sábado, 27 de junho de 2015

Nesta rua...nesta rua tem poesia...

#‪#‎Publicadas‬ no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 16 de Junho de 2015

Na foto o grande escritor Cecílio Elias Netto fala para o público do Sarau Literário Piracicabano

Declaração de Amor_ Leda Coletti
Margaridas do campo
levemente presas
por laço de fita amarelo,
mensageiras ternas
desse doce encontro.
As faces da amada
coram-se iguais romãs,
tremem as mãos que se tocam,
a paixão reluz nas “íris” brilhantes.
Há prenúncio de eterno idílio
repleto de carinho,
na declaração comovente:
“Amor, nunca se esqueça,
que eu amo você!”


Sutileza _ Ângela Angela Reyes Ramirez
Pizo la tierra y, corto una flor.
Aspiro la flor y escribo un poema.
Leo el poema que, me transporta a las estrellas.
Pizo en las estrellas y...alcanzo la luna.
Te doy la tierra con la flor,
Te llevo a las estrella y a la luna.
De ti, solo quiero tu corazón, para...
Abrazaarte el alma
VERSUS _ Marielli Mari Sbravatti
Sussurros pedem para ficar.
Versus gritos abafados para abandonar.
Gemidos de prazer.
Versus o silêncio angustiado que faz doer.
O som do choro daquele que nasceu.
Versus o silêncio das lágrimas daquele que perdeu.

Caixa de Pandora _ Ana Marly De Oliveira Jacobino
Vim de um lugar estranho
num palco de vida e morte
visitei tentações sem poder
tocá-las, sem poder vivê-las, 
insatisfeita com a distância,
me tornei volátil ao chamado
das vontades do seu cantar!
Príncipe e plebeu partilham
o alaúde num toque sombrio
na passagem dos meandros
calcinados pelo algoz da corte,
imperioso na busca por valer
suas ordens, mandantes das
prisões e mortes dos amores!
Prisioneira que sou do meu Eu!
Quem disse que santo de casa não faz milagre! Você esta convidado "Amigo do Face" venha conhecer o trabalho destas escritoras piracicabanas...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dois escritores ...duas linguagens...

“Arco, tarco ou verva” explora Cecílio em nuances exploratórios num “caipirês” de fazer inveja a Ariano que lhe responde com o “Movimento Armorial”! Ana Marly De Oliveira Jacobino

Ficheiro:Ariano Suassuna.jpg

Cecílio e Ariano são cúmplices sem marcar ou demarcar encontro para confabular cumplicidade! Não o fizeram de fato, contudo, são cúmplices em fabricar histórias brincando com as palavras, sem cerimônias, sem complicar! Ariano e a “Corrente Armorial” vinculada à produção da literatura de cordel, à moda de viola, a instrumentos como a rabeca (a qual cria a atmosfera sonora para sustentar o canto dos músicos que levam adiante a cultura do povo nordestino), até mesmo as capas de seus trabalhos são manufaturadas com a técnica própria da xilogravura. Cecílio e o “Dicionário do Dialeto Caipiracicabano - Arco, Tarco Verva" me faz recordar da Disciplina de Lingüística em que a Professora Drª Cecília Perroni comentava que puxar o “erre” ao falar “porta” uma característica típica do interior paulista, também, foi falado pelos paulistanos..., deste modo, ela nos premiava com a história do nosso “caipirês”. Eu a ouvia atenta, mas, já sabia deste fato, graças às leituras que fiz e, ao ouvir as entrevistas do Mestre Cecílio nos meios de comunicação, resgatando com veemência a história do nosso dialeto caipira. 
Com o terrível AI-5 sendo instaurado, Cecílio era o dono do Diário de Piracicaba, pois bem, naquela sexta-feira negra para a história do Brasil, Cecílio já estava com o jornal praticamente pronto, então, ele pediu que as colunas fossem publicadas em branco. Cecílio conta que: “Foi à primeira manifestação no Brasil contra a censura”
Cecílio Elias Netto acaba de publicar o livro “Piracicaba Que Amamos Tanto” em que ele faz o resgate histórico “- em fatos e fotos – a magia e os encantos de Piracicaba, com registros a partir do século 19 até os dias atuais, com Cecílio narrando, de forma simples, mas, ao mesmo tempo opulenta; com linguagem rebuscada, porém espontânea, tudo o que o cidadão piracicabano sente, vê e ouve sobre sua terra, natal ou adotada.”
Com certeza, no futuro, o nome e as obras de Ariano Suassuna serão obrigatórios para o entendimento do Nordeste, ele, resgatou a criatividade e inovação dentro da cultura nordestina, pelo simples fato que, estava disposto a proteger estas culturas e conduzi-las para o alcance de todos os brasileiros, independente da classe social de cada um deles. Cecílio Elias Netto leva na vida a certeza de que, não se pode esquecer que Piracicaba precisa registrar sua história, e isto, ele faz com paixão na sua escrita repleta de genialidade! 

Publicado no Caderno do Sarau Literário Piracicabano de 16 de Junho de 2015

domingo, 21 de junho de 2015

A Literatura unindo São Paulo e Minas Gerais...

Movimentando a Arte como um todo essa paixão incontrolável pelas palavras.Ana Marly De Oliveira Jacobino
 

Sarau Literário Piracicabano chegando em Poços de Caldas no Sábado.20 de junho

Sarau Literario Piracicabano agradece aos participantes do 10○Sarau Festivo dos Toricellis em Poços de Caldas uma festa literária que, já, faz parte do calendário mineiro.

Pedro sempre genial no piano...

Juraci Toricelli o mentor do Sarau Festivo abre as portas de Poços de Caldas para o Sarau Literario Piracicabano e Amigos....festa encantada.

 Canto Lá di Minas na apresentação vocal

A vida é tão bela num Sarau...Em Poços de Caldas.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dialeto caipira...

"Arco, tarco ou verva” explora Cecílio em nuances exploratórios num “caipirês” de fazer inveja a Ariano que lhe responde com o Movimento Armorial”! Elias Netto e Suassuna traduzem o canto dos romanceiros tecendo as palavras nas cordas da viola!  Ana Marly de Oliveira Jacobino

 Cecílio Elias Netto _ Nascido em 24 de junho de 1940,  É jornalista e escritor. Com dezoito anos já estudava alemão, francês, inglês, espanhol e italiano, sempre visando a diplomacia que exigia um grande domínio de línguas estrangeiras.  Mesmo estudando para direito, o trabalho como jornalista começou cedo, aos dezesseis anos, como auxiliar de revisor no “Jornal de Piracicaba”. 

Cecílio resolveu fazer uma recuperação da história de Piracicaba. “Eu percebi que as coisas estavam se esgarçando, e esse sotaque piracicabano sempre me apaixonou”, e foi na recuperação desse “sotaque” que Cecílio se empenhou.  No jornal “A Província”, Cecílio criou uma “simples coluninha” chamada “Arco, Tarco, Verva”, onde ele publicava os dados lingüísticos que estava recuperando. “Eu comecei a lançar aquilo e o povo começou a se manifestar, ‘tem aquela palavra’, ‘tem isso’, ‘tem aquilo’, e assim foi indo”.  Diante da inesperada e ótima repercussão, os leitores começaram a pedir um livro que reunisse as colunas publicadas no jornal, e foi assim que surgiu o livro Arco, Tarco, Verva, que se esgotou logo na primeira semana. “Eu tive que correr fazer outra edição”.  Depois de algumas reimpressões do volume 1, em 1990 Cecílio lançou o Volume 2 de Arco, Tarco, Verva com o mesmo sucesso.

Ariano Vilar Suassuna__ Nascido no dia 16 de junho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, na Paraíba, onde hoje se localiza João Pessoa, Ariano Vilar Suassuna é um dos autores nordestinos mais famosos. Filho de Cássia Vilar e João Suassuna, Ariano e sua família saem de sua cidade natal quando ele ainda era um bebê e vão morar no sertão.
Convite:
Sarau Literario Piracicabano 
Data: 16 de Junho as 19h30 (terça-feira)
Local: Museu Prudente de Moraes cito na Rua Santo Antonio _ 641 Centro de Piracicaba
Entrada gratuita!
Tema: “Arco, tarco ou verva” explora Cecílio em nuances exploratórios num “caipirês” de fazer inveja para Ariano que lhe responde com o “Movimento Armorial”! Elias Netto e Suassuna traduzem o canto dos romanceiros tecendo as palavras nas cordas da viola!
Homenageados: Cecílio Elias Netto e Ariano Suassuna

sábado, 6 de junho de 2015

Você é o nosso convidado mais ilustre...

Dois eventos importantes ligados a Literatura lhe esperam ... Ana Marly de Oliveira Jacobino
                                 Sarau Literário Piracicabano 
Data: 16 de Junho as 19h30 (terça-feira)
Local: Museu Prudente de Moraes cito na Rua Santo Antonio _ 641 Centro de Piracicaba
Entrada gratuita! 
Tema: “Arco, tarco ou verva” explora Cecílio em nuances exploratórios num “caipirês” de fazer inveja para Ariano que lhe responde com o “Movimento Armorial”! Elias Netto e Suassuna traduzem o canto dos romanceiros tecendo as palavras nas cordas da viola!
Homenageados: Cecílio Elias Netto e Ariano Suassuna


Cecílio Elias Netto

Ariano Suassuna

“Arco, tarco ou verva” explora Cecílio Elias Netto em nuances exploratórios num “caipirês” de fazer inveja para Ariano Suassuna que lhe responde com o “Movimento Armorial”! Elias Netto e Suassuna traduzem o canto dos romanceiros tecendo as palavras nas cordas da viola!


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Como seria a vida sem Poesia?

Sem graça e sem as cores vibrantes dos pensares dos Poetas em suas aspirações e inspirações... Ana Marly de Oliveira Jacobino
#‪#‎Publicações feitas  no caderno do Sarau Literário Piracicabano de 19 de Maio de 2015 que aconteceu no Centro Cultural Martha Watts

Tardes outonais._ Angela G. Sega
Tardes de outono em que as folhas caem levadas pela brisa fria.
Uma moleza me invade
Sinto uma nostalgia no ar
Lembro-me da minha infância já distante
Chocolate quente e pipoca, meu pai a contar histórias
Minha blusa de frio azul.
Volto no tempo e vejo como fui feliz.
Hoje tenho filhos que precisam do meu chocolate quente
Precisam de um abraço e de historias que os aqueçam
A vida é um ciclo
Depois de menina vejo-me mulher
A figura no espelho me diz que também estou no outono da vida
Meus sonhos juvenis se foram
Hoje novos sonhos vem, mas já mais frio que antes
Tardes de outono são feitos de lembranças e folhas.


Amor de Mãe_ Leda Coletti
Haverá no mundo
amor maior que o de mãe?
Sua doação
não tem limites!
Seus filhos, frutos benditos,
para ela sempre bonitos
são nascidos não só do seu ventre
mas, sobretudo do coração!
Mãe é quase ser divino,
sua vida inteira é um hino
de ternura maternal.
Com apenas três letras
como as do nosso Bom Deus
o amor de mãe agasalha,
consola, perdoa e se necessário for
dá a própria vida por seus rebentos.

Para vocês, queridas mães,
louvor eterno se eleve
da terra até o Infinito.


A AMAZONA_ Elda Nympha Silveira
Chuva amiga penetre nos meus poros,
Banhe-me com seu suco,
Liberte-me das amarras,
Ensope meus cabelos misturados
À crina de um cavalo,
Faça com que juntos
Galopemos pelos prados
Na ânsia de liberdade.
Vivifique nossos corpos
Numa simbiose que flui...
Enérgica e solta,
Enfrentando o vento que assobia.
Quero galgar montanhas e
Lá no alto olhar os prados,
Os vales, uníssonos aos
Desejos do Criador,
Que despejou beleza e fartura
Numa explosão de amor


AVISOS IMPORTANTES -Sarau Literario Piracicabano
Data: 16 de Junho as 19h30 (terça-feira)
Local: Museu Prudente de Moraes cito na Rua Santo Antonio _ 641 Centro de Piracicaba
Entrada gratuita!
Tema: “Arco, tarco ou verva” explora Cecílio em nuances exploratórios num “caipirês” de fazer inveja para Ariano que lhe responde com o “Movimento Armorial”! Elias Netto e Suassuna traduzem o canto dos romanceiros tecendo as palavras nas cordas da viola!
Homenageados: Cecílio Elias Netto e Ariano Suassuna

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Estou de LUTO...



Estronda no meio da floresta o baque 
o corpo jaz sem vida! Ninguém para!
_ não tem como parar aquele gigante,
movido a diesel_ 
morto pela fome volátil do capitalismo
onipresente numa ambição desmedida!
Corpos trucidados!
Olhar de jaguatirica carrega incertezas
Mancha com seu sangue as verdades,
_como ser jaguatirica se você devora
meu corpo!, morte rápida essa a minha!_
Corpo de homem, coração de selvagem
onipresente numa ambição desmedida!
Corpos trucidados!
Homem não é macaco, nem lobo guará...
Homem não é jaguatirica, nem tamanduá...
Homem é o quê? É aquele bicho que mata
Sem piedade! 
De carro, moto, ônibus, caminhão,
treminhão...
_homem não é bicho, não senhor!
não me compare a ele!, sou jaguatirica!,
sou bicho de verdade!,
homem é homem!,ponto final. _
(470 milhões de animais silvestres morrem atropelados nas estradas brasileiras. 15 animais são mortos por segundo. Os dados estão no site "Atropelômetro", lançado pela Universidade Federal de Lavras (Ufla).

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Uma festa para guardar na caixa da memória

Esse é o nosso sarau, escrito com as tintas da paixão. A cada edição, o que nos credencia é, antes de qualquer coisa, a condição de apaixonados pela música e pela poesia que brota desse encontro, como um novo ramo na velha árvore que sabe, como ninguém, produzir bons frutos. Aqui, cada um de nós é um Monet que sabe enxergar, com os olhos do artista,  uma paisagem diferente a cada mudança de luz;  uma verdadeira declaração de amor ao universo da arte, capaz de despertar os mais insondáveis desejos, como alguém que aprecia uma iguaria que seduz, que encanta e, sobretudo, que faz sonhar.
Bon appétit à tous!    Carlos Roberto Furlan
Sarau Literário Piracicabano de 19 de Maio partilha as suas publicações
Sarau Literário Piracicabano partilha as raízes da nossa cultura nas artes... 
                               DEIXA ISSO PRA LÁ_ (Mari Sbravatti Fantazia)
"Deixa isso pra lá,
vem pra cá,    
o que é que tem".
Deixa o sol brilhar.
A pele bronzear.
Deixa o disco tocar.
Até furar.
Deixa a vizinha falar.
Bota a saia pra encurtar.
E um batom.
O que é que tem?
Deixa o telefone tocar.
Mas não para de me beijar.
Daqui a pouquinho.
O que é que tem?
Deixa a louça pra lavar.
Vem brincar.
Dançar, cantar.
O que é que tem?
Só não deixa a vida passar.
Sem saber o que é que tem.
Ela me espia
Sorrateira sorri
Me abduz ao sonho
E embora os místicos insistam
Que traz má sorte
Eu me envolvo
E flutuo no delírio noturno
Da solidão dos poetas
Que não dormem
Mas devaneiam nas palavras...
                                      Carmen Pilotto e uma linda lua de maio
'Parábola de un jardín"'_ Ângela Reyes
 Planté en mi vientre fértil un jardín.
Los átomos de mis genes le dieron vida que,
A su vez multiplicase mas vidas.
Abonado con amor y ternura, regado con el agua
De la fuente de mi propia vida.
Creció sano y bello en su diversidad.
El tiempo no paró, mi jardín tiene ahora;
Cuatro generaciones.
He acumulado mucha juventud y estoy envejeciendo.
Mi mayor felicidad consiste  en:
Sentir su paz y el arrullo de sus hojas y flores,
Oxigenándome.
Ruego a dios que al final de mi historia,
Mi última mirada, mi último verso;
Sean para mi jardín.
Amantes eternos amantes_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
 Desnuda, procuro a luz carregada
de esperança, reflexo vibrante da alegria
vez, ou,outra, calma, tudo se assossega,
feito marolas frigidas e escorregadias
num oceano despudorado, volátil, viril
a espera do vento gélido do ártico
bater nas suas costas largas, quentes!
Ali à frente imobilizada pelo seu olhar
Vejo o céu beijando seus lábios úmidos,
num infinito poetar misturando seu ventre
nos seios da espuma virginal do mar.
Ouço Netuno vociferar nas tempestades
me chamando _numa quase hipnose_
para deitar-me em seu leito calçado
por corais e estrelas do mar!
Sensual sua voz ressoa na concha
espremida pelos seios das noite! 
Debruço-me sobre ele para envolvê-lo
nos meus braços enluarados em mística
união entre os céus e a terra!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sarau Literário Piracicabano

Um ano sem Jair Rodrigues um ano sem a sua voz afinada e sem a sua alegria.

Sem dúvida, ficamos órfãos do homem que levou a alegria para os palcos da vida!Os amigos contam que Jair era o espetáculo festivo em todos os locais e, junto à família também, afinal, ele foi à luz numa época em que o regime militar cerceava a todos os brasileiros e a classe artística foi muito perseguida! Jair tinha uma proximidade com o público num esbanjar de alegria, marca positiva da sua personalidade.  Ele fez sucesso dentro da música, com a bossa nova de um lado e o samba do outro. Jair estourou nos anos de 1960, pouco depois de João Gilberto iniciar um novo cânone na nossa MPB. Com a força da sua bela voz Jair andou na contramão da história. Marcou gerações mostrando ter sido um sujeito do bem, brincalhão, meio criança, meio gente grande. Em 66 ao interpretar Disparada, ele foi maior do que ele mesmo, contudo, isso sempre o alegrou. Morreu na sauna de sua casa em Cotia, de infarto. Fagner, numa definição simples, mas precisa, disse: ”Ele foi uma lição de alegria”.



sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Rei se foi...subiu

para tocar seu lamento para outra platéia... aqui, vamos ouvi-lo, sempre, através das mídias que o eternizaram. LUTO!Morre o Rei do Blue "B. B. KING. Grande perda! Ana Marly de Oliveira Jacobino 

LUTO! O músico B.B. King, considerado o "Rei do Blues" e integrante do Hall da Fama do Rock and Roll desde 1987, morreu na madrugada desta sexta-feira (15) em Las Vegas, nos Estados Unidos, aos 89 anos de idade
B. B. King - The Thrill Is Gone (Live at Montreux 1993).
https://www.youtube.com/watch?v=4fk2prKn


Riley Ben King nasceu em uma plantação de algodão em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola, no Mississippi, Estados Unidos.
Teve uma infância difícil – aos 9 anos, vivia sozinho e colhia algodão para se sustentar.
Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Second Street. Chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite.
No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, onde se cruzavam todos os músicos importantes do sul dos Estados Unidos, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos.


King precisou de um nome artístico para a rádio. Ele foi apelidado de "Beale Blues Boy", como referência à música "Beale Street Blues", foi abreviado para "Blues Boy King" e eventualmente para B. B. King. 
B. B. King - The Thrill Is Gone (Live at Montreux 1993)...
https://www.youtube.com/watch?v=6jCNXASjzMY&index=2&list=RD4fk2prKnYnI


A lenda se despede com 16 prêmios Grammy, mais de 50 discos em quase 60 anos de carreira e músicas que marcaram época, como “Three o’clock blues”, “The thrill is gone”, “When love comes to town”, “Payin’ the cost to be the boss”, “How blue can you get”, “Everyday I have the blues”, “Why I sing the blues”, “You don't know me”, “Please love me” e “You upset me baby”.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Acima de tudo ele foi um abolicionista...

Neste 13 de Maio vou lembrar de Cruz e Sousa (Maldito dos versos musicais) um dos maiores Poetas Simbolistas Mundial... esquecido?, jamais!, enquanto, houver seus versos fortes e belos, ele nunca será esquecido! Ana Marly de Oliveira Jacobino

Cruz e Sousa atravessou a vida num silêncio escuro. Errante, trêmulo, triste e vaporoso, o negro e sublime poeta nascido na Desterro de 1861 suportou o peito dilacerado com a convicção da glória.
O Cisne Negro não se amedrontou diante de austeras portas lacradas. Maldito pela grandeza e pelo elixir ardente de versos capazes de arrebatar paixões até a atualidade, quando se completam os cem anos de morte
!1898 -1998).
De pranto e luar, sangue e sensualidade, lágrimas e terra construiu uma obra de estímulo às paixões indefiníveis. Mestre do Simbolismo no Brasil, aliou genialidade a um meticuloso rigor. Celebrado só depois de morto, o Poeta de Desterro foi um homem apaixonado, autor de versos transcendentais que ganharam o mundo.
Ele via a perfeição como celeste ciência, mas não saboreou a imortal conquista. Antes de morrer tuberculoso em Minas Gerais, em 19 de março de 1898, o poeta ensinou a alma palpitante, a fibra e sobretudo que "era preciso ter asas e ter garras".

Edição especial de ANcapital nos 100 anos da morte de Cruz e Sousa


Moderno antes de ser eterno_ Cruz e Souza é seguidor da vanguarda francesa, 
Cruz e Sousa cria o Simbolismo no Brasil e revela-se um homem engajado com as lutas do seu tempo

Forças adormecidas de angústia e sonho sustentam a vida e a obra de Cruz e Sousa, autor de versos incompreendidos porque inovadores e inseridos na trilha da vanguarda francesa da época. O Cisne ou Poeta Negro, como alguns o chamavam, ao mesmo tempo em que produzia uma poética que o colocou ao lado de Mallarmé, Rimbaud e Verlaine, também desafiou o mundo com sua escrita contundente. "Não lhe bastou ser poeta, foi um jornalista engajado com as lutas de seu tempo", situa o poeta paranaenese Paulo Leminski em uma biografia publicada em 1983. 
Cruz e Souza acima de tudo um abolicionista.
##Alucinação
Ó solidão do Mar, ó amargor das vagas,
ondas em convulsões, ondas em rebeldia,
desespero do Mar, furiosa ventania,
boca em fel dos tritões engasgada de pragas.

Velhas chagas do sol, ensangüentadas chagas
de ocasos purpurais de atroz melancolia,
luas tristes, fatais, da atra mudez sombria
De trágica ruína em vastidões pressagas.

Para onde tudo vai, para onde tudo voa,
sumido, confundido, esboroado, à toa,
no caos tremendo e nu dos tempos a rolar?

Que Nirvana genial há de engolir tudo isto,
mundos de Inferno e Céu, de Judas e de Cristo,
luas, chagas do sol e turbilhões

11 anos de Sarau Literário Piracicabano a festa vai ficar ainda mais bonita


19 de Maio, terça-feira no Centro Cultural Martha Watts vai acontecer o Sarau Literario Piracicabano
HOMENAGEADOS: JAIR RODRIGUES (cantor) e Joceli Cerqueira Lazier(Diretora do Centro Cultural Martha Watts e Núcleo Universitário de Cultura da Unimep .
ENTRADA GRATUITA
 

sábado, 9 de maio de 2015

INSS capítulo 1

Um fato corriqueiro na vida do pensionista brasileiro que paga durante uma grande parte da vida a Previdência e sofre pelo descaso de alguns dos seus funcionários...

INSS capítulo 1_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
Já viu um formigueiro andando em fila indiana, serpenteando, carregando os ovos esbranquiçados para outro lugar? Visto do alto é deste modo, que, vemos a fila formada naquele local! Nas mãos, homens e mulheres levam os documentos em folhas esbranquiçadas, como, os ovos das formigas. Carregam ali nas mãos estampados no branco do papel, o preto das letras formadoras das palavras, das orações, das suas histórias.  Nome, endereço, data de nascimento, nomes dos pais, um histórico de uma vida inteira! Na fila do INSS momentos indescritíveis do bem e do mal correm e ocorrem, várias películas cinematográficas podem ser filmadas durante o horário da espera para o atendimento de cada um!
Salete pela segunda vez na semana esta naquela fila para pegar o CNIS (documentos que provam as suas contribuições) para encaminhar para o próprio INSS! Na primeira vez algumas das datas das contribuições saíram manchadas, sem ela se dar conta, pois, a fila precisava andar com rapidez.

Durante a longa espera Salete tem nas mãos um livro, somente, assim o sacrifício de estar sendo devorada por Cronos pode ser tolerado. Leitora contumaz não sai de casa sem levar um livro, deste modo, as palavras sempre a acompanham e se solidarizam com ela.
Histórias são contadas no livro. Histórias são contadas na fila de espera no INSS! No seu caderninho de anotações ela resenha alguns acontecimentos que ouve e vê por ali para depois escrevê-los.
Chega a sua vez e todas as suas contribuições nas dezenas de anos trabalhados são impressas numa rapidez de dar inveja a cachorra Laika amarrada no satélite soviético dando volta ao redor da Terra! Antes de sair do local examina as letras miúdas com atenção. Raiva! Susto! Perplexidade!
Mostra o CNIS para a sua amiga... Perplexidade!
Como? Não acredito! Logo com você acontece isso?! Você que foi professora durante uma vida?! Você que mesmo trabalhando diuturnamente nunca deixou de freqüentar a vida acadêmica? Você totalmente louca pelos livros? Não acredito! Vamos voltar na fila, já!
Salete balança a cabeça num ir e vir como se balançasse suas inspirações..., numa risada sarcástica mostra seu descontentamento com a situação.
“Não volto na fila estou cansada de tudo isto!”
Na parte escrita sobre a escolaridade do contribuinte lia-se com letras maiúsculas: ANALFABETA.
Ana Marly de Oliveira Jacobino

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Quero lembrar do Poeta por inteiro...Mário...

Quintana foi genial em toda a sua simplicidade, um homem que marcou a Literatura com sua escrita e suas traduções... Mário Quintana virou andorinha em 5 de Maio de 1994 para sair voando por cima dos pampas gaúchos! Ana Marly de Oliveira jacobino

Um dos meus amores se chama: Mário de Miranda Quintana nasceu em Alegrete RS em 30 de junho de 1906. Publicou seus primeiros versos na revista literária do Colégio Militar, em Porto Alegre RS, onde estudou de 1919 a 1924. Depois de um breve retorno à terra natal, trabalhou no jornal O Estado do Rio Grande do Sul, da capital gaúcha, e na Livraria do Globo, posteriormente Editora Globo.

Profundo respeito pela obra de Mario Quintana costumava afirmar que seu único segredo era ser sincero, pois não escreveu uma só linha que não fosse confessional.Sem se enquadrar em qualquer escola literária, livre de compromissos com o rigor formal, em sua obra o poeta filosofa, numa linguagem ao mesmo tempo coloquial e bem cuidada, sobre temas do cotidiano, da infância, da morte, do amor e do tempo, e tece reflexões sobre o bem e o mal, que evoca na forma de Deus, anjos e o diabo. 

Ele faz em palavras o meu pensar:"O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores." Mario Quintana

Genial na simplicidade Mario Quintana Poeta, jornalista e tradutor, trabalhou nos Jornais O Estado do Rio Grande e no Correio do Povo (com sua coluna Caderno H). Como tradutor, notabilizou-se com sua impecável tradução de Proust. Traduziu a literatura européia, como Giovani Papini, Virginia Woolf, Voltaire, entre outros.
Morreu em 5 de maio de 1994, aos 87 anos, imortalizado pela Casa de Cultura que leva seu nome e, principalmente, pelo Quarto do Poeta, uma reconstituição fiel com móveis e objetos pessoais do escritor.

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Mario Quintana um par de sapatos para a posteridade - EntreLivro