sábado, 10 de junho de 2017

Você precisa conhecer melhor: Luiz Pié


Um timbre de voz muito semelhante ao saudoso Emílio Santiago... parabéns Luiz Pié! Ana Marly de Oliveira Jacobino


Luiz Pié - Encontro das águas _https://www.youtube.com/watch?v=aq58cJVnnRc
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Vila Isabel, Rio, 2015. Alguns músicos aguardam o cantor Luiz Pié em um estúdio para ensaiar o show que farão com ele na quarta, dia 18, no Teatro Rival Petrobrás. Seu disco de estreia, Memória Afetiva, tem tratamento luxuoso. A produção e os arranjos são de Roberto Menescal e o cantor Milton Nascimento faz participação especial em Pai Grande. O repertório tem harmonias encrencadas que passam por Luiz Bonfá e Antonio Maria (Manhã de Carnaval), Carlos Lyra e Vinícius de Moraes (Sabe Você), Danilo Caymmi e Dudu Falcão (O Bem e o Mal). “Ele nasceu cantor, não tem como explicar”, diz Milton Nascimento. “Essa voz é tudo que eu gostaria de ter na vida”, fala também Menescal.

Luiz Pié e Milton Nascimento - Pai Grande _https://www.youtube.com/watch?v=lN-7wS8QM4A
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 Luiz Pié aqui faço um pequeno tributo para você (e Milton "Bituca" Nascimento... tempos de tanta corrupção sendo revelada (tanta mediocridade) ouço Milton Nascimento e você Luiz Pié tenho orgulho de vocês trazendo tanta musicalidade na nossa MPB!

O telefone do estúdio toca e o empresário atende. “Vai entrevistar o Luiz? Só um momento.” Os 20 anos que se passaram desde que a caixa de papelão chegou ao orfanato parecem um século de revoluções na vida de Luiz Fernando Gonçalves Martins, ex-Pelezinho, atual Luiz Pié. Ele viveu dos 3 aos 17 anos no orfanato depois que sua mãe, moradora de rua, foi deposta da própria maternidade pelo Conselho Tutelar. Com o tempo, as poucas imagens que ele tinha na lembrança de uma mulher que o alimentava deixaram de existir. “Não sei mais se minhas lembranças são reias ou sonhos”, conta.(...) Pié chegava a investir R$ 20 por dia – uma fortuna para quem andava com a mesma roupa por um mês – em frente a um computador para pesquisar a obra de seus ídolos. Gente como Gal Costa, Caetano, Djavan, Nana e Caymmi, todos que haviam chegado em forma de LP na velha caixa de papelão. Depois de vasculhar o site de Caetano, que se tornaria seu primeiro ídolo, seguiu para o de Dorival e, depois, Nana, Emílio Santiago, Gilberto Gil. “Eu saía da lan house cantando em plena Cracolândia.” E o que será que o segurava contra as seduções do roubo e os alívios do crack nos dias em que as paredes do estômago colavam umas às outras? “Fui salvo pela oportunidade.”...
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Um timbre de voz muito semelhante ao saudoso Emílio Santiago... parabéns Luiz Pié!
Luiz Pié - Encontro das águas _https://www.youtube.com/watch?v=aq58cJVnnRc
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Marcos Valle chama atenção para uma outra questão importante: a figura de Emílio Santiago deve perseguir Pié, independentemente de sua vontade. Uma referência estupenda que lhe fará bem no momento em que sua identidade for mais bem definida. Ela começa agora, em belas amostras de delicadeza que aparecem em A Volta (de Menescal e Bôscoli) - que perfeita estaria sem os poucos ataques súbitos aos graves -, no samba de Ciúme (de Carlos Lyra) e em Pai Grande, um carinho paterno de Milton Nascimento. Nem todo Luiz Pié está aqui, mas assim é seu começo. E sua obrigação diante da música - agora, mais do que nunca - é ser feliz e devolver a ela cada nota que lhe salvou...

Saiba mais sobre este jovem interprete da nossa MPB clicando no endereço a seguir:
http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,luiz-pie--o-ex-interno-de-orfanato-que-empolga-a-mpb,10000001982

2 comentários:

  1. Que ótima divulgação.Precisamos conhecer mais pessoas assim. Gostei de ver! bjs, tudo de bom,chica

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