sábado, 19 de novembro de 2011

Flor Bela Spanca, a bela em prosa e poesia...

"Nasceu a Flor Bela em 08 de Dezembro amada e ao mesmo tempo rejeitada pelo pai cresce em uma sociedade escrupulosa e descriminadora. Aprendeu a amar e a sofrer desde pequenina. O trágico lhe acompanha! Redemoinho de emoções fortes arrebatam seu espírito. A morte lhe devora! A infelicidade toma conta da sua alma. Suicida-se, assim, como nasceu a Flor Bela, a bela em prosa e verso num 08 de Dezembro! initium et finem in saecula saeculorum. Amen!" Ana Marly de Oliveira Jacobino
Filha de Antónia da Conceição Lobo e do republicano João Maria Espanca nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo. O seu pai herdou a profissão do sapateiro, mas passou a trabalhar como antiquário, negociante de cabedais, desenhista, pintor, fotógrafo e cinematografista. Foi um dos introdutores do “Vitascópio de Edison” em Portugal. Seu pai era casado com Mariana do Carmo Toscano. A sua esposa não pôde dar-lhe filhos. Porém, João Maria resolveu tê-los – Florbela e Apeles, três anos mais novo – com outra mulher, Antónia da Conceição Lobo, de condição humilde. Ambos os irmãos foram registados como filhos ilegítimos de pai incógnito. Entretanto, João Maria Espanca criou-os na sua casa, e Mariana passou a ser madrinha de baptismo dos dois. João Maria nunca lhes recusou apoio nem carinho paternal, mas reconheceu Florbela como a sua filha em cartório só dezoito anos depois da morte dela.
                                                     O meu impossível

Minh'alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!
#Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!...
#Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!... Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto...
#Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!...
                      Matosinhos local onde nasceu Florbela nos dias atuais.
O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de felicidade são os temas dos seus poemas. A sua inspiração veio de sua vida tumultuada, inquieta, e sofrimentos íntimos provocados pela rejeição paterna. Seu primeiro poema foi escrito em 1903: "A Vida e a Morte". Em 1913 casou-se em Évora com Alberto de Jesus Silva Moutinho, seu colega da escola.
Em 1917 Flor completou o 11º ano do Curso Complementar de Letras e matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Florbela foi uma das catorze mulheres entre trezentos e quarenta e sete alunos inscritos.
Um ano mais tarde a escritora sofreu as consequências de um aborto involuntário, que lhe teria infectado os ovários e os pulmões. Repousou em Quelfes (Olhão), onde apresentou os primeiros sinais sérios de neurose.
             "A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente."   Florbela Spanca
Em 1919, sendo ainda casada, a escritora passou a viver com António José Marques Guimarães[6], alferes de Artilharia da Guarda Republicana. Em meados do 1920 interrompeu os estudos na faculdade de Direito. Em 29 de Junho de 1921 pôde finalmente casar-se com António Guimarães. Mas, em 1925, divorciou-se de Antônio. Esta situação abalou-a muito.
                                                  Fanatismo _Florbela Spanca

Minhálma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és se quer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
#Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
#E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio do Fim!..."
Em 1925, a poetisa casou com o médico Mário Pereira Lage, que conhecia desde 1921 e com quem vivia desde 1924. O casamento decorreu em Matosinhos, no Distrito do Porto, onde o casal passou a morar a partir de 1926. No mesmo ano, Apeles Espanca o irmão da escritora, faleceu num trágico acidente de avião. A sua morte foi para a autora realmente dolorosa. Em homenagem ao irmão, Florbela escreveu o conjunto de contos de As Máscaras do Destino, volume publicado postumamente em 1931. Entretanto, a sua doença mental agravou-se bastante. Em 1928 ela teria tentado o suicídio pela primeira vez. Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais em Outubro e Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu o resto da vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos.

A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles na hora do acidente.
Florbela escreveu muito em prosa, poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou ao longo da sua vida em revistas e jornais de diversa índole, Florbela Espanca antes de tudo é poeta.É à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve o reconhecimento. A temática abordada é principalmente amorosa. O que preocupa mais a autora é o amor e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. A sua obra abrange também poemas de sentido patriótico, inclusive alguns em que é visível o seu patriotismo local: o soneto “No meu Alentejo” é uma glorificação da terra natal da autora.

Florbela Espanca, 1894-1930. Poemas de Florbela Espanca / Estudo introdutório, organização e notas de Maria Lúcia Dal Farra - São Paulo: Martins Fontes, 1996.
António Ferro. "Uma grande poetisa portuguesa", in Intervenção Modernista. Lisboa: Verbo, 1987.
António José Saraiva, Óscar Lopes. História da Literatura Portuguesa. 9ª ed. Porto: Porto Editora, 1976.
ESPANCA, Florbela. Poemas de Florbela Espanca. Edição preparada pó Maria Lúcia Dal Farra. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
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                                                                 Convites:
Porcelana Brasileira
NA PRÓXIMA QUARTA, DIA 23/11, AS 20:30, NA SALA 2 DO TEATRO...
INGRESSOS $15,00 ( HÁ APENAS 20 NA BILHETERIA DO TEATRO E ALGUNS COM AS INTEGRANTES DO GRUPO ).

Espetáculo: Patrícia Moreno
Local: SESI Piracicaba – Av: Luiz Ralph Benatti, 600 Vila Industrial
Datas e horários: dia 20/11 às 19h (domingo)
Entrada: Franca – os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início da apresentação.
Capacidade: 320 lugares
Duração: 90'
Recomendação etária: livre
Entrada: Franca – os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início de cada apresentação.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Viva com alegria desfrutando a poesia...

                                Receita da Cura _ Ana Marly de Oliveira Jacobino
"Invenção de quem teve a sua alma curada pela poesia. Qualquer uma! De poeta famoso, ou, nem tanto, a voz imaterial da poesia traduzida pelos valores e sentimentos do seu autor cura até mesmo, aquela dor escondida ou camuflada de “boa moça” nos neurônios da nossa existência!"

Sarau Literário Piracicabano (Sarau da Consciência Negra) aconteceu em 8 de Novembro de 2011, com a coordenação de Ana Marly de Oliveira Jacobino

Participantes do Sarau Literário Piracicabano
Ao centro o poeta Carlos Assumpção ladeados por amigos
Lucila C. Silvestre (diretora da Biblioteca),  convidada, Carlos Assumpção, Ana Marly, Jurandir Silvestre e Angela Reyes.
                       Homenageadosdo sarau de 08/11: Preté e Carlos Assumpção
                                 Caderno do Sarau Literário Piraciabano Parte 2:
Apresentação de Angela Reyes e do convidado especial Vladimir Pelaes Ruiz, com a canción en español:                              Camino verde


Hoy he vuelto a pasar, por aquel camino verde
que por el valle se pierde toda mi felicidad.
Hoy he vuelto a rezar, a las puertas de la ermita,
le pedí a la virgencita, que yo te vuelva a encontrar.
Por el camino verde, camino verde que va a la ermita,
desde que tú te fuiste, lloran de pena las margaritas.
La fuente se ha secado, las azucenas están marchitas
Por el camino verde, camino verde que da a la ermita
                        Ouça a interpretação clicando no endereço a seguir:
                         http://youtu.be/i_xjReMy8pA

Angela Reyes, escritora e poeta nicaraguense , me enviou este comentário sobre o Sarau Literário Piracicabano :

"Querida Ana Marly, el sarau de Noviembre fué un espectáculo realmente de categoría. Todos son buenos, pero escuchar la fuerza de alma de nuestros compañeros negros, el orgullo que tienen de su raza, eso fué maravilloso, educativo y ejemplar. Valió amiga, todos los trabajos y corre-corre que das para sacar adelante el arte en las letras y cultura en general. Valen la pena, no lo digo solamente yo, como participante voluntaria, lo dirá la historia con el correr del tiempo."
                                             Adeus! _ Ana Marly de Oliveira Jacobino


Sozinha, aqui estou
remoendo imensa dor.
Ao longe você ficou
injuriando meu amor!
Animais inteligentes_ (Benedito Daniel Valim e Maisa De Moraes Valim)


Os animais conversando
Puderam compreender,
Que para crescer na vida
Tem que saber ler e escrever.
Da matemática quem gostou
Foi a penosa galinha,
Que está indo muito bem
Para resolver as continhas.
O professor da escola
É o sabido corujão,
Seu filhote se aplica
Quando escreve redação.
O sapo é esperto
E também muito papudo,
Anda falando na escola
Que já sabe fazer tudo.
O coelho escreve rápido
Porque tem experiência,
Com a preguiça e a tartaruga
É preciso paciência.
O gato é como o coelho
Faz tudo bem ligeirinho,
Não vendo a hora do recreio
Para brincar com os amiguinhos.
Até o burro está na escola
E cumpre cada dever,
Mostrando que o caminho
É saber ler e escrever.
                                              DIA DA CRIANÇA_ Esther Vacchi Passos


Criança feliz que vive a brincar, com brinquedo a embalar.
Passear no parque de diversão, com amigos pais e irmãos.
Vestir uma roupa nova que ganhou de presente e ir à festa
com amigos comemorar seu dia especial, saboreando quitutes como
cachorro quente, pipoca, sorvete, doces, balas, algodão doce e pirulito.
Que bom seria, se todas as crianças tivessem a oportunidade de comemorar,
independente da classe social e financeira, pois todas são dignas,
mesmo com algum problema.
Poder brincar no pula- pula, corrida do saco,
corda, brincar com o palhaço, dar gargalhada. Se divertir
no salão enfeitado com balões coloridos e lindas flores vindas da primavera.
O sol vem iluminar este dia tão esperado, com brilho encantador.
No entardecer, vem o cansaço que toma conta do seu corpo.
Agarrado ao seu brinquedo tão sonhado,
adormece e só acorda bem cedinho, lembrando do dia anterior
e de alegria, sorri... sorri!!
Parabéns a todas as crianças, acreditando que elas possam colaborar para um mundo melhor e mais feliz.


                                     Beijos _ Ana Marly de Oliveira Jacobino


Nos seus lábios bandidos
Entrego-lhe meu doce mel
Se serão os beijos perdidos
Cabe a você ser tão cruel!?
Neide Dommarco interpreta:
Rancho Fundo_ Ary Barroso e Lamartine Babo
A majestade o sabiá

Convite:
No dia: 26/11/2011


   Horario: 15:30hs
           Local: Casa do Amor Fraterno
Será um grande prazer ter a presença de todos vocês celebrando o nosso reencontro com a poesia!
                    Abraços Poéticos
                                  Grupo Literario da CAF.
Assista o belo trabalho feito com crianças e jovens pelo Grupo de Poesia da Casa do Amor Fraterno neste video de divulgação:
http://www.youtube.com/watch?v=05igNNYnjlQ&feature=player_embedde
                                           fotos google

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Proclamação da República uma visão histórica e muitas outras novidades...

" Pensamentos revolucionários fervilhavam na cabeça dos filósofos e pensadores, para eles; um país escravocrata náo era bem visto em um mundo em constante processo de modernização sócio-econômica e abolicionista. A associação da escravidão com o atraso do país, acabava por  colocar o regime monárquico alinhado a essa mesma idéia. Com a aprovação da Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel,  a sociedade brasileira, como um todo, começa a ver a monarquia como um regime incapaz de atender os seus interesses. E, neste cenário de mudanças a República foi proclamada!"
                                                               Ana Marly de OLiveira Jacobino 
Mesmo buscando uma posição política conciliadora, Dom Pedro II não conseguia intermediar os interesses confiantes dos diferentes grupos sociais do país. A questão da escravidão era um dos maiores campos dessa tensão político-ideológica. Os intelectuais, militares e os órgãos de imprensa defendiam a abolição como uma necessidade primordial dentro do processo de modernização sócio-econômica do país.

Os militares passaram a se opor com força a Dom Pedro II, chegando a repudiar ordens imperiais e realizar críticas ao governo nos meios de comunicação. Em 1873, foram criados o Partido Republicano e o Partido Republicano Paulista. Aproximando-se dos militares
insatisfeitos, os republicanos organizaram o golpe de Estado contra a monarquia.
No final  de 1889, idéias com  fortes suspeitas que Dom Pedro II iria retaliar os militares, o marechal Deodoro da Fonseca mobilizou suas tropas, que promoveram um cerco aos ministros imperiais e exigiram a deposição do rei. Em 15 de novembro daquele ano, o republicano José do Patrocínio oficializou a proclamação da República.
Murilo Mendes poeta e escritor escritor brasileiro teve a primorosa ideia de lavrar um hilário e provocativo poema intitulado “Quinze de Novembro”. Em seus versos, Murilo diz:
“Deodoro todo nos trinques
Bate na porta de Dão Pedro Segundo.
“- Seu imperadô, dê o fora
que nós queremos tomar conta desta bugiganga.
Mande vir os músicos.”
O imperador bocejando responde
“Pois não meus filhos não se vexem
me deixem calçar as chinelas
podem entrar à vontade:
só peço que não me bulam nas obras completas de Victor Hugo.”


## Não sendo uma mudança de grande impacto, o “pedido de instalação da República” é feito displicentemente. Paralelamente, vemos que o próprio Dom Pedro II do poeta não se manifesta contra sua retirada do poder.
## Vemos que o Deodoro descrito por Murilo Mendes chama ironicamente o "Estado Brasileiro" de “bugiganga”. Ele está nos contando que a idéia era que nossas instituições políticas eram tratadas como um objeto vulgar que, no caso, pudesse passar de um por um sem ser notado.
 
Sarau Literário Piracicabano de 08/11/2011 _Parte 2
 O sarau homenageou o Poeta Carlos Assumpção (veio de Franca para a homenagem) e o músico Preté, outro homenageado.
          Ouça a maravilhosa declamação de Carlos Assumpção em Zumbi:
                                         http://youtu.be/tIGi0S145_s
Numeroso público prestigiou o Sarau Literário Piracicabano com o tema: Consciência Negra
                                                    Convite:
Assista o belo trabalho feito com crianças e jovens pelo Grupo de Poesia da Casa do Amor Fraterno
                                video de divulgação
http://www.youtube.com/watch?v=05igNNYnjlQ&feature=player_embedde


                        Evair, Robson , Lili no Sarau lIterário Piracicabano de 08/11/2011
Nós do Grupo Literario da CAF convidamos todos vocês para o nosso Recital "Retalhos de um história, costurados com poesia."

                  No dia: 26/11/2011
                           Horario: 15:30hs
                                     Local: Casa do Amor Fraterno
Será um grande prazer ter a presença de todos vocês celebrando o nosso reencontro com a poesia!
Abraços Poéticos
Grupo Literario da CAF.


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domingo, 13 de novembro de 2011

Consciência...Consciência...Negra...

20 de novembro,  neste dia, no ano de 1695,  morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

Sarau Literário Piracicabano (Sarau da Consciência Negra) aconteceu em  8 de Novembro de 2011 com a coordenação de Ana Marly de Oliveira Jacobino
Homenageados: Preté e Carlos Assumpção
 Caderno do Sarau Literário Piraciabano Parte 1:
           Livro um sonho de consumo do leitor! !" Ana Marly de Oliveira Jacobino

"Abrir um livro é descortinar palavras repletas de vivências e conhecimentos nunca dantes explorados. O livro nos revela detalhes no seu conteúdo que muitas vezes passam despercebidos na vida real, mas, que são explorados nas suas páginas. Perseguido na Idade Média pelo excessivo fervor religioso, o livro sairia fortalecido com a tecnologia, que traria à tona a revolução cultural moderna, através da imprensa desenvolvida por Johannes Gutenberg. Que venham os livros para nos abençoar com suas palavras e civilização!”
                 IDEOLOGIA E VOCÁBULO: o preto e o negro_ Cornélio T.L. Carvalho
          Agrupamentos humanos são dinâmicos. Com o passar do tempo, a modernidade, as novas invenções e os conflitos se refletem no sentido dos vocábulos. Há palavras que desaparecem por falta de uso, outras se transformam ou ganham novos sentidos.
          Oportunamente, pela aproximação da Semana da Consciência Negra, neste final de novembro de 2011, examinemos a palavra “preto”, no sentido de denominação do escravo africano, cuja etnia trabalhou na lavoura de café e da cana.
          Tratados como sub-raça, ao serem libertados em 1888, sem qualquer planejamento governamental, os pretos tornaram-se uma massa marginal, sem teto e sem trabalho remunerado.
          Libertos da chibata e dos grilhões continuariam humilhados, não só pela condição de ex-escravos, como também pela cor negra de sua pele.
          Execrados pela ideologia branca da época, muito tempo se passou até que pela segunda metade do século XX, grupos melhores organizados reagiram fortemente junto à sociedade brasileira, solicitando mais oportunidade de trabalho e igualdade social. E na esteira da Conferência de Durban sobre o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância Correlata, África do Sul, em 2001, que reconheceu a escravidão e o tráfico de escravos como crime contra a humanidade, vieram os ressarcimentos, no Brasil, em forma das ações afirmativas, entre as quais as conflitivas cotas nas empresas e na educação.
         Como consequência da intervenção do negro em busca de igualdade social, o vocábulo “preto”, sempre adjetivado por sentidos negativos, eufemizou-se de homem de cor para afro-brasileiro ou, dignamente, negro.
         Diferente dos sectários da eugenia e do conceito da superioridade racial da primeira metade do século passado, somente o poeta, com a sensibilidade natural de captar a essência, poderia nos brindar com o belo poema:
                                  Irene no Céu (Manuel Bandeira)
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
                                            Uma parte dos participantes
Ouça e veja um pouco do que aconteceu nesta noite:
                                     Conjunto Caleidoscópio_Carlos e Suzi Furlan e China (percursâo) ##  As Rosas Não Falam _ Cartola
## O Mestre Sala dos Mares_ João Bosco / Aldir Blanc
http://youtu.be/mme1RNZ-hJc
## Um vestido de Veludo_ Dorival Caymi
http://youtu.be/RmiMReYg6ZI
                Crianças, Árvores e Fé _ Edson Antonio Di Piero.
Crianças, Menino Jesus.
Brinquedos e Fé.
Meu pé de laranja lima.
Nossa Senhora De Aparecida.
Padroeira do Brasil
Hoje é dia de Festa.
Hoje é 12 de Outubro.
Hoje é nosso dia.
Dia das Crianças.
Dia de Nossa Senhora De Aparecida.
Dia dos Agrônomos.
Hoje é dia de Festa.
Vamos Orar, dançar.
Vamos Plantar:
Árvores, Sonhos, Brinquedos.
Pois hoje é dia de Festa.
De Alegria.
De Fé.
                                  Quintas no SESC Piracicaba -- Las Rositas, dia 10 de Novembro

               O trio argentino de tango promove a fusão do trabalho de câmara com uma orquestra típica de tango e, além de composições próprias, interpreta clássicos do ritmo portenho. No show, sucessos de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.

                            Assista aos videos com Las Rositas
 http://youtu.be/r1KguJFYFbI  
                                                        http://youtu.be/6_Vby3jVo08 

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11 do 11 ? O que aconteceu neste dia...?

               Aconteceu neste dia 11 do 11...(nanocrônica)_Ana Marly de Oliveira Jacobino
Inconsciente!? Moro na caverna e ainda não descobri os números... Neste, 11 do 11 o sol levanta no céu e eu procuro comida. Tudo muito real!
                         E aconteceu neste 11/11/2011 (parte 2)
Neste 11 do 11 de 2011, o sol está de rachar aqui na minha cidade. A comida compro no supermercado. Os números ficaram cabalísticos. Tenho medo de assombração! Louco, eu...!?
"...ele nasceu e já começou a sentir diferenças sociais existentes e escreveu muito sobre esse fato: "Sou filho da descrença e da dúvida, até ao presente e mesmo até à sepultura. Que terrível sofrimento me causou, e me causa ainda, a sede de crer, tanto mais forte na minha alma quanto maior é o número de argumentos contrários que em mim existe!..." Na prisão ele descobriu que as diferenças sociais existiam e viu a maldade exercer forte vínculo com assassinatos e toda espécie de iniquidades! Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi uma das maiores personalidades da literatura, e, hoje é comemorado o seu nascimento!" Ana Marly de Oliveira Jacobino
               São Petesburgo cidade em que nasceu Dostoievski
Fiódor foi o segundo dos sete filhos nascidos do casamento entre Mikhail Dostoyevski e Maria Fedorovna. A mãe do escritor morreu quando ele ainda era muito jovem, de tuberculose, e o pai, o médico Mikahil Dostoievski, pode ter sido assassinado pelos próprios servos, que o consideravam autoritário. Alguns biógrafos afirmaram que foi quando Dostoievski teve sua primeira crise epilética, fato disputado pelos seus atuais estudiosos, principalmente Joseph Frank.
Tal fato teria exercido enorme influência sobre o futuro do jovem Fiódor, que desejou impetuosamente a morte de seu progenitor e em contrapartida se culpou por isso, fato que motivou Freud a escrever o polêmico artigo Dostoiévski e o Parricídio
Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Em 1844, Honoré de Balzac visitou São Petersburgo, e Dostoiévski, como uma forma de admiração, fez sua primeira tradução, Eugenia Grandet.
Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso. Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".
Recordações da Casa dos Mortos ou Cadernos da Casa Morta (em russo Записки из Мёртвого дома) é um romance publicado em 1862 pelo autor russo Fiódor Dostoiévski, retratando a vida de condenados nas prisões da Sibéria.
         O livro é uma união imprecisa de uma coleção de fatos e eventos ligados à vida nas prisões da Sibéria, organizado particularmente mais pelo tema do que com a intenção de formar uma história contínua. O próprio Dostoiévski passou quatro anos exilado em uma dessas prisões, em função de sua condenação por envolvimento com o Círculo de Petrashevsky, um grupo literário russo banido por Nicolau I, devido à sua preocupação quanto ao perigo representado pelo relativo potencial subversivo lincado à revolução de 1848). A experiência deu-lhe condições de descrever com grande autenticidade as condições da vida nestas prisões e do caráter dos condenados que nelas viviam.
Em 1865 começou a elaborar Crime e Castigo, uma de suas obras capitais, que apareceu na revista O Mensageiro Russo, com grande sucesso. Quando seu editor determinou um curto prazo para que terminasse o livro, contratou a estenógrafa Anna Grigórievna Snítkina, na época com vinte e quatro anos, a quem dedicou, em apenas vinte e seis dias, o livro O Jogador. Narra a história de Rodion Românovitch Raskólnikov, um jovem estudante que comete um assassinato e se vê perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o delito.

         O livro/romance se baseia numa visão sobre religião e existencialismo com um foco predominante no tema de atingir salvação por sofrimento, sem deixar de comentar algumas questões do socialismo e niilismo.Os personagens e as descrições de seus caracteres e personalidades, bem como outras obras maiores de Fiódor Dostoiévski, inspiraram pensamentos filosóficos,sociológicos e psicológicos da segunda metade do século XIX e também no século XX. Foram influenciados Nietzche, Sartre, Freud, Orwell, Huxley...

DOSTOIÉVSKI, Fiodor. Crime e Castigo. Trad. Paulo Bezerra. Editora 34, São Paulo, 2001.
AMERICO, Edelcio, Texto de São Petersburgo na literatura russa, dissertação, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas USP, 2006, Biblioteca FFLCH-USP (setor de teses).                                                                  
BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski, Editora Forense Universitária, 2ª edição, São Paulo, 1997.
LÓTMAN, Iúri. Simbologia de São Petersburgo e os problemas da semiótica da cidade (Simvólika Peterburga i problemy semiótiki góroda)//Istoria i tipológuia rússkoi kultury, São Petersburgo, 2002,
                                                      Convites:

SERVIÇO

Viagem Teatral 2011 – 2ª Temporada
Espetáculo: Rua do Medo
Local: Teatro do SESI Piracicaba – Av. Luiz Ralph Benatti, 600 – vila Industrial
Datas e horários: dias 12 (sábado) às 20h e 13/11 (domingo) às 19h.
Capacidade: 320 lugares
Gênero: tragicomédia
Duração: 80 minutos
Recomendação etária: Não recomendado para menores de 14 anos.
Entrada: Franca – os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início de cada apresentação.
Informações: 19 3403 5928
 
Todos os domingos as 8 da manhã não perca "Mente em Forma" um programa voltado para o bem estar físico e mental, que visa difundir a relevância da prática de atividades físicas aliada à mudança de comportamento.
Informações relevantes e mudança de comportamento para o ouvinte da Radio Educativa FM .105,9 de Piracicaba

E-mail menteemforma105@yahoo.com.br
Website http://www.menteemforma.blogspot.com/
Cochichando & Cia
No dia 16/11/11 _ Quarta feira no Teatro Losso Neto sala 2,a partir das 20:00hs.Ingressos antecipado o valor è 15,00 e no dia da apresentação será 30,00,então a proveite pegar antecipado,  pois a diferença é grande.A sala 2 comporta somente 100 pessoas
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