quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Alegria faz a festa e muito mais...

"Queria que o tempo parasse nos momentos em que a alegria estivesse fazendo a festa dentro da gente, mas, como isto não é possível podemos vivenciar estes momentos, através da magia da fotografia. Então,  viva a recordação feita através de uma máquina a "guardiã da alegria!""
                                           Ana Marly de Oliveira Jacobino
Poema de Alberto de Oliveira no parque da Fonte dos Amores em Poços de Caldas
                                     Sarau LIterário Piracicabano em Poços de Caldas
Gisele Silva e Evair Souza na dança de salão no Sarau Literário Piracicabano realizado em conjunto o Sarau de Poços de Caldas
                        Maria Lúcia Prado no momento da sua leitura expressiva
                                          O que é felicidade para você?Parte 1
                                          Ana Marly de Oliveira Jacobino
Parece fácil responder a esta pergunta no nosso mundo contemporâneo, não é mesmo?
A Ciência avançou e sabe diagnosticar a felicidade, como: “estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes.”
Sem dúvida, felicidade é isto, mas, pode estar ligada com emoções e sentimentos. A procura pela felicidade se tornou para o homem moderno tão vital, tal qual, foi a procura pelo Eldorado ao homem medieval. El Dorado, ou melhor ainda: O (homem) dourado trasntormou o equilibrio tênue que sustetava a sanidade dos conquistadores espanhóis.
E, hoje o que seria o El Dorado?
Um passeio pelo shooping em busca de novidades, um casamento milionário, um bilhete premiado... Bem! O capitalismo moderno propaga: a felicidade feito um bem de consumo! E, esta forma de pensar trouxe a desarmonia tornando a felicidade algo inatingível.
O El Dorado está tão proximo que não o enxergamos. Ele está ao seu lado no rosto deste amigo, radiante, invadido pela felicidade de poder estar aqui, neste dia comemorando a amizade numa festa regada pela 
poesia.                                        (continua)
 
                                              Daniel Valim declama em Poços de Caldas

Evair, Marina, Madalena e Áurea em uma venda típica de Poços de Caldas
Aconteceu em Piracicaba
Tania (aluna de Denise Storer), com seus trabalhos na exposição no Marta Watts em Piracicaba
Um dos trabalhos de alunos de Denise Storer
Receita Caseira canta afinado no Marta Watts
Confraternização do Sarau Literário Piracicabano aos aniversariantes de Novembro
 Idamis (aniversariante) Lurdinha, Daniel, Ana Marly (aniversariante) e Áurea
Aracy, Deise, Marina (sentadas) Ivana e Ana Marly comemoram a alegria.

domingo, 11 de dezembro de 2011

ABC em Pessoa é o tema do Sarau Literário Piracicabano

                      Música & POESIA _SARAU ABC em Pessoa_ Último sarau de 2011

Homenageando: O poeta Fernando Pessoa referência na literatura portuguesa e mundial.
O convidado local homenageado será o ator, diretor, produtor artístico e cultural Carlos ABC

                     Dia 13/12/2011 às 19 h 30

                          Atores_ Poetas – Escritores _Trovadores - Seresteiros
                             Local :Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
                                      Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...
Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal)


                                                        Carlos ABC um dos homenageados do Sarau
                         Clarice Lispector é chegada a Hora da Estrela
"Como apagar uma estrela que apareceu para contagiar a todos com o seu brilho.Nasceu em 10 de Dezembro e faleceu em 09 de Dezembro, antes dos seus 57 anos. Nada foi fácil para ela, mas, aprendeu a colocar no papel o alvoroço que turbilhava na sua alma. Escrever para ela, me faz pensar que além do desafio era uma forma de inovar transpondo a riqueza psico-social das suas personagens conciliando com o seu "Eu" profundo. “Sou tão misteriosa que não me entendo.” Uma salva de palmas para você minha querida Clarice, E,u aprendi a ler e a respeitar como a estrela maior  da nossa Literatura."
                                                         Ana Marly de Oliveira Jacobino
Clarice Lispector nasceu na Ucrânia, mas seus pais imigraram para o Brasil pouco depois. Chegou a Maceió com dois meses de idade, com seus pais e duas irmãs. Em 1924 a família mudou-se para o Recife, e Clarice passou a freqüentar o grupo escolar João Barbalho. Aos oito anos, perdeu a mãe. Três anos depois, transferiu-se com seu pai e suas irmãs para o Rio de Janeiro.
Clarice afirmava não ter nenhuma ligação com a Ucrânia - "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil
Depois de uma paixão não correspondida com o escritor Lúcio Cardoso (ele era homossexual), ela se casou com um diplomata e tornou-se Clarice Gurgel Valente, e eventualmente, mãe de dois meninos.
No Rio, e, 1943, com 23 anos, ela terminou seu primeiro romance, “Perto do Coração Selvagem”. O estilo deste livro foi muito inovador. No ano seguinte, ela foi premiada com o Prêmio Graça Aranha para o melhor primeiro romance. Muitos sentiram que ela havia dado a literatura brasileira uma voz única no contexto mais amplo da literatura. O exame da vida interna dos seus personagens era uma reminiscência do estilo de Virginia Woolf e James Joyce.
               “Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
                                Assista a Fotobiografia de Clarice Lispector
Em 1939 Clarice Lispector ingressou na faculdade de direito, formando-se em 1943. Trabalhou como redatora para a Agência Nacional e como jornalista no jornal "A Noite". Casou-se em 1943 com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem viveria muitos anos fora do Brasil. Em 10 de agosto de 1948, nasce seu primeiro filho, Pedro, em Berna na Suiça. Quando criança Pedro se destacava por sua facilidade de aprendizado, porém na adolescência sua falta de atenção e agitação foram diagnosticados como esquizofrenia. Clarice se sentia de certa forma culpada pela doença do filho, e teve dificuldades para lidar com a situação.
Em 10 de fevereiro de 1953, nasce Paulo, o segundo filho de Clarice e Maury, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.
             “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
Seu primeiro romance foi publicado em 1944, "Perto do Coração Selvagem". No ano seguinte a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras. Dois anos depois publicou "O Lustre".
Em 1959 se separou do marido que ficou na Europa e voltou permanentemente ao Rio de Janeiro com seus filhos, morando no Leme. No mesmo ano assina a coluna "Correio feminino - Feira de Utilidades", no jornal carioca Correio da Manhã, sob o pseudônimo de Helen Palmer. No ano seguinte, assume a coluna "Só para mulheres", do Diário da Noite, como ghost-writer da atriz Ilka Soares. 
Provoca um incêndio ao dormir com um cigarro acesso em 14 de setembro de 1966, seu quarto fica destruído e a escritora é hospitalizada entre a vida e a morte por três dias. Sua mão direita é quase amputada devido aos ferimentos, e depois de passado o risco de morte, ainda fica hospitalizada por dois meses.
                  “Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.
Em 1975 foi convidada a participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria, em Cali na Colômbia. Fez uma pequena apresentação na conferência, e falou do seu conto "O ovo e a Galinha", que depois de traduzido para o espanhol fez sucesso entre os participantes. Ao voltar ao Brasil, a viagem de Clarice ganhou ares mitológico, com jornalistas descrevendo (falsas) aparições da autora vestida de preto e coberta de amuletos. Porém, a imagem se formou, dando a Clarice o título de "a grande bruxa da literatura brasileira". Seu próprio amigo Otto Lara Resende disse sobre a obra de Lispector: "não se trata de literatura, mas de bruxaria.
Em 1977, Clarice Lispector publicou A Hora da Estrela. Este romance demonstra a pobreza em relação ao poder no Brasil. Este foi também o ano em que Clarice Lispector sucumbiu ao câncer de ovário. Até a manhã de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para a amiga Olga Borelli.
“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
“Sim.Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.” 
FERREIRA, Teresa Cristina Montero. Eu sou uma pergunta: uma biografia de Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
GOTLIB, Nádia Battella. Clarice: uma vida que se conta. São Paulo: Editora Atica, 1995.
MOSER, Benjamin. "Clarice, uma biografia". São Paulo: Ed.Cosac Naify, 2009
Página oficial
Autores Judeus. Com prefácio do escritor riograndense Moacyr Scliar. 
                         fotos google

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sarau Literário Piracicabano em Poços de Caldas

"Uma "Festa Natalina" foi ´preparada para os participantes do Sarau Literário Piracicabano nesta terceira edição em Poços de Caldas. A solicitude do casal anfitrião Juraci e Ondina nos proporcionou uma alegria imensurável. Obrigada, a todos os participantes deste Banquete Litero-Musical"! 
                                                               Ana Marly de Oliveira Jacobino
Encontro dos participantes do sarau em Poços de Caldas no sábado dia 03 de Dezembro
                                                           Esse é o nosso Sarau
Esse é o nosso Sarau. O nosso quilombo cultural, um elo de raízes profundas, fortalecido pelo verso, pela prosa, pela música que nasce do coração e que vai crescendo expressando pensamentos em cada traço da escrita, em cada palavra dita, que extravasa sentimentos, passo a passo, numa cadência perfeita, num balanço ritmado, no compasso dos amantes.

Esse é o nosso Sarau, com S maiúsculo, que contempla o luar, que exala o perfume das flores silvestres, que se encontra com a criança interior, que fala das dores, das paixões, dos amores, que dá lugar à inspiração, que flutua como se fosse mais leve que o ar, que se arrasta pelos céus azuis da música, pelos mares verdes da poesia.
Esse é o nosso Sarau, que registra a emoção de tantos encontros, com tantos amigos, que encanta todas as gerações, que caminha como quem sempre acredita no que de melhor a vida pode oferecer, que não abandona o seu posto, nem foge da luta, que se entrelaça com a magia, andando de mãos dadas com a ousadia dos que navegam por mares indômitos e que descobre o regaço das praias amenas.
Sim, esse é o SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO que nos toca o coração, que nos acolhe, acariciando ouvidos atentos, num sussurro repleto de ternura, que brinca como criança solta num parque de diversões, livre, viajando em sensual devaneio.
Eu quero desejar um Feliz Natal a todos os que fazem desse Sarau um acontecimento sem par, nesse encontro que se renova na amizade, na fraternidade e na semelhança das paixões. Ao fazer nascer a poesia, a música, a literatura, certamente, estaremos unidos em oração para sempre alegrar a espera do amanhã.
Um terno abraço a todos e que Deus nos abençoe.
Carlos Roberto Furlan ( Beto Furlan )
Ana, Suzi e Carlos do Conjunto Caleidoscópio
O casal anfitrião Juraci e Ondina
Entrega dos presentes ao casal anfitrião

Uma parte dos participantes
Noite de gala em Poços de Caldas
Passeio por Poços: Marina, Áurea, Evair, Marly, Idamis e Lurdinha
Ceia de Natal e continuação do Sarau Literário Piracicabano intercalando apresentações de participantes de Piracicaba e de Poços de Caldas
                                           Apresentação do Jogral
otos Ivana e Ana

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Torquato Neto um poeta genuinamente brasileiro

"Sabia como ninguém trabalhar as palavras e os sentimentos que envolvem a "alma humana" suas belezas e incoêrencias tão bem escritas por Torquato em seus poemas e composições. Viveu intensamente o que escreveu e entregou a vida numa bolha de gás! Torquato Neto; "Louvo agora e louvo sempre.O que grande sempre é Louvo a força do homem E a beleza da mulher..."      Ana Marly de Oliveira Jacobino  
Nascido em Teresina, no Piauí, em 9 de novembro de 1944 filho de um promotor público e de uma professora primária, estudou em Salvador, no mesmo colégio de Gilberto Gil, de quem se aproximou aos 17 anos nas rodas artísticas de Salvador, onde conheceu também os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia. Torquato envolveu-se ativamente na cena cultural soteropolitana, onde conheceu, além de Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Em 1962, mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar jornalismo na universidade, mas nunca chegou a se formar. Trabalhou para diversos veículos da imprensa carioca, com colunas sobre cultura ##Ouça na voz de Elis Regina "Pra Dizer Adeus" (Edu Lobo & Torquato Neto) 1966

                               http://youtu.be/fUkYWXLQgWI
Torquato atuava como um agente cultural e polemista defensor das manifestações artísticas de vanguarda, como a Tropicália, o Cinema Marginal e a Poesia Concreta, circulando no meio cultural efervescente da época, ao lado de amigos como os poetas Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos, o cineasta Ivan Cardoso e o artista plástico Hélio Oiticica. Nesta época, Torquato passou a ser visto como um dos participantes do Tropicalismo, tendo escrito o breviário "Tropicalismo para principiantes", onde defendeu a necessidade de criar um "pop" genuinamente brasileiro: "Assumir completamente tudo que a vida dos trópicos pode dar, sem preconceitos de ordem estética, sem cogitar de cafonice ou mau gosto, apenas vivendo a tropicalidade e o novo universo que ela encerra, ainda desconhecido". Torquato também foi um importante letrista de canções icônicas do movimento tropicalista.## No final da década de 1960, com o AI-5 e o exílio dos amigos e parceiros Gil e Caetano, viajou pela Europa e Estados Unidos com a mulher Ana Maria e morou em Londres por um breve período. De volta ao Brasil, no início dos anos 1970, Torquato começou a se isolar, sentindo-se alienado tanto pelo regime militar quanto pela "patrulha ideológica" de esquerda. Passou por uma série de internações para tratar do alcoolismo, e rompeu diversas amizades.
                     Louvação composta por Elis Regina e Torquato Neto
Vou fazer a louvação
Louvação, louvação
Do que deve ser louvado
Ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção
Atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado (...)
                 ##Vibre com a beleza da letra e da música: "Louvação" composta por Elis Regina e Torquato Neto, interpretada por Elis Regina e Jair Rodrigues:

                        http://youtu.be/zNxVN77KF38

"Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (…). Quem não se arrisca não pode berrar."
Torquato se matou um dia depois ao fazer 28 anos, em 1972. Após voltar de uma festa, trancou-se no banheiro e abriu o gás. Sua mulher dormia em outro aposento da casa. O escritor foi encontrado na manhã seguinte pela empregada da família.Torquato Neto. - Verbete sobre o escritor no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.
Sua nota suicida dizia: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar". Thiago era o filho de dois anos de idade.
## Agora fique com:"Marginália II" (Gilberto Gil & Torquato Neto) 1968 na voz de Maria Betania:
                         http://youtu.be/F5XwcGgc_hg
Toninho Vaz. Pra mim chega, a biografia de Torquato Neto– (Ed. Casa Amarela) 2004.
Torquato Neto. Torquatália - Geléia Geral: Obra Reunida de Torquato Neto (vol. 2). (Org. Paulo Roberto Pires). Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2005.
fotos google e youtube
                                                                  Convites:
Música & POESIA _SARAU ABC em Pessoa_ Último sarau de 2011

           Homenageando: O poeta Fernando Pessoa referência na literatura portuguesa e mundial.
         O convidado local homenageado será o ator, diretor, produtor artístico e cultural Carlos ABC

                                                  Dia 13/12/2011 às 19 h 30
                          Atores_ Poetas – Escritores _Trovadores - Seresteiros
                                Local :Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
                                         Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...                      
Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal)
SESI Música 2011 – Erudita apresenta A CANTORA LÍRICA MAUDE SALAZAR

Espetáculo: Maude Salazar – Os recantos de Eva
Local: Teatro do SESI Piracicaba – Av. Luiz Ralph Benatti, 600, Vila Industrial.
Data e horário: 9 de dezembro (sexta-feira), às 20h.
Capacidade: 330 lugares

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

6 de Dezembro é o aniversário do Papai Noel...

"Esperar o Pai Natal na véspera do nascimento de Cristo interage com o ideário ocidental em que na infância, o sonho está equilibrado em uma linha tênue  com a realidade. O Noel é a figura que abre o caminho para a "Esperança" simbolizada pelo nascimento do "Menino Jesus" o “Cristo”. Viver a chegada do Cristo equivale a crer em renascer. E, isto acontece nesta época em que muitos corações se abrem para a chegada do puro amor. Feliz Natal! Bon Nadal! Gajan Kristnaskon! Merry Christmas! Kung His Hsin Nien..."                     Ana Marly de Oliveira Jacobino
Dia de São Nicolau (6 de dezembro): é uma figura lendária que, em muitas culturas ocidentais, traz presentes aos lares de crianças bem-comportadas São Nicolau era originalmente retratado com trajes de bispo, atualmente Papai Noel é geralmente retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto.
Papai Noel mora no Extremo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão britânica frequentemente se diz que ele reside nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia. Papai Noel vive com sua esposa Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras. Outra lenda popular diz que ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e que entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados no mundo, e às vezes carvão às crianças mal-comportadas, na noite da véspera de Natal. Papai Noel consegue esse feito anual com o auxílio de elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas que puxam o trenó.
O personagem foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira na Turquia, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro.
A atual força da lenda do "Papai Noel / Pai Natal" nasceu em 1822, através de Clemente Clark Moore, professor de literatura grega em Nova Iorque, num poema escrito para seus seis filhos. Nesse poema, "Uma visita de São Nicolau", Moore criou "a viagem num trenó puxado por renas" ao fato de ele entrar pela chaminé.
  Página oficial do Papai Noel Finlândia
              http://super.abril.com.br/superarquivo/1992/
Um pouco do Sarau LIterário Piracicabano que aconteceu dia 03/12 em POços de Caldas
Chegada dos participantes na manhã do dia 03 de Dezembro a Poços de Caldas, onde foi realizado o Terceiro Sarau Literário Piracicabano em conjunto com o Sarau Literário de Poços de Caldas.                                   
           foto Ivana Altafin                              Convites:
No mesmo evento, acontece o lançamento do livro da acadêmica Aracy Duarte Ferrari "Mergulho Interior".
O escritor Otacílio Monteiro divulga o livro Paulo Pedro descobre a magia das cores, o segundo título sobre o menino Paulo Pedro, protagonista de uma série que prevê cinco histórias.  Ele estará em Piracicaba no dia 15 de dezembro, na Biblioteca Municipal, às 19h30. O lançamento da primeira edição, de três mil exemplares, aconteceu no dia 1º de outubro e até o momento mais de 500 livros já foram vendidos.  
O Projeto Música e Literatura, desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal da Ação Cultural através da Biblioteca Pública “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, se encerra nesta quarta-feira, dia 7, com uma palestra que enfoca a Revolução Portuguesa.
Apresentado pelo jornalista Luiz Antonio de Souza desde o mês de abril, o projeto chega ao seu final trazendo obras de Chico Buarque de Holanda, tendo como tema central a revolução ocorrida em abril de 1974 que marcou o fim da ditadura salazarista e o restabelecimento da ordem democrática em Portugal.
       Local: Biblioteca Pública “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”

            Data: 10/dezembro – quarta-feira
                                             Horário: 20h30
Gratuito_ Informações: fone 3434.9032 (Júnior) e 3421.0603 (Luiz Antonio)
Música & POESIA _SARAU ABC em Pessoa_ Último sarau de 2011
Homenageando: O poeta Fernando Pessoa referência na literatura portuguesa e mundial.

O convidado local homenageado será o ator, diretor, produtor artístico e cultural Carlos ABC
                                      Dia 13/12/2011 às 19 h 30
Atores_ Poetas – Escritores _Trovadores - Seresteiros
                              Local :Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...
Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal)
fotos by Ana Marly e google

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fernando Pessoa um adeus poético...

"Enigmático? Uma pessoa que vibra em montar personagens envolvendo a sua Pessoa. Heterônimos de Pessoa para explicar a genialidade desta pessoa que brincava com as palavras a sério. Em 1915, uma pessoa escreve sobre Pessoa dando a impressão de que falava da própria pessoa: "Quando é que despertaremos para a justa noção de que a política, a religião e vida social são apenas graus inferiores e plebeus da estética - a estética dos que ainda não a podem ter? Só quando uma humanidade livre dos preconceitos de sinceridade e coerência tiver acostumada às suas sensações a viverem independentemente, se poderá conseguir qualquer coisa de beleza, elegância e serenidade na vida." Salve mestrre em pessoa, a quem dedico está pagina um dia depois da sua morte! Ide em paz com a sua pessoa!
                                                 Ana Marly de Oliveira Jacobino

Aniversário_ (Álvaro de Campos) Fernando Pessoa

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa como uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar pela vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco,
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui – ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos! (...)

Lisboa Antiga
"É necessário agora que eu diga que espécie de homem sou. Meu nome, não importa, nem qualquer outro pormenor exterior meu próprio. Devo falar de meu caráter. A constituição inteira de meu espírito é de hesitação e de dúvida. Nada é ou pode ser positivo para mim; todas as coisas oscilam em torno de mim, e, com elas, uma incerteza para comigo mesmo. Tudo para mim é incoerência e mudança. Tudo é mistério e tudo está cheio de significado. Todas as coisas são 'desconhecidas', simbólicas do Desconhecido. Em conseqüência, o horror, o mistério, o medo por demais inteligente. Pelas minhas próprias tendências naturais, pelo ambiente que me cercou a infância, pela influência dos estudos realizados sob o impulso delas (dessas mesmas tendências), por tudo isto meu caráter é da espécie interiorizada, concentrada, muda, não auto-suficiente, mas perdida em si mesma. Toda a minha vida tem sido de passividade e de sonho". Fernando Pessoa (1888-1935)
Sua infância e adolescência foram marcadas por fatos que o influenciariam posteriormente. Às cinco horas da manhã de 24 de Julho, seu pai morre com 43 anos vítima de tuberculose. A morte é reportada no Diário de Notícias do dia. Joaquim de Seabra Pessoa deixou mulher, Pessoa com apenas cinco anos e seu irmão Jorge que viria a falecer no outro ano sem chegar a completar um ano. A mãe então se vê obrigada a leiloar parte da mobília e mudam-se para uma casa mais modesta, o terceiro andar do n.º 104 da Rua de São Marçal. É também nesse período que surge seu primeiro pseudónimo, Chevalier de Pas, assim como seu primeiro poema, um poema curto com a infantil epígrafe de À Minha Querida Mamã. Sua mãe casa-se pela segunda vez em 1895 por procuração com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban (África do Sul), o qual havia conhecido há um ano. Na África, viria a demonstrar possuir desde cedo habilidades para a literatura.
                                                     Lisboa Antiga
Pessoa é internado no dia 29 de Novembro de 1935, no Hospital de São Luís dos Franceses, vítima de uma crise hepática, se tratando aparentemente de uma cirrose hepática provocado pelo óbvio excesso de álcool ao longo da sua vida (a título de curiosidade acredita-se que era muito fiel à aguardente “Águia Real”). No dia 30 de Novembro morre aos 47 anos. Nos últimos momentos da sua vida pede os óculos e clama pelos seus heterónimos. Sua última frase é escrita no idioma no qual foi educado, o inglês: I know not what tomorrow will bring (”Eu não sei o que o amanhã trará”).
"Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade."

Não Quero Rosas Desde que Haja Rosas
Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?
Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.
Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...
                                                                  (Fernando Pessoa)
                                                                     Convite:
Sarau Literário Piracicabano vai para Poços de Caldas dia 03 e 04 de Dezembro realizar um sarau a convite de Juraci e Ondina Torricelli.