quinta-feira, 26 de julho de 2012

Villa Lobos e Belluco: mestres na arte musical.

Um sarau permite relaxar e, com isto, trocar a loucura de um mundo estressante para a qualidade envolvente da Literatura e de tudo que lhe acompanha.  Um sarau é uma escolha que fazemos para realizar algumas mudanças que acarretaram, sem dúvida alguma nas nossas atitudes do dia-a-dia.  Ana Marly de Oliveira Jacobino
Publicação do Caderno do Sarau Literário Piracicabano 17/07 de 2012  
 Tema:” As Bachianas nas pontas dos dedos nas cordas de um violão!”
Parte 1
Professor Sérgio Belluco e o Sexteto Piracicabano de Violões no momento da homenagem no Sarau Literário Piracicabano
Ouça Pout pourri: Casinha Pequenina/Prenda minha/Nesta rua (D.P.)

                          http://www.youtube.com/watch?v=0TY7CXg1l2g&feature=youtu.be


As Bachianas nas pontas dos dedos nas cordas de um violão! _ Ana Marly de Oliveira Jacobino 

          Seu amor pela “Terra Brasilis”, o fez ainda em vida ficar reconhecido como maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos compôs cerca de 1.000 obras  movendo o nacionalismo musical. Nas suas viagens pelo Brasil passou temporadas em engenhos e fazendas do seu interior, numa busca apaixonada pelo folclore de cada região. Aos críticos contrários a modernidade da sua obra faz questão de responder:

 "Não escrevo dissonante para ser moderno. De maneira nenhuma. O que escrevo é conseqüência cósmica dos estudos que fiz da síntese a que cheguei para espelhar uma natureza como a do Brasil.

Villa-Lobos expôs a música brasileira ao mundo, o exotismo da sua personalidade rompeu fronteiras e derrubou barreiras, lógico que, não devemos tirar o mérito de quem o antecedeu com brilhantismo, como o inesquecível e grande maestro- compositor Carlos Gomes e o maestro-compositor Alberto Nepomuceno, o "pai do nacionalismo na música erudita brasileira”.

As Bachianas nas pontas dos dedos nas cordas de um violão, assim, pensei ao ouvir o professor Sérgio Belluco e o seu sexteto que acompanho há algum tempo. As vozes dos violões enaltecem as composições dialogando com as notas na busca da perfeição, lógico que, Sérgio, Gisele , Ivete, Josiane , Sandra ,-Gerelmager mostram uma parceria unificando cada um ao seu violão formando: “uma só carne em um único corpo instrumental”.

 Visualizar um conjunto tão harmônico é muito bonito, mas, devemos ter em conta, o trabalho de cada um para não sobrepor o outro, tanto no campo musical, como no emocional.

Heitor Villa-Lobos e Sérgio Belluco tiveram grandes descobertas nas suas explorações artísticas, valorizando a história da arte e da música, como um todo, contribuindo dessa forma para o crescimento musical do nosso Brasil, verdadeiros arqueólogos da cultura e do saber!

Férias em São Paulo _ Elza Rodrigues
 Como pássaros
fora da prisão
correm os alunos
mochilas na mão
 O saber é importante
direitos e deveres
de bom cidadão
formam o bom estudante
 Mas o lazer
o descanso
revigoram o idealista!
Dão animo
e saúde
para o futuro paulista.
Conjunto Caleidoscópio com: Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Furlan (flauta e voz), Ana Paterniani (flauta e voz), China na percussão

Eu Sei Que Vou te Amar- Tom Jobim / Vinícius de Moraes
                       http://www.youtube.com/watch?v=KLTSECT1e94&feature=youtu.be
Transformando em poesia a prosa de cada dia _ Terezinha Sbrissa
 Maratona de emoções incessantes nos exaure,
Coleta sem limites dos pedaços do cotidiano,
Coesos, como um quebra cabeça,
Montado sem regularidade alguma.
Dilemas, ponderações, paradoxos.
Ambivalências, contradições, angústias.
Uma ode à liberdade, ao amor e a amizade,
Alucinações, visagens, lampejos de consciência,
Silêncios, teias de subentendidos,
Constroem uma razão de ser para a existência
Com riso misturado a lágrimas...
Um certo sentido de renascimento,
Em que ainda ouvimos e sentimos a vida
Plenamente!!!
fotos google
                                                                     Convite:





terça-feira, 24 de julho de 2012

Amelia Earhart, pioneira na aviação uma mulher de fibra...

Eles fazem a minha alegria na convivência quase que diária, eles são os: "Arautos da Alegria encapsulada nas palavras" aos escritores de perto, ou de longe... de ontem, ou de hoje... Parabéns pelo seu dia! Saúde plena para cada um nesta lida envolvente com a escrita... Ana Marly de Oliveira Jacobino
Escritores de ontem...
Comemoração do Dia do Escritor no Parque da Rua do Porto em Piracicaba-2012
                Luzia, Camilo, Leda e Carmem das letras piraciabanas

Uma mulher que galgou os céus no inicio da aviação uma temeridade voar na época em que tudo estava na experiência em pioneirismo se apaixonou pela aviação levada pelo seu pai a um show de malabarismo aéreo...sua vida foi além do vôo, foi além do mar...foi além dos céus...  Amelia Earhart homenageada na Agenda Cultural Piracicabana pela sua coragem!  Ana Marly de oliveira Jacobino
Amelia Earhart notabilizou-se na aeronáutica, onde estabeleceu diversos recordes, mas também escreveu livos que relatam as experiências que viveu nos céus. Amelia criou diversas organizações para mulheres que pretendiam pilotar, no âmbito de outro projeto de vida: Amelia Earhart foi uma acérrima defensora das mulheres.
Nasceu em Atchison, Kansas, a 24 de julho de 1897. Amelia Earhart viria a ser dada como desaparecida a 2 de julho de 1937, no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto realizava um voo à volta do mundo. Durante os seus quase 40 anos de vida, Amelia estabeleceu diversos recordes, escreveu livros e fez dos direitos da mulher a sua luta. Earhart viria a ser declarada morta a 5 de janeiro de 1939.

Um pouco + da sua vida assista aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=zY_oiYC-jDU
 O malabarista Chuck Tippett voa pendurado num avi�o 450 Stearman durante a apresenta��o no Flying Circus Air Show, em Bealeton, na Virg�nia   Foto: Reuters
Amelia ficou alucinada pela avição depois de assistir aos shows de malabarismos aéreos no seu país...
Aos 11 anos, Amelia viu pela primeira vez algo parecido com um avião, numa Feira Estadual de Iowa, em Des Moines...  Amelia Earhart torna-se na primeira mulher a efetuar um voo sozinha, sem escalas, através do Atlântico e é distinguida com diversoas prémios, entre os quais o ‘Distinguished Flying Cross’, do Congresso dos EUA, a ‘Cruz de Cavaleiro’, do governo francês, e a ‘Medalha de Ouro’, da National Geographic Society.
Entre 1930 e 1935, Amelia bateu sete recordes de velocidade e distância para mulheres, até que define uma nova meta: um voo mundial.
 fotos google
sitio oficial de Amelia Earhart 
                             Um pouco mais dos encantos de Parati nesta que foi a Flip 2012
 Pausa para curtir os mares do entorno de Parati, afinal nem só de literatura vive uma mulher...
Pausa para curtir um pedaço de praia escondida e deserta.
Parati vista do alto mar
 Marinheiros alegres e dedicados neste passeio encantador pelas belezas marítimas de Parati...


domingo, 22 de julho de 2012

Autoritarismo, passado e presente: Flip 2012

Compartilho as anotações feitas por mim sobre a mesa 4 do "Autoritarismo do passado e do  presente" no Brasil, e mostro na visão dos debatedores e na minha; o longo caminho ainda a vencer para se livrar minimamente deste cancro que consome a nossa sociedade.  Ana Marly de Oliveira Jacobino
                        Parati se mostra bela e acolhedora aos visitantes
Entre as tendas as fotos dos escritores ilustres que participaram da Flip
                   Logo de manhã... tudo sossegado, ainda!
Autoritarismo, passado e presente: a mesa numero 4 da Flip 2012
                       Ana Marly de Oliveira Jacobino
Autoritarismo, passado e presente: a mesa numero 4 da Flip 2012, contou com a participação de Luiz Eduardo Soares e Fernando Gabeira. O mediador desta mesa foi mediador Zuenir Ventura.
Antes da mesa se iniciar ouvimos na voz de ”Oficina Irritada", próprio autor Carlos Drummond de Andrade a leitura do seu poema: ”Oficina Irritada".
Zuenir inicia com o seguinte questionamento: O autoritarismo (no sentido enciclopédico) é um excesso de autoridade?  E, pergunta para Gabeira e Soares, se concordam ou não com essa definição.
Gabeira vai dizer sobre a relação entre o autoritarismo do Estado  com a sociedade, já Luiz Eduardo vai buscar na história o  passado e presente para mostrar  a linha do autoritarismo que segue persistente, tão enraizado no inconsciente do brasileiro.
Ventura pergunta: O Brasil tem a vocação do autoritarismo? A  vocação  do Brasil seria com a democracia?
Os convidados lembraram situações da vida política  dos modelos de governabilidade de Getúlio Vargas, e, a de Garotinho, quando governador do Rio de janeiro, entrando depois no mérito das atuações de Brizola e do governo Lula. As comparações entre Brizola e Garotinho geraram um desconforto para Luiz Eduardo que fez questão de mostrar as diferenças que houve entre ambos.
Nesta hora foi citado por Gabeira o encontro entre Lula e Maluf em que ele acaba alfinetando sobre: essa é uma situação em que a verdade já não tem maior importância.
Gabeira irritado com os políticos ironiza:
O autoritarismo permanece no fato de eles estarem roubando desesperadamente  e nós não conseguimos evitar.
Gabeira fez comparações com a situação política atual recordando um fragmento do livro de Frederich Durrenmatt: A visita da velha senhora”.
Trata de uma prostituta pobre, que sofreu uma série de opressões. Condenada a viver no exílio, enriquece e retorna à cidade original. Às tantas, declara: “o mundo fez de mim uma puta e eu vou transformar o mundo em bordel “
Eles foram unanimes em dizer ser necessário acontecer com urgência um pacto envolvendo toda a comunidade brasileira, em defesa de princípios fundamentais como o respeito à vida e aos direitos do cidadão.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Alberto Santos Dumont o Encantado!

Voar causou deslumbramento ao homem desde que se viu pensando! Olhar os pássaros alçar voo, plainar no ar e pousar sem dificuldades suscitou a imaginação do ser humano na sua busca pelos ares. Como a sua anatomia não ajudava resolve procurar  asas fora do corpo. Procurou, procurou... até que surgiu o Encantado e superou esta expectativa. Voou sobre a Cidade Luz iluminando o ideal humano de voar! Salve Alberto Santos Dumont o Encantado!   
                                     Ana Marly de Oliveira Jacobino
Assista a 

SANTOS DUMONT-IMAGENS RARISSIMAS 1° VÔO 14 BIS

                    http://youtu.be/3CPaOB7mUcI

Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no local que viria a ser o município de Palmira (hoje Santos Dumont), em Minas Gerais. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa e engenheiro de obras públicas, e de Francisca Santos-Dumont, filha de uma tradicional família portuguesa.
Com Alberto ainda pequeno a família se mudou para Valença (atual município de Rio das Flores) e passou a se dedicar ao café. Em seguida seu pai comprou a Fazenda Andreúva a cerca de 20 km de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ali, o pai de Alberto logo percebeu o fascínio do filho pelas máquinas da fazenda e direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade.
S
Santos Dumont contornando a Torre Eiffel com o dirigível número 5, em 13 de julho de 1901. Esta fotografia é frequente e erroneamente identificada como sendo do dirigível número 6. Cortesia da Smithsonian Institution

Em 1891, Alberto, então com 18 anos e emancipado, foi para a França completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar em Paris, admirou-se com os motores de combustão que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e comprou um para si. Logo Santos-Dumont estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris.
O dia 20 de setembro de 1898 realizou o primeiro vôo de um balão com propulsão própria. No ano seguinte voou com os dirigíveis número 2 e número 3. O sucesso de Santos-Dumont chamou a atenção do milionário Henry Deutsch de la Muerte que no dia 24 de março de 1900 ofereceu um prêmio de cem mil francos a quem partisse de Saint Cloud, contornasse a torre Eiffel e retornasse ao ponto de partida em 30 minutos.
Santos-Dumont fez experiências com os números 4 e 5. Em 19 de outubro de 1901 cruzou a linha de chegada com o número 6, mas houve uma polêmica graças a um atraso de 29 segundos. Em 4 de novembro o Aeroclube da França declarou-o vencedor. Além do Prêmio Deutsch recebeu do presidente Campos Salles outro prêmio no mesmo valor e uma medalha de ouro.

 14-bis era constituído por um aeroplano unido ao balão 14, que fora utilizado em vôos feitos por Santos Dumont em meados de 1906. Daí o nome "14-bis", isto é, o "14 de novo", devido ao fato do balão estar sendo reaproveitado. A função do balão era reduzir o peso efetivo do aeroplano e facilitar a decolagem. O aeróstato, porém, gerava muito arrasto e não permitia ao avião desenvolvervelocidade. Santos Dumont retirou o balão e, para compensar o aumento de peso, no dia 3 de setembro de 1906 duplicou a potência do aparelho, instalando um motor de 50 cavalos-vapor no lugar do de 24 até então utilizado. Transformou o 14-bis assim no Oiseau de Proie, com o qual obteve um salto de 8 metros em 13 de setembro de 1906.
Fez modificações no avião: envernizou a seda das asas para aumentar a sustentação, retirou a roda traseira, por atrapalhar a decolagem, e cortou a estrutura portadora da hélice. Em 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle, na cidade de Paris, o Oiseau de Proie II decolou usando seus próprios meios e sem auxílio de dispositivos de lançamento, percorrendo 60 metros em setesegundos, a uma altura de aproximadamente 2 metros, perante mais de mil espectadores. Esteve presente a Comissão Oficial do Aeroclube da França, entidade reconhecida internacionalmente e autorizada a homologar qualquer evento marcante, tanto no campo dos aeróstatos como no dos "mais pesado que o ar".
NAPOLEÃO, Aluízio. Santos Dumont e a conquista do ar. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Ultraleves, 1997.
MUSA, João Luis, MOURÃO, Marcelo Breda, TILKIAN, Ricardo. Alberto Santos Dumont – Eu naveguei pelo ar. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001. google     youtube
                                                              Convite
Neste ano comemoraremos o Dia do Escritor em 21 de Julho, sábado, num encontro na Área de Lazer da Rua do Porto, das 09h. às 11h. (entrada pelo portão, próximo ao Restaurante Arapuca).

Para melhor entrosamento, contamos com sua participação, colaborando com textos e poesias curtas, que serão colocados no Varal a ser improvisado. Haverá oportunidade para declamar ou ler seus trabalhos, pois contaremos com a colaboração de uma equipe de funcionários da Biblioteca Municipal, que nos darão suporte técnico.
Não deixe de participar. A festa é de todos. Vamos nos confraternizar, passando alguns momentos descontraídos, trocando nossos escritos. Convidem seus familiares e amigos.
Se tiver livros para doar, pode trazê-los.
Muito obrigada pela atenção.                           Leda Coletti (escritora)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Parati é aqui... Flip 2012.

O escritor homenageado Carlos Drummond de Andrade teve suas poesias e sua vida difundida nos dias desta grande festa literária em Parati. A cidade recebe a todos de braços abertos, mas, não podemos deixar de escrever sobre a falta de estrutura para uma festa deste porte em que se tornou a Flip.   alto preço cobrado pelas pousadas, pelos restaurantes e outros serviços da cidade assusta os turistas que procuram a cidade durante a Flip.                         Ana Marly de Oliveira Jacobino
                                             Entrada da Tenda dos Autores
                                  Rio Perequê-Mirim ao lado das Tendas Literárias
Leitura dando início na noite de quarta feira de um poema de Drummond por um convidado. Os  poemas de Carlos Drummond de Andrade, homenageado deste ano, deu  início a cada uma das mesas de estudos realizadas por escritores convidados da Flip 2012.
A seguir Jovens autores brasileiros_ Mesa 1 (05/07/2012)
                                  Escritas da Finitude_ Ana Marly de Oliveira Jacobino
Altair Martins, André de Leones e Carlos de Brito e Mello foram os jovens autores brasileiros convidados para a primeira mesa da Flip em 2012. De algumas das minhas anotações surgiram este pequeno texto.
 André de Leones, nasceu na cidade de Silvania, no interior de Goiás. Ele conta que a sua cidade tem a estranha sorte de apresentar estatísticas assustadoras de suicídio, e talvez seja pelo fato da rígida educação religiosa, e das estruturas autoritárias, famílias conservadoras geram a auto-anulação do indivíduo que se mata.
Ao ser interpelado pelo mediador João Cezar de Castro Rocha, sobre o motivo de gostarmos de ler ficção, relacionada à morte os escritores falaram sobre as suas escritas:
Gosto de pensar que “Dentes negros” é um livro impulsionado para o fim, talvez até por isso seja uma narrativa breve. Não há como tergiversar muito à frente de um abismo.
Na cidade do interior em que nasci, há um grande número de suicídios, o que me levou a muitos questionamentos na vida. Eu, ao invés de me matar, resolvi escrever sobre a morte dos outros. A literatura não salva, mas adia a morte inevitável.
Mas, mesmo sendo um romance apocalíptico, o final é feliz: tendo contemplado o abismo, olham para cima e conseguem enxergar um ao outro. A consciência da finitude é importante.
Já, o jovem escritor Altair Martins conta uma ficção a partir da biografia  da morte do seu pai; um jockey. Ele saiu um dia para uma carreira e morreu andando de moto pela estrada. Na literatura temos duas mortes evidentes, a física e a morte anímica. A vida é a arte de esquecer, não de lembrar. É uma arte de morrer constantemente... “A maioria dos livros fala sobre o que ocorre ao redor da morte, não a morte em si. Meu livro “Parede no escuro” mostra um atropelamento e as várias mortes anímicas que ocorrem a partir disso.
Altair fala achar curioso o fato de Ricardo Reis não ter morrido, ele é eterno. Ricardo Reis tinha uma dúvida: sou ou não sou um deus? Sou imortal? Bem, interessante citar que: Fernando Pessoa morreu antes dele.
Comenta que a intenção do escritor é a de escrever um romance para ver onde ele pode chegar, para experimentar a finitude e não necessariamente para metaforizar determinados temas.
Carlos de Brito e Mello faz alusão de que a morte encerra mas também inaugura algumas possibilidades. Em “A passagem tensa dos corpos”, seu mais recente romance ele conta: É a morte quem opera a narrativa. Como num jogo de tabuleiro: Resta Um funciona pela morte. Sem a perda da peça o jogo não continua, mas percebe-se a importância do tabuleiro.
Na minha cidade (Visconde do Rio Branco (MG)) as mortes eram anunciadas por um carro de som. E ao ouvir isso, na casa da minha avó, começava uma conversa sobre quem era aquela pessoa, o que ela havia feito as outras pessoas da cidade que já haviam morrido ou não.
O momento da descoberta de uma morte desafia a linguagem, há gaguejos, surpresa, choros. Mas ao mesmo tempo nós só experimentamos a morte por causa da linguagem.
Nisso uma pessoa da platéia conta para Carlos de Brito que o carro de som está proibido de circular pela cidade anunciando as mortes... veio a lei do silêncio!
                                     fotos: Ana Marly

domingo, 15 de julho de 2012

Heitor Villa-Lobos e Sergio Belluco fazem a música brasileira...

Sarau Literário Piracicabano que vai acontecer no dia  17 de Julho de 2012,   com o tema: As Bachianas nas pontas dos dedos nas cordas de um violão!”  faz homenagem a dois homens geniais: Heitor Villa-Lobos e Sergio Belluco, então vamos conhecer um pouco sobre eles.  Ana Marly de Oliveira Jacobino

Primeiro homenageado do Sarau Literário Piracicabano é Heitor Villa-Lobos, que nasceu no Rio de Janeiro, 5 de março de 1887  e faleceu no Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959. Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista, ao qual incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.

Heitor Villa-Lobos se tornou conhecido como um revolucionário que provocava um rompimento com a música acadêmica no Brasil. As viagens que fez pelo interior do país influenciaram suas composições. 
                        Ouça  Villa Lobos - Valsa da dor
http://www.youtube.com/watch?v=f_lSZ0iSGWU&feature=related

Na semana da Arte Moderna de 1922, o aceitou participar dos três espetáculos no Teatro Municpal de São Paulo, apresentando, entre outras obras, "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana".

Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada "Exortação Cívica", com 12 mil vozes. Após dois anos assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística. A partir de então, a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Vargas tornou obrigatório o ensino de canto nas escolas e criou o Curso de Pedagogia de Música e Canto. Em 1933, foi organizada a Orquestra Villa-Lobos.

                                       Villa - Lobos - Nesta Rua

O Trenzinho do Caipira é uma composição de Heitor Villa Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra.
Anos depois, a melodia recebeu letra composta por Ferreira Gullar em Poema Sujo:
 Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar, no ar... (...)

Heitor Villa-Lobos - O trenzinho do caipira (Bachianas brasileiras #2)


                  Segundo homenageado: SÉRGIO NAPOLEÃO BELLUCO (Sexteto Piracicabano de violões)
_Comecei a me interessar pelo violão aos 13 anos, onde em um ambiente que reinava a música - através de meu avô, meu pai e tios que manejavam algum instrumento - fui tomando gosto, pequenas noções e incentivo em seguir no aprendizado desse instrumento.
Aos dezoito anos, não satisfeito com o que conhecia, procurei uma Escola Musical, onde professores com maior conhecimento e experiência pudessem me orientar. 

Andante Opus 35 de Fernando Sor por Sérgio Napoleão Belluco

SEXTETO PIRACICABANO DE VIOLÕES
COMPONENTES
 -Gerelmager Gonçalves  - Gisele Mª. V. Berto- Ivete S. C. Machado- Josiane S. Boscariol- Sandra R. Marques- Sérgio Belluco

 A música de câmara para violões, vem sendo trabalhada e preservada pelo professor Sérgio Belluco desde 1960, onde formou seu primeiro “Conjunto de Violões Piracicabano”. 
Ouça com o  SEXTETO PIRACICABANO DE VIOLÕES :

google e youtube
                                                                                                    Convite: