quinta-feira, 21 de julho de 2011

Oswald de Andrade em seu banquete antropofágico na Flip 2011!

Na noite da quarta-feira (06/07) ouvimos do lado de fora da tenda do telão, o crítico Antonio Candido contar sobre Oswald de Andrade. Sentamos em cadeiras junto a uma lanchonete e nem o vento gelado do inverno rigoroso que fazia em Paraty, nos fez sair de lá. O banquete antropofágico servido por Candido nos saciou com o seu conhecimento sobre este grande modernista!" Ana Marly de Oliveira Jacobino 

Painéis sobre a vida e a obra de Oswald de Andrade no caminho da tenda do telão em Paraty
E o barquinho vai... e a literatura invade a cidade de Paraty
Um pouco de sol para espantar o frio
As piracicabanas Estela, Marina, Ruth e Àurea espantam o frio com leitura!
As belezas das ruas de pé-de-moleque de Paraty
 Ana Marly e Àurea brigam nas ruas de Paraty pelo sedutor Oswald de Andrade!

       Antonio Candido e suas experiências com Oswald de Andrade (Parte 1)
                                     Ana Marly de Oliveira Jacobino
          O crítico literário Antonio Candido, 92 anos, participou e deixou a sua marca com brilhantismo no primeiro dia da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty). Candido abriu a nona edição da festa contando casos e fatos marcantes do amigo Oswald de Andrade (1890-1954), o homenageado do encontro.
         Ele não quis fazer um trabalho acadêmico sobre a obra e a bibliografia de Oswald, mas, contar fatos que presenciou in loco. Por ser da geração seguinte de Oswald, e, o último que resta desta geração ele mostra uma memória prodigiosa.
         Candido usou o (o) Oswaldo no final do nome do modernista.
         Antonio Candido foi generoso com o público ao revelar um fato marcante da sua vida atual.
       "Escrevo ainda em máquina de escrever, não sei o que é computador. Comigo não adianta perguntar coisa moderna, sou um homem do passado. Eu sou encalhado no passado. Sou conservador. Uso bigode, ainda. Os jovens usam barba."
        Ao falar sobre Oswald como se estivesse sentado ao redor de uma mesa de um café, Candido seduz a platéia e a fez rir ao comentar suas brigas com Oswald e as excentricidades do escritor.
        Candido conta uma passagem em que Oswald lhe faz severa crítica e explica para o público:
       “Escrevi uns artigos de que ele não gostou, ele desceu a lenha em mim, ele era terrível, me chamou de mineiro malandro. Mas não me deixei alterar, vi que tinha sido um pouco injusto nos artigos e fiz um ensaio sobre Oswaldo, que ele gostou, e ficamos muito amigos. Oswaldo me encontrou certa ocasião e falou sobre o ensaio":
      “Você pode dizer de mim; o que quiser, pois eu lhe ataquei duramente por não saber da minha vida literária, mas vi que você se empenhou e respondeu com estudos e serenidade, então quero ser seu amigo!”
        Por ser um grande ativista intelectual junto com Mário de Andrade a sua obra literária ficou em segundo plano. A mitologia formada em torno da sua pessoa atrapalhou a sua obra. Oswald tinha um brilho verbal (síntese verbal, humor, ironia...).Portanto, acredito que a obra literária de Oswaldo foi obscurecida pela sua personalidade!
        Além do mais os escritores do início do século XX pagavam para publicar os seus livros, a obra do Oswaldo não era conhecida porque não existia para comprar. E, devido a sua personalidade forte quase ninguém escrevia sobre ele por temor, pois ele sabia deixar os críticos envergonhados (ele não tinha limites para malhar).

                                   fotos by Ana Marly

terça-feira, 19 de julho de 2011

Educativa nas Letras o rádio na LIteratura!

"Ouvir a Literatura pelas ondas do rádio é uma experiência repleta de emoção! A Literatura empolga e faz vibrar as ondas do coração! Educativa nas Letras vai além ao brilhar com seus convidados! " Ana Marly de OLiveira Jacobino

Lucila Calheiros Silvestre, Carmelina Toledo Piza, Ferreira Gullar, Alexandre Bragion - Entrevista com Ferreira Gullar.
O universo da literatura entra em sua casa. Análise de textos e poesias, histórias da literatura infantil e do folclore brasileiro, dicas de livros e programação cultural. Uma forma diferente de conhecer as maiores obras literárias, seu contexto social e histórico. Programa realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Ação Cultural. Apresentação de Lucila Calheiros Silvestre e Alexandre Bragion.

Antônio Filogênio Junior (convidado), Lucila Calheiros Silvestre, Alexandre Bragion - Programa Cidade da Bahia, Jorge Amado.

“EDUCATIVA NAS LETRAS” É FINALISTA DO 5º PRÊMIO VIVALEITURA
                          (por Ivo Dinardi Tozi)
O programa radiofônico “Educativa nas Letras”, que vai ao ar há 6 anos e aos sábados pela Educativa FM Municipal (105,7), idealizado e realizado pela Biblioteca Pública Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto” e pela Secretaria Municipal de Ação Cultural – SEMAC de Piracicaba foi selecionado como finalista da Categoria 1 (Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias) ao 5º Prêmio Vivaleitura, entre 1.829 projetos inscritos em suas três categorias.
                  O programa é comandado pelo professor e músico Alexandre Bragion e pela diretora da Biblioteca Pública Municipal de Piracicaba, Lucila Calheiros. Vai ao ar aos sábados, com leituras de textos narrativos, comentários e análises sobre obras e autores literários. “É um reconhecimento bastante positivo ao nosso trabalho.            
                Principalmente porque é difícil encontrar uma biblioteca que possua programa de rádio. Não conheço outra biblioteca que tenha programa de rádio na área de literatura, principalmente em se tratando de uma biblioteca pública” – disse Lucila Silvestre, diretora da Biblioteca Pública Municipal.
                “Recebemos com alegria a notícia de que o programa “Educativa nas Letras”, da biblioteca pública municipal está entre os finalistas – no âmbito nacional ao respeitado Prêmio Vivaleitura. É reflexo do trabalho sério e de qualidade que a SEMAC desenvolve na área. Estamos na torcida incondicional para que o programa receba o prêmio. Os profissionais que nele atuam, da técnica à locução merecem o prêmio, Piracicaba, idem!” – palavras da Secretária Municipal da Ação Cultural Rosângela Rizollo Camolese.
"Fazer um programa envolvendo a Literatura é como estar dentro de um livro aberto em que no banquete as palavras são devoradas com prazer! " Ana Marly de Oliveira Jacobino
Lucila, Ana Marly e Alexandre no programa que mostrou os acontecimentos da FLIP 2010                        
                                                                         Convite 1
Convite 2: 25 de Julho é o Dia Nacional do Escritor

Escritores de Piracicaba e Região no evento em 2010
 
Os grupos literários da cidade GOLP,  CLIP,  Clube dos Escritores, Sarau Literário e Academia Piracicabana de Letras vão comemorar juntos num evento, dia 24, domingo,  no Parque da Rua do Porto junto ao ônibus da Biblioteca Municipal.
Haverá varal de textos e poesias, doação de livros, sacolinhas de poemas, declamação, contação de histórias, apresentações musicais entre outras atividades a partir das 9h.
fotos by google, Ana Marly

domingo, 17 de julho de 2011

Miguel Torga o poeta do inconformismo diante dos abusos do poder!

"Miguel Torga explora através do léxico, todo o atavismo, que encontra em seu espírito rebelde diante das instituições que dominam o mundo do seu tempo. Do seu nome "Torga", definição de planta brava da montanha, que deita raízes fortes, sem dúvida faz juz!  Escreveu o seu caráter nas linhas dos seus versos, contos, crônicas e romances. Escreveu sobre o valor do "Homem", e da sua importância como criador e propagador da vida e da natureza!"
                                     Ana Marly de Oliveira Jacobino
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, (São Martinho de Anta, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra, 17 de Janeiro de 1995) foi um dos maiores escritores portugueses do século XX. Foi poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.Nasceu em uma família humilde de Sabrosa, era filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros. Em 1918, foi mandado para o seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida. Estudou Português, Geografia e História, aprendeu latim e ganhou familiaridade com os textos sagrados. Pouco depois comunicou ao pai que não seria padre.
         Veio para o Brasil em 1920, ainda com doze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café. Ao fim de quatro anos, o tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, convicto de que ele viria a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço, o que o levou a regressar a Portugal e concluir os estudos.
                                                 Portugal no ínício do século XX
A literatura portuguesa divide-se em poesia, prosa, filosofia e teatro. Em todas essas áreas houve artistas que se destacaram pelo gênio e pela cultura portuguesa vibrante e com muitas temáticas. Portugal é muitas vezes lembrado como "um país de poetas".

Emigrou para o Brasil em 1920, ainda com doze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café. Ao fim de quatro anos, o tio vè a sua inteligência e patrocina-lhe os estudos até se formar em Medicina, e durante seus estudos publica primeiro livro de poemas, Ansiedade. Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema Altitudes. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca era bandeira literária do grupo modernista e bandeira libertária da revolução modernista. Em 1930, rompe com a revista por discordar das suas idéias. 
                                     Fábula da fábula (Miguel Torga)

Era uma vez
Uma fábula famosa,
Alimentícia
E moralizadora,
Que, em verso e prosa,
Toda gente
Inteligente,
Prudente
E sabedora
Repetia
Aos filhos,
Aos netos
E aos bisnetos.
À base duns insectos,
De que não vale a pena fixar o nome,
A fábula garantia
Que quem cantava
Morria
De fome.
#E realmente...
Simplesmente,
Enquanto a fábula contava,
Um demônio secreto segredava
Ao ouvido secreto
De cada criatura
Que quem não cantava
Morria de fartura
                             Coimbra a cidade do nascimento de Torga
                Natal (Miguel Torga)

Um anjo imaginado,
Um anjo diabético, atual,
Ergueu a mão e disse: — É noite de Natal,
Paz à imaginação!
E todo o ritual
Que antecede o milagre habitual
Perdeu a exaltação.
Em vez de excelsos hinos de confiança
No mistério divino,
E de mirra, e de incenso e ouro
Derramados
No presépio vazio,
Duas perguntas brancas, regeladas
Como a neve que cai,
E breve como o vento
Que entra por uma fresta, quizilento,
Redemoinha e sai:
A volta da lareira
Quantas almas se aquecem
Fraternalmente?
Quantas desejam que o Menino venha
Ouvir humanamente
O lancinante crepitar da lenha?
Para Miguel Torga, nenhum deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para fazer a natureza - mas o homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, à desgraça e à morte é também capaz de criar, e é sobretudo capaz de se impor à natureza, como os trabalhadores rurais trasmontanos impuseram a sua vontade de semear a terra aos penedos bravios das serras.
         Em 1934, aos 27 anos, Adolfo Correia Rocha cria o pseudónimo "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo.
         Torga sofria de câncer e não escrevia mais desde o ano de 1994. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta..


Página oficial de Miguel Torga                                                                    
                                                             Convites:




fotos by google

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Walter Benjamin: filósofo, sociólogo... uma vida atribulada pelo seu pensar...!

"Walter Benjamin incorporou  as idéias do socialismo e por isso foi duramente punido pela academia  alemã tendo a sua tese de livre-docência: Origem do Drama Barroco Alemão sido rejeitada pelo Departamento de Estética da Universidade de Frankfurt. Um intelectual que vai além da perseguição alemã ao continuar a estudar e estudar as suas teses e formar com suas idéias um  mosaico filosófico, seus estudos formam "starts desvinculados da religião" e vão acontecendo numa forma em que cada observação reage com a seguinte, e assim, por diante. Neste que seria o dia do seu aniversário penso neste homem perseguido e injustiçado por uma morte trágica!" 
                                     Ana Marly de Oliveira Jacobino


Walter Benedix Schönflies Benjamin (Berlim, 15 de julho de 1892 — Portbou, 27 de setembro de 1940) foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão.
Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Georg Lukács e Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gerschom Scholem. Conhecedor profundo da língua e cultura francesas, traduziu para alemão importantes obras como Quadros Parisienses de Charles Baudelaire e Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust. O seu trabalho, combinando ideias aparentemente antagónicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui um contributo original para a teoria estética.
Walter Benjamin nasceu no seio de uma família judaica. Filho de Emil Benjamin e de Paula Schönflies Benjamin, comerciantes de produtos franceses. Na adolescência Benjamin, perfilhando ideais socialistas, participou no Movimento da Juventude Livre Alemã, colaborando na revista do movimento. Nesta época nota-se uma nítida influência de Nietzsche em suas leituras.
Em 1915, conhece Gerschom Gerhard Scholem de quem se torna muito próximo, quer pelo gosto comum pela arte, quer pela religião judaica que estudavam.

Berlim no incío do século XX
                                      Como é que a Solidão Hei-de Ir Medindo? Walter Benjamin,
                                                  in"Sonetos"Tradução de Vasco Graça Moura
Como é que a solidão hei-de ir medindo?

desse-me os golpes de uso inda esta dor
um a um sua nudez a sobrepor
que o ritmo sem nome a foi vestindo
#mas sofro agora o tempo nu saindo
numa levada sem nenhum teor
gasto caudal do meu rio interior
nem chora o peito por mais gritos vindo
#Quando é que é novo ano na amargura
quando volto a chegar-me à desventura
que me faz falta em ocos dias vis.
#ah quando é que arde escura em cores febris
à testa do ano como a vi na altura
do agosto em chamas funda cicatriz?
Benjamin  viveu tempos conturbados, pois é, com a ascensão de Hitler, ainda na década de 30, a situação para os judeus na Alemanha foi se tornando intolerável. Benjamin, então foge para Paris, terra do romancista Marcel Proust (de quem fez a primeira tradução alemã) e de seu maior ídolo, o poeta Charles Baudelaire (1821-1867). Inspirado por Baudelaire e pelas galerias da cidade francesa que o filósofo que tinha o ideal de tornar-se um grande crítico da literatura européia resolveu escrever sua  obra, o Trabalho das Passagens, que devido a sua morte trágica fica inacabada.
Após um ano de guerra, acontecem pela primeira vez os bombardeamentos contra Berlim, por parte da Royal Air Force, do Reino Unido. Os ataques são bem sucedidos, pois ninguém do Reich de Hitler esperava a audácia de um ataque directo à capital do recé-formado Império Nazi.
            Há em Toda a Beleza uma Amargura _Walter Benjamin, in "Sonetos"
                                            _ Tradução de Vasco Graça Moura
Há em toda a beleza uma amargura

secreta e confundida que é latente
ambígua indecifrável duplamente
oculta a si e a quem na olhar obscura
#Não fica igual aos vivos no que dura
e a não pode entender qualquer vivente
qual no cabelo orvalho ou brisa rente
quanto mais perto mais se desfigura
#Ficando como Helena à luz do ocaso
a língua dos dois reinos nâo lhe é azo
senão de apartar tranças ofuscante
#Mas à tua beleza não foi dado
qual morte a abrir teu juvenil estado
crescer e nomear-se em cada instante?
            9 de Maio de 1945 a bandeira russa é hasteada em Berlim. Fim da guerra!
"Quanto mais esquecido de si mesmo está quem escuta, tanto mais fundo se grava nele a coisa escutada."           Walter Benjamin

Walter Benjamin se suicidou em Port Bou, na fronteira da França com a Espanha, em 26 de setembro de 1940. Foi vítima, mais uma vez, da má sorte, que lhe acompanhou durante a vida. Temenso ser capturado pelas tropas franquistas e alemãs (é que justamente ficou sabendo que haviam confiscado seu apartamento parisiense), ao saber que a passagem para a Espanha, pela qual pretendia escapar estava fechada, Benjamin tomou uma dose de morfina grande durante a noite.  Com o suicídio do filósofo, os oficiais da fronteira, já no dia seguinte abriram as fronteiras para os  integrantes da caravana de refugiados em direção a Portugal.  A proibição de passar para a Espanha valeu por apenas o dia anterior,  o dia escolhido por Walter Benjamin para escapar da França e assim poder viver  em algum lugar com um pouco de tranquilidade.
                      ##AS MARAVILHAS DE WALTER BENJAMIN, por J.M. Coetzee
Os Sonetos de Walter Benjamin, trad. Vasco Graça Moura, Porto: Campo das Letras, 1999.
Leituras de Walter Benjamin, org. Márcio Seligmann-Silva, São Paulo: FAPESP, 1999.
Origem do Drama Trágico Alemão, ed., apres. e trad. João Barrento, Lisboa: Assírio & Alvim, 2004.
                                                                                Convite

fotos Google

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Flip: o mundo magico da Literatura!

"O frio intenso acompanhou todos os dias neste banquete antropofágico, onde a celebração da "Semana Moderna de 1922" teve a presença de literatos (artistas, músicos, cientista, filósofos...), descrevendo a obra e a vida de Oswald de Andrade e dos seus amigos modernistas. Piracicaba esteve presente bem no centro da mesa deste banquete devorando o conhecimento em doses generosas distribuídas por toda Paraty! 
                                        Ana Marly de Oliveira Jacobino
Piracicabanos unidos na mesa farta preparada para a Literatura nesta que foi a Flip dos modernistas
                                    Foto dos modernistas espalhada pela Flip!
Amanhece nas ruas de Paraty
Entre uma mesa e outra de estudos um caldo quente faz aquecer o corpo do frio intenso.
Um jardim suspenso nesta Paraty babilônica
     Agradecer é a melhor forma de carinho
                                  Caríssima Secretária da Cultura Rosângela

     Vou me ater a um fragmento da frase de Napoleão Bonaparte para contextualizar estes nossos dias na Festa Literária de Parati (Flip):
     (“Existem duas alavancas para mover os homens...) e, complemento a frase com as palavras: conhecimento e amizade.”
     Foram dias de reciclagem literária ao ouvir nas palestras lá na Flip, as idéias de cada convidado, e, como pudemos estar presentes tivemos bem em frente aos nossos olhos um desfile de pessoas brilhantes expondo o seu pensar o (no) mundo.
      Cada integrante da excursão piracicabana soube aproveitar para digerir e dialogar com cada “persona” escolhida para expor o seu conhecimento relativo ao tema discutido nas mesas da Flip, neste ano o homenageado foi Oswald de Andrade e seus amigos e parceiros da “Semana de 22”.
     Expresso neste agradecimento um abraço poético de todos que souberam carregar com galardia o nome de Piracicaba (da Literatura, e, todas as artes que lhe acompanham) nesta 9ª edição desta reconhecida festa literária mostrando a importância da amizade e do companheirismo, e deste modo, entrarão em nossas vidas deixando suas pegadas gravadas em solo fecundo do nosso coração.
     Aproveito para reiterar que em 2012 na 10ª edição da Flip o homenageado será Carlos Drummond de Andrade.
     Agradecemos ao nosso amigo e motorista Eduardo mostrando-se solicito, companheiro e amigo de todos.
      Deixamos o nosso agradecimento a Lucila C. Silvestre esta companheira amiga e fiel em todos os momentos.
                                                        Obrigada!
Ana Marly de Oliveira Jacobino em nome de todos os amigos que desfrutaram a 9ª edição da Flip
Um pouco mais do grupo piracicabano: Lurdinha, Marly, Marly Perecin, Estelinha, Rutinha, Marina  e Áurea posando para a foto em manhâ gelada na linda Paraty.

                              Ana Marly, minha querida amiga, tudo bem?
Gostei muito do que você escreveu prá Rosangela em nome do pessoal que foi prá FLIP, realmente agradecer é sempre bom. Adorei participar com a turma, eu aprendi muito com as palestras dos autores de livros tão importantes, e com vocês, agradeço pela oportunidade que você me proporcionou. Fiquei super feliz ao saber que a próxima FLIP será homenageado o Carlos Drummond de Andrade , amo esse poeta, tomara que possamos ir novamente juntas em 2012.
                             Beijos e obrigada por tudo !      Marina

Para esquentar do frio intenso, depois de uma longa atividade ouvindo palestras uma comemoração em homenagem ao "banquete antropofágico modernista" a moda caipiracicabana.
"O tempo e a correria do dia-a-dia incumbe de nos separar, mas a Literatura nos aproxima de novo." Ana Marly
Neste banquete modernista me  aqueço nos braços de Oswald de Andrade
Ruas de Paraty
                                                             Convites
fotos by Ana Marly

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Poços de Caldas, o mineirismo no Sarau Literário Piracicabano!

"A literatura fervilha em meu sangue, após cinco dias na Flip em Paraty, e, para sossegar o coração fui dar umas voltas com muitos amigos por Minas Gerais para garantir a beleza das alterosas nas nossas retinas. A benção Poços de Caldas! A benção ao Sarau Literário Piracicabano engrandecido pela amizade e o carinho dos mineiros!"
                                        Ana Marly de Oliveira Jacobino
O Recanto Japonês é uma réplica de um jardim nipônico, com construções e vegetações típicas. Localizado numa vertente da Serra de São Domingos, é rodeado de mata nativa. O lugar é uma viagem à cultura oriental. No local o visitante encontra um caramanchão, cópia existente nos jardins do palácio imperial japonês Katsura-Rikyu, em Kyoto, casa de chá, quiosque, lago artificial com carpas coloridas. Fonte dos Três Desejos: Amor, Saúde e Inteligência, trilhas para caminhadas ecológicas. Localização: situado no Bairro Jardim dos Estados. Horário de visitação: todos os dias, das 8h às 17h.

Mesa farta preparada pelos anfitriôes Ondina e Juraci abraçando pelo estomâgo os piracicabanos na chegada em Poços de Caldas.
Jurandir acolhendo os participantes do Sarau em Poços de Caldas
                               Se não houvesse (Ondina Bueno Toricelli)


Se não houvesse saudade,
Se não houvesse despedida...
Se a solidão fosse passageira
A vida então seria toda florida.
#Se não houvesse o amanhã,
E no dia claro o sol tecesse
Minha silhueta em seus olhos
Para que nunca me esquecesse.
#Se na tarde serena a chuva caísse
correríamos juntos pelas campinas
molhados batendo os pés na lama
sem culpa como garças vespertina
#se não houvesse dores nem lágrimas
se não houvesse a solidão que cerceia
se o dia e a noite de repente se juntassem
aprisionando todos os monstros em cadeia.
#Se não houvesse o tempo vadio e corriqueiro
Nos tornando velhos, ranzinzas e moribundos
Se não houvesse o relógio marcando as horas
E os fantasmas assombrando nosso imo profundo..
Participantes no momento do Sarau.
Conjunto Caleidoscópio participando dos momentos musicais com afinação e giga (Ana Lúcia, Suzi e Carlos)
Participação acalorada dos literatos, músicos, artistas e participantes na grande festa literária mineira.
Momento da homenagem im memória para a poeta ´Maria Emília Redi feita pela poeta Ondina Toricelli
                                        CONFINAMENTO ...Maria Emília Redi


Deitou-se na beira da estrada
Despida de fantasias ...
Olhar perdido no nada
Esperando a tal da Alegria ...
Passou assim um dia inteiro
E outros mais, sucessivamente.
Nada podia movê-la de seu intento!
Deixou-se ficar ao relento, sem roteiro...
Caída à margem do canteiro...
Indolente... como coisa descartada
Pelo próprio Jardineiro !
Não germinou ... nem desbrochou.
Não coloriu , nem perfumou !
Só ficou num estado ... SEMENTE !!
                        A bela cidade de Poços de Caldas em Minas Gerais
Sarau Literário Piracicabano convida para o Sarau dos Românticos:
                              Dia 19 de Julho (terça) - Às 19h30
"O Sarau mais charmoso da cidade”
           Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
                Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...
Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal).
                       Homenageados:
Educativa nas Letras e O escritor e poeta português Miguel Torga


 



fotos by Lívia Foltran Spada