domingo, 7 de fevereiro de 2010

Novidades é na Agend@


Imperdível_ assista : Letra Livre
O maior escritor infantil brasileiro de todos os tempos, José Bento Monteiro Lobato, é tema desta edição do Letra Livre. Nessa quinta, às 23h na TV CULTURA



Venha conhecer Piracicaba e participe do Sarau Literário Piracicabano; você vai gostar!
Lisboa- Portugal

Lisboa vai candidatar-se a Capital Mundial do Livro 2012

É capital de Portugal, já foi Capital Europeia da Cultura e, agora, concorre para ser a próxima Capital Mundial do Livro, em 2012. Até 31 de Março, a cidade de Lisboa irá apresentar a sua candidatura à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), tendo por base um programa de actividades associadas à promoção do livro e da leitura. A corrida de Lisboa a Capital Mundial do Livro 2012 foi ontem anunciada por Manuel Maria Carrilho, embaixador português junto da UNESCO, em Paris. De acordo com o antigo ministro da Cultura, citado pela agência Lusa, "o desafio da candidatura foi assumido após a ideia ter sido bem acolhida pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) _ Público - 18.01.2010

"Convido "Você", para vir para o "Sarau das Marchinhas” no dia 09 de Fevereiro (terça-feira)

S@rau Literário Piracicabano
Local: Sala 2 do teatro Municipal -rua Gomes Carneiro-121
Horário: 19h30 às 21h30
Entrada Gratuita (Limite 100 lugares)
Classificação Livre
Vamos nos encontrar neste que será o Sarau das Marchinhas homenageando Lamartine Babo ( Compositor) e a piracicabana ESTHER VACCHI PASSOS (escritora) "

O mito do escritor que não escreve
A morte de Jerome David Salinger (1919 – 2010) permite, de um lado, evocar um autor absolutamente original e de enorme sucesso. Poucos escritores conseguiram, como ele, descrever de modo tão autêntico e emocionante a condição do jovem em nosso tempo. O Holden Caulfield de The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio) tornou-se um personagem paradigmático – e adorado por adolescentes e adultos. Publicado há quase 60 anos, o livro continua vendendo cerca de 250 mil exemplares por ano. Repercussão similar tiveram os contos de Nine Stories (Nove Estórias), de 1953; as duas novelas de Franny & Zooey, 1961; Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira e Seymour, uma Introdução, publicadas juntas em 1963. (Zero Hora - 30.01.2010 - MOACYR SCLIAR )

Empresa britânica lança livros em formato de maços de cigarros

Folha Online - 04.02.2010Todo apaixonado por livros cobiça, de certa forma, maneiras e meios mais ágeis de transportar suas obras preferidas. A editora britânica TankBooks decidiu realizar o sonho dos leitores de forma inusitada --livros no formato de maços flip-top de cigarros. Os volumes cabem no bolso e podem ser transportados de um lado para o outro. Conheça os 11 títulos literários disponíveis. Esses pequenos livros, que podem ser carregados com a facilidade de um maço de cigarros, possuem contéudo integral e sem abreviações dos originais, em um tamanho tipográfico acessível para a leitura. Cada "maço literário" --embalados em papel alumínio por dentro e celofane por fora-- custa oito libras, cerca de R$ 24.

Morre o crítico literário Wilson Martins

Estadão - 01.02.2010 - Luiz Zanin Oricchio - crítico literário Wilson Martins morreu anteontem à noite, em Curitiba, aos 88 anos. Ele faleceu após passar por uma cirurgia para retirada da bexiga, no Hospital Nossa Senhora das Graças, na capital paranaense, cidade onde Martins era radicado havia muitos anos, apesar de nascido em São Paulo, em 1921. Wilson Martins trabalhou em vários periódicos brasileiros, assinando seu rodapé de crítica literária no Estado, onde teve seu primeiro emprego. Também escreveu no Jornal do Brasil, O Globo e Correio do Povo, entre outros.


Nélida Piñon vence Prêmio casa de Las Americas

Folha Online - 30.01.2010A escritora Nélida Piñon venceu o prêmio literário Casa de las Americas, na categoria literatura brasileira, pelo livro de ensaios "O Aprendiz de Homero" (Editora Record). O anúncio foi feito na manhã de ontem. A obra reúne 24 ensaios da autora dos últimos cinco anos e expõe as referências literárias de Piñon, como leitora e escritora. O livro é seu primeiro desde "Vozes do Deserto", de 2005, quando a autora venceu o Prêmio Jabuti, nas categorias romance e livro do Ano. Nélida Piñon foi a primeira mulher a presidir a Academia Brasileira de Letras.
José Saramago, escritor português com um prêmio Nobel nas costas, tirou a partir de sua fundação a ideia de ajudar as vítimas do terremoto no Haiti. Em seu (quase) parado blog, diz que o livro A Jangada de Pedra será reeditado e o dinheiro obtido na venda destinado à Cruz Vermelha.Sendo, realmente, algo sem lucratividade e destinado exclusivamente às vítimas do terremoto, trata-se de um gesto bastante generoso.

Sendo, realmente, algo sem lucratividade e destinado exclusivamente às vítimas do terremoto, trata-se de um gesto bastante generoso.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

História das Marchinhas, poesias e fotos aqui na Agend@!

O tempo passa, mas as Marchinhas continuam fazendo sucesso!
"Convido "Você", para vir para o "Sarau das Marchinhas” no dia 09 de Fevereiro (terça-feira)

S@rau Literário Piracicabano
Local: Sala 2 do teatro Municipal -rua Gomes Carneiro-1212
Horário: 19h30 às 21h30
Entrada Gratuita (Limite 100 lugares)
Classificação Livre

Vamos nos encontrar neste que será o Sarau das Marchinhas homenageando Lamartine Babo( Compositor) e a piracicabana ESTHER VACCHI PASSOS (escritora) "

O maior sucesso do carnaval de 1930, que estourou na voz da legendária luso-brasileira Carmen Miranda (Maria do Carmo Miranda da Cunha, 1909-1955): Para Você Gostar de Mim, também conhecida como "Taí", composta pelo mineiro Joubert de Carvalho (1900-1977).

Essa música é incomparável!

Ta-hi!
Carmen Miranda
Composição: Joubert de Carvalho

Ta-hi!Eu fiz tudo
Pra você gostar de mim
Ó meu bem
Não faz assim comigo não
Você tem, você tem
Que me dar seu coração
Meu amor não posso esquecer
Se dá alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas
Que não têm fim
Essa estória de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse, Nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor

Escute a voz da inesquecível Carmem Miranda:

http://www.youtube.com/watch?v=bYYmS5Wu-nI


A Av. Rio Branco, na altura da Rua do Ouvidor e da Miguel Couto, tomada de gente. Fotógrafo: Augusto Malta

As marchinhas eram crônicas urbanas de um Rio de Janeiro, que era então a capital federal e o verdadeiro coração cultural do país. Era lá que se encontravam as principais emissoras de rádio, gravadoras de discos e os estúdios cinematográficos da Atlântida, que potencializaram a divulgação do gênero por todo o Brasil e permitiram que elas fossem registradas para a posteridade em suas versões originais

Lamartine Babo (1904-1963): Cantor e compositor de tantas obras excepcionais se fosse assim tão fácil diante da sua obra escolher uma única composição para representá-lo. Por exemplo, sua homenagem às morenas brasileiras: Linda Morena, de 1932. Convém lembrar que Babo gostava das sátiras políticas e suas composições sofreram com a censura do Estado Novo (1937) de Getúlio Vargas. Paradoxalmente, o ditador e depois presidente Vargas era, por assim dizer, um grande admirador do carnaval e especialmente da vedete carioca Virgínia Lane (nascida em 1920) que chegou ao estrelato com justamente com a música Sassaricando.

Clique e assista a homenagem a Lamartine Babo _Espetáculo com texto de Antunes Filho acontece no Teatro Anchieta do SESC Consolação

http://www.youtube.com/watch?v=DNpZpTbcMNM

Virginia Lane_ A Vedete do Brasil canta um de seus maiores sucessos, "Sassaricando".A marchinha foi sem dúvida o maior sucesso do carnaval de 1952.Nesta cena, Virgínia aparece no auge de seu talento e beleza.Cena do filme TUDO AZUL de 1952, dirigido por Moacyr Fenelon.
Clique e assista; Imperdível:

http://www.youtube.com/watch?v=dy5f90XhCi8

O Corso na Av. Rio Branco: Fotógrafo: Augusto Malta Evento ou local: Carnaval no Rio Antigo
Bons Tempos
Ivana Marisa Altafin

Saudades daquele tempo em
Que embalados pelas marchas de carnaval
Rodávamos o salão formando trenzinhos e
Às vezes sozinha procurando quem sabe
Um Pierrô apaixonado!
Não existia malícia, não existia maldade,
Só existia a alegria das marchinhas!
Com Ó Abre Alas de Chiquinha Gonzaga
O Brasil conheceu a primeira marchinha;
Gênero de música popular,
vinda de Portugal.
Hoje só restou a nostalgia de uma época
Em que existia o verdadeiro significado
Da palavra carnaval!
Fotógrafo: Augusto Malta Evento ou local: Carnaval no Rio Antigo

As melhores Marchinhas, clique no endereço e comece o seu carnaval: "Marchinhas de Carnaval de salão"com Bethy Carvalho video sem finalidade lucrativa imagens da internet créditos:Léia Reis


Ai que calor
Benedito de Souza

Cadê as tardes frias do inverno ?
Há muito se foram.
Hoje só calor e sol até as oito da noite
Um sol tão intenso como um forno.
Abrasador como uma paixão mal resolvida.
Noites insones ,com o passado rodeando e machucando
Não deixando o descanso tomar conta do meu corpo
e nem entrar a paz no coração
Feito o porteiro infeliz da razão.
Abro a janela e o vento, também quente,
em nada melhora o clima do quarto
Luzes e luzes da cidade, carros passando
Indo e vindo do não sei onde.
Até que mais tarde, bem mais tarde
Uma brisa leve sopra trazendo o frescor
Acariando o rosto e o peito,
como a mão leve da mulher amada.
Mas a cama, grande demais para um só,
permanece como a deixei, quente e solitária
Como guardiã da saudade do teu corpo.
Como a espera numa estrada distante.

PROJETO SARAU NO CRUZEIRO

Cordiais saudações, senhoras e senhores!

É com muito orgulho e prazer que comunico o início do Projeto "SARAU NO CRUZEIRO", um projeto filantrópico, idealizado por Zé Rui Kleiner, com todo o apoio do Bar Cruzeiro. Trata-se de uma roda de choro, onde se apresentarão músicos que fazem do choro e seus gêneros "afluentes" um rico fundamento, seja como trabalho, educação, pensamento, posição ou cultura. E, sendo um fundamento de bases sólidas, tal roda não deixará de lado os próprios elementos do choro, que vão muito além de ornamentos musicais: incursões históricas, amizade, combate à miséria, ao preconceito, ao descaso de gravadoras, ao desprezo de governantes e ao processo de idiotização do lixo nacional e internacional.

A ideia de se misturar experiências é o que move a resistência do choro, gênero musical mais importante do país com 170 anos de existência. Portanto, tal gênero, sendo cultivado num lugar tão importante e por pessoas tão bem informadas, merece ser ouvido e degustado; pedimos a colaboração dos presentes para que, além de se deixarem levar pela música e pelas histórias, levem um produto de higiene, para doação. No repertório, além de choros, teremos polcas, maxixes, valsas, habaneras, lundus, modinhas e tangos-brasileiros, tanto de compositores consagrados como de outros desconhecidos do grande público.

Local: ESPAÇO CULTURAL CRUZEIRO (Rua Moraes Barros, 1321 - entrada pela porta à direita do Bar Cruzeiro - , Piracicaba, SP).
Dia: 4 de fevereiro de 2010 (quinta feira).
Horário: 20:00 hs.
Entrada: Um produto de higiene.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Carnaval das Marchinhas no Sarau!

Venha visitar Piracicaba e participe do Sarau das Marchinhas!




Mosaicos da saudosa artista plástica Clemência Pizzigatti no Mirante em Piracicaba (obra marcante pelo seu trabalho contando uma parte da história da cidade)
Convido você Leitor, para vir para o "Sarau das Marchinhas” no dia 09 de Fevereiro (terça-feira)

S@rau Literário Piracicabano

Local: Sala 2 do teatro Municipal -rua Gomes Carneiro-1212

Horário: 19h30 às 21h30

Entrada Gratuita (Limite 100 lugares)

Classificação Livre

Vamos nos encontrar neste que será o Sarau das Marchinhas homenageando Lamartine Babo( Compositor) e a piracicabana ESTHER VACCHI PASSOS (escritora)

Ana Marly de Oliveira Jacobino

Fila de BonecosGigantes no Carnaval de Olinda,Pernambuco, Brasil.

E´ CARNAVAL... QUANTO RISO!.QUANTA ALEGRIA!
Maria Emília M. Redi

Ah! Que saudade dos carnavais de outrora!
A autêntica alegria invadia aqueles dias do curto reinado de Momo.
Quem Sabe, Sabe o quanto Recordar É Viver!
Pelos salões da fantasia, entre confetes e serpentinas,
todo mundo Vai, Com Jeito Vai... Sassaricando ao som alegre das marchinhas, marcha-rancho e sambas-enredo.
E quando Vem Chegando a Madrugada, baianas, pierrôs, colombinas e palhaços, De Lanterna Na Mão, procuram a Máscara Negra que o Zé Pereira perdeu quando jogaram Pó de Mico no salão.
As Pastorinhas chegaram perto da Jardineira e pelo perfume constataram: - Estão Voltando as Flores...
Enquanto isto, A Turma do Funil pegou o Saca Rolha das mãos da Maria Sapatão, que, apressada, se agarrou na Cabeleira do Zezé, dizendo para todo mundo ouvir
– É Com Este Que Eu Vou ... para Maracangalha.
Quando a Fonte Secou, todo mundo gritou – Mamãe Eu Quero ...uma Lata D`Água para matar a sede de alegria!
E quem nunca teve vontade de hastear uma Bandeira Branca - Atire a Primeira Pedra!
Tá Chegando a Hora.


As fantasias refletem toda a beleza do carnaval na Rua de São Bento em frente da Prefeitura em Olinda, Pernambuco, Brasil.

CIRANDA: Essa dança de origem portuguesa também apresenta variações pelo Brasil afora. "Ciranda" é designação para as rodas infantis em diversas partes do Brasil. Em outras, não é especificamente dança de crianças. No Nordeste, em especial nos Estados de Pernambuco e Paraíba, é dança de roda em que os dançarinos se dão as mãos e ba¬lançam o corpo enquanto se movimentam em sentido anti-horário, dando passos para dentro e para fora do círculo, ao som de músicas produzidas com o uso de instru¬mentos de percussão, como tarol, bumbo, ganzá, e de sopro (pistons, trombone). Na região do Tapajós, Pará, existe a "Ciranda do Norte", que se distingue pela mistura de vários ritmos, como o xote, a valsa e outros, que tornam a dança ora suave, ora acelerada. É dançada ao som de banjo, flauta, curimbós, maracás, reco-recos, seguindo-se a marcação do compasso feita pelo pandeiro, violão e apito.

Ciranda da rosa vermelha

Teu beijo doce tem sabor do mel da cana
Sou tua ama, tua escrava, teu amor
Sou tua cana, teu engenho, teu moinho
Tu és feito passarinho que se chama beija-flor
Sou tua cana, teu engenho, teu moinho
Tu és feito passarinho que se chama beija-flor

Sou rosa vermelha
Ai, meu bem querer

Beija-flor sou tua rosa
Hei te amar-te até morrer
Sou rosa vermelha
Ai, meu bem querer
Beija-flor sou tua rosa
Hei te amar-te até morrer

Quando tu voas pra beijar as outras flores
Eu sinto dores, um ciúme e um calor
Que toma o peito, o meu corpo, invade a alma
Só beija-flor acalma tua escrava, meu senhor
Que toma o peito, o meu corpo, invade a alma
Só beija-flor acalma tua escrava, meu senhor
Beija-flor sou tua rosa
Hei de amar-te até morrer.


Tela sobre o Carnaval de Rua de Olinda http://www.galeriaaberta.com/militao_santos/slides/Carnaval%20de%20Rua.html

O TEU CABELO NÃO NEGA
(Lamartine Babo-Irmãos Valença, 1931)

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil

Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da Gama contra o batalhão naval

A marchinha reinou na música brasileira a partir da década de 30, vibre cantando e sambando. Clique no endereço abaixo:


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Relembrar é preciso... A natureza e seu encanto! Agend@

O Rio de Piracicaba continua lindo e em plema epóca de Piracema! Venha conhecer os encantos de Piracicaba.
Capela de São Pedro no Bairro Monte Alegre

Parte do painel de mosaico no Mirante de Piracicaba da saudosa artista plástica Clemencia Pizzigatti

Árvore rodeada pelas àguas do Rio de Piracicaba em janeiro de 2010 (fotos tiradas por Ana Marly de Oliveira Jacobino)

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 25 de janeiro de 1927. Faleceu em New York, EUA, em 08 de dezembro de 1994.

Um dom nato para um bate-papo com seu jeito peculiar de dar suas opiniões - assim era Tom Jobim. Tinha nesses locais suas inspirações. Mas o que fez de Tom nosso maior representante da MPB na música mundial foi, com certeza, o brilhantismo pessoal, talvez o mesmo que o tornava o centro das atenções nas mesas dos bares.
Tom desafinou a bossa nova, cantou o amor, o silêncio do namoro, a expressão dos olhares. Cantou Heloísas, Luízas, Lígias e Teresas.
Tom Jobim musicou de maneira real e imaginária nossa terra, nossos bichos, nossas matas, suas sombras, ruídos, seus vôos e movimentos. São sons suaves, leves, às vezes brincalhões, mas acima de tudo, sons brasileiros. Tom sonha e canta o positivo, o lado mágico de uma terra feita do que é bom, isso sem nunca deixar de mostrar nossos contrastes.

Chico Buarque já disse: o maior orgulho que podemos ter é nosso maestro soberano, o Antônio Brasileiro.

Clique e escute Tom Jobim cantar Luiza :



Jornalista, advogado, escritor e político, Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho nasceu no Recife, a 22 de janeiro de 1897. Filho do tabelião Francisco da Cunha Lima e da dona de casa Joana de Jesus Lima, ainda criança mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde iniciou o curso primário. De volta ao Recife, estudou no Colégio Salesiano e no Instituto Ginasial de Pernambuco, concluindo o segundo grau em 1911. Quanto ao trabalho para a imprensa, no início de 1999 Barbosa Lima Sobrinho já havia publicado cerca de quatro mil artigos em vários jornais brasileiros, desde o Diario de Pernambuco, Jornal do Recife e Jornal do Brasil. Morreu no Rio de Janeiro, a 16 de julho de 2000, aos 103 anos de idade.


2o de Janeiro: 20 - Nascimento do escritor Euclides Cunha (Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha), em Cantagalo, RJ, em 1866

Órfão precoce - a mãe falece de tuberculose quando Euclides conta apenas três anos - o menino é enviado a residir, primeiramente, com a família da tia materna, Rosinda Gouveia. Falecendo esta, também, em 1870, vai morar em São Fidélis, com a irmã, Adélia, na fazenda de outra tia, Laura.

(...)
Em 2 de dezembro de 1902, Os Sertões é lançado, tendo sido esta primeira edição paga pelo escritor, a um custo superior ao de seu salário mensal.
Exausto das correções feitas de próprio punho nos exemplares da inteira tiragem da obra, extremamente ansioso e inseguro acerca da recepção ao livro, o autor viaja do Rio de Janeiro a Lorena, no interior paulista. Cartas o esperam, no regresso, uma das quais, do editor, comunica-lhe o surpreendente êxito das vendas. Ao abrir outra, com data de postagem anterior, Euclides depara com uma mensagem oposta, do mesmo remetente, dizendo-se arrependido de haver editado a obra, tal o fracasso e o encalhe dos exemplares. Dois meses depois, estava a primeira edição totalmente esgotada... A 15 de agosto de 1909, um domingo chuvoso, morre Euclides da Cunha, em consequência de uma troca de tiros com o cadete Dilermando de Assis, então amante de sua esposa, na casa deste, onde o casal se abrigava, na Estrada Real de Santa Cruz, hoje Avenida Suburbana, no bairro carioca da Piedade. Velado na Academia Brasileira de Letras, é o corpo do escritor enterrado, a 16 de agosto, no Cemitério de São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro: em 15 de agosto de 1982 é transladado, juntamente com os restos mortais de seu filho Quidinho (Euclides da Cunha Filho), também alvejado por Dilermando de Assis, ao tentar vingar, anos depois, a morte do pai.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Poemas e sonetos para embalar corações, Agend@

Leda, Madalena, Ana Marly,Ruth,Aracy, Elda, Ivana, Lidia e Raquel pensando a organização do livro de crônicas e contos "Tardes de Prosa" que lançarão nos próximos meses.

Soneto de amor

Pablo Neruda
Talvez não ser é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando o meio-dia
como uma flor azul, sem que caminhes
mais tarde pela névoa e os ladrilhos,
********
sem essa luz que levas na mão
que talvez outros não verão dourada,
que talvez ninguém soube que crescia
como a origem rubra da rosa,
**********
sem que sejas, enfim, sem que viesses
brusca, incitante, conhecer minha vida,
aragem de roseira, trigo do vento,
**********
e desde então sou porque tu é,
e desde então é, sou e somos
e por amor serei, serás, seremos.

Soneto da Solidão

Ana Marly de Oliveira Jacobino

Seu vulto na soleira iluminado
Qual sombra em angelical; idolatria
Amante, carrega o coração velado
A despeito de vê-lo em arritmia;
**************
Eu o vi ali trêmulo profanado
Meu amor em sublime afrodisia
Sua mão a roçar meu ventre abrasado
Eu em súplicas vergando em agonia...
**************
Quem carrega um amor assim doentio
Deve saber, que o espírito consome,
Voraz os sentimentos em seu brio.
*************
Viceja o poeta versos em rodopio
Enquanto, solitário beija seu nome,
Relegado o afeto, suspira sombrio!

Minha Camélia
Aracy D. Ferrari

Num ziguezague memorial observo
Esta linda flor branca ornamental.
Em silêncio a contemplo e dialogo,
Mas ela, em sua quietude, não responde...

Porém, pela sua existência, compreende:
Esteve em minhas mãos completando o charme,
Junto ao noivo, fazendo-me sentir o centro do universo,
Na igreja mais vibrante do mundo.

Hoje, ressecada no meu cérebro, a tenho guardada.
Em minha viuvez o ramalhete está partido,
Mas outras, mexem com minha sensibilidade,
Completam-me e habitam o meu ser.

Provocam...Provocam...
Sinto até as chuvas dessas sensíveis flores,
Não em minhas mãos, mas no meu interior!
Que saudade leve de você, e intensa do meu amor.


SONETO ROGADO
Zé Rui Kleiner

Permita-me realizar, se sou sonho
Cobrir o céu cinza com azul claro
Roubar a estrela-flor de brilho raro
Fazer verso simples quando me ponho.

Me faça andar pela rua risonho
E uma chama no olhar como anteparo
Enfrentando a fraqueza, como encaro,
Mato todo o sentimento medonho.

Complete-me com o espelho da alma
Fazendo deste sonho o passatempo
Livre de cenário ou dor que angustia.

Me afaste da mentira e, com calma,
Abra-me o véu delicado do tempo
E a garoa do meu sereno dia.


SUSSURROS NA NOITE
Elda Nympha Cobra Silveira

O muro tremia
Num abalo fenomenal.
Eram miados, gemidos,
Gritos, uivos, latidos?
Gatos ensandecidos,
Ressoando na noite escura,
Zodiacal!

Esquina apagada
Beco fechado, são ruas em quina
A lua espiando, na madrugada
Apadrinhando
Todo carnal.

Em quatro paredes
Dois corpos nus se inclinam
Fundindo até suas almas
Em sussurros e ardor.

Lá fora felinos
No muros de arrimo e
Cá dentro, frutificando os desejos
Na ressonância do amor.
**********************************


Apaixone-se pela poesia e pelo canto afinado das vozes afinadas do MPB4 é de arrepiar de lindo: Por Quien Merece Amor - Sílvio Rodrigues - versão: Miltinho


domingo, 17 de janeiro de 2010

Trios e Quartetos de Ouro; os melhores vocais do Brasil da década de 60 em diante: Agend@!

Piracicaba através da Agenda Cultural Piracicabana faz tributo as "Vozes de Ouro do Brasil"



Marconi Campos da Silva; Hilton Acioli) e Behring Leiros)

"Embora desconhecido das novas gerações - algo bastante comum quando se trata da memória cultural-, Marconi Campos da Silva foi um dos integrantes do Trio Marayá (com o primo Behring Leiros e Hilton Acioli), e realizou um trabalho importante no campo da composição, arranjo e regência, colaborando com artistas de relevo nacional como Geraldo Vandré, Jair Rodrigues, Luis Vieira, Carlos Lyra, Luis Gonzaga, Anselmo Duarte. Conquistou com o Trio Marayá, seis vezes o prêmio mais cobiçado da televisão brasileira, o Troféu Roquete Pinto, três discos de ouro no programa Astros do Disco (TV Record), troféu Campeões da Popularidade (TV Tupi), e melhor conjunto vocal do Festival Internacional da Música.
Várias das suas composições foram apresentadas em festivas, e em 1967 participou, como integrante do Trio Marayá, da histórica apresentação de Jair Rodrigues no Festival da Canção em São Paulo com a música "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo Barros.

Marconi Campos da Silva fez parte da “História da Música Brasileira”, pois devido a suas idéias e ideais foi perseguido durante o Governo Militar, aquele que viria depois do malfadado “Golpe dos militares em 1964”, e tudo isso aconteceu, após ter feito em parceria com Geraldo Vandré, a canção “Che” (referência ao líder revolucionário Che Guevara), e essa canção, caro leitor, defendida pelo Trio Marayá e, ovacionada pelo público presente foi premiada com a Medalha de Ouro no Festival Internacional de Música da Bulgária.

O maestro e arranjador também compôs cerca de 1500 jingles e, sem dúvida alguma, caro leitor , diversas marcas de produtos ainda fazem seu “merchandising”, com jingles concebidos por ele, os quais sem saber você os canta baixinhos.

Trio Marayá: Behring Leiros, Hilton Acioli, Marconi Campos da Silva

O trio foi formado em 1954, contando com Behring Leiros no tantã, Marconi Campos no violão e Hilton Acioli no afoché. Inicialmente adotaram o nome de Marajá e apresentaram-se no programa da Sociedade Artística Estudantil, na Rádio Poti. Em 1956, durante a realização de um congresso da União Nacional dos Estudantes, UNE, em Natal, foram convidados a ir ao Rio de Janeiro, onde alguns estudantes pretendiam criar um programa nos moldes do SAE. Pouco antes de viajar para o Rio de Janeiro, adotaram, por sugestão do professor e folclorista Luís da Câmara Cascudo, o nome de Trio Marayá.

Escute, cante e vibre com este momento histórico na MPB.Intérpretes: Jair Rodrigues com Trio Marayá e Trio Novo. Clique no endereço a seguir:


MPB4: É um dos grupos que há mais tempo estão juntos fazendo música. Para ser mais exata desde 1965. Nesta época não tinham ainda nome e só eram três: Aquiles, Ruy e Miltinho. Magro se juntou emseguida ao que viria a ser um dos maiores grupos vocais do Brasil, o MPB 4.
Aquiles (Rique Reis) cantava no coro da igreja e fazia o antigo terceiro clássico. Largou tudo para se dedicar profissionalmente à música e canta a terceira voz do conjunto. Magro (Antônio José Wagabi Filho) largou os estudos de engenharia para cantar e acabou assumindo os arranjos. Estudou piano, trabalhou em diversos conjuntos de dança, onde tocava piano, vibrafone e sax. Miltinho (Lima dos Santos Filho) era colega de turma de Magro. Largou a vida acadêmica para fazer a voz mais grave e tocar violão.

Ouça e veja a interpretação pra lá de afinada em Roda Viva, pelo MPB4 com Chico Buarque



3 do Rio: Os ouvintes devem estar preparados: o bom humor, a descontração e o carisma dos integrantes do 3doRio, grupo que festeja agora 45 anos de carreira, podem levar centenas de pessoas a cantar espontaneamente, dançar e interagir numa descontração total. A cena já aconteceu em inúmeras oportunidades, com o grupo musical formado por Catu, nos teclados e na guitarra; Sestini, na bateria, percusão, instrumentos de sopro e Miguel, multi instrumentista e comunicador.

Quarteto Novo é o nome de uma banda de música instrumental formada em 1966, em São Paulo - SP, Brasil.Originalmente chamado de Trio Novo, o grupo era composto por Teo de Barros (contrabaixo e violão); Heraldo do Monte (viola e guitarra); e Airto Moreira (bateria). O conjunto foi criado para acompanhar o cantor e compositor Geraldo Vandré em apresentações e gravações

O Zimbo Trio, há mais de quarenta anos, tem a seguinte formação: Luiz Chaves(contrabaixo), Rubens AIberto Barsotti(bateria) e Amilton Godoy(piano). O Zimbo Trio é o único conjunto instrumental brasileiro remanescente da época áurea da Bossa Nova, ainda em atividade. Foi em 1964 a primeira apresentação num show com a atriz Norma Benguel. O primeiro prêmio foi o "Pinheiro de Ouro" como melhor conjunto instrumental no "I Festival do Paraná da MPB". O primeiro disco foi Zimbo Trio-Vol. 1".Em 1965, com Elis Regina, a primeira excursão ao exterior, para uma temporada na TV peruana. De lá pra cá foram dezenas de prêmios e uma discografia das mais extensas que inclui até lançamento no Japão.
http://www.clubedejazz.com.br/ojazz/jazzista_exibir.php?jazzista_id=315

Cante, Ouça, Veja o Zimbo Trio_ O Zimbo Trio, com Amilton Godoy ao piano, Itamar Collaço no contrabaixo e Rubens Barsotti na bateria é acompanhado por Danilo Brito no bandolin, em Lamento de Pixinguinha, ao vivo no Auditório Ibirapuera.


http://www.youtube.com/watch?v=ioMIH3yZipI


Trio Irakitan

Conjunto vocal (Gilvan, João, Toni, Edinho, Odilon, Irakitan Brito) que se notabilizou nos anos 50 cantando principalmente boleros. Formado por jovens cantores em Natal (RN), o Trio fez sucesso em outros países antes de ser conhecido no Brasil. Foram para a Venezuela, Colômbia, Caribe e México, onde desenvolveram a técnica mexicana de vocalizar, que se tornou uma característica do Trio. O nome foi dado pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo em 1951, e significa, em tupi, verde mel ou doce esperança. Voltaram ao Brasil em 1954 e foram contratados pela Rádio Nacional. O repertório era basicamente Sambas, Boleros e alguma música mexicana, no gênero dos "mariachis". Em 1965, a morte de Edinho gerou algumas modificações na direção artística do Trio. Nos anos 70 diversificaram um pouco a área de atuação, gravando um disco de carimbó, ritmo do norte do Brasil, e outros de samba e outros estilos em voga. Participaram de filmes, gravaram mais de 50 discos, e ainda se apresentam em shows e eventos, cantando principalmente música Romântica.

Cante, Dance, Ouça, Veja o carnaval do Trio Yrakitan. Uma maravilha postada no youtobe, clique no endereço abaixo:



O famoso trio canta um grande sucesso carnavalesco, "Touradas em Madrid", composta por Braguinha (João de Barro).Uma cena do filme "Garota Enxuta" de JB Tanko, de 1959. Também podemos ver nesta cena, os atores Grande Otelo e Vera Regina.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Atores brasileiros que fizeram rir gerações: Agend@!

Vale a pena relembrar os grandes comediantes do Brasil!
Dolores Gonçalves Costa, mais conhecida como Dercy Gonçalves (Santa Maria Madalena, 23 de junho de 1907 — Rio de Janeiro, 19 de julho de 2008), foi uma atriz brasileira, oriunda do teatro de revista, notória por suas participações na produção cinematográfica brasileira das décadas de 1950 e 1960.
Celebrada por suas entrevistas irreverentes, bom
humor e emprego constante de palavras de baixo calão, foi uma das maiores expoentes do teatro de improviso no Brasil.
Originária de família pobre, nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, em 1905, mas foi registrada erroneamente, em 1907. Era filha de um alfaiate e de uma lavadeira. Sua mãe, chamada Margarida, abandonou o lar ao descobrir a infidelidade do marido. Dercy foi bilheteira de cinema, além de apresentar-se teatralmente para hóspedes de hotel em sua cidade natal. Teve que aturar o pai bêbado em casa e sofreu muito com o abandono da mãe, de quem nunca mais teve notícia.
Aos dezessete anos, fugiu de casa e se juntou a uma companhia de teatro.
Especializando-se na comédia e no improviso, participou do auge do Teatro de revista brasileiro, nos anos 1930 e 1940, estrelando algumas delas, como "Rei Momo na Guerra", em 1943, de autoria de Freire Júnior e Assis Valente, na companhia do empresário Walter Pinto.
Na
década de 1960 iniciou sua carreira solo. Suas apresentações, em diversos teatros brasileiros, conquisatvam um público cheio de moralismos. Nesses espetáculos, gradativamente introduziu um monólogo, no qual relatava fatos autobiográficos. Paralelamente a estas apresentações, atuou em diversos filmes do gênero chanchada e comédias nacionais.
Morreu com 101 anos no papel e 103 de verdade,às 16h45[2], no dia 19 de julho de 2008, no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi internada na madrugada do sábado dia 19 de julho. A causa da morte teria sido uma complicação decorrente de uma pneumonia comunitária grave, que evoluiu para uma sepse pulmonar e insuficiência respiratória[4]. O estado do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias em memória à atriz
Assista e vibre com a nossa rainha da chanchada: clique no endereço a seguir:
Em cena do filme "Entrei de Gaiato" (dir: J.B. Tanko - 1959), Dercy Gonçalves canta (ao seu jeito) "Castigo", sucesso de Maysa, arrancando muitas gargalhadas. Participam também da cena Zé Trindade, Hamílton Ferreira e Roberto Duval. Em cena do filme "Entrei de Gaiato" (dir: J.B. Tanko - 1959), Dercy Gonçalves canta (ao seu jeito) "Castigo", sucesso de Maysa, arrancando muitas gargalhadas. Participam também da cena Zé Trindade, Hamílton Ferreira e Roberto Duval.
O que eram as chanchadas?

As chanchadas foram um gênero de filme brasileiro que teve seu auge entre as décadas de 1930 e 1950. Elas eram comédias musicais, misturadas com elementos de filmes policiais e de ficção científica. Esse tipo de humor, porém, não pode ser considerado uma invenção brasileira, pois fitas assim também eram comuns em países como Itália, Portugal, México, Cuba e Argentina. Quando o gênero chegou por aqui, a crítica nacional o considerava um espetáculo vulgar, por isso ele foi apelidado de chanchada - palavra de origem controversa, mas que pode ter surgido na língua espanhola, significando "porcaria". A aversão dos críticos, no entanto, não prejudicou o sucesso de bilheteria desses filmes.
"Com seu humor quase sempre ingênuo, às vezes malicioso e até picante, a chanchada se impôs como um entretenimento de massa", diz o jornalista Sérgio Augusto, autor do livro Este Mundo é um Pandeiro - a Chanchada de Getúlio a JK. Para conquistar o público, as primeiras produções apresentavam grandes astros do rádio, como Carmen Miranda e Francisco Alves. Mais tarde, a dupla de comediantes Oscarito e Grande Otelo iria se tornar a sensação dessas fitas. Apesar da influência do cinema americano, que volta e meia tinha filmes sendo parodiados, as chanchadas costumavam ser essencialmente brasileiras, tratando de problemas do cotidiano e fazendo humor com uma linguagem de fácil compreensão.
Segundo o diretor Carlos Manga, um dos mais importantes do gênero, a estrutura das histórias era dividida em quatro partes: mocinho e mocinha se metem em apuros; cômico tenta protegê-los; vilão leva vantagem; vilão é vencido. Mesmo com essa fórmula bastante simplista, o público lotou os cinemas brasileiros para assistir a chanchadas até meados da década de 50. O desenvolvimento da TV no país, o surgimento do cinema novo - um outro estilo de
filme, mais politizado - e o desgaste natural do gênero fizeram com que as chanchadas fossem perdendo espaço. Mas elas entraram para história ao marcar um dos períodos mais produtivos do cinema nacional.
Clique no endereço a seguir e assista:

José Ronald Golias ou simplesmente Ronald Golias (São Carlos, 4 de maio de 1929 — São Paulo, 27 de setembro de 2005) foi um comediante brasileiro, um dos pioneiros da televisão brasileira.


Golias viera de família humilde. Seu pai - Arlindo Golias, fora fã do artista Ronald Colman, por isso o nome Ronald. Todavia, na hora do batismo de Golias, o padre implicou porque o nome não tinha vínculos com bílbia, então decidiu-se colocar o nome Ronald Golias.
Ronald Golias começou sua carreira artística nos
anos quarenta participando de um grupo de acrobacias aquáticas, o Aqualoucos. Antes disso chegou a trabalhar como alfaiate e funileiro.
Nos
anos cinquenta, incentivado por seu amigo aqualouco Vicente Fiori, Golias ingressou no rádio onde conheceu Manoel da Nóbrega (pai de Carlos Alberto de Nóbrega) que logo a seguir o convidou para trabalhar no humorístico televisivo "A Praça da Alegria", na TV Paulista - Canal 5, em 1953.
Faleceu vítima de infecção generalizada proveniente de infecção pulmonar, no Hospital São Luís na capital paulista, onde se encontrava internado desde o dia
8 de setembro de 2005. Foi sepultado no Cemitério do Morumbi.

Televisão

Seu primeiro personagem marcante da televisão, apareceu em 1956 e tornou famoso o bordão "ô Cride fala pra mãe", que foi citado em música do grupo brasileiro de Rock Titãs dos anos 1980. Esse bordão remete a cidade natal de Golias, São Carlos, pois o original era "ô Cride fala pra mãe que eu vou lá no Grêmio", (Grêmio Recreativo e Cultural Flôr de Maio), que é um clube social da comunidade negra da cidade.
Em
1967, apresentou na televisão seu personagem Bronco, que já fazia sucesso no cinema. Carlos Bronco Dinossauro estreou no humorístico "Família Trapo", da TV Record - Canal 7, de São Paulo, atual Rede Record, onde contracenava com Jô Soares, Ricardo Corte-Real, Cidinha Campos, Renata Fronzi e Otelo Zeloni e acabou se transformando no personagem mais divertido e popular do seriado. Teve uma filha chamada Paula, que o nome foi dado para homenagear Paulo Machado de Carvalho.

O personagem Pacifico apareceu na sequência em 1969, (surgiu de um delegado que o deteve em uma rotina policial na sua cidade natal São Carlos; esse delegado continua na ativa ainda hoje como "delegado titular do 4° DP" na cidade de São Paulo), e confirma a história. O Dr. João Gilberto Pacifico foi "delegado titular" no município de São Carlos entre 1969 e 1972, e se orgulha muito desse fato!
Com
Silvio Santos, que sempre foi um grande fã de Ronald Golias. Ao lado do animador, Golias participou do programa A volta ao mundo em 80 perguntas, numa fase em que relançou sua carreira na televisão, depois de ter se afastado alguns anos para cuidar de suas fazendas. Nessa época, com o apoio de Silvio Santos ele criou novos tipos que aparecerem em quadros no programa dominical do apresentador e que ficariam igualmente famosos: o velhote Bartolomeu Guimarães, Isolda e o Profeta.
Cinema
No
cinema, estreou em 1957, com a comédia "Um Marido Barra Limpa", de Luís Sérgio Person. Em 1959, participou de chanchadas, como "Os Três Cangaceiros", onde contracenou ao lado de Ankito e Grande Otelo. Também fez os filmes: O Dono da Bola e Golias Contra o Homem das Bolinhas .

Clique no endereço a seguir e assista:
Nesse vídeo, a famosa cena do balcão, do romance de Shakespeare, é interpretada com muita graça por Hebe e Golias. Em 1991 e 2003, os dois participaram de remakes desse humorístico, pelo SBT.


Sebastião Bernardes de Sousa Prata era o nome verdadeiro de Grande Otelo, um grande ator com uma vida marcada pela superação de tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e sua mãe era uma cozinheira que não largava o copo de cachaça. Sebastião fugiu com uma Companhia de teatro mambembe que passava por Uberlândia e foi adotado pela diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo.Mas ele fugiu de novo e, após várias entradas e saídas do Juizado de Menores, foi adotado pela família de Antonio de Queiroz, um político influente. A mulher de Queiroz, Dona Eugênia, tinha ido ao Juizado para conseguir uma ajudante na cozinha. Mas foi convencida a levar para casa o menino que sabia declamar, dançar e fazer graça.
O ator passou pelos palcos dos cassinos, dos grandes shows e do teatro. Trabalhou no cinema em "Futebol e Família" (1939) e "Laranja da China" (1940), e em 1943 fez seu primeiro filme pela Atlântida: "Moleque Tião". Junto com Oscarito, participou de mais de dez chanchadas como "Carnaval no Fogo", "Aviso aos Navegantes" e "Matar ou Correr". Em 1942, participou de "It's all true", filme realizado por Orson Welles no Brasil.
Outra tragédia viria a abalar a vida de Otelo nessa época: sua mulher matou o filho do casal, de seis anos de idade antes de se suicidar.Em 1969, fez "Macunaíma", sendo inesquecível a cena de seu nascimento. Como ator dramático, marcou presença em vários filmes, dentre os quais "Lúcio Flávio - Passageiro da Agonia" e 'Rio, Zona Norte". Em "Fitzcarraldo" (1982), do alemão Werner Herzog, filmado na selva do Peru,

Otelo precisava fazer uma cena em inglês, mas resolveu falar espanhol. Quando o filme estreou na Alemanha, aquela foi a única cena aplaudida pelo público.Em 1993, Grande Otelo morreu de enfarte ao desembarcar na França, onde receberia uma homenagem no Festival de Nantes.


Assista e se emocione com Betty Faria e Grande Otelo cantam "Boneca de Piche", de Ary Barroso e Luiz Iglésias. Clique no endereço a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=iLS1EiGmIOI

Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Tereza Dias (16 /08/1906, Málaga, Espanha 04 /08/1970, Rio de Janeiro (RJ) ) era filho de atores circenses. O pai era alemão, a mãe portuguesa. Oscarito nasceu na Espanha, mas com um ano de idade veio para o Brasil. Estreou aos cinco anos no circo, no papel de índio, numa adaptação de "O Guarani" de José de Alencar. Trabalhou como violinista, palhaço, acrobata e trapezista, antes de fazer sucesso como ator.Em 1932, época do teatro de revista, Oscarito foi convidado por Alfredo Breda, a satirizar o presidente Getúlio Vargas em "Calma, Gegê", no Rio de Janeiro. Em 1935 estreou no cinema em "Noites cariocas", junto a Grande Otelo, com quem faria dupla em 34 chanchadas do estúdio da Atlântida, entre as quais "É com este que eu vou", "Três vagabundos", "E o mundo se diverte", "Carnaval de fogo" e "Aviso aos navegantes".

Assista se emocione e ria com: Oscarito no no filme "Aviso aos navegantes" de Watson Macedo, 1950. Interpretando a música "Neném", de Klecius Caldas e Armando Cavalcanti: Clique no endereço a seguir:


Filme: Carnaval Atlântida _ Xenofontes, um sisudo professor de mitologia grega, contratado por um produtor como consultor da adaptação do clássico Helena de Tróia para o cinema. Mas dois empregados do estudio sonham em transformar o épico grego numa comédia carnavalesca

Elenco: História sobre as filmagens de um épico da Guerra de Tróia. Além das presenças de Grande Otelo e José Lewgoy, há um impagável Oscarito, travestido de Helena de Tróia

http://mundoestranho.abril.com.br/cinematv/pergunta_286494.shtml