domingo, 17 de maio de 2009

Um dos maiores Poeta Brasileiro: saiba + no Agenda Cultural Piracicabana


Álvares de Azevedo : O Poeta do Brasil
Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu na cidade de São Paulo em 12 de setembro de 1831. Ainda criança transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro, onde fez o curso primário. Em 1848, retornou a São Paulo e matriculou-se no curso de Direito. Nessa cidade não se sabe ao certo como foi sua vida. Alguns dizem que viveu uma intensa e tumultuada vida boêmia, já outros falam que sua vida foi calma e serena. O que sabemos ao certo é que durante esse período sua produção poética foi muito intensa.


A partir de 1851 o poeta passa a ter fixação pela idéia da morte. Isso fica claro nas cartas destinadas à mãe e à irmã. Em 25 Abril de 1852, quando tinha apenas 20 anos, Álvares de Azevedo morreu vítima de tuberculose, deixando uma obra relativamente extensa, para quem viveu tão pouco.


Álvares de Azevedo, representante brasileiro mais legítimo do mal-do-século, foi fortemente influenciado por Lord Byron e Musset. Sua poesia é marcada pelo subjetivismo, melancolia e um forte sarcasmo. Os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte.

Sarau Literário Piracicabano, vai acontecer dia 19 de Maio de 2009, na sala 2 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto (Rua Gomes Carneiro , 1212 – Centro_ Piracicaba, SP, Brasil) das 19h 30min às 21h30min.

Os homenageados da Literatura Nacional: Manuel Antônio Álvares de Azevedo, a poeta portuguesa: Florbela Espanca , também a homenageada pelo exemplar trabalho para a Literatura de Piracicaba e região e também Diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba e uma das apresentadoras do Programa Educativa nas Letras: Lucila M Calheiros Silvestre.

Sarau: promoção e difusão da Literatura, e de toda expressão artística e cultural !



sexta-feira, 15 de maio de 2009

Florbela Espanca:;Sarau Literário Piracicabano: faça parte deste time dos "Grandes Artistas; Escritores e Poetas"!




Florbela Espanca__ Poeta portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 36 anos. Registrada como filha de pai incógnito, foi, todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registrado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Em 1919, quando freqüentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afetivas), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Nos meses de outubro e novembro do mesmo ano, a neurose torna-se insuportável e é diagnosticado um edema pulmonar. Finalmente, na madrugada de 7 para 8 de dezembro de 1930, suicida-se ingerindo uma dose excessiva de Venoral. Porém, a causa oficial de sua morte foi o edema. Florbela morreu em Matosinhos.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico.
Poetisa de excessos cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.



Eu ...
Florbela Espanca


Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do Sonho,e desta sorte

Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...

Sou a que chamam triste sem o ser...

Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver,

E que nunca na vida me encontrou!
Sarau Literário Piracicabano, que vai acontecer dia 19 de Maio de 2009, na sala 2 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto (Rua Gomes Carneiro , 1212 – Centro Piracicaba, SP, Brasil) das 19h 30min às 21h30min.

Os homenageados da Literatura Nacional: Manuel Antônio Álvares de Azevedo, a poeta portuguesa: Florbela Espanca , também a homenageada pelo exemplar trabalho para a Literatura de Piracicaba e região e também Diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba e uma das apresentadoras do Programa Educativa nas Letras: Lucila M Calheiros Silvestre.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Nos embalos do iê iê iê

Eduardo Araujo, Vanderlei Cardoso, Roberto e Erasmo Carlos, Martinha e Vanderléia!
Roberto Carlos (Rei da Jovem Guarda)

Os Vips (Jovem Guarda)


No Brasil contemporâneo, a desmobilização política das massas, pode-se ser encontrada na linguagem musical, transmitida através de valores incorporado pela indústria do disco, da moda cinematográfica e, de um modo geral, pela indústria do consumo, o rock’n roll tornou-se a expressão da juventude começou a aparecer na cena cultural, social e política.
Nos anos 50, a chegada visível da figura do Tio Sam ao Brasil, com a difusão da cultura e produtos norte americano, passaram a influenciar o mercado musical brasileiro.
A juventude brasileira passou a consumir o rock. As músicas de Elvis Presley e do conjunto de Bill Halley invadiram as emissoras de rádio.
O rok’n roll dos anos 50, apesar de chocar os padrões morais da época, não era uma música politicamente engajada. Seus temas figuravam a exaltação à dança e ao ritmo da música às histórias de colégios, além da descrição de carros e relacionamentos amorosos com as garotas.
No Brasil, o rock despertou a paixão dos jovens de classe média. Celly Campello estourou na parada com Estúpido Cupido. No final da década de 50 e ao longe dos anos 60, lambretas e “carros envenenados” estacionavam nos bares da zona sul do Rio e no centro de São Paulo. Jânio Quadros governador do estado, proibiu a execução de rock em bailes, alegando que a dança do iê iê iê era uma afronta à moral e aos bons costumes. Mas deu em nada.
A tv Record, surge o programa Crush em Hifi, com Celly e Tony Campelo, transmitido até 1962. alias a Record foi o principal cana de expressão e de divulgação deuma música jovem de consumo, que acabou desembocando no movimento da jovem guarda.
Em 1965, estreava o programa Jovem guarda, apresentada por Roberto Carlos – o rei da juventude, Erasmo Carlos – o tremendão e Wanderléia, a ternurinha. Não era só apelido e sim verdadeiras marcas registradas, no sentido comercial do termo, ao lado do nome do programa e de símbolo: “O calhambeque”.
Em pouco tempo, a jovem guarda fazia sucesso total nas tardes de domingo, juntamente com grupos com os Jordans, Os Vips, Os incríveis, os Feveres, Goldem Boys, Renato e seus Blue Caps (conjunto que teve em seu início a participação de Erasmo Carlos), Jerry Adriani, Wanderlei Cardoso, Martinha, Rosemary, Eduardo Araújo, Leno e Liliam, além de muitos outros.
A nova moda entrava nos lares, nos ouvidos e nos guarda-roupas. Para os rapazes, a onda era usar cabelos compridos – influência dos Beatles e calça colantes bicolores, com indispensável boca de sinos. A minissaia era a peça básica da “garota papo firme”, acompanhadas por botas de cano altos e cintos coloridos. O mascar chicletes e falar gírias. A moda pegou e a juventude passou a consumir ferozmente tudo o que as indústrias da moda enfiavam goela baixo!
As letras da música, misturavam palavras adocicadas e história ingênuas ao ritmo agressivo das músicas. A jovem guarda potencializava as primeiras manifestações do corpo como fonte de prazer para os adolescentes, e o amor, o namoro, os beijos, a minissaia e a dança, tornaram-se elementos de transgressão dos valores moralizantes da época outro dos limites permitidos pela sociedade.
Um exemplo é o sucesso de Roberto Carlos na música:








Podemos perceber, que a jovem guarda encontrava-se distante do universo pensante da maioria da intelectualidade e dos jovens universitários brasileiros, preocupado com o papel da arte na conscientização das desigualdades sociais e na resistência o regime militar no país. Os setores de esquerda acusavam os cantores da jovem guarda de serem alienados, por não se posicionarem contra a ditadura, que havia instalado no país.
A intelectualidade e os mais politizados desprezavam as canções de rimas leves que falavam de amor, como na letra Quero que vá tudo pro inferno, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
Essa divisão entre cultura engajada e cultura de consumo ou “arte alienada” se projetou, de início, entre os públicos dos programas O fino da bossa e jovem guarda. Mais tarde, essa divisão foi transposta para os festivais, na oposição entre os defensores da música de protesto e os tropicalistas.
Toda a nossa desinformação é parcela do preço que pagamos por termos uma educação e comunicação dominada por ideologias da “massificação” e “alienante”.
A cultura não só expressa as condições materiais de um povo, mas também enquanto idéias e sentimentos, que pode ser arma importante no seu processo de transformação.
Ávidos por sucesso e por dinheiro, tais apresentadores e suas gravadoras divulgam, exaustivamente, com um marketing agressivo, o produto final de má qualidade: a música repetitiva à exaustão e a letra pobre ( que induzem as crianças a erros conceituais, morais, etc). A conseqüência é o consumismo exagerado desse produto descartável. Cabem as pessoas desenvolverem um espírito mais crítico quando ouvem música.
Acreditar nas mudanças e que vale a pena lutar por um mundo melhor, mais justo, mais humano e livre de preconceitos esta deve ser a bandeira das gerações futuras.

Sandra Maria Vacchi é professora de história na rede estadual de ensino de SP
Email:
sandravacchi@yahoo.com.br



Convite:



Sarau Literário Piracicabano para o dia 19 de Maio (terça-feira) na Sala 2 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto (Rua Gomes Carneiro , 1212 – Centro Piracicaba, SP, Brasil), 19h 30min às 21h30min.


Os homenageados da Literatura Nacional: Manuel Antônio Álvares de Azevedo, a poeta portuguesa: Florbela Espanca , também a homenageada pelo exemplar trabalho para a Literatura de Piracicaba e região e também Diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba e uma das apresentadoras do Programa Educativa nas Letras: Lucila M Calheiros Silvestre.













domingo, 10 de maio de 2009

Poetas oferecem um buquê em palavras poéticas para as "Mães"!

MÃE MODERNA (10 de Maio de 2009)
Ana Marly de Oliveira Jacobino

Carrega no peito um relicário,
de incontáveis pedaços
de bem querer.
Deusa dos tempos.
e templo moderno.
Vejo sua história,
contada,
digitada,
com eficiência
na tela do computador.
Seu rosto
incontáveis idades.
A jovem mulher grávida.
Um pouco mais velha,
na primeira eucaristia.
A câmera digital
Congelou
as rugas e olheiras...
da maturidade.
Namoro.
Noivado.
Matrimônio.
Você;
entre sorrisos e lágrimas.
Assisto no DVD
Você cantar, sorrir, dançar.
Flores perfumam
sua cabeça e as mãos
Adeus.
Saudades.
Você se foi.
Abandonou-me!

ELAS
Ivana Altafin

Múltiplos papéis realizam todos os dias:
Amiga, mãe, esposa e mulher
Mais que um colo, um cuidado, uma palavra...ela é o
Alicerce do lar. Em cada semblante as marcas de uma vida
Emoldurada de atenção e dedicação, porto seguro que nos
Sacia da fome de amor!


Trovando para as mães
Leda Coletti

Mãe, com três letras se escreve
o amor maior, mais bonito,
a você, louvor se eleve,
da terra até o infinito.

Às mães, os poetas tecem
belas palavras rimadas,
porém, nem sempre enaltecem
quanto devem ser amadas.

MÃE
Esther Vacchi Passos

PRESENÇA DIVINA, LUZ QUE ILUMINA
A VIDA NOS DÁ, SEM COBRAR NADA
AMOR QUE EM SEU PEITO TRANSBORDA
TODA DOR E TRABALHO SUPORTA

NOITES MAL DORMIDAS CANTANDO
CANÇÃO DE NINAR E ABRAÇANDO
MÃE SUA PRESENÇA É UM ALIMENTO
O TEMPO PASSA E SUA FALTA É LAMENTO

ABRO A JANELA, O SOL ME AQUECE
COMO EM OUTRORA, TEU COLO ME DESTE
NO AZUL DO CÉU, O OLHAR SE PERDE
VENDO-A LINDA, ESTRELA DO OESTE

MÃE, ESTANDO ELA PRESENTE
NÃO SE DEIXE FICAR AUSENTE
ABRAÇE-A COM AMOR ARDENTE
SENTINDO SEU CALOR PARA SEMPRE


È MINHA MÃE
Dirce Ramos de Lima

A respiração ofegante e incerta,
que dia e noite
ao meu lado escuto:
é minha mãe.

Esse murmúrio sinistro,
onde se misturam esperança e grito,
é o único sinal de vida que lhe resta.

Não vos digo que a morte,
parou seu caminho,
desviou sua rota,
para morar comigo e viver aqui.

Ela passa diariamente e espia para ver,
porque, tendo a vida se tornado pior que ela,
alguém,
inexplicavelmente,
insiste em viver.

Os médicos,
essas santas e sábias criaturas,
não param sequer para discutir o assunto,
e olham prar minha mãe,
como se olhassem p'ra um defunto.

Apenas eu sei a grande diferença,
entre ela respirar ou não:
será trocar
este leito aconchegante e próximo,
pelas tábuas frias e distantes
de qualquer caixão...
Sarau Literário Piracicabano
Confirmado o Sarau Literário Piracicabano para o dia 19 de Maio (terça-feira) na Sala 2 do Teatro Municipal Dr. Losso Netto (Rua Gomes Carneiro , 1212 – Centro Piracicaba, SP, Brasil), 19h 30min às 21h30min.
Os homenageados da Literatura Nacional: Manuel Antônio Álvares de Azevedo, a poeta portuguesa: Florbela Espanca , também a homenageada pelo exemplar trabalho para a Literatura de Piracicaba e região e também Diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba e uma das apresentadoras do Programa Educativa nas Letras: Lucila M Calheiros Silvestre.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Estudo: O Fim da Infância e convite de exposição!

O Fim da Infância


A infância, bem como a adolescência, foi uma criação da modernidade, a partir de 1750, aproximadamente. Neste período, nasceu a Ciência - tal como a conhecemos hoje - e as idéias iluministas. A adolescência teve seu apogeu mais tarde, somente no século XX.
Isto significa que tanto a infância quanto a adolescência são construções históricas, podendo ser situadas no processo de desenvolvimento da sociedade. Antes da Idade Moderna, a infância não existia e a criança era reconhecida como um adulto.
Considerações específicas acerca da infância, conceitos sobre desenvolvimento infantil, estudos e medidas enfocando as crianças, são invenções recentes da humanidade. É curioso notar, porém, que estas conquistas vêm se perdendo.
Não é difícil constatar o mais absoluto desprezo pelas necessidades das crianças, por parte dos adultos e das instituições. Mais uma vez na história, elas estão sendo concebidas como adultas.
Basta olharmos os comerciais, as roupas e os sapatos fabricados para as meninas. Não são pequenas mulheres? Basta repararmos com mais atenção em todo esse movimento pedagógico que alfabetiza precocemente crianças pequenas, impedindo-as de brincar. Aliás, brincar tornou-se uma “ferramenta de aprendizagem”, em um contexto utilitarista que não acolhe a criatividade infantil. E o que dizer das crianças mais pobres? Evidentemente, para elas a infância nunca existiu.
Sinto-me um tanto incomodada quando, freqüentemente, trabalhando com pais, sou indagada a respeito do comportamento das crianças pequenas, que querem brincar e não estudar, querem pular ao invés de assistir televisão. Os pais não têm tempo para a infância e a escola também não.
Sendo assim, as fantasias e as brincadeiras próprias dessa idade têm sido interpretadas de maneira equivocada: espera-se que uma criança de 3 anos saiba repartir os brinquedos, saiba desenhar “bonito”, fique quieta e tenha raciocínio abstrato. Em muitas situações, se a criança não responde de acordo com estas expectativas, é considerada hiperativa e tratada com medicamentos.
Infelizmente, parece estar longe da realidade a compreensão de que não são as crianças que estão doentes, mas os adultos é que se tornaram insensíveis à infância, tão alucinados com suas próprias tarefas e demandas.

Andrea Raquel Martins Corrêa
Psicóloga e Psicoterapeuta
andrea-raquel@bol.com.br















Homenagem ao Dia das Mães pelas obras de Clemência Pizzigatti


Curadoria de Erick Tedesco e Débora Peron



Artista plástica, pioneira no mosaico em Piracicaba, professora de artes e terapia ocupacional. A carreira artística de Clemência Pecorari Pizzigatti é tão vasta e minuciosa como a paixão dessa piracicabana pelo trabalho que realizou há mais de cinqüenta anos. Hoje, aos 73, ela deixa um legado simples de ser entendido, ao mesmo que complexo para a sensibilidade humana, em forma de pinturas, mosaicos e literaturas com traços de inocência e intelectualidade. Ora Impressionista, ora expressionista, Clemência nunca se prendeu a uma técnica para produzir.
As viagens de outrora ao redor do mundo lhe trouxeram conhecimento, mas a paixão estava em terras piracicabanas. É aqui, em Piracicaba, que duas das grandes obras de Clemência são constantemente adjetivadas de “impactante” e “maravilhosa”: o mosaico no Mirante, de 120 metros, confeccionado em 1968 e, o mais recente, no Coplacana, de 50 metros, finalizado em 2008. “Memorável” também é a pintura que a artista fez no muro do Cemitério da Saudade, além do painel no muro da Igreja dos Frades.
A ânsia de viver e prazer em pintar foram os nortes de Clemência. Professora adorada por ex-alunos e mulher influente no universo artístico, mas que nunca foi mãe. No entanto, o amor materno é inerente a ela, que tem como filho cada pintura, cada mosaico e cada mandala. 12 de suas “crias” estão presentes nesta exposição, todas elas com temáticas relacionadas ao imaginário feminino, ao trabalho, família e, claro, ao valor de uma mãe. A mostra abriga obras de distintas fases da artista piracicabana.
Para a própria Clemência, esta mostra é uma homenagem a todas as mães, principalmente às mães solteiras, como ela mesma destacou. Pelas suas obras, a exposição é o presente do Parque da Ressurreição nesta data comemorativa.




SERVIÇO


Exposição em homenagem a Clemência Pizzigatti



Local: Cemitério Parque da Ressurreição, no corredor dos velórios (com missa do




Dia das Mães no domingo, às 10 horas, na Capela do Cemitério). Avenida Comendador Luciano Guidotti, 1754. Piracicaba (São Paulo).Informações: 3426-4897.Horário de Visita: Das 7 horas do sábado, 9, até 17 horas do domingo, 10 de maio.Entrada Gratuita.

domingo, 3 de maio de 2009

O Hino mais caipira do planeta e o time de futebol de Piracicaba!

Salve XV de Novembro
Glorioso esquadrão
Na vitória ou na derrota
Esta em nosso coração
No basquete e futebol
É motivo de vaidade
Pioneiro da lei do acesso
Engrandece nossa cidade
Vamos XV para frente
Outra vitória conquistar
Destemido e valente
Só nos pode orgulhar
Vamos XV para frente
Outra vitória conquistar
A torcida está presente
Para sempre incentivar



Hino Popular do XV de Piracicaba

Cáxara de forfe
cuspere de grilo
bicaro de pato
GOOOOOOOOOOOOR
XV
crá crá crá
XV
crá crá crá
asara de barata
nhéque de portera
já que tá que fique
GOOOOOOOOOOOOR
XV
crá crá crá
XV
crá crá crá
viemo numa combi véia
sem óio de breque
de orc de raibã
GOOOOOOOOOOOOR
XV
crá crá crá
XV
crá crá crá
carcanhá de bode
tocera de grama
já que tá que fique
GOOOOOOOOOOOOR
XV
crá crá crá XV
crá crá crá
trei veiz cinco
XV



O XV de Novembro de Piracicaba foi fundado no dia 15 de novembro de 1913, oriundo de duas equipes da cidade que decidiram se unir para formar uma só agremiação. Esporte Clube Vergueirense e 12 de Outubro entraram em um acordo para se fundirem e convidaram o Capitão da Guarda Nacional Carlos Wingeter para presidir o novo clube. O capitão aceitou, mas com uma condição: que o nome da agremiação fosse dado em homenagem à Proclamação da República Confederativa do Brasil.
Seu primeiro título foi no ano seguinte a sua fundação, em 1914, quando conquistou uma competição amadora da cidade de Piracicaba, vencendo a Associação Esportiva Piracicaba por 3 a 2. Quatro anos depois o XV resolveu se afiliar a Associação Paulista de Esportes Atléticos e passou a disputar campeonatos pelo interior, onde conquistou os títulos de campeão regional em 1918 e vice-campeão em 1920.
Em 1931, o clube conseguiu conquistar seu primeiro título de maior expressão: Campeão do Interior. Na década seguinte, em 1948, o XV de Piracicaba alcançou mais uma vez uma conquista. Desta vez foi campeão da Segunda Divisão do Futebol Paulista (correspondente a atual Série A2), participando, a partir de 1949, da Primeira Divisão (atual A1), junto com os times grandes do Estado.
No mesmo ano também foi campeão do Torneio Início e no ano seguinte vice-campeão desta mesma competição, eliminando São Paulo e Palmeiras. Em 1952 e 1958 conseguiu seus melhores resultados até então ficando na quinta colocação da Primeira Divisão, atrás apenas de São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos.

Em 1966 foi vice-campeão da competição, mas em 1967 o XV conquistou novamente o acesso, sendo campeão do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Entre 1967 e 1968, o clube teve a Posse da Taça dos Invictos do jornal "A Gazeta Esportiva". No ano de 1969 conseguiu mais um título ao vencer o Torneio Brasil Central.
Sete anos se passaram e finalmente em 1976 o clube conseguiu sua maior conquista no cenário estadual: o vice-campeonato Paulista, perdendo para o Palmeiras. O resultado levou o clube a participar do Campeonato Brasileiro (Série A) em 1977, chegando à fase final da competição. Entretanto, terminou no oitavo lugar. O XV de Piracicaba marcou presença no Nacional nos anos de 1978 e 1979.

Após participar três anos seguidos do Brasileiro, a equipe foi rebaixada no Campeonato Paulista em 1981, disputando nos anos de 1982 e 1983 a Segunda Divisão. Neste ano conseguiu mais um título, e conseqüentemente mais um acesso, voltando à Primeira Divisão.
No ano de 1990, a campanha no Campeonato Paulista classificou a equipe para a Copa do Brasil do ano seguinte. O time foi eliminado pelo Caxias (RS) na competição nacional. Cinco anos depois, em 1995, teve seu maior título em âmbito nacional, quando conquistou o Campeonato Brasileiro da Série C.
Na Série B de 1996, chegou entre os 16 melhores clubes do torneio e nos anos seguintes foi superando suas classificações. Em 1998 conseguiu alcançar a quinta posição, ficando próximo do acesso à Série A. Em 2002 disputou pela última vez a segunda divisão nacional, já que foi rebaixada à Serie C.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

30 de Abril ___Dia do Ferroviário

30 de Abril ___Dia do Ferroviário (homenagem ao meu avô Caetano de Oliveira e meus tios que trabalharam na Companhia Paulista de Estradas de Ferro)
Oração: Ave, dóminus...Trem de Ferro!

"Ave, dóminus tecum benedicto tu... Trem de Ferro! Que um dia a insanidade dos governantes do nosso Brasil reveja a sua força na economia dos transportes desta extensa nação. Que você volte modernizado, carregando passageiros ou cargas pelo nosso chão verde e amarelo. Sacolejando e apitando nas curvas e nos caminhos, cruzando os vilarejos e cidades. De noite e de dia cantando "café com pão, café com pão... Amém""!

"Saudades do trem e da sua máquina possante cortando as paisagens do Brasil, e da minha Piracicaba, nos levando a tantas outras cidades de São Paulo, Minas Gerais..."

Ana Marly de Oliveira Jacobino









O ferroviário, isto é, o trabalhador das estradas de ferro, também tem o seu dia. É o 30 de abril. Por quê? Porque em 30 de abril de 1854 inaugurou-se a primeira linha ferroviária do Brasil, numa viagem que contou com a ilustre presença do imperador dom Pedro 2º e da imperatriz Tereza Cristina.
A Estrada de Ferro Petrópolis, que tinha cerca de 14km de trilhos, ligava o Rio de Janeiro a Raiz da Serra, na direção da cidade que batizou a ferrovia. Ela foi um empreendimento do empresário Irineu Evangelista de Sousa, que por isso recebeu do governo imperial o título de barão de Mauá.Hoje, pode não parecer, mas as estradas de ferro e seus trabalhadores já foram muito importantes para o desenvolvimento de nosso país. A história do Brasil, em diversos sentidos, caminhou sobre os trilhos dos trens, puxada pelas locomotivas.


O ferroviário contribui para o funcionamento do complexo sistema de transportes que é a rede de trens. O mais famoso cargo, e o que mais rapidamente nos vem à cabeça, é o de maquinista - o "motorista", que comanda o trem. Mas ainda há muitas pessoas importantes envolvidas, e todas elas merecem nossa comemoração no dia de hoje.
Para começar, é preciso lembrar que o ferroviário pode atuar em vários tipos de trens: urbanos, turísticos, de carga.
Como sistema de transporte de pessoas ou carga, os trens representam uma opção mais barata, porém insuficientemente explorada no nosso país. Seu custo é bem menor do que o rodoviário, pois os trens são movidos a diesel ou a eletricidade.
Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em apenas cinco anos houve um investimento de mais de 1 bilhão de reais no aumento da produção. Além disto, foi reduzido em 50% o índice de acidentes e foram gerados 15 mil novos empregos na indústria ferroviária.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Haikai (ao Trem de Ferro)
Ana Marly de Oliveira Jacobino

nas alterosas
natureza correndo
café com pão
Trem-balaVocê pode estar pensando que isso é natural, que o trem era uma coisa do passado, que se tornou ultrapassada com o surgimento dos carros, dos ônibus, dos automóveis, mas isso absolutamente não é verdade. A importância do passado ressalta que as ferrovias também podem ser uma grande opção de transporte no futuro. Nas grandes cidades, os trens já são importantíssimos, transportando passageiros por debaixo da terra nos metrôs.Além disso, a tecnologia ferroviária evolui muito ao longo de quase dois séculos. O trem-bala japonês, que une as cidades de Tóquio e Osaka, atinge uma velocidade média de 300Km/h. No Brasil o Ministério dos Transportes fala em abrir uma concorrência para criar uma PPP (Parceria Público-Privada) para a construção de um trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.Ele percorreria os 400Km que separa as duas cidades em uma hora e meia, viajanado a uma velocidade média de 280Km/h. Este talvez já seja um bom motivo para se comemorar com entusiasmo o dia do ferroviário.















segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sarau Literario Piracicabano; alegria em forma de poesia!

A Escritora e Poeta Eunice Zem Verdi lê a sua poesia encantando a todos os participantes!
O aluno Evair Pereira agradecido ofereceu a publicação do seu poema á sua ex-porfessora de História; Sandra Vacchi. Muita emoção, com este momento de gratidão e carinho!

A jovem Poeta Kamila Fernanda de Toledo Moreeuw lê compenetrada a sua poesia para todos os participantes atentos!


Escritora e Poeta nicaraguense Angela Reyes hoemageando a poeta piracicabana Lourdinha
Ser brasileiro
Eunice Zem Verdi

Ser brasileiro é
Viver na raça
No suor, no sangue
Ter fé, perseverança
Afinal...quem espera
Sempre alcança
Ou dança...

Ser brasileiro
É ter cara de pau
Cara pálida cara pintada
Ser pau pra toda obra,
Viver com a cara...
e a coragem
É dar a cara pra bater!

Ser brasilero...
É viver num grande circo
Ser palhaço, equilibrista
Dançarino, trapezista
Dançar conforme a música
Andar na corda bamba,
Pular na roda de samba!

O brasileiro é
Um ser idealista
Criativo, realista
Atento a qualquer mudança
Vive com pouco dinheiro
Até parece um banqueiro!

O brasileiro é forte
De leste a oeste
De sul a norte
Tem muita fé no futuro
Acredita muito na sorte
Vive de esperança
Alegremente...livre
Onde quer que ele vá
A beleza ali está
São florestas verdejantes
lindas praias, verdes mares
Cachoeiras cristalinas
E o Sol sempre a brilhar

Com tanta exuberância
Viver aqui é um presente
Presente de liberdade,
de valor incalculável,
Aplausos aos brasileiros
Aplausos à minha terra!
Minha terra...Brasil!








sábado, 25 de abril de 2009

Elias dos Bonecos e do Rio de Piracicaba!

Elias dos Bonecos
Rio de Piracicaba

Elias dos Bonecos

Ana Marly de Oliveira Jacobino


Elias foi um homem
Que brincava
De ser menino!
Pedaços de madeira.
Bonés, chapéus, chinelos,
Roupas, sapatos,
Novos ou usados
Eram por
Elias
Transformados!
Ora em um menino.
Ora em uma menina,
De olhos esbugalhados,
Quase igual à boneca
De um famoso escritor,
Um tal, Monteiro Lobato!
Os homens,
Vestiam uniformes.
E assim posavam de aviador,
Bombeiro, médico, soldado...,
As mulheres
Mais formosas,
Tinham os lábios,
Mãos e pés pintados!
Cada uma
Vestia traje social
Sempre a espera
Do seu enamorado!
Elias esse menino-homem,
Foi por Nosso Senhor
Jesus Cristo, predestinado,
A conceber bonecos,
Um ao lado do outro,
Ou até mesmo enfileirados,
A beira d’água,
Seguram
Caniços nas mãos.
A luz do dia,
Pescadores!
À noite,
Quando o véu da noiva,
Espalha suas pérolas
Pelo ar.
Esses pedaços de paus,
Criam vida
Cantam, dançam, poetizam
Viram seres encantados
Amantes apaixonados,
Do Rio de Piracicaba!


Elias Rocha, o Elias dos Bonecos, eterno morador da Rua do Porto. Nasceu a 03 de agosto de 1931, cresceu e viveu ao redor do Rio Piracicaba. De família simples e dependente da pesca para a alimentação diária, Elias tornou-se um defensor do meio ambiente. Iniciou a confecção de bonecos fazendo o primeiro para uma menina e depois, o “Judas” para a criançada da Rua do Porto. Ao longo do tempo, transformou os bonecos em representantes dos pescadores às margens do Rio Piracicaba, como documento presente da sua piscosidade e belezas naturais, e também, como protesto pela propagada morte deste rio, causada pela poluição e desvio de suas águas pelo Projeto Cantareira.
O Artista faleceu no dia
1º de abril de 2008.




sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ajude na sua terapia participe de um Sarau Literário!

Mais poesia de Analuza e os meninos da Casa do Amor Fraterno. Emoção e reconhecimento á Cora Coralina nas declamações!
O casal de Poetas de Bragança Paulista: Juraci Toricelli e Ondina Bueno Toricelli festejando 39 anos de matrimônio no Sarau Literário Piracicaba. Na foto ele declara o seu amor a Ondina com a leitura de um poema!

Magistral performance dos músicos: Ana Lucia Stipp Patrniani (flauta e voz), José Carlos Gregório (violão e voz), Galvani e Roseane Luppi (violões e voz)




Poetas participantes (mais de 62 participantes) do Sarau em que os homenageados foram: Manoel de Barros, Cora Coralina e Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins!

Descoberta (À Maria Cecília M. Bonachella)
Lourdinha Piedade Sodero Martins

Necessito silencio total.
Careço explosão interior.
Só assim me chegam idéias
e eu me deslancho a compor...

Quando isto acontece
cada vez com mais freqüência,
disparo a poetas loucamente,
crio versos em cadência!

Com brilho na alma e coragem,
mais a arte de escrever
entrego-me aos sonhos, às rimas
até me satisfazer!

Rabisco também versos soltos,
sou privilegiada aprendiz.
Incentivou-me a “Mestra_Poeta”
que em mim confiou, fêz-me feliz!

Coração contagiado renasce,
descobre forças, segue avante!
Obstáculos tornam-se miúdos
perante a vontade reinante!









Sarau Literário Piracicabano: realização plena no coração de Piracicaba!

Aracy Ferrari fala com carinho da homenageada; Lourdinha. Palavras de rara beleza repletas de emoções!
A Poeta Leda Coleti homenageando a Poeta Maria de Loudes Sodero Piedade entre as orquideas da nossa querida homenageada

Um participante do Sarau Literário recebe do casal de poetas a surpresa de um correio elegante no seu aniversário mandado por sua amada! Surpresa agradável para ele o enamorado, e para todos os participantes!


Heloisa Guerrini: diretora do Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”, de Piracicaba dando as boas vindas aos Literatos e Participantes!
Convite!
Olá Amigos, Nesta sexta e sábado o Teatro Municipal “Dr. Losso Netto”, em Piracicaba, recebe o espetáculo Terça Insana 8 anos Luz Tour com sete personagens inéditas, novascenas e textos, o grupo traz um humor inteligente que contagia toda a platéia em um espetáculo imperdível.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cora Coralina
Convite: Na sala 2 do Teatro Municipal de Piracicaba Dr. Losso Netto (Rua Gomes Carneiro , 1212 – Centro Piracicaba, SP, Brasil) para o evento do S@rau Literário Piracicabano para o dia 23 de Abril (quinta-feira_ 19h 30min às 21h30min.


Os homenageados da Literatura Nacional: Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cora Coralina). Manoel Wenceslau Leite de Barros, também a homenageada Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins pelo exemplar trabalho com a Literatura em Piracicaba .


"Não sei ...se a vida é curta ou longa demais para nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas"
Cora Coralina
Recado do nosso Caríssimo Erich Vallim Vicente (Tribuna de Piracicaba)
A minha banda, Mazzaropi Contra o Crime, está numa votação para ser escolhida no Festival Interferência, da Unimep, e peço a ajuda de vocês para votar em nós. É bem fácil e rápido. O endereço é:
Se possível, envie aos endereços das suas listas.
Um abraço,Erich


quarta-feira, 15 de abril de 2009


Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá em 1916. Mudou-se para Corumbá, onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande.


Cronologicamente pertence à geração de 45.


#Poeta moderno no que se refere ao trato com a linguagem.
#Avesso à repetição de formas e ao uso de expressões surradas, ao lugar comum e ao chavão.
#Mutilador da realidade e pesquisador de expressões e significados verbais.
#Temática regionalista indo além do valor documental para fixar-se no mundo mágico das coisas banais retiradas do cotidiano.
#Inventa a natureza através de sua linguagem, transfigurando o mundo que o cerca.
#Alma e coração abertos a dor universal.
#Tematiza o Pantanal, universalizando-o.
#A natureza é sua maior inspiração, o Pantanal é o de sua poesia.


"Remexo com um pedacinho de arame nas

minhas memórias fósseis.

Tem por lá um menino a brincar no terreiro:

entre conchas, ossos de arara, pedaços de pote,

sabugos, asas de caçarola etc.

E tem um carrinho de bruços no meio do terreiro.

O menino cangava dois sapos e os botava

a puxar o carrinho.

Faz de conta que ele carregava areia e pedras no seu caminhão.

O menino também puxava, nos becos

de sua aldeia, por um barbante sujo uma latas tristes.

Era sempre um barbante sujo.

Eram sempre umas latas tristes.

O menino é hoje um homem douto que trata

com física quântica. Mas tem nostalgia das latas.

Tem saudades de puxar por um barbante sujo

umas latas tristes."

Convite: Na sala 2 do Teatro Municipal de Piracicaba Dr. Losso Netto (Rua Gomes Carneiro , 1212 – Centro Piracicaba, SP, Brasil) para o evento do S@rau Literário Piracicabano para o dia 23 de Abril (quinta-feira_ 19h 30min às 21h30min.

Os homenageados da Literatura Nacional: Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (Cora Coralina). Manoel Wenceslau Leite de Barros, também a homenageada Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins pelo exemplar trabalho com a Literatura em Piracicaba .

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sarau abraça a Arte e Literatura divulgando artistas e literatos!

A contadora de História Lita da cidade de Capivari lembra "Vestido de Drummond" e também manda lembranças a nossa contadora Carmelina
Participantes do Sarau ao fundo exposição das obras de arte!




Luis Cyrilo Ganassim Verdi (jovem poeta de 14 anos da cidade de Rio das Pedras)

Quando a lua brilha,
parece uma ilusão
Um homem surge na praia,
com uma lanterna na mão

As belas areias brancas,
se mexem sem parar
Mas o único que aprecia isso,
é o solitário do mar

Com sua lanterna,
ele vaga pela areia
Com sua ilusão criativa,
ele avista uma sereia

Correndo ao encontro dela,
ele deixa seu chapéu cair
Sem preocupações,
não percebe o sol surgir

“Mais uma ilusão”,
diz o homem a chorar
Se dando conta que ele sempre é, foi, e será
O solitário do mar






quarta-feira, 8 de abril de 2009

1º Sarau Literário “Companheiros de Prosas e Versos”

O 1º Sarau Literário “Companheiros de Prosas e Versos” Rio das Pedras foi um sucesso recebeu a acolhida do povo da Cidade Doçura, entre os mais de 50 participantes, o Secretário de Cultura Glauco Zeppelini aplaudiu e leu uma das poesias das homenageadas da noite!
Richard Mathenhauer; o jovem e abnegado Poeta; Entusiasta da Literatura que levou a semente da idéia do Sarau Literário Piracicabano; plantou na sua cidade! Parabéns! E receba o carinho desta sua amiga agradecida: Ana Marly de Oliveira Jacobino



A simpatia da Cantora Fabiana e o seu violão encantado, alegrou e contou com o coral dos participantes do sarau! Parabéns!


Alguns dos Escritores, Poetas e Participantes; bem antes de iniciar o Sarau Riopedrense!



Secretário da Cultura Glauco Zeppelini dando as boas vindas aos participantes do Sarau Literário da Cidade Doçura!
“Estação Saudade: Sorocabana”
Nelson Rogero (Poeta da Cidade Doçura)

E lá vem ele, minha gente!
Vem chegando à Estação,
Na curva vem apontando,
Gigante,
Possante,
Fumegante,
Qual cabeça de dragão.

E lá vem ele, minha gente!
Apitando,
Sacolejando,
Serpenteando,
Cuspindo rolo de fumo,
Comendo pás de carvão.

Mas o trenzinho partiu...
E partiu meu coração.
Foi embora da cidade,
Deixando imensa saudade
Espalhada na Estação.

A Estação ficou deserta
E o trenzinho já não vem.
Parece até que ela aguarda
Quem sabe, ainda a chegada
Daquele último trem...
“Esperanças Andorinhas”
Oriza Martins

Quando em criança, nos verões, ficava
A observar o show das andorinhas,
E eu via nelas esperanças minhas
Que num futuro áureo vislumbrava...

Mas o outono limpo o céu tornava:
Elas voavam a outras paragens,
E a revê-las em sonhos, em miragens,
O seu retorno então eu aguardava...

Com o girar das rodas do destino,
Fui me afastando dessas avezinhas,
No vai-e-vem das estações, fatais...

E hoje percebo, em meio ao desatino,
Que as esperanças, como as andorinhas,
Muitas se foram e não voltam mais...





















segunda-feira, 6 de abril de 2009

O menino que vendia palavras e o aparelho _ Ignácio de Loyola Brandâo

Ignácio entre as "Anas"!


Ignácio de Loyola Brandâ no Sesc Piracicaba


O menino que vendia palavras e o aparelho
Ana Marly de Oliveira Jacobino

-Não fui à missa neste sábado. Troquei Jesus pelo Ignácio!
E a Áurea do outro lado da linha telefônica, sem entender quase nada, depois que coloquei um aparelho ortodôntico e falo como personagem de desenho animado.
-Bonifácio?
- Não! Ignácio!
-Ah! Ignácio? Não é um santo lá dos jesuítas?
-Não é esse Ignácio. É o outro! Se bem que ele nasceu no dia em que o outro morreu!
-Quem nasceu? Quem morreu?
-Eu vou explicar; Aurita. O Ignácio que estou falando é aquele que ganhou o prêmio Jabuti!
-Jabuti? Nossa! Agora que não estou entendendo, mesmo!
-O Ignácio de Loyola Brandão, aquele jornalista, autor teatral e escritor. Pelas minhas contas, o homem já escreveu 31 livros, recebeu muitos prêmios, o último foi o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção em 2008 com o romance "O Menino que Vendia Palavras".
-Ah! Pena que não pude ir com você. Eu recebi o seu convite no meu e-mail. É que cheguei de São Paulo depois do almoço. Liguei na sua casa e seu marido falou que você tinha saído. Daí pensei que você, para não perder o costume, tinha ido à missa!
-Por isso que você lembrou o tal do santo, então! O Ignácio, o escritor veio falar sobre a importância da memória nos dias atuais, tema da exposição: “Retrato Delas com Suas Fotos”.
-Áurea, o Sesc trouxe para a exposição, 16 retratos e eles revelam toda a sensibilidade e delicadeza do olhar feminino, sobre histórias de vida e imagens da cidade de São Paulo! Os espaços urbanos da capital paulista estão repletos de significados, e ganham notoriedade ao serem retratados por essas mulheres, de 64 a 86 anos, participantes do trabalho social com Idosos do Sesc Consolação, que apresentam suas memórias registradas sobre a pele. A exposição é o resultado de um processo de percepção artística proposto pela fotógrafa Tika Tiritilli e pela atriz Mônica Sucupira.
Disparei a falar sem me preocupar se a minha amiga compreendia o meu linguajar a la “frajolês” ou “patolinês”:
-O Ignácio não é mais o mesmo! Mudou! A partir de 1995, quando foi acometido de um aneurisma cerebral. E, assim, depois deste acontecimento, tornou um homem mais atencioso, muito mais alegre, e delicado, principalmente para os seus leitores e ouvintes.
-Ah, é! Como você sabe?
-É que o conheci em outras das suas palestras, e pode acreditar, ele mudou, mas mudou para melhor! Ele quase não ria! Ele não brincava tanto!
-Ele também contou que uma repórter de um dos nossos jornais aqui de Pira ligou para ele, e após as devidas apresentações e mesuras, perguntou:
-O senhor vai falar sobre o GOLP?
-Golpe? Que golpe?
-E o Ignácio disse ter se lembrado do golpe militar de 64 e falou:
-Mas, eu vou falar sobre o processo de criação de personagens, de diferenças de textos, crônicas, inspiração, fantasia, não vou falar do Golpe Militar de 1964.
-Não! Ignácio, não é deste golpe que estou falando, mas do Golp (Grupo Oficina Literária de Piracicaba). É sobre a sua contribuição e envolvimento para a formação em que você foi a figura fundamental em todo este contexto histórico.
-Eu estava desempregado e vivia ministrando oficinas literárias no interior do Estado. Fazíamos discussões de texto, escrevíamos.
E continuou:
-No processo da criação literária cada momento é um gancho em que você passa para o papel e tudo pode ser um tema.
Inspiração? É também ser interessado nas pessoas ao redor, veja, qualquer assunto pode render uma boa história, pois a imaginação não pode ter limites, vai de uma dupla de senhoras conversando no ônibus, sobre o significado da palavra pobrema até mesmo de algum acontecimento familiar. Qualquer fato, verossímil ou não, pode ser usado na construção de um bom texto.
O escritor compartilhou alguns de seus métodos com os participantes do bate papo literário. Como o hábito de carregar uma pequena caderneta, em que são feitas anotações de casos curiosos, observados nas ruas. Trata-se de um recurso, muito estimulante para colecionar ideias, pois há sempre a possibilidade de alguma boa ideia surgir a partir da simples observação do cotidiano.
-Sou um cronista (literatura sobre pressão). Erico Veríssimo dizia: “Inspiração é o prazo, pois naquela hora você tem que colocar no papel.”
O cronista tem que colocar na crônica a linguagem coloquial, a maneira de se vestir, de viver de cada um e da sua terra. O cronista escreve sobre a sua época, o seu povo, a sua cidade. Escritor não deve ter escrúpulo com ele mesmo. Ele deve soltar tudo. Um escritor ao escrever: “Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto.” Pois é com seus escritos Franz Kafka mudou a literatura mundial!
E o bate papo poderia continuar por horas a fio, mas, acabou! Palmas e homenagens feitas pelas 16 mulheres da exposição de retratos. Cada uma delas entrou segurando uma rosa branca, depois cada uma delas entregou a sua flor ao escritor, gratas pela crônica escrita por ele, sobre elas no caderno do jornal “O Estado de São Paulo”.
Alguns dos participantes se achegaram ao Ignácio para conversar. Eu já tinha tirado várias fotos do palestrante. Mas, de repente, senta ao meu lado a minha prima Ana Maria e pede a minha máquina emprestada, e a entrega para um fotógrafo, ali presente. Eu continuo sentada. Guardava as minhas anotações para esta crônica, quando ouço:
-Ana, venha aqui! Rápido! Anda logo, mulher! Venha tirar uma foto. O moço vai tirar de nós duas; as “Anas e o Ignácio” ou seria melhor “Ignácio entre as Anas?”.
Respondi que não podia, pois estava de aparelho ortodôntico
-Deixa disso mulher, ninguém vai ver o aparelho.
Não acreditei!
Ela começou a me puxar para o lado do escritor e no desespero fiz uma coisa impensada; tirei o aparelho, tão rápido da boca e o joguei dentro da bolsa! E assim pude sair na foto, sorrindo.
Quando estava na portaria do Sesc conversando com o Adriano, o moço da programação, me lembrei do aparelho e senti um calafrio. Procurei e o encontrei inteiro.
Ufa! Ainda não paguei nenhuma das suas prestações!


domingo, 5 de abril de 2009

Ignácio de Loyola Brandão em Piracicaba!

16 mulheres exposição Retrato Delas com Suas Fotos (a exposiçao está belíssima no Sesc Piracicaba) homenageando Ignácio de Loyola Brandão

Mulheres do Golp (Grupo Oficina Literária de Piracicaba) e Ignácio de Loyola Brandão. que contribuiu com o envolvimento para a formação do GOLP

Ignácio de Loyola Brandâo foi homenageado pelas 16 mulheres exposição Retrato Delas com Suas Fotos (a exposiçao está belíssima no Sesc Piracicaba) O Anônimo
Ignácio de Loyola Brandão

Se alguém me matasse. Se eu fosse abatido a tiros por uma amante, pelo marido de uma de minhas amantes, por um neurótico pela fama, por um serial killer americano que tivesse vindo ao Brasil, pelo engano de um traficante, por um assaltante num cruzamento, por uma das milhares de balas perdidas que cruzam a cidade, por uma dessas motos enraivecidas que alucinam o transito, por um colega de profissão inconformado com a minha fama. Se morresse em uma inundação, atingido por um raio ou por um arvore derrubada por um vendaval. Por um remédio com data vencida, por uma comida estragada. Uma tragédia noticiada por toda a mídia, alimentada e realimentada, provocando manchetes vorazes, devoradas com prazer pelo publico e construindo a minha legenda. Melhor que fosse algo misterioso. O noticiário duraria mais tempo, o caso seria revisto por curiosos dispostos a desvendar enigmas. Provocar a necessidade de uma autopsia, de exumação. Ser o enigma do século seria a minha gloria. Se eu tivesse essa certeza, não me incomodaria de estar morto.