica deve servir." Não se tratava apenas de uma retórica inflamada
de nítida inspiração socialista, nem de um mero exercício de propagandismo
desabusado que se poderia esperar de um dos jornalistas mais famosos do pais.
Filho de um padre com uma escrava que vendia frutas, José do Patrocínio (1853
– 1905) sabia do que estava falando: senhor por parte de pai, escravo por
parte de mãe, vivera na pele todas as contradições da escravatura.
Dono de um texto
requintado e viril, José do Patrocínio - que de início assinava Proudhon --
se tornou um articulista famoso em todo o país. Conheceu a princesa Isabel,
fundou seu diário, a "Gazeta da Tarde" virou o "Tigre do
Abolicionismo". Em maio de 1883, criou, junto com André Rebouças, uma
confederação unindo todos os clubes abolicionistas do país. A revolução se
iniciara. "E a revolução se chama Patrocínio», diria Joaquim Nabuco.
Em 1832, depois de atacar o ditador de plantão,
marechal Floriano, Patrocínio foi exilado na Amazônia. Rui Barbosa o defendeu,
num texto vigoroso. "Que sociedade é essa, cuja consciência moral
mergulha em lama, ao menor capricho da força, as estrelas de sua admiração?"
Em 93, Patrocínio voltou ao Rio, mas, como continuou o "Marechal de
Ferro", seu jornal foi fechado. A miséria bateu-lhe à porta e Patrocínio
mudou-se para um barracão no subúrbio. No
dia 29 de janeiro de 1905, José do Patrocínio sentou-se em frente da sua
pequena escrivaninha no modesto barracão em que vivia no bairro de Inhaúma, no
Rio de Janeiro. Começou a redigir: “Fala-se na organização de uma sociedade
protetora dos animais. Tenho pelos animais um respeito egípcio. Penso que eles
têm alma, ainda que rudimentar,
e que têm conscientemente revoltas contra a injustiça humana. Já vi um
burro suspirar depois de brutalmente espancado por um carroceiro que atulhava a
carroça com carga para uma quadriga, e que queria que o mísero animal a
arrancasse do atoleiro...” Não terminou a palavra nem a frase – Um jato de
sangue jorrou-lhe da boca. O “Tigre do Abolicionismo” – pobre e
desamparado – morria, imerso em dívidas e mergulhado no esquecimento.
História
do Brasil - Luiz Koshiba - Editora Atual
História
do Brasil - Bóris Fausto - EDUSP
Ele
levou em frente a cultura do Samba de Lenço em Piracicaba Há 30 anos
adormecido em Piracicaba, Samba Lenço, vinha sendo mantido apenas em
festas familiares por Antônio Carlos Ferraz. Hoje através de integrantes
da famíla de Antônio Carlos Ferraz formou-se um grupo, no qual esta
fazendo o resgate desta tradição.
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