quinta-feira, 16 de julho de 2009

A lua ilminou a festa Literária Piracicabana!




SONHOS DE SÃO JOÃO
JURACI TORICELLI _Bragança Paulista p/SLPiracicabano.

SIM, foi naquela noite fria de São João, quando a fogueira desfraldava seu manto ardente e tempestuoso, que meu coração por ti se enamorou.
Sua imagem faceira, cativante como o lírio da campina e o sussurrar da cotovia, atormentou meu sofrido coração.
Teu vestido todo em cores, cabelos soltos em trança, que poética harmonia, naquela noite de São João?
E quando a música ecoava, ganhando espaço no salão, meus devaneios aumentavam ao vê-la toda encantada, provocando queixumes e murmúrios naquela fria noite de São João .
Não sei se foi fraqueza, amor ou ilusão, mas esta paixão irrequieta, fala de desejo, de amor, de perdição.
Quando a quadrilha cessou e só a lua no terreirão se mostrava, foi quando meu mundo acabou.
Meu sonho em suspiro resumiu só o teu perfume embriagante ficou abrasando e dilacerando o meu pobre coração.
Mas, apesar das sombras e do silencio da noite, a luz da aurora voltará a brilhar; o vento fresco ao cair das tardes, uma esperança irá carregar: quando SÃO JOÃO novamente chegar, meus sonhos, meus desejos como boboleta adejante - irão se realizar.






Cuca Boa (Bene Giangrossi) , Monteiro Lobato (Daniel Valim) e Cuca Má (Livia Foltran Spada)








A vida
Galvani Luppi

A vida tão linda e frágil


A única certeza, a morte


A maior das capacidades humanas


Apreciar a beleza de todas as coisas


Diante da incerteza


Só vale a pena sentir


A beleza da música


A beleza da poesia


A beleza de um por do sol


A beleza de todos os feitos humanos










Casa Cheia para apreciar o encanto da Arte, Música, Literatura e Teatro!



Esconde-esconde.
Edson Antonio Di Piero

Ela nunca se mostra.
Quero ver sua face.
Quero ver seus olhos.
Ela nunca se mostra.
Talvez eu não mereça vê-la.
Mais um dia .
Mais uma noite.
Não a vejo.
Ela nunca se mostra.
Mas não perco a esperança.
Um dia eu a verei.
Linda como uma flor.






A beleza das cores do Artista Plastico Rafael Wuolfgang Mattenhauer e a poesia sendo declamada por Bene Giangrossi



ESTRANHO AMOR ...
Maria Emília L. Medeiros Redi

Alimenta-se da espera
Por um abraço
Um beijo
Que nunca vem




Geraldo Victorino de França, em sua mesa de trabalho




Convite de Lançamento: APRENDENDO COM O VOINHO vol.2


18 de Julho de 2009


Local: Casa do Médico_ Avenida centenário, 546


Horário: 15 horas


Geraldo Victorino de França, 83 anos, engenheiro agrônomo aposentado pela Esalq- Usp, na área de solos, colaborador da Enciclopédia Agrícola Brasileira (editada pela USP em seis volumes), lança seu segundo livro da série “ Aprendendo com o Voinho”.
De início, as mensagens contendo os verbetes eram enviadas diariamente, via internet, aos filhos, netos e bisnetas, apenas como uma maneira de transmitir aos descendentes parte do que aprendeu, e os frutos de suas pesquisas e estudos tais como curiosidades sobre o reino animal, vegetal e mineral, noções de ecologia, preservação do meio ambiente, astronomia, folclore, esportes, curiosidades sobre a língua portuguesa, geografia, história, assuntos os mais variados .
A proposta inicial era apenas ficar restrito aos familiares, mas uma das filhas, ao ter conteúdo tão rico em mãos, teve a idéia de retirá-las do universo virtual e materializá-las em livros. O primeiro foi distribuído apenas aos familiares e amigos. E como todo mundo queria um exemplar, o segundo “Aprendendo com o Voinho” terá uma edição ampliada e ilustrada com fotos, desenhos e origamis feitos pelos filhos, netos e bisnetas. (Ivana Negri)






Apolo XI.

A lua nunca mais foi a mesma...




A viagem à Lua iniciou-se numa quarta ensolarada no dia 16 de julho de 1969, às 9:32 da manhã, no complexo 39 da plataforma de lançamento A, no Kennedy Space Center, Flórida, EUA, com o lançamento da Apolo XI.
Quatro dias mais tarde, em 20 de julho de 1969, exatamente às 23 horas, 56 minutos e 20 segundos de Brasília, o astronauta americano Neil Armstrong, 38 anos, entrava para a história como o primeiro homem a pisar na Lua e avistar a Terra de lá. A bordo da nave Apolo XI, ele, Edwin Aldrin, conhecido como "Buzz" (zumbido) e Michael Collins cumpriram a missão de alunissar (aterrisar na Lua) após levantarem vôo em 16 de julho.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A sala 2 do Teatro Municipal _ 90% ocupada pelos participantes do S@rau Literário Piracicabano


Grande público no sarau que encantou a todos com arte, música, poeisa e teatro em Piracicaba.




Rafael Wuolfgang Mattenhauer: nasceu em Piracicaba,em 31 de Agosto de 1985,filho adotivo de Edison E Vera Mattenhauer. Desde criança revelou para arte desenhando personagens de filmes e de história em quadrinhos. Sua deficiência auditiva nunca o impediu de freqüentar escolas públicas e depois as escolas de arte.




Cia Sé de Teatro; Benedita Giangrossi e Lívia Foltran Spada


ESTADO DE SÍTIO
Bêne Giangrossi

Dona Benta, que não é farinha
Adivinha que bicho vai dar.
Hoje eu sei o que é entardecer
Nas entranhas do cipó.

A bananeira que não dá bananas
Que só serve para o Pedrinho brincar.
Amanhã é dia de festa,
Porque o circo vai chegar.

A jaqueira avisa que tudo vai pesar.
Eta fruta indigesta!
Ontem, foi dia de espera
Para um dia melhorar.

Sabugosa, esse moço prosa
Cheio de vento vai ficar.
Um dia, quem sabe
A gente pode se encontrar.

O grilo, o sapo, o coacho,
Ai que medo da escuridão!
Toda a luz que vem de dentro,
Essa luz que vem de dentro,
Isso é maneira de chegar?






Uma parte dos participantes que compareceram a festa literária piracicabana!

Festa Literária




A Arte, a Música, a Literatura e o Teatro esbanjaram alegria no S@rau de ontem (14 de Julho no Teatro Municipal de Piracicaba). Mais de noventa pessoas comparecerem para viver momentos de muito arrebatamento, alegria, beleza, emoção... neste S@rau em que Cecília Meireles, encantou a todos com a sua vida e suas poesias, as músicas interpretadas pelo casal Roseane e Galvani Luppi, a partir das poesias de Cecília, a "Poeta Atemporal", motivaram e fizeram a todos cantar.


O teatro em festa na magistral interpretação da Cia Sé de Teatro; Benedita Giangrossi e Lívia Foltran Spada nos assustaram com as suas Cucas e nos fizeram ficar apaixonados por Monteiro Lobato e todas as suas obras. O Sítio do Pica-Pau amarelo coloriu a sala 2 do Teatro.

Ah! Muito importante o trabalho de Daniel Valin personificando o grande “brasileiro-escritor”: José Bento Monteiro Lobato.



As cores e formas saltavam aos olhos de todos os presentes. O encanto das obras do jovem Rafael Wuolfgang Mattenhauer. As suas obras abordam temas variados como natureza morta, paisagens, abstracionismos e pintura sacra que é o seu forte.



Aos Escritores e Poetas que leram e declamaram os seus belos trabalhos fica a alegria de mais um espaço para que possam mostrar o quanto a Literatura está viva, esbanjando palavras poéticas tão repletas de beleza,
Fiquem agora com um pouquinho desta festa literária que encanta a todos.

Ana Marly de Oliveira Jacobino
Poesias declamadas no S@rau de 14 de Julho
AO MEU PAI (in memorian)
Ricardo Stipp Paterniani

E stourou mais uma estrela no céu
R eluzente, brilhante, majestosa
N avegando na imensidão da ciência e do conhecimento
E strela de sabedoria e humildade
S emeador de milho de inúmeros tipos, formas e cores
T rabalhador da terra, do campo, da vida
O rgulho de quem sabe de onde vem o alimento

P ai querido e amado por todos
A tencioso, cuidadoso com a família
T ernura não faltava em sua vida simples e dedicada
E xplodiu mais uma estrela no céu
R adiante, luminosa
N a mais pura clareza, repleta de luz
I ncendiando nossos corações
A rando e cultivando agora as terras do céu
N os ensina, mesmo após partir:
I ntensamente, viva a vida com alegria, simplicidade e amor.
Mulheres
Carla Ceres

Mulheres são sempre sós,
Meio sim, meio talvez,
Meias luas, meio mês,
Meio metades de nós.Voláteis,
nunca volúveis,
Mais distantes quando juntas,
Repelem nossas perguntas
Com respostas insolúveis.
Por viverem sempre assim,
Sendo metades, são duas:
O melhor das obras Tuas
E o mistério de onde eu vim.



























sábado, 11 de julho de 2009

Convites; Lançamentos; Premiação e Poesia na Agend@!

S@rau Literário Piracicabano tem a honra de convidá-los para a homenagem à Monteiro Lobato ; o escritor que embala gerações de leitores em todo o Brasil. A poeta Cecília Meireles; considerada uma das mais importantes representantes da literatura modernista. E Rafael Wuolfgang Mattenhauer; suas obras abordam temas variados como natureza morta, paisagens, abstracionismos e pintura sacra que é o seu forte.

No Teatro Municipal “Dr. Losso Netto na sala 2 na Rua Gomes Carneiro, 136 - Piracicaba-SP


Dia: 14 de Julho (Terça-feira)

Horário: 19h30 às 21h30

Ingresso: Gratuito (limite 100 lugares)

Classificação: Livre








Cecília Benevides de Carvalho Meireles_ Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides.
Aos dezoito anos de idade publicou seu primeiro livro de poesias (Espectro,
1919), um conjunto de sonetos simbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
No ano de
1922 se casou com o pintor português Fernando Correia Dias com quem teve três filhas. Seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.
Teve ainda importante atuação como
jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada fundando, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul e A pombinha da mata, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a aliteração, a assonância e a rima.

Os poemas infantis não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.
Em
1923, publicou Nunca Mais... e Poema dos Poemas, e, em 1925, Baladas Para El-Rei. Após longo período, em 1939, publicou Viagem, livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
Canteiros
Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles

Quando penso em você// Fecho os olhos de saudade// Tenho tido muita coisa// Menos a felicidade// Correm os meus dedos longos// Em versos tristes que invento// Nem aquilo a que me entrego// Já me dá contentamento// Pode ser até manhã// Sendo claro, feito o dia// Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria(Refrão 2X)// Eu só queria ter do mato// Um gosto de framboesa// Pra correr entre os canteiros// E esconder minha tristeza// E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...// E deixemos de coisa, cuidemos da vida// Senão chega a morte// Ou coisa parecida// E nos arrasta moço//Sem ter visto a vida// É pau, é pedra, é o fim do caminho// É um resto de toco, é um pouco sozinho// É um caco de vidro, é a vida, é o sol// É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol/ / São as águas de março fechando o verão// É promessa de vida em nosso coração.

♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫♪♫
Cante com Fagner em homenagem a Cecília (clique no endereço abaixo)
CANTEIROS - FAGNER - CECILIA MEIRELES.mp3
Convite de Lançamento de Livro













APRENDENDO COM O VOINHO vol.2

Geraldo Victorino de França, 83 anos, engenheiro agrônomo aposentado pela Esalq- Usp, na área de solos, colaborador da Enciclopédia Agrícola Brasileira (editada pela USP em seis volumes), lança seu segundo livro da série “ Aprendendo com o Voinho”.



De início, as mensagens contendo os verbetes eram enviadas diariamente, via internet, aos filhos, netos e bisnetas, apenas como uma maneira de transmitir aos descendentes parte do que aprendeu, e os frutos de suas pesquisas e estudos tais como curiosidades sobre o reino animal, vegetal e mineral, noções de ecologia, preservação do meio ambiente, astronomia, folclore, esportes, curiosidades sobre a língua portuguesa, geografia, história, assuntos os mais variados .


A proposta inicial era apenas ficar restrito aos familiares, mas uma das filhas, ao ter conteúdo tão rico em mãos, teve a idéia de retirá-las do universo virtual e materializá-las em livros. O primeiro foi distribuído apenas aos familiares e amigos. E como todo mundo queria um exemplar, o segundo “Aprendendo com o Voinho” terá uma edição ampliada e ilustrada com fotos, desenhos e origamis feitos pelos filhos, netos e bisnetas.

Ivana Negri (Escritora, Poeta e filha do querido Voinho)






Gracia Nepomuceno: Menção Honrosa na III Mostra Brasileira em Roma - XXXIII Troféu Medusa Áurea. Para visualisar é só acessar www.anap.art.br/artlink e clicar em Premiação.


Vera Gutierrez também recebeu Menção Honrosa e os artistas piracicabanos Delfim Rocha, Aurea Pitta Rocha e Laura Pezzoto também participaram dessa Mostra em Roma.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Parati e Monteiro Lobato juntos na Agend@!




"Lobato nunca fez literatura por literatura. Poucos escritores botaram tanta intenção, tanto sofrimento, tanta preocupação, tão sério amor, nos seus livros e nos seus artigos, como o fez ele, em sua literatura combativa e tantas vezes combatida" Orígenes Lessa












O Presidente Negro _ uma das grandes obras de Monteiro Lobato: “O Presidente Negro” é uma obra duplamente curiosa: primeiramente por se tratar de uma ficção científica, gênero pouco cultivado entre os escritores brasileiros; e em segundo lugar porque em sua trama retrata o debate científico e intelectual vigente nas primeiras décadas do século XX.









“Monteiro Lobato um Escritor completo”





Para a maior parte do público leitor brasileiro, Monteiro Lobato (1882-1948) é lembrado pelos episódios da série O Sítio do Pica Pau Amarelo. Muitos, porém, desconhecem a “obra para adultos” que Monteiro Lobato escreveu, tão importante quanto sua literatura infanto-juvenil. Nestas obras Lobato discute os grandes temas da sua época, e como intelectual que foi, usa da literatura para se posicionar perante a sociedade brasileira. Nacionalista, desenvolvimentista e muitas vezes acusado de preconceituoso, suas idéias provocam polêmica ainda hoje, e seus livros continuam sendo alvo de intensos debates entre pesquisadores e leitores atentos.






Entre estes livros polêmicos de Monteiro Lobato está um intitulado “O Presidente Negro”. Originalmente publicado em 1926, como folhetim, no jornal A Manhã, (onde recebeu o título de “O Choque das Raças”, hoje seu subtítulo), “O Presidente Negro” é uma obra duplamente curiosa: primeiramente por se tratar de uma ficção científica, gênero pouco cultivado entre os escritores brasileiros; e em segundo lugar porque em sua trama retrata o debate científico e intelectual vigente nas primeiras décadas do século XX.

Um pouco do livro:






Basicamente a história gira em torno de três personagens: Ayrton, o medíocre funcionário de um escritório; Benson, o sábio que cria o Porviroscópio, uma máquina capaz de mostrar os acontecimentos futuros; e Miss Jane, a bela e inteligente filha de Benson.

Depois de sofrer um acidente, Ayrton passa a conviver com o professor Benson e sua filha, pela qual se apaixona. O sábio mostra a Ayrton sua invenção: uma máquina capaz de mostrar o estado da humanidade em tempos futuros. Ao falar do futuro, Monteiro Lobato dá vazão a toda a sua criatividade e, por que não dizer, preconceito. Imagina um futuro onde os jornais não serão mais lidos no seu formato tradicional, em papel, mas em monitores luminosos existentes em cada casa (sim, a Internet está aí!); onde a roda virará peça de museu e onde a eugenia estará presente no cotidiano das sociedades, moldando pessoas saudáveis e ordeiras. Ao falar da sociedade estadunidense, Lobato, através da personagem Miss Jane, falará de uma eleição para a presidência dos Estados Unidos em que os candidatos serão um conservador branco, uma mulher com ideais feministas e um negro (isto lembra alguma coisa?).

Em “O Presidente Negro” esta eleição acontece no ano de 2228, em nosso mundo real as atuais prévias eleitorais nos Estados Unidos têm como candidatos um conservador branco (John McCain), um negro (Barack Obama), e uma mulher (Hillary Clinton); cenário bastante próximo àquele pintado por Lobato no romance que publicou em 1926.
Por todo este curioso exercício de futurologia, e por apresentar-se como revelador do pensamento intelectual, político e científico da época em que foi escrito, vale a pena ler “O Presidente Negro”.






Opinião







No mundo tão evoluído como o apresentado pelo escritor, é justamente a questão racial que deveria ficar para trás. O contrário também é válido: Lobato pode ter querido dizer que o ser humano é tão tacanho, que apesar da passagem dos séculos e do avanço cultural e tecnológico, fica entretido com questões sobre qual raça ou sexo é melhor, qual deve prevalecer, qual deve ter quotas reservadas em universidade etc. E tais extremos serão alcançados se agora não for dado um basta nessas trivialidades. Afinal, como ele explicou no começo do romance, o futuro nada mais é do que a combinação de fatos presentes. Ricardo de Mattos


2) O Presidente Negro assusta pelo caráter premonitório da obra. Em 1926, Lobato prevê a invenção de um tipo de radiotransmissão de dados que possibilitaria o ser humano a cumprir suas tarefas da própria casa e sem a necessidade de se deslocar para o trabalho. Fala também do desaparecimento do jornal impresso porque as notícias serão “radiadas” diretamente para a casa dos indivíduos e aparecerão em caracteres luminosos numa tela - exatamente como acontece com quem está lendo esse texto. Em uma palavra atual: internet. Mas as premonições não param por aí.

Às vésperas de viajar para os Estados Unidos como adido comercial da embaixada brasileira, Monteiro Lobato preconiza a eleição de um presidente negro nos EUA. O momento político (no ano de 2228) que possibilitaria isso viria da divisão da raça branca, entre um candidato do Partido Masculino (Kerlog) e uma candidata do Partido Feminino (Evelyn Astor). A neofeminista Evelyn Astor está com a vitória praticamente garantida e eis que surge o líder negro Jim Roy, que acaba eleito presidente.
Uma assustadora semelhança entre o que aconteceu nas eleições ianques. Será Barack Obama o Jim Roy de Lobato?
De qualquer forma, é um livro de leitura atualíssima. Recomendo muitíssimo.
Autor: Marco Bahé






Paraty é aqui... Agend@ !








Sexta-feira, 03 de julho: O escritor carioca Carlos Heitor Cony (passou para o Agend@ uma desilusão pela vida, mostrando que já fez o que tinha que fazer e agora espera somente a hora de morrer) , o Mediador: Amaury Barbosa e a escritora Anna Lee






O Túnel do Tempo nas calçadas, ruas e casarões de Paraty!










A história sendo contada através das suas ruas e casarões preservados.








A data da fundação de Paraty é discutida por vários historiadores. No entanto, pode-se afirmar que no início do século XVIII quando ali chegaram os portugueses, à procura de local apropriado para a instalação de um porto, já encontraram um pequeno vilarejo no Morro da Vila Velha (hoje Morro do Forte)


Com a descoberta do ouro nas Minas Gerais, tornou-se indispensável a construção de um porto afim de transportar essa riqueza para Portugal. Encontrado o lugar ideal, ao fundo da Baia de Ilha Grande, o porto protegido de piratas foi instalado.Para alcançar a região, seguiram por uma trilha de índios Guaianases que vinham pescar e fazer farinha de peixe no litoral. Vencida a Serra do Mar e desbravada a Mantiqueira, foi estabelecida a comunicação entre o porto e a região do ouro. Essa estrada ficou conhecida como "caminho do ouro da Piedade".

Paraty ganhou importância no século XIX porque servia de porto que levava o ouro de Minas Gerais para Portugal. Durante esta época de riqueza, vários sobrados começaram a ser construídos e Paraty se tornara o segundo porto mais importante do Brasil.Quando o ciclo do ouro terminou, Paraty passou a se dedicar à produção de cachaça. A melhor pinga do Brasil foi produzida aqui. E o nome da cidade acabou virando sinônimo da bebida.Após a abolição da escravatura, em 1888, Paraty foi esquecida. A população foi reduzida a menos de um vigésimo da original. Dos 16.000 habitantes restaram apenas 600.Em 1954 foi aberta uma estrada que ligava

Paraty ao interior, pelo Vale do Paraíba. Mas só na década de 70 a cidade se recuperou. A rodovia Rio-Santos ligou Paraty aos dois maiores centros do país. E, desde então, a cidade viu surgir um ciclo de turismo.



Convite Imperdível:

S@rau Literário Piracicabano: tem a honra de convidá-los para a homenagem à Monteiro Lobato ; o escritor que embala gerações de leitores em todo o Brasil. A poeta Cecília Meireles; considerada uma das mais importantes representantes da literatura modernista. E Rafael Wuolfgang Mattenhauer; suas obras abordam temas variados como natureza morta, paisagens, abstracionismos e pintura sacra que é o seu forte.

No Teatro Municipal “Dr. Losso Netto na sala 2 na Rua Gomes Carneiro, 136 - Piracicaba-SP

Horário: 19h30 às 21h30


Ingresso: Gratuito (limite 100 lugares)

Classificação: Livre
































































quarta-feira, 8 de julho de 2009

Deus é um delírio na Festa Literária de Paraty




Deus é um delírio!?

Ana Marly de Oliveira Jacobino




Richard Dawkins : O britânico Richard Dawkins, biólogo e autor de 'Deus, um delírio' e 'O gene egoísta', esteve na quinta-feira (2) na Flip, em Paraty. Dawkins defendeu com palavras contundentes e deu a sua opinião sobre o trabalho de pesquisa de Charles Darwin, e o citou, como um visionário e criticou as versões religiosas para a origem do mundo. Do seu livro Evolução afirma:

“A evolução não é o ser humano no topo da árvore. Comecei o livro “Evolução” de trás para frente, tem o formato de uma romaria para chegar até a origem da vida. A história da evolução da vida é colocada na boca de um romeiro”.
Richard Dawkins mira e atira em todas as religiões, e usa a palavra "Deus" mais como uma alegoria. O autor vê a religião como uma espécie de neurose coletiva, fruto de uma debilidade intelectual que, além de inibir, coíbe o desenvolvimento científico.


Deus é um deliro, afirma, pois fomos educados a não criticar a religião. Acredito que a pessoa tem fé e conforto na religião, isto sem dúvida, e uma falácia, não é porque a pessoa se sente bem, isto de fato, pode ser real. Não podemos dizer que exista uma justificativa para ler o meu livro, se for assim não o leia.
É necessário ler a Bíblia como uma literatura, e, assim estudar a Bíblia em todo o seu contexto como história. A história por trás das grandes histórias ficcionais bíblicas precisa ser conhecida.


O mito da origem é surpreendente porque muitas pessoas acreditam que o mundo foi criado há 6000 anos. O número de pessoas influenciadas pelo pensamento religioso nos EUA é forte, e , além disto acham que devem passar adiante, o pensamento da criação do mundo para poder criar uma nação cristã, ortodoxa, ou protestante, seja lá como for, suas ações ultrapassam seus cultos, assim chegando inclusive, a interferir no currículo escolar ao lutar pela retirada do ensino da teoria da evolução de Darwin, substituindo-a pelo criacionismo do design inteligente de Deus.

O mais hilário, e trágico de todo este contexto fanático é ver como os religiosos negam veementemente a teoria da evolução de Darwin, que foi testada ,através do método científico, mas aceitam em seus lares a luz elétrica, a geladeira, a televisão, o computador, andam de carros, confiam nos celulares para se comunicar e assim por diante. O método é o mesmo que domina as várias cadeiras da pesquisa científica. Mas, a teoria que bate diretamente com sua crença é negada.

Os que conhecem Richard Dawkins só por ser “o maior ateu do mundo” e também as suas batalhas com os religiosos podem pensar que se trata de um homem agressivo e amargo. Mas, como mostram algumas passagens de seus livros, o biólogo evolucionista britânico sabe conversar com humor e clareza na sua participação na Flip para defender por que não tem motivos para acreditar em Deus.

O mediador da mesa o jornalista Silio Bocannera questiona:

_O senhor não acredita em vida após a morte? Qual é o objetivo da vida?
Dawkins responde sem pestanejar:

A propagação do DNA. Mas, as pessoas devem a acreditar nos seus objetivos, e devem aproveitar a vida porque esta é a única vida que vamos ter. É um desperdício terrível viver a sua vida pensando no que vem depois. Não desperdice a vida, pois é a única que vai ter.

A idéia de que somos morais porque acreditamos na vida após a morte, e com isso, vamos ao céu, isto é um motivo amoral para ser moral.

Outra pergunta foi a seguinte: E se você encontrar Deus depois da morte.

Primeiro eu diria: que tipo você é? Um deus grego, um deus asteca, um deus nórdico...? Logo ele repetiu uma passagem citada em "Deus, um delírio", uma frase do filósofo Bertrand Russell, para responder a mesma questão: "Não havia provas o suficiente, Deus, não havia provas o suficiente!"

A ciência confirma Darwin, pois ele era futurista. Ele acertou quase tudo só errou na genética. Na sua época pensavam a genética como uma mistura e assim obtinha uma intermediação, a genética como Mendell mostrou não há misturas, a genética é particulada.

O livro, Cara Leitor, não influencia ninguém a luta, mas mostra com clareza à realidade que vemos hoje em dia. O livro é um alerta, de um homem da ciência, centrado, calmo e pacífico, afirmando, que devemos nos preocupar com o que acontece à nossa volta. E nesse ponto o pensamento religioso é pernicioso, ultrajante e até imoral, pelo menos para nós que cremos na razão. Mas, se ninguém tem razão definitiva, basta que nos coloquemos em pé de igualdade com o outro lado. Dawkins mostra isto através da ciência!

Deus - Um Delirio :Autor:
DAWKINS, RICHARD;Tradutor: RAVAGNANI, FERNANDA; Editora: COMPANHIA DAS LETRAS; Assunto: CIÊNCIAS/FILOSOFIA E HISTÓRIA
















O livro: 'Deus, um delírio' de Richard Dawkins









O britânico Richard Dawkins, biólogo e autor de 'Deus, um delírio' e 'O gene egoísta', esteve na quinta-feira (2) na Flip, em Paraty.






Ruas históricas com calçamento "pé de moleque ".





O fotógrafo Marcelo no exato momento do clik.







Ana Marly, Lucila, Carmelina e Alexandre nos braços dos bonecos na praça de Paraty.








terça-feira, 7 de julho de 2009

O escritor que embala gerações de leitores em todo o Brasil no Sarau Literário Piracicabano



Guilherme e participantes do encontro Nintendo DS

Convite




13º ENCONTRO DS


Data: 11/07




Local: Praça de alimentação do Shopping Piracicaba


Horário: 14:00




Nos encontros DS, além de reunirmos para divertidas horas jogando, é uma maneira de socializar com mais pessoas que gostam deste hobby e fazer novas amizades, o encontro está na sua décima terceira edição que começou em 2006 em Campinas e desde sua décima primeira edição veio para nossa cidade.Apesar de se chamar "Encontro DS", muitas pessoas trazem outros portáteis, como gba, psp e celulares, é um encontro aberto para todos os tipos de técnologias. No encontro também temos os desafios de líderes de ginásio dos jogos pokémon da turma do fórum UOL, a chamada LOP (Liga Oficial Pokémon) neste encontro, os tradicionais ginásios Metálico e Dragão e o estreante ginásio Psíquico estarão presente, para se inscrever na LOP o idealizador Guilherme de Oliveira Jacobino explicará no dia do encontro.




Amor mal cultivado!


Carlos Cícero de Tarso Dantas de Oliveira



Amor,


Na vida


Da gente..


É semente..




Gérmen


Latente..


Querendo


Brotar!






Libertar..


O Poder


De Amar..




Pra poder


Amar!


Tão somente..


Amar!




Amar,


E ser amado..


Pro coração,


Não ser espinhado!




Cuidado,


Cuidado..


Com o Amor,


Mal cultivado!







Monteiro Lobato: o precursor da literatura infantil no Brasil. Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor. Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.
Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sábia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio,
Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.















Reinações de Narizinho: O livro-mãe, a locomotiva do comboio, o puxa-fila. A saga do Picapau Amarelo começa. Aparecem Narizinho, Pedrinho, Emília, o Visconde, Rabicó, Quindim, Nastácia, o Burro Falante... e o milagre do estilo de Monteiro Lobato vai tramando uma série infinita de cenas e aventuras, em que a realidade e a fantasia, tratadas pela sua poderosa imaginação, misturam-se de maneira inextrincável - tal qual se dá normalmente na cabeça das crianças. O encanto que as crianças encontram nestas histórias vem sobretudo disso: são como se elas próprias as estivessem compondo em sua imaginativa, e na língua que todos falamos nessa terra - não em nenhuma língua artificial e artificiosa, mais produto da "literatura" do que da espontaneidade natural (1931). Site do autor Monteiro Lobato




Convite

S@rau Literário Piracicabano tem a honra de convidá-los para a homenagem à Monteiro Lobato ; o escritor que embala gerações de leitores em todo o Brasil!
No Teatro Municipal “Dr. Losso Netto na sala 2 na Rua Gomes Carneiro, 136 - Piracicaba-SP

Horário: 19h30 às 21h30


Ingresso: Gratuito (limite 100 lugares)


Classificação: Livre

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A China e um pouco do seu contexto histórico-literário na Flip e na Agend@!


Xue Xinran autografando o seu livro




Nascida em Beijing em 1958, a jornalista e escritora Xue Xinran criou, após a abertura política da década de 1980 em seu país, um programa de rádio que, durante oito anos, se tornou uma via de expressão das chinesas vítimas de violência.
Mudou-se para Londres, onde lançou o livro
"As Boas Mulheres da China" (2002). Integrou a equipe do "The Guardian" até 2008 e publicou suas colunas em "O que os chineses Não Comem". Também escreveu "Enterro Celestial" (2005) e "Testemunhas da China" (2009).
Em "Testemunhas da China", para elucidar a formação da China contemporânea, Xinran foi em busca de homens e mulheres comuns com mais de 70, 80 anos, das mais diversas regiões e de diferentes classes sociais, e que sobreviveram à miséria e à fome, à invasão japonesa e à revolução, aos desastres do Grande Salto Adiante (1958-1960) e às perseguições e humilhações da Revolução Cultural (1964-1976) para chegar à modernização e ao espantoso crescimento econômico do início do século 21.
A autora reuniu dezenas de histórias reveladoras da vida cotidiana, dos sentimentos e ideais, das dores e alegrias, da fibra e coragem, da resistência física e fortaleza de espírito da geração dos chineses que viveram sob o domínio de Mao Tse-tung.

Trecho de
"Testemunhas da China".
*
YAO POPO ou a Curandeira, de 79 anos, entrevistada em Xingyi, na província de Guizhou, sudoeste da China. Quando Yao tinha quatro anos, sua mãe foi morta e ela foi entregue a um comerciante de ervas medicinais. Casou-se com um músico, filho adotivo do comerciante, e os três viajaram pela China, do rio Yangste ao rio das Pérolas, entre os anos 30 e os 60. Ela afirma que a Revolução Cultural a ajudou: construiu sua casa e toda uma vida a partir daí, pois hospitais e faculdades de medicina foram fechados e as pessoas, então, passaram a procurá-la.
(...)
Minha atenção foi capturada, a distância, por uma mulher cujo rosto parecia iluminado por uma inteligência determinada e peculiar. Ela estava sentada em frente a uma pequena loja conversando com um freguês. Vários tipos de ervas medicinais secas estavam expostos em torno: alguns em sacos pendurados, outros em estantes, amarrados em maços; outros ainda empilhados a seus pés.
Apontei-a para Toby. "É a única pessoa nesta rua que não aparenta estar desanimada, desesperançada da vida. Por que será que ela parece tão diferente de todos os outros neste lugar?"
"Vá falar com ela, eu espero. Não temos pressa." Toby sabe que adoro essas oportunidades de conversar informalmente com as mulheres chinesas -encontros espontâneos podem gerar informação inesperada.
Esperei até que a velha senhora tivesse terminado com o freguês, aproximei-me e iniciei uma conversa. "Olá. Essas ervas todas crescem por aqui?"
"Crescem", respondeu Yao Popo (curandeira, em chinês) com sotaque de Hunan, sem ao menos tirar os olhos do maço de ervas que amarrava.
"E essas? De onde vêm?", voltei a perguntar, tentando fazê-la falar.
Finalmente ela olhou para mim. "Não sou eu quem colho. Os agricultores daqui abastecem meu estoque."
Subi o primeiro dos dois degraus baixos à entrada da loja. "A senhora deve ser conhecida por esses lados, então."
"Sou só uma velha mulher comum", ela sorriu. "Apenas estou por aqui há muito tempo."
"Quando foi que a senhora começou a vender ervas medicinais?"
"Ah, faz muitos anos. Você procura alguma coisa em especial?" Yao Popo percebeu Toby, um pouco afastado da loja. Um estrangeiro era certamente uma visão rara naquela província. "Quem é aquele?"
"Meu marido", expliquei prontamente.
A Curandeira cerrou os olhos para ver melhor. "Ele é alto. E bonito. Minha filha também casou com um estrangeiro, um taiwanês." Muitas pessoas na China rural veem qualquer pessoa de fora do continente como estrangeira -mesmo que, etnicamente falando, seja chinesa. "Ele a trata bem, mas de aparência não é lá essas coisas."
Foi minha vez de sorrir. "Mas a aparência de um homem é assim tão importante?"
"Claro!", ela franziu o cenho. "Senão as crianças nascem feias."
Sorri, mas agora sabia como fazê-la falar. "Quantos filhos a senhora tem?"
Ela ficou satisfeita em responder. "Dois filhos e cinco filhas, uma dúzia de netos e dois bisnetos!"
Mais uma vez, fui lembrada sobre a importância que as mulheres chinesas dão a ter filhos.
"Testemunhas da China"Autor: XinranEditora: Companhia das Letras Páginas: 482Quanto: R$ 52Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou na Livraria da Folha







Piracicabanos caminhando em direção a Tenda do Telão na Flip para mais uma mesa de autores









A beleza das ruas de Paraty para os olhos do mundo na FLIP 2009.




Tenda dos Autografos ao lado da Tenda do Telão na flip, onde tudo acontecia!



Piracicaba na Flip bebendo na fonte do conhecimento: Gisele, Bene, Lucila, Carmelina. Raquel, Ana Marly, Àurea, Maria Estela, Livia, Lourdinha fotografados pelo Agend@.

domingo, 5 de julho de 2009

Encontro Nintendo DS e Festa Literária em Piracicaba e em Paraty 2009 a melhor desde 2007



13º ENCONTRO Nintendo DS
Data: 11/07
Local: Praça de alimentação do Shopping Piracicaba
Horário: 14:00

Nos encontros DS, além de reunirmos para divertidas horas jogando, é uma maneira de socializar com mais pessoas que gostam deste hobby e fazer novas amizades, o encontro está na sua décima terceira edição que começou em 2006 em Campinas e desde sua décima primeira edição veio para nossa cidade.
Apesar de se chamar "Encontro DS", muitas pessoas trazem outros portáteis, como gba, psp e celulares, é um encontro aberto para todos os tipos de técnologias.

No encontro também temos os desafios de líderes de ginásio dos jogos pokémon da turma do fórum UOL, a chamada LOP (Liga Oficial Pokémon) neste encontro, os tradicionais ginásios Metálico e Dragão e o estreante ginásio Psíquico estarão presente, para se inscrever na LOP o idealizador Guilherme de Oliveira Jacobino explicará no dia do encontro.



+ Convites






Quem não se lembra de Emília? De Visconde? De Dona Benta? De tia Anastácia? De Pedrinho e Narizinho? Considerado o "Andersen" brasileiro, Monteiro Lobato (José Bento Monteiro Lobato) foi o precursor da literatura infantil brasileira. Como escritor, publicou cerca de 30 volumes, além de artigos; apesar de ser considerado um modernista, Monteiro Lobato não aderiu ao Movimento de 22, chegando mesmo a fazer críticas a ele. Foi um homem apaixonado pelo Brasil, por sua emancipação econômica; defendia a existência e a exploração do petróleo, sendo, por isso, uma vítima das políticas de manutenção da subserviência nacional. Na década de 40, sob o regime do ditador Getúlio Vargas, foi preso por 90 dias devido a uma carta em que abordava o tema do petróleo. Empresário empreendedor, fundou a primeira editora Monteiro Lobato & Cia (1918), que posteriormente daria origem à Companhia Editora Nacional (anos 20), responsável pela divulgação de dezenas de escritores e obras.
De toda sua obra e seu trabalho, sem dúvida alguma o que ficou marcado na memória da nossa infância são as aventuras do Sítio do Pica-pau amarelo. (Richard Mathenhauer)




Convite Imperdível!



Neste dia 14 de julho, às 19h30, na Sala 2 do Teatro Municipal de Piracicaba, o

Sarau Literário Piracicabano, coordenado pela Profa. Ana Marly de Oliveira Jacobino, homenageará Monteiro Lobato.

Todos estão convidados a participar desta festa à literatura nacional!





Davi Arrigucci Júnior: Abriu a Flip 2009 na conferencia de abertura estudioso e grande apaixonado pela obra de Manuel Bandeira destacou com veemência a grande obra deixada por Bandeira. Destacou que o poeta é considerado o São João Batista da poesia brasileira, pois ele trazia os versos livres com uma nova concepção da poesia, além de praticar todas as formulas poéticas da língua portuguesa, ele abriu a poesia brasileira para os versos livre. Mas, ele praticou os versos livres depois de uma longa prática do parnasianismo e do simbolismo e abriu para a vanguarda ma década de 50 com o concretismo. Destacou que Bandeira através do sentimento de finitude teve uma longa vida provisória. O poeta foi marcado para transcender, Enfim. Bandeira teve um alumbramento poético e transmitiu isso em sua obra.






Lucila Calheiros Silvestre diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba caminhando para mais uma mesa de autores na praça principal de Paraty.







Marcelo Germano e Marcela Benvegnu enviados do Jornal de Piracicaba para cobrir a Flip 2009 sendo fotografados pela Agenda Cultural Piracicabana.









Flipinha 2009: O mistério e a literatura: Carlos Heitor Cony e Anna LeeMediação: Amaury Barbosa







Grupo de Piracicabanos assistindo uma das mesas literárias na Flip


Davi Arrigucci Júnior: mostrou sua paixão pelo Poeta e cronista Manuel Bandeira e através dele a platéia teve um alumbramento e o aplaudiu com entusiasmo




Na opinião de Arrigucci , o maior poeta que o País já teve. "A leitura de um texto é a leitura de um mundo. A idéia da Flip é uma comunidade internacional de leitores. É impossível escrever sem ler antes. Devemos nos orgulhar menos dos livros que escrevemos e vangloriar mais os livros que lemos".

A vinda do poeta do Recife ao Rio de Janeiro e a tuberculose, que quase lhe tirou a vida ainda jovem, em 1920, foram alguns dos pontos destacados por Arrigucci. A solidão nas ruínas de um sobrado no bairro de carioca de Santa Teresa, onde ele escreveu quatro livros, e a pobreza foram evidenciadas na leitura do Comentário Musical e do Poema do Beco.

"Ele tinha a capacidade de falar com humildade de coisas complexas. Estamos diante de um poeta que descobriu um caminho diferente para reproduzir a poesia em um poema. Abriu a literatura nacional para o cenário internacional. Um país que teve um homem como Manuel Bandeira tem que dar certo", afirmou Arrigucci. Muito aplaudido após pouco mais de uma hora de conferência, Arrigucci teve a companhia na plateia de parte da família de Manuel Bandeira, o sobrinho-neto do poeta, Antonio Manuel Bandeira Cardoso, advogado, 55 anos. "Já li todas as obras dele muitas vezes.

Cresci lendo Manuel Bandeira e recomendo a todos. É uma satisfação ver a difusão da prosa do Manuel, que não é muito conhecida. As pessoas têm mais contato com o poeta, mas não com o crítico literário", orgulha-se Antonio, que veio de Brasília para acompanhar a Flip dedicada ao parente mais famoso, em especial para o lançamento do livro Crônicas Inéditas 2.






O último poema
Manuel Bandeira





Assim eu quereria meu último poema




Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais




Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas



Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume



A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos



A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Poema extraído do livro " Manuel Bandeira — 50 poemas escolhidos pelo autor", Ed. Cosac Naify – São Paulo, 2006, pág. 35.





Convite III





Inaugurado neste mês, o site http://www.newsletteroglobo.com.br/gl.php?cS=9376&cT=529298&nm=link1&ln=http://www.saladeleitura.com.br é uma comunidade literária colaborativa, com a participação interativa de escritores (amadores e profissionais) de diversos gêneros. Desenvolvido por um grupo de amantes da literatura, o site abre espaço para os usuários postarem seus próprios textos, promoverem debates, divulgarem eventos, saraus, cursos, palestras, seminários, conferências, lançamentos de livros e tudo o que acontece de mais importante no mundo literário. Na Sala de Leitura, o autor com obra publicada tem também a oportunidade de se relacionar diretamente com os seus leitores. E para navegar livremente, o interessado deve cadastrar-se para fazer comentários, trocar opiniões construtivas e indicar novos amigos, ampliando a rede de relacionamento. Com um conceito diferenciado dos demais sites literários, o http://www.newsletteroglobo.com.br/gl.php?cS=9376&cT=529298&nm=link2&ln=http://www.saladeleitura.com.br se destaca pelo dinamismo, interatividade e abrangência do seu conteúdo.