sábado, 20 de agosto de 2011

Decio Pignatari e sua literatura concreta! Hoje, é seu aniversário.

"Conheci Décio Pignatari em uma das suas palestras sobre arte, poesia, política e literatura, então, percebi o motivo dele ser considerado polêmico; ideias fortes, uma lingua ferina,  em uma das palestras disse:"O Brasil nunca teve escritor  de cunho universal!" Nas suas palestras notei Décio, incrédulo e irônico, sempre! Décio marca presença na história da literatura brasileira junto com  os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, tornou-se um dos principais idealizadores da poesia concreta.""
                                            Ana Marly de Oliveira Jacobino
Décio Pignatari nasceu Jundiaí (cidade próxima a capital São Paulo) em 20/8/1927 . É publicitário, teórico da comunicação e escritor.
Estudou direito na Universidade de São Paulo (USP) nos anos 1940. Mas, foi como professor universitário que Décio fez o seu nome. Brilhate tinha legiões de alunos a espera de suas aulas, sempre concorridas. Deixou  a carreira de Direito e a Publicitária (diga-se de passagem também brilhante) para se entregar ao Magistério.
Criou ao ao lado dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, a poesia concreta, lançada em 1956.
Em "beba coca cola", Pignatari parte de um slogan de propaganda  de uma bebida famosa e faz uma desconstrução e reconstrução das palavras, que vão terminar em "cloaca". A intenção é a de fazer uma paródia crítica como um anticomercial.
                 Entre no endereço abaixo e curta o Beba coca Cola:
                             http://t.co/kf02Bem


Décio Pignatari foi um dos primeiros a realizar  estudos sobre a Semiótica Peirceana no Brasil, despertando em vários alunos grande vontade de aprender o assunto, tratado tãobem em aula, comoele fazia com tudo. Seus estudos de Semiótica e Literatura, Semiótica e as Artes, são excelentes modelos de abordagem, abordagem esta que valoriza sempre o objeto de estudo. Essa mesma Semiótica acabaria sendo um dos traços  obra de Décio Pignatari envereda pela semiótica pura. Não tem palavras, nem texto. São sinais — em alguns casos figuras geométricas ou desenhos — articulados para criar uma semântica específica para o poema.


Poema "Terra" de 1956 o poeta se aproxima do debate sobre a questão fundiária — um item obrigatório nos anos 50 e 60. Neste poema, ele trabalha com uma série de palavras ou expressões sugeridas pela palavra nuclear, terra, e pelo contexto da discussão. Então, ali se encontram trechos como ter a terra, arar a terra, rara terra, terra a terra. Visualmente, o poema se desenha como a representação aérea de um campo agricultado. Se quiser voar livremente, também se pode dizer que as letras T, de terra, na fonte escolhida pelo poeta, lembram cruzes — as mortes registradas (até hoje) na luta pela terra.
                   Mais um pouco de concretismo:
                  http://youtu.be/qQpK1GBnGiU
Décio nestes seus 80 anos enriqueceu a Literatura Brasileira e fez ainda mais ao ser co-autor da poesia concreta esta que é o primeiro estilo literário a surgir, se não antes, pelo menos ao mesmo tempo no Brasil e no resto do mundo.
            O poema dedicado à página de janeiro/fevereiro num calendário idealizado por Décio Pignatari para a empresa Philips no ano de 1980 interageo trabalho do poeta com o do publicitário. Décio  é sempre lembrado como o criador da marca "Lubrax", entre outras grandes idéias no plano da propaganda comercial.
                          JANEIRO/FEVEREIRO
                                  Calendário Philips 1980
Nem só a cav
idade da boca
Nem só a língua
Nem só os dentes
e os lábios
fazem a língua
Ouça
as mãos
tecendo a língua
e sua linguagem
É a língua
têxtil
O texto
que sai das
mãos
sem palavras

CAMPOS, Augusto de et alii (2006). Teoria da Poesia Concreta: textos críticos e manifestos 1950-1960. Cotia-SP: Ateliê.
FAUSTINO, Mário (1977). Poesia-Experiência. São Paulo: Perspectiva, 1977 ("Debates", 136).

PIGNATARI, Décio (1971). Contracomunicação. São Paulo: Perspectiva ("Debates", 44).
Décio Pignatari

In Poesia Pois É Poesia e Poetc. Editora Brasiliense, São Paulo, 1986

"Ao Décio Pignatari por toda a sua genialidade, nós do Sarau Literário Piracicabano e da Agenda Cultural Piracicabana outorgamos a "Rosa Púrpura" em pról da Literatura e do concretismo brasileiro"
                                                          Convite do Sarau Literário Piracicabano
Raquel de Queiróz, a Dama da ficção social nordestina convida para o "Sarau das Flores" que vai acontecer no dia 13 de Setembro (19h30)no Teatro Municipal de Piracicaba na sala 2.
Convidada local homenageada será a escritora  piracicabana de textos e poemas fortes (muitos deles de  cunho social): Dirce Ramos de Lima.
 
As músicas entoando a estação das flores estará com o Conjunto Caleidoscópio.
               "O Sarau mais charmoso da cidade”
                          Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
                                               Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...
          Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal).
fotos google e Ivana Altafin

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Festival de Woodstock: o maior evento da Música Popular!

"Irreverência total na roupa mudando a moda! Irreverência comportamental transformando para sempre a sociedade no final do século XX ! A busca pela "Paz e o Amor" não foi encontrado até os nossos dias. Será que isto poderia acontecer? Utopia? O Festival de Woodstock deu o pontapé inicial para essa mudança!"
                              Ana Marly de Oliveira Jacobino
Em 15 de agosto de 1969 começava ao norte de Nova York um festival de rock em que se apresentaram os mais conhecidos músicos do gênero. O evento entrou para a história como auge e crepúsculo da geração hippie.Quem esteve em Woodstock de 15 a 17 de agosto de 1969 afirma que foi a maior manifestação de paz de todos os tempos. Para as más línguas, a descontração foi resultado do enorme consumo de drogas praticado durante o evento pelos jovens representantes da "geração das flores".
O que estava planejado era algo totalmente diferente. Os quatro jovens de Bethel, no estado de Nova York, que alugaram para o festival de rock ao ar livre a propriedade rural de Max Yasgur, de 250 hectares, contavam com a participação de no máximo uns 80 mil hippies. Mas, ainda antes de a festa começar, não parava de chegar gente para ouvir The Who, Jimmy Hendrix, Joan Baez, Crosby, Stills & Nash, Jefferson Airplane e muitos outros mais que haviam confirmado presença. Logo foi preciso desmontar as cercas da fazenda, o que ocorreu com toda a calma, porque o pessoal não era de arruaça.
                    Veja este momento histórico:
                                                 http://youtu.be/StFhvAIv3Js

O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular.
O festival em Woodstock não foi o primeiro a ser realizado ao ar livre em fins da década de 60. E, para os hippies de verdade, até hoje o festival de Monterey, realizado na Califórnia no verão setentrional de 1967, continua sendo o acontecimento. Mas a ele compareceram apenas 50 mil pessoas. Woodstock reuniu pelo menos oito vezes mais.
Curta Santana- Soul Sacrifice - Woodstock 1969
O Festival de Woodstock surgiu dos esforços de Michael Lang,  John P. Roberts, Joel Rosenman e Artie Kornfeld. Roberts e Rosenman, que entrariam com as finanças, colocaram um anúncio sob o nome de Challenge International, Ltd., no New York Times e no Wall Street Journal ("Jovens com capital ilimitado buscam oportunidades de investimento legítimas e interessantes e propostas de negócios"). Lang e Kornfeld responderam o anúncio, e os quatro reuniram-se inicialmente para discutir a criação de um estúdio de gravação em Woodstock, mas a idéia evoluiu para um festival de música e artes ao ar livre.
Mesmo considerado um investimento arriscado, o projeto foi montado tendo em vista retorno financeiro. Os ingressos passaram a ser vendidos em lojas de disco e na área metropolitana de Nova York, ou via correio através de uma caixa postal. Custavam 18 dólares (aproximadamente 75 dólares em valores atuais), ou 24 dólares se adquiridos no dia.
Na Casa Branca, estava instalado Richard Nixon, que incorporava os clichês do governante reacionário em velhos moldes. E o que Woodstock significou, no fundo, foi a rejeição dos Estados Unidos a tudo o que Nixon representava. Nada expressou tão bem essa rejeição quanto a guitarra de Jimi Hendrix, entoando o hino nacional entrecortado pelos sons de bombas. Um ano antes de sua morte, o astro consagrava-se como o maior guitarrista de rock de todos os tempos.




Ouça e vibre com a guitarra de Jimi Hendrix Voodoo Child by tribute AXiS:http://youtu.be/jmVcRxFUhEQ

Aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e os organizadores estimaram um público de aproximadamente 200.000 pessoas. Não foi isso que aconteceu, no entanto. Mais de 500.000 pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival um evento gratuito.
Este influxo repentino provocou congestionamentos imensos, bloqueando a Via Expressa do Estado de Nova York e eventualmente transformando Bethel em uma "área de calamidade pública". As instalações do festival não foram equipadas para providenciar saneamento ou primeiros-socorros para tal multidão, e centenas de pessoas se viram tendo que lutar contra mau tempo, racionamento de comida e condições mínimas de higiene.
                             Reveja Woodstock Festival in 1969
                                            http://youtu.be/qrIpFV23mm0
Trinta e duas apresentações foram realizadas ao longo dos quatro dias do evento:

Ouça Janis Joplin - Piece of My Heart [live Woodstock]
                                      http://youtu.be/vThD7ot9oII
Janis Joplin entry. Encyclopedia Britannica (2006-09-24).
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,609975,00.html Woodstock Stories website

http://www.doors.com/ftp/intervws/july3.htm
                                         fotos google

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Gentileza; o Profeta da Paz!

Luzia Stocco disse...

Parabéns Ana Marly! Parabéns a todos os participantes desse Sarau. Arrasarammm!! Foi emocionante vê-los se apresentando. A participação das poetisas e poetas do Amor Fraterno (homenageados toda a equipe) foi de suprema beleza e vida; lembrei-me de minha mãe, uma das pioneiras, há 16 anos, costurava na pequena sede, no Novo Horizonte, e dia 16 de agosto faria aniversário, se ainda estivesse entre nós, mas, como lembrou-me a Elenice, ela está ajudando a cuidar e iluminar a todos, com sua doce sabedoria. Abraços fraternos.

       José Datrino nasceu em Cafelândia-SP em 11 de Abril de 1917, teve infância pobre e dificil, porém desde criança possui um comportamento pouco típico de sua idade. Por volta dos 12 anos, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, na qual acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão.
        No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano", o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente “Profeta Gentileza".

       A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização.
     Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza.
                                   Gentileza (Marisa Monte)
Apagaram tudo
 Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de gentileza
Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra
Já dizia o profeta
                                        
http://youtu.be/mpDHQVhyUrY
Em 28 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no "Cemitério da paz".

Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. A eliminação das inscrições foi criticada e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
No final do ano 2000 foi publicado pela EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) o livro Brasil: Tempo de Gentileza, de autoria do professor Leonardo Guelman. A obra introduz o leitor no "universo" do profeta Gentileza através de sua trajetória, da estilização de seus objetos, de sua caligrafia singular e de todos os 56 painéis criados por ele, além de trazer fatos relacionados ao projeto Rio com Gentileza e descrever as etapas do processo de restauração dos escritos. O livro é ricamente ilustrado com inúmeras fotografias, principalmente do profeta e de seus penduricalhos e painéis. Além de fotos do próprio profeta Gentileza trabalhando junto a algumas pilastras, existem imagens dos escritos antes, durante e após o processo de restauração.
Escute o nosso grande compositor e cator Gonzaguinha cantando para o Profeta Gentileza
                                      http://youtu.be/2xVHotybpmw
O Grupo de Poesia da Casa do Amor Fraterno recebe junto com o Profeta Gentileza as homenagens do Sarau Literário Piracicabano
A Agenda Cultural Piracicabana e o Sarau Literário Piracicabano com orgulho outorga a "Rosácea Púrpura" ao Profeta Gentileza e ao  Grupo de Poesia da Casa do Amor Fraterno, que além de levar poesia para crianças e jovens trabalhou a vida do Gentileza, com maestria e muita gentileza, gerando poesia e delicadeza!"

Eliane Brum, Gentileza Gera Gentileza, artigo na Revista Época de 05 de outubro de 2009
O profeta Gentileza, site www.riocomgentileza.com.br, baseado no livro Brasil Tempo de Gentileza de Leonardo Guelman
Convite retirado do blog da Biblioteca Pública Municipal de Piracicaba (Larissa Heleena):

Numa realização da Prefeitura Municipal de Piracicaba através da Secretaria de Ação Cultural, acontece nesta sexta feira dia 19 de Agosto às 21 horas, mais uma edição do Projeto Choros & Serestas.

Edição: 116 Local: Largo dos Pescadores (Rua do Porto)
Atração: Regional Caipira (Piracicaba)
Integrantes: Guilherme Soares – violão sete cordas
Saulo Ligo - cavaco
Vitor Casagrande – bandolim
Xênia Barros – pandeiro
Cantora :Sandra Rodrigues
Repertório:Choro, canção, bolero, sambas e sambas canção.
Saudações
Fabio Cardoso Monteiro Projeto Choros Serestas
                                                                            fotos by google

domingo, 14 de agosto de 2011

Neste Dia dos Pais acordei orfâ...

                                                                 Querido Pai....

"Neste seu dia dedico a minha saudade nestes 70 dias sem a sua presença ao nosso lado, sua alegria contagiante marcou para sempre meus sentimentos, deste modo, com lágrimas nos olhos e um grande sorriso nos lábios lhe agradeço por ter sido o meu amigo em todos os momentos, além de PAI!"
             Papai Celso de Oliveira deixo aqui minhas saudades!
Meu querido Pai em uma das suas últimas fotos, doente, mas sempre ssorrindo
O Rio de Piracicaba que ele tanto amou. Foto tirada por Ivana Altafim sua grande amiga do peito!
A minha alegria maior é que papai viu o seu time do coração o XV de Novembro de Piracicaba subir em dois anos da Terceira para a Segunda (sagrando Campeão) e para a Primeira Divisão do Campeonato`Paulista
                              Nós do Sarau Literário Piracicabano, que você Papai Celso,  tanto gostava e participava com empenho e alegria, lhe enviamos flores e fazemos destas rosas e do perfume que elas exalam um aroma nos corações de todos que, como eu estão orfãs de Pai. Que os Pais nos protejam! Amem!
                                 Ana Marly de Oliveira Jacobino
fotos by google

sábado, 13 de agosto de 2011

Neste Dia dos Pais acordei orfã...

                                         Querido Pai....

Para o meu pai deixo aqui as fotos do rio de Piracicaba que ele tanto amava. Foto tirada pela Ivana Altafin sua amiga do peito
Em 13 de agosto de 1969, um domingo, voltando de uma visita ao seu ídolo e amigo Pixinguinha, Jacob teve na varanda de sua casa um segundo e fatal enfarte.
Seu legado musical depois de 40 anos ainda vibra e se faz marcante na musica brasileira.

"Um autodita que mostrou uma genialidade desde a meninice e suscitou uma paixão incontrolável pelo chorinho a ponto de resgatar partituras históricas dos genisais Eenesto Nazareth, Candinho do Trombone, Jõao Pernambuco. como podemos ver Jacob do Bandolim não era egocêntrico ele não deixava cair no esquecimento o trabalho dos grandes mestres!" Ana Marly de Oliveira Jacobino
                            
JACOB PICK BITTENCOURT, nasceu em 14/02/1918, no Rio de Janeiro. Filho único, do capixaba Francisco Gomes Bittencourt e da polonesa Raquel Pick, morava na casa de n° 97, da Rua Joaquim Silva, na Lapa, onde, sem ter muitos amigos e com restrições para ir brincar na rua, costumava ouvir um vizinho francês cego tocar um violino.

Aos sete anos ganhou um violino da mãe, porem abandonou o arco e sem muito sucesso tentava dedilhar as cordas do instrumento. De tanta persistência com o violino a família decidiu lhe dar um bandolim italiano que Jacob aprendeu a tocar sozinho. Narra o compositor que aos 12 anos de idade ouviu numa das ruas das Lapa, bairro onde vivia no Rio de Janeiro, a execução de “É o que Há”(Luis Americano) e desde então nasceu sua paixão pelo Choro que jamais acabou durante sua, relativamente, curta existência.
Ouça sua genialidade:
http://youtu.be/GyZ1Hek5fV
Em 20.12.33, se apresentou pela primeira vez, ainda como amador, na Rádio Guanabara, com um grupo formado por amigos, o Conjunto SERENO. Apresentou o choro "Aguenta Calunga", de autoria de Atilio Grany, flautista paulista, gravado pelo autor naquele mesmo ano. Jacob não gostou do seu desempenho e resolveu praticar mais. Nessa época, ainda tocava de ouvido
Aos quinze anos Jacob começou a tocar em rádios, organizou por um curto período o Grupo do Sereno e depois o Jacob e Sua Gente (com Valério Farias e Osmar Menezes nos violões, Carlos Gil no cavaquinho, Manuel Gil no pandeiro e Natalino Gil na percussão). Com este grupo o nome de Jacob começou a se consolidar como o de um promissor instrumentista no início dos anos 30.
           Ouça mais um pouco e vibre com Jaco e o seu bandolim:
                              http://youtu.be/2LoSXHijzMA
Juntamente com a musica Jacob exerceu a atividade de farmacêutico, vendedor de material elétrico; foi dono de duas farmácias e um laboratório. No inicio dos anos 40 conheceu o violinista Benedito Cesar Ramos de Faria com quem passaria a tocar horas a fio e teriam até o fim da vida uma intensa amizade tocando juntos no grupo de Jacob o Época de Ouro. Benedito Cesar Ramos de Faria , pai de Paulinho da Viola.
                 Jacob do Pandolim na comemoração dos 70 anos de Pixinguinha
Ao tomar a decisão que o bandolim "era o seu negócio" e nele se concentrar, Jacob, nesse momento, iniciava a sua carreira radiofônica. Segundo ele, sem pretensões profissionais, se inscreveu e venceu, em 27.05.34, o Programa dos Novos, na Rádio GUANABARA, organizado pelo Jornal O Radical, derrotando 28 concorrentes e recebendo nota máxima de um júri composto, dentre outros, por Orestes Barbosa, Francisco Alves e Benedito Lacerda.
O sucesso foi tanto que Jacob foi contratado pela Rádio, passando a se revezar com o já famoso grupo de Benedito Lacerda, o Gente do Morro, no acompanhamento dos principais artistas da época, dentre eles, Noel Rosa, Augusto Calheiros, Ataulfo Alves, Carlos Galhardo, Lamartine Babo. Em conseqüência, seu grupo, que era formado por Osmar Menezes e Valério Farias "Roxinho" nos violões, Carlos Gil no cavaquinho, Manoel Gil no pandeiro e Natalino Gil no ritmo, passou a se chamar “Jacob e sua gente”.
           Conheça neste resgate histórico o único video com Jacob do Bandolim
             http://youtu.be/pZ86g8SaK38
Casado e pai de dos filhos, sendo que um deles se tornaria um polêmico jornalista nos anos 60/70 (Sergio Bittencourt), Jacob buscou num emprego publico, como escrevião de justiça, a solidez econômica que a musica não lhe dava. Mas jamais abandonou a musica, mesmo num período em que o choro se tornou pouco atraente para o mercado fonográfico e para a mídia em geral, Jacob não abandonou o gênero e ainda, deixou um repertório precioso e peculiar por seu estilo lírico e requintado, onde o virtuosismo instrumental tem uma suprema importância e imponência.
Escute a bela Flor Amorosa(choro) com Jacob do Bandolin autores e compositores:Catulo da Paixão Cearense e Joaquim Antonio Calado Uma das obras-primas do choro, é considerado como a primeira música popular urbana do Brasil
http://youtu.be/O1yRUMyFwfg
                                              Os Saraus de Jacob do Bandolim
Em 1949, já residindo em Jacarepaguá, na Rua Comandante Rubens Silva, 62, Freguesia, Jacob passou a realizar grandes saraus que contatavam na platéia com a presença de grandes nomes da política, artes e jornalistas que lá iam ouvir nomes como Dorival Caymmi, Elizeth Cardoso, Serguei Dorenski, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Hermínio Bello de Carvalho, Canhoto da Paraíba, Maestro Gaya, Darci Villa-Verde, Turíbio Santos e Oscar Cáceres (violonista uruguaio).
Segundo Hermínio Bello de Carvalho, assíduo participante dessas reuniões musicais :
"..... quem participou de seus célebres saraus, tornou-se não apenas um ouvinte privilegiado das noites mais cariocas que esta cidade já conheceu, mas um discípulo sem carteira de um Mestre que não sonegava lições, que fazia questão de repassá-las nas inúmeras atividades que exercia - inclusive como radialista.
Proclamava não ser professor e, por isso, não ter formado alunos. Ignorava que, ao morrer, deixaria não apenas uma escola, mas uma universidade aberta a todos que um dia iriam estudar o gênero a que se dedicou com rara e profícua eficiência. Sua casa em Jacarepaguá era uma permanente oficina musical, onde reunia a nata dos chorões cariocas, proporcionando a eles o convívio com músicos de outros Estados, de quem fazia questão de registrar as obras para posterior divulgação. Canhoto da Paraíba, Rossini Ferreira, Zé do Carmo, Dona Ceça e outros autores-instrumentistas eram recepcionados e hospedados em sua casa, num gesto de ampla generosidade por quase todos, reconhecido.
Nos seus últimos cinco anos de vida, de 1965 até seu falecimento, em 1969, no auge de sua carreira, Jacob gravou em estúdio apenas um LP - Vibrações - , considerado por unanimidade o seu principal disco e um dos melhores discos instrumentais de todos os tempos. Após seu falecimento, até hoje, foram lançados cerca de 10 Lp's e 15 Cd's com o mestre do bandolim.
Jacob do Bandolim / Ermelinda de Azevedo Paz , Rio, Funarte, 1997,
O Choro: do Quintal ao Municipal / Henrique Cazes, São Paulo, Editora 34, 1998.
A Agenda Cultural Piracicabana e o Sarau Literário Piracicabano com orgulho outorga a "Rosácea Púrpura" a um dos grandes instrumentistas brasileiros que fez dos SARAUS motivo de alegria para autores, compositores, músicos e instrumentistas. A sua benção Jacob do Bandolim, salve, salve!
               Não fique sem ouvir:
             http://youtu.be/yokMsG_kyHI
                                                                       Convite:
Lili uma das grandes incentivadoras do Grupo da Poesia da Casa do Amor Fraterno convida para o :
              Sarau faz homenagens para o Grupo de Poesias da  Casa do Amor Fraterno e o Profeta Gentileza
Dia 16 de Agosto (terça) - Às 19h30
      "O Sarau mais charmoso da cidade”
Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
       Venha ouvir Poesia, Música, Teatro...
Entrada Franca (lotação 100 lugares retirar na bilheteria do Teatro Municipal).

fotos by google

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Elomar Figueira Mello é um genial compositor e músico brasileiro!

"O violeiro que suscita a nossa busca por seus trabalhos mostra genialidade em tudo o que faz; compositor de obras primas é também, genial nas melódicas prefere viver no sertão como criador de bodes. Mas, você precisa conhecê-lo melhor! Elomar Figueira Mello é um genio no que faz!" Ana Marly de Oliveira Jacobino
                             Conheça Elomar por ele mesmo:
                                           http://youtu.be/7KxR1lO1imE
Nasceu Elomar na Fazenda Boa Vista, pertencente aos seus avós, Sr. Virgilio Ferraz e Sra Dona Maricota Gusmão Figueira.
A formação protestante foi herdada da família. Passagens do Velho Testamento estão sempre presentes nas letras de sua obra, como na música "Ecos de uma Estrofe de Abacuc".
Seus pais eram o Sr. Ernesto Santos Mello, filho de tradicional família da zona da mata de Itambé, Bahia e a Sra. Dona Eurides Gusmão Figueira Mello. Tem dois irmãos: Dima e Neide.
Estudou entre o sertão e a capital e mais tarde, formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia, no final da década de 1960. Teve uma passagem rápida também pela Escola de Música dessa Universidade.

Casado com Adalmária de Carvalho Mello, pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do maestro João Omar.
Elomar prefere viver a maior parte do seu tempo nas suas fazendas. A Fazenda Gameleira, que ele chama de Casa dos Carneiros, imortalizada na música Cantiga do Amigo, localizada a 22 Km de Vitória da Conquista, na Fazenda Duas Passagens,que se localiza na bacia do Rio Gavião, e na Fazenda Lagoa dos Patos, na Chapada Diamantina.
                                      Ouça a sua genialidade:
                                           http://youtu.be/21cVlNw8Gcc

Elomar,  é descendente direto do Bandeirante e Sertanista João Gonçalves da Costa, fundador em 1783 do Arraial da Conquista, hoje a cidade de Vitória da Conquista.

Escute toda a musicalidade deste cabra do sertão brasileiro:
                                          http://youtu.be/o2llUR84gNY
Depois que gravou seu primeiro disco …Das Barrancas do Rio Gavião, passou a investir mais na sua carreira musical, bastante influenciados pela tradição ibérico e árabe que a colonização portuguesa levou ao nordeste brasileiro. dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza ; título de linguagem atribuída por ele. Com seu estilo típico de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro.

Conheça mais deste genial músico brasileiro:

          A música do violonista de Vitória da Conquista, Elomar Figueira Mello é um exemplo de uma expressão cultural que bebe das experiências de observação do sertão. Seu labutar em campos de cabras; o observar da alvorada serve de elemento de inspiração à sua música. Assim como ele, são muitos os músicos, poetas, pintores, artesãos que têm na natureza a alegoria para cantar, escrever e pintar uma interpretação deste mundo natural.
          O livro de Júlio Rezende traz em seu âmago o mérito de alargar nossa percepção sobre a rica e vasta produção de Elomar Figueira Mello. É como se ele, Júlio, na condição de professor, apresentasse didaticamente, diversos ângulos que o conjunto da obra suscita. No entanto, Júlio adverte, logo de partida, que seu trabalho não se propõe a uma análise de cunho científico, mas sim, “um relato de uma experiência em contato com a música”, que o fez admirador da capacidade do compositor em explicar o que seja o sertão, esmiuçando o espectro do imaginário coletivo que paira sobre a caatinga, como se fora nuvens carregadas de um inverno sempre esperado.         (David de Medeiros Leite – Professor da UERN).
"A mim me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro, No dia em que "o sertão virar mar", como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda "Duas Passagens", entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio.

Pois assim é Elomar Figueira de Melo: um príncipe da caatinga, que o mantém desidratado como um couro bem curtido, em seus 34 anos de vida e muitos séculos de cultura musical, nisso que suas composições são uma sábia mistura do romanceiro medieval, tal como era praticado pelos reis-cavalheiros e menestréis errantes e que culminou na época de Elizabeth, da Inglaterra; e do cancioneiro do Nordeste, com suas toadas em terças plangentes e suas canções de cordel, que trazem logo à mente os brancos e planos caminhos desolados do sertão, no fim extremo dos quais reponta de repente um cego cantador com os olhos comidos de glaucoma e guiado por um menino - anjo a cantar façanhas de antigos cangaceiros ou "causos" escabrosos de paixões espúrias sob o sol assassino do agreste." (...)
                                                 (Vinicius de Moraes compositor e poeta brasileiro)
                                 CDs Recomendados pelo MPBNet:

Dos Confins do Sertão
Cantoria 3
ConSertão
Elomar em Concerto
Xangai canta Cantigas, Incelenças, Puluxias e Tiranas de Elomar
                                                                Convites:
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Dia 16 de Agosto (terça) - Às 19h30
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Teatro Municipal Drº Losso Netto em Piracicaba
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