sexta-feira, 29 de abril de 2016

Música: cântico d'alma...


Um pouco da noite de 12 de Abril de 2016 do Sarau Literario Piracicabano em que foram homenageados o ator, poeta Zé Trindade e o escritor e jornalista Joao Umberto Nassif com o
Grupo Caleidoscópio: Carlos Roberto Furlan (violão e voz) ei Suzi Christophe Furlan (voz e timba); Ana Lúcia Paterniani (flauta e voz)


## As cores de Abril _ Vinicius de Moraes e Toquinho_https://www.youtube.com/watch?v=_Ge1scbk-eA&feature=youtu.be
## Morena Tropicana_ Alceu Valente e Vicente Barreto _https://www.youtube.com/watch?v=bKrfSfefldg&feature=youtu.be
## Brisa do Mar _ Abel Silva e João Donato_https://www.youtube.com/watch?v=RPDMzAOTQMg&feature=youtu.be
## Apresentação do Jogral do Recanto dos Livros em homenagem ao João Umberto Nassif (Elizabete Bertolini) no Sarau Literário Piracicabano de 12 de Abril de 2016

Grupo Caleidoscópio: Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Furlan (voz e timba); Ana Paterniani (flauta e voz) no Sarau Literário Piracicabano de 12 de...
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sábado, 23 de abril de 2016

A história reescrita através dos vários autores...

Sarau Literario Piracicabano enfeita as páginas da "ATribuna Piracicabana" neste final de semana.Agradecendo a Evaldo, Erick Tedesco (e toda a familia da Tribuna) e o jornalista Felipe Poleti pela dedicação e o espaço! Ana Marly De Oliveira Jacobino
##Trabalhos publcados no Caderno do Sarau Literario Piracicabano´de 12 de Abril # 
Espantalho_ Angela Sega

" Quem te espetou, espantalho? Quem te deixou aí, inerte?
Espantalho feito de retalho, do que não se ia usar, te vestiram, colocaram chapéu e te deram cara; ficaram no meio do trigo dourado a cintilar.
Tu ficas quieto fitando o longe, sonhando a estrada ganhar.

Bem sei que gostarias de sair correndo por esses campos, chamar as crianças a brincar de roda, rir e sonhar; deixar os pássaros se fartarem de sementes e espalhá-las por outras terras.
Sabe, espantalho, os homens... Ah, os homens... põe cerca de arame, põe armadilha pra bicho pegar.
Espantalho, se meu amigo Francisco visse, te libertaria, derrubaria as tais cercas, dançaria contigo e comigo.
Venha... vou te levar, te carrego e procuro um Francisco que em nome de Cristo te ensina a andar, ensine o povo a sonhar.
Não temas, não te prendem mais, estamos seguros. Vou te esconder embaixo da cama ou no armário bem grande que tenho.
Quando enfim amanhecer nós sairemos a viver."
URGÊNCIA DE VIDA _ Marielli Mari SbravattiFantasia 

Sou daquelas que já vem no avião pensando no próximo destino.
Que na última temporada de um seriado já começa a procurar por outro.
Que termina um livro com o primeiro capítulo do próximo engatado.
Sou um fiasco nos pauses da vida.
Detesto ficar órfã das minhas paixões.
Na sobremesa do almoço já estou pensando no jantar.
No sábado, já tenho planejado o domingo.
A princípio, dá uma impressão de coração acelerado.
Sem qualquer habilidade para lidar com o vazio.
Concordo.
Por mais que adore contemplar a vista, não consigo ficar na janela por mais de dez minutos.
A vida não me concedeu o luxo do ócio.
Adoro uma sombra de árvore. Mas com um livro nas mãos.
Adoro a areia da praia. Para caminhar. E as ondas do mar para embalar.
E no conforto da minha cama é que eu descanso tranquila,
depois de absorver tudo aquilo que eu chamo de vida.

EN EL SILENCIO ME ENCUENTRO _ Ângela Angela Reyes Ramirez

Le pregunté a la vida: vida, que o quien soy yo?
Y la vida me respondió:.
"tu eres parte de mi y yo , parte de ti"
subo a la montana y le pregunto: sabes quien soy yo?
Ella responde:
"alguien que siempre quiso alcanzarme.
Desciendo al valle y la pregunto a una flor: bella flor. Quien soy yo?
Responde grasiosa:"" te pareces a mi cuando sonríes y estás alegre".
Junto a la for está un frondoso árbol y le pregonto: quien soy?
Responde:
"mi amiga, eres sensitiva como yo, cuando generosa ofreces abrigo y,
alimentos al caminante..
Ayyy...tropieso con un piedra y le pregunto:
quien tú crees que soy yo? Ella responde:
yo misma cuando tu corazón no perdona y guardas rencor".
"mojo los piés en el río y pregunto: amigo río, tú sabes quien soy yo?
"somos parientes sercanos, adoramos correr libres y damos lo mejor de nos
cuando no nos apresan".
Muchos pájaros y nariposas juegan entre si. Yo les pregunto: mariposa, y,
tú que piensas, sabes acaso quien sou? Y, tú pájaro, te pregunto a ti, tambien,.
La mariposa me mira y me dice al oído":
"bien que lo sabes, vqnidosa y coqueta como yo"
y el pájaro agrega: "tú y yo tenemos algo en común",..
Nos gusta cantar y volar."
un besa flor que libaba una orqídea expresó":
"mas, cuando ella besa, es puro amor"
el viento comenzo a soplar fuerte, le pregunté" viento sabes quien soy?
Respondió bramando:"mas peligrosa que yo cuando te provocan""
y, tú mar, estás de acuedo con el viento?
Él dice: eres mas pequena que un grano de arena, pero cuando,...
Nos agreden, destruimos a quien se nos coloca en frente."
yo, soy un grano de arena? "si gritó la arena, y siempre te crees superior,"
el sol me observaba y gritó "mas caliente y ardida que yo cuando estás
apasionada"
no muy conforme con algunas respuestas decicí esperar la noche,
la luna me diría la verdad.
Hermana luna quien soy? Y me dijo:
"romántica y apasionada, inspiración de poetas y enamorados"
canzada, decidí preguntar a la muerte: hermana muerte quien soy?
Ella pausadamente me confiesa:
"alguien a quien un día convidaré a mi reino"
decidí meditar sobre todas esa cosas que soy: al final?....
Montana, río, flor, mar, mariposa, ave, soy amor, pasión y soy violenta
cuando mi corazón no tiene paz..
Soy la misma naturaleza.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Uma volta no tempo à fábrica do riso ...

denominado Zé Trindade num ouvir cadenciado da história escrita por João Nassif! Ana Marly de Oliveira Jacobino


Paulistenses o riso solto da minha infância ...Ana Marly De Oliveira Jacobino
E..., lá estava o livro “Paulistenses” seguro em minhas mãos! 

Eu me via enriquecida por poder ler histórias vivenciadas por minha família, junto ao Bairro da Paulista, sim! nasci, morei..., a minha vida no Bairro Alto, contudo, meus avós e tios fizeram parte da história da ferrovia Paulista, e, do bairro honrado pelo seu nome, portanto, aquele livro de fato se moldava nas minhas mãos para se achegar pertinho das lembranças e transformá-las em “vivas”, através das palavras, nele contidas!, Joao Umberto Nassif, como um excelente, jornalista e escritor, soube, agregar histórias..., rememorar vidas..., entrelaçar movimentos..., folhear almas um tanto esquecidas dos momentos, esquecidas por quem viveu fatos marcantes, lapsos que podem voltar a brilhar, num verdadeiro túnel do tempo, como: morador desta caixa de pandora, denominada cérebro!


Zé Trindade chegou

Na cidade voltou
Senhoras e senhores com vocês
O grande Zé outra vez.
“Segundo o poeta, na vida deve-se declarar amor apenas duas vezes!”, pois bem, meu pai morria de amor pelos trens da Paulista e pelo cinema, nele incluo o Zé Trindade, suas mímicas faziam o meu velho rir , diversão garantida: Para celebrar a sua veia humorística e latente no Zé estamos aqui nesta noite rememorando orgulhosos da sua frase tão decantadada:
“Boa Noite a todos! O riso te segue se preciso for!”
Hoje no sarau a letra J é a sensação, 
Tributo garantido pro José e pro João!
‪#‎Publicado‬ no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 12 de Abril
Irmãs Letícia Vidor
Irmãs são
como talismãs
e sementes de romãs.

Irmãs são
as bordadeiras
da nossa alma.
Irmãs,
nos acalmam.

Irmãs são
como a luz do sol,
que nos aquece
e conforta.

Irmãs são
companheiras de todas as horas,
tanto para brincadeiras,
como para quando a gente chora.
Em meio à boiada_ Mauricio Generoso
De longe ouve-se
o som do berrante,
os gritos dos peões,
e avista-se a poeira que levanta
com o pisoteado da boiada.

É a comitiva que vem chegando.

O berranteiro,
tocando seu berrante,
vem lado a lado
com os ponteiros,
a tropa de polaqueiros
e os sinuelos que
conduzem a boiada à frente.

Bois, novilhas e garrotes,
muitas já estão cheias.

Os meeiros,
estalando seu piraim,
vêm pelas laterais,
evitando que a boiada
se esparrame.

Acontece um furar,
o meeiro joga seu laço
evitando sua perda.
Em eventuais ocasiões,
abrem as porteiras
para o gado passar.

O capataz, peão de muita vivência
e muita sabedoria,
fica atrás da comitiva,
delegando tarefas aos peões.
Junto, seguem os culateiros
que tocam o gado atrasado.

Em direção ao curral,
um a um
vão entrando na encerra.
O capataz entrega a boiada
com a sensação
de dever cumprido.

O dono da fazenda
o dinheiro vem contando,
vai pagando a peonada,
pelo serviço
que fora destinado.

Tirando suas traia dos cavalos
e tomando seu tereré,
esperam o caminhão,
para levá-los até suas casas.
Vão rever suas famílias,
depois de
muitos dias
de trabalho.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Hoje eu sou o Zé:


 "Zé Trindade está na música do Skank. Está na fala do comentarista esportivo José Trajano. Está na boca do povo. Zé Trindade é a boca do povo. Difícil determinar onde começa a personagem e termina o intérprete. O próprio se valia de referências da vida pessoal, autodenominando-se “baiano e muito vivo!”. Num dos inúmeros bordões que perpetrou, tirava sarro da aparência: “É chato ser gostoso”. “Baixinho, feio e sempre safado”, nas palavras do crítico de cinema Inácio Araújo, aliás, os tais bordões servem de principal esteio às atuações de Trindade que, diferente de outros comediantes, não se agarrou a um, mas criou inúmeros deles. Judiado pelas mulheres, o comediante sempre arranja uma saída criativa para as confusões que arruma. Talvez seja este o principal ponto de aproximação de Zé Trindade com o seu povo."

Viva o Zé! Viva o Sarau Literario Piracicabano que vai homenagear o Zé neste que seria o seu centenário. Saravá!


Próximo Sarau:
Local: Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais (final da Alameda Principal), Esalq Piracicaba _passa o restaurante e continua até o final da rua, anfiteatro fica a esquerda)
12 de Abril (terça-feira) _ 19h30

Participação do Conjunto Caleidoscópio com Carlos Roberto FurlanSuzi Christophe FurlanAna Lúcia Paterniani
Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite líteromusical
Apresentação da CIA Pimenta de Teatro_ Benedita Giangrossi Lívia Foltran Spada e Hillary da Cruz
Homenageados em 12 de Abril _ Joao Umberto Nassif (escritor, jornalista, radialista) Zé Trindade - ator, músico, poeta e comediante brasileiro (18 de Abril-centenário de nascimento)
Coordenação: Ana Marly de Oliveira Jacobino

domingo, 27 de março de 2016

Servidão Humana...

" A única maneira de viver é esquecer a morte. A morte é sem importância. O temor dela jamais deveria influencias a menor das ações de um homem sábio..." Cronshaw , personagem poeta do livro Servidão Humana de W. Somerset Maughan deitado ao meu lado na minha cabeceira... Ana Marly De Oliveira Jacobino
Servidão Humana é o livro mais conhecido de William Somerset Maugham. Publicado em 1915, narra o fim da infância, a juventude e o começo da vida adulta de Philip Carey, um órfão, criado pelos tios no interior da Inglaterra na virada do século XIX para o XX, que sai em busca de conhecer o mundo e de se movimentar, nem sempre ileso, no meio de suas atormentadas paixões.
O autor da obra nasceu em Paris, em 1874, filho de uma rica e nobre família inglesa. “Perdeu os pais com dez anos de idade, passando a viver com um tio na Inglaterra. Fez os primeiros estudos na King´s School de Canterbury e depois viajou para a Alemanha, matriculando-se na Universidade de Heidelberg. O ambiente cultural e artístico despertou-lhe a vontade de escrever, ideia veementemente recusada pelo tio. Assim, retornou à Inglaterra e propôs-se a estudar medicina em Londres, com a esperança de dedicar-se secretamente à literatura. O êxito alcançado pelos primeiros romances levou-o a abandonar a medicina para dedicar-se apenas à literatura...
"Servidão Humana é o livro mais conhecido de William Somerset Maugham. Publicado em 1915, narra o fim da infância, a juventude e o começo da vida adulta de Philip Carey, um órfão, criado pelos Os personagens de maior destaque, além do próprio protagonista, Philip Carey, são os seguintes: Helen, a mãe de Philip, que começa o livro em seu leito de morte; Sr. William Carey, tio de Philip, vigário protestante em Blackstable, pequena cidadezinha do interior da Inglaterra; sua esposa, Sra. Carey, tia de Philip e que lhe apresenta pela primeira vez os livros que o despertarão para a arte e para a literatura; Hayward, poeta idealista e levemente religioso que Philip conheceu em Heldelberg, e com quem manterá relação de amizade; Srta. Wilkinson, moça solteira conhecida de seus tios, com quem Philip tem um caso de verão; Fanny Price, confusa e miserável estudante de artes em Paris com quem Philip tem uma inquietante afinidade; Cronshaw, poeta maldito que lhe apresenta ‘o enigma do tapete persa’, e que morre desgraçado em um quarto da pensão do próprio Philip; Mildred Rogers, garçonete desprezível e sem atrativos físicos ou intelectuais por quem Philip se apaixona loucamente; Griffths, amigo de Philip, estudante de enfermagem, que o ajuda em sua doença e se relaciona com Mildred; Norah Nesbit, viúva jovem, escritora amadora, com quem Philip tem uma relação amorosa rápida porém harmoniosa; Sr. Athelny, foi paciente de Philip e se tornou seu amigo; Sally, filha de Athelny a quem Philip pede em casamento ao final do livro; e Dr. South, médico morador de uma vila de pescadores com quem Philip faz residência e de quem planeja ser sócio." entre e veja mais na editora Travessia postado por bmagalhaes40@gmail.com

segunda-feira, 21 de março de 2016

Dia Internacional da Poesia...

Dia Mundial da Poesia, 21 de março. Homenagem a Solano Trindade.Ana Marly de Oliveira Jacobino

Francisco Solano Trindade nasceu em Recife, no bairro de São José, filho do sapateiro Manuel Abílio, mestiço de negro com branca, e da quituteira Dona Emerenciana, descendente de negros e indígenas. No Recife, Solano estudou até o segundo grau e chegou a participar, por um ano, do curso de desenho do Liceu de Artes e Ofícios. Quando ainda era bastante jovem, nasceu o amor de Solano pela poesia e ele começou a compor seus primeiros poemas em meados da década de 20. No início da década seguinte, o poeta foi um dos organizadores e idealizadores do I Congresso Afro-Brasileiro, realizado em 1934 na cidade de Recife e liderado por Gilberto Freyre. Solano também participou em 1937 do segundo congresso Afro-Brasileiro, realizado em Salvador...Solano foi o grande criador da poesia “assumidamente negra”, segundo muitos críticos. Os livros lançados por ele foram: “Poemas de uma Vida Simples”, 1944, “Seis Tempos de Poesia”, 1958 e “Cantares ao meu Povo”, 1961. Como ator, participou dos filmes “Agulha no Palheiro” (1955), “Mistérios da Ilha de Vênus” (1960) e “O Santo Milagroso” (1966). Trabalhou também como artista plástico, pintando quadros a óleo, sendo que um quadro do artista hoje faz parte do acervo do Museu Afro Brasil

Neste Dia Mundial da Poesia o nosso tributo para Solano Trindade

E no Sarau Literário Piracicabano a poesia e a prosa poética acontecem...#Publicado no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 15/03/2016
DO QUE VOCÊ PRECISA? _Marielli Sbravatti Mari Sbravatti
De fato não preciso de mais sapatos. Preciso sim de calçadas novas para gastar as solas daqueles que habitam meu armário.
Não preciso de mais jaquetas. Preciso do vento quebrando no meu peito e desgastando o couro.
Não preciso de outros batons, por enquanto. Mas preciso movimentar os lábios. Preciso de beijos e rodas de conversa. 

Preciso usar meu vestido de poá. De preferência ao som de um bom e velho rock and roll.
Meus óculos de gatinho ainda não passearam pela Avenida Paulista.
A minha moto é o bastante se eu tiver estrada e gasolina.
Quero outras. Mas quero mais ousadia. Para ir mais longe.
Para zerar o velocímetro num final de semana.
Para tomar chuva sem medo de gripe.
Para subir a serra só para contemplar o horizonte.
Preciso "gastar" tudo o que tenho. Para começar tudo de novo.
Preciso de uma jaqueta descascada pelo sol.
Ou apenas de sol.

Retrato Inacabado _  Ana Marly De Oliveira Jacobino

No olhar triste, a vida esquecida, ou, não,
nada mais a explora!
Pincéis descolorem sem compaixão
o rosto desgostoso de Dora!

“Lembro-me... o quanto foi bela,
tinha uma covinha perto dos lábios!
Dedos entrelaçados nas mãos de Estela,
viveu feito uma luz a explorar um raio!”

No ir e vir do tempo tão fingido,
sua mão se solta da mão da sua irmã!
Óleo sobre a tela, agora, diluído,
separa as duas, num furioso afã!

Quem a viu tão linda naquele retrato,
cabelos anovelados pelo vento,
não sabe que o pintor tão insensato,
apaga sua imagem num momento! 
Único _ Angela Reyes Ramirez
Están reunidos los mas ilustre pesonajes para elegir al ganador del
premio novel en arte.
Famosos candidatos esperan ansiosos...
En el instante en que anunciarían al ganador; una voz femenina se
deeja escuchar en todo el recinto...
Es una mujer del pueblo. Simple, ignorante de la historia del arte
contemporáneo.
Silencio...todos los allí prsente se miran atónitos, nadie le conoce
ni convidó, ella sube al podio. Toma el micrófono y comienza a
hablar.: le miran mas con curiosidad que interés, algo burlonamente.
Ella dice: existe un artista al que olvidan todos los anos, es
multifacético, único, no hay otro mejor que él.
A, estas alturas todos están intrigados y le dejan libre para expresarse:
ella dice:..."mi amigo arquitectó un mundo en el cual se reunen mas
de las artes que logren imaginar.
La tersura y color a las flores, ensenó a cantar a los pájaros y a
silbar al viento, pintó crepúsculos y amenecers. Auroras boreales. Es
poeta, de allí las bellezas y grandezas de nuestro universo.
Él es rei,su túnica azul está bordada de soles, lunas y estrellas. Su
máxima creación fué el hombre y esculpe uma vida desntro de otra
vida.
Yo exijo que el premio sea dado a él.
Bajó del podio y salió calladamente..aplausos frenéticos se escucharon
a su partida y su amigo ganó el premio.

quinta-feira, 17 de março de 2016

La Negla e a sua voz...

América ajoelhe-se para cantar com Mercedes Sosa... leva a força do seu canto acompanhado ao som do violão de Gisele Maria Viccino dando “gracias a la vida”! Ana Marly De Oliveira Jacobino
“gracias a la vida”! Ana Marly De Oliveira Jacobino
O papel em branco na tela
regurgita na mão; imóvel
do poeta, as vozes mortas
caladas no sangue, pregam...
A morte; escarram palavras
obscenas, o estomago ronca
esvai a sonoridade; rompe
os versos, mata o monstro.
O tumor negro invade matérias
obscenas, o estomago ronca
a fome, cala a poesia, suga
consome o ar do pulmão.
O poeta delira sobre o teclado
contudo, o coração reclama
e a poesia derrama em dor
a voz retrai, morre “La Negra”...

A “voz dos que não têm voz”, assim, chamavam Mercedes, por ser defensora da independência, não apenas de sua pátria como de todos os trabalhadores. Sua voz unificava as Américas! Tinha um repertório que ia além das fronteiras da sua Argentina, reunia as principais canções de protesto do Uruguai, da Argentina e do Chile, Mercedes participou de discos em diferentes países, e consolidou sua presença na música latino-americana, como a voz mais difundida no continente ao longo dos anos 1970.
“Os poderosos podem matar uma, duas ou três flores, mas não podem impedir a chegada da primavera”.
Os poderosos podem matar um ideal, contudo, não matam a força do pensar...! Graças à vida que me deu tanto! Graças ao Sarau conheci a força de tantas mulheres... Ana, Ângela, Aurea, Benedita, Carmem, Dulce, Gisele Suzi, Esther, Ivana, Leda, Letícia, Lívia, Marina, Márcia, Mercedes ,Vera, ..., quando olho o fundo de seus olhos claros.. Gisele vejo tanta beleza..., feito primavera enfeitando os campos de flores multicolores, daquele modo, que não se podem contar... você, e, seu violão, uníssonos numa sonoridade cativante! Uma mulher de aparência tão frágil se agiganta ao sabor da vida...
Mas é preciso ter força. É preciso ter raça. É preciso ter gana sempre. Quem traz no corpo a marca... tem, também, nome de Mercedes e Gisele Maria!

## Publicado no Caderno do Sarau Literario Piracicabano de 15 de Março de 2016

quinta-feira, 10 de março de 2016

Vânia Bastos uma cantora brasileira...

Eu a conheço da época que cantava com o meu tio Maestro Marconi Campos do Trio Marayá (e também com a esposa dela a Vera Lúcia), hoje, 10 de Março de 2016 vou curti-la no SESC Piracicaba com toda a família (incluindo a minha tia Vera Lúcia) e amigos,sucesso Vània Bastos, sempre! Saravá! Ana Marly de Oliveira Jacobino
 A cantora brasileira Vânia Bastos nasceu no dia treze do mês de maio do ano de 1956 e faz parte do movimento Vanguarda Paulista cultural. No ano de 1975 foi morar na cidade de São Paulo e lá passou a cursar sociologia e também fazer aulas de canto. No ano de 1980 foi chamada para ser a vocalista da banda Sabor de Veneno que era de Arrigo Barnabé e no ano de 1986 passou a investir em sua carreira solo.
Ouça Vânia numa homenagem para São Paulo:
https://www.youtube.com/watch?v=ht4kyEaZ04I&ebc=ANyPxKqjLc5lmMHxI0DI8oqnV7nZ6d-Qq2GnhIbgnK7YO-nlSi0vhUXumj2d6ia_huTD5FU_CmctvAAZv6hw27NGNsh86fQLeg
Hoje, 10 de Março de 2016  tem Vânia Bastos no SESC_ Piracicaba (foto linda da cantora que tanto admiro na Tribuna) as 20 horas ingressos gratuitos tirar antes no SESC

Vânia Bastos ( Luzes do grande Taiguara )_ https://www.youtube.com/watch?v=kAmaoaaXvis

sexta-feira, 4 de março de 2016

E as palavras refletem o pensar do Escritor no seu tempo...


Uma cartazinha para Ana Marly De Oliveira Jacobino!


Bom dia Ana Marly!Obrigado pela delicadeza de nos enviar o cartão e o delicioso pãozinho, que acabou povoando algumas lembranças da minha infância. Aos domingos, com meus pais, visitávamos os parentes nos sítios, comuns daquela saudosa época. Pois bem: o formato e o gosto lembrou um pãozinho semelhante ao seu, que minhas tias faziam, para o café da tarde.


Quantas lembranças boas dessa "gente do sítio", os autênticos homens da terra, essa raça de gigantes que risca o solo na ponta dos arados para, depois, arrancar dele a riqueza que brota da multiplicação das sementes. Homens destemidos que fazem do gesto de lançar as sementes ao seio da terra um ato de fé na bondade divina. 

Ah, saudade maldosamente amiga! Quantas histórias vivi e ouvi nesses lugares. Meus pensamentos saem em revoada...Quantas vezes, à sombra dos bambuzais, preparei anzóis pra puxar, do ribeirão piscoso, bagres, mandis e lambaris, trocando conversas com os queridos primos. Com eles aprendi a fazer incursões exploratórias para ver o que tinha sobre o fogão à lenha, passando em revista as panelas, beliscando uma coisinha aqui, outra ali. O meu mundo girava em torno dessas pessoas apaixonantes, rostos queridos, mestres na arte de desfrutar a vida, os amigos e parentes, em torno de uma mesa, só para brindar à amizade, à saúde, ao estar vivo. Como não guardar essas lembranças, meu Deus? Que tempo aquele! Tempo da inocência, da chaleira no fogão, do aroma e sabor de tantas ervas apanhadas na horta do quintal, dos bolinhos de chuva, dos cachorros que viviam espaçosos, mas não incumbidos da guarda da casa porque, todos, vivíamos em liberdade ( hoje precisamos cimentar muros altos, erguer grades nas portas, portões e janelas e, às vezes, cimentamos até o coração...). Como é bom reviver aquelas imagens. De repente, um sabor, um perfume, uma visão, provocam viagens pelas avenidas da alma, temperadas por pitadas de alegria, às vezes de tristeza, de belezas escondidas, um verdadeiro baú de relíquias que a gente vai abrindo e tudo fica tão vivo, que parece ter acontecido ontem. Também, como não ter um caso de amor com a vida, não é mesmo? É aquilo que dizem os poetas: é o amor acontecendo nas horas antigas, que insiste em ficar perto da gente. 

Em tempo: Você viu, o tema da redação da Fuvest, desse ano? Utopia!
Pois é, UTOPIA! Que feliz coincidência. O meu texto de encerramento do ano, do sarau de dezembro, enfocava exatamente o tema, que
você, carinhosamente, também publicou no jornal A Tribuna Piracicabana . Espero que algum vestibulando tenha aproveitado o texto, como inspiração. É isso Ana! Talvez todos essas coisas façam parte daquele farol referido no texto de fim de ano, capaz de tornar, claros, os caminhos por onde vão se construindo a nossa história, na teia da existência.
Abraços nossos e, mais uma vez, agradecidos. Beto e Suzi Furlan

sábado, 27 de fevereiro de 2016

"Você acredita em milagres?"

"Você acredita em milagres?", perguntei terça-feira a Ana Marly Jacobino. "Sim. Eu sou um milagre", ela me respondeu com um sorriso escancarado no rosto. Concordo com gênero, grau e número ! Marly é um exemplo de vida, sempre sorridente, carinhosa, educada e festiva ! É um milagre em pessoa que faz a cultura piracicabana brilhar com o seu Sarau Literário Piracicabano (aliás, deixe me apossar, pois o Sarau é nosso !!!) desde 2004. Na terça-feira passada, passei uma experiência super agradável ao lado dela, da família e de gente como Carmen Pilotto, Arthêmio de Lello e Daniel Ponciano, além de Márcia G Rontani e Gabriel G. Rontani. O primeiro Sarau do ano foi um exemplo. Uma força viva ! Muitas participantes com declamação de poesias, homenagens e teatro. Coisa linda ! Intitulado "De pai para filho, cada um na sua arte, orgulho do povo piracicabano", este primeiro Sarau homenageou em primeira lugar meu saudoso pai, Edson Rontani, que na próxima quarta-feira faz 19 anos que nos deixou, e em último plano me homenageou como escritor. Muito sensível, sou, confesso. Gostei muito, Aliás, adorei, obrigado pelo carinho de sempre, Sarau Literario Piracicabano. Edson Rontani Junior
Edson Rontani Junior recebe o CD de baião jazzistico , obra do saudoso  Maestro Marconi Campos do Trio Marayá
Edson Rontani Júnior meu saudoso Pai dizia ao ver alguém que trilhava com sucesso os caminhos feitos pelos Pais: "Filho de peixe...também é peixe!", com certeza, você, Edson Rontani "Filho" , se tornou exemplo, desta fala do Seu Celso , e, passou as fronteiras se tornando um vórtice nas artes e na humanidade...ah, nisso, você esta sendo um excelente Professor..." De Pai pra filho".. Ana Marly de Oliveira Jacobino

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Um pouco do Sarau Literário Piracicabano

Homenagem deliciosa ! Músicas selecionadas com o mais fino bom gosto e executada com toda maestria possível. Parabéns Suzi, Carlos Roberto e Ana Lúcia ! por Edson Rontani Junior

Ana Marly (Coordenadora do Sarau Literário Piracicabano), Edson Rontani Junior (um dos homenageados), Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Christophe Furlan (voz e timba) Benedita Giangrosso (Cia Pimenta de Teatr) ;Ana Lúcia Paterniani (flauta e voz) 
Ouça as belas músicas escolhidas e executas pelo: 

Grupo Caleidoscópio: Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Christophe Furlan (voz e timba);Ana Lúcia Paterniani (flauta e voz) no Sarau LiterárioSarau Literario Piracicabano na Esalq Piracicaba em 16/02/2016 nas homenagens para Edson Rontani e Edson Rontani Júnior
Você Vai Ver - Tom Jobim _ https://www.youtube.com/watch?v=NlzS3WrCbOw&feature=youtu.be
Eu Não Existo Sem Você - Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes _https://www.youtube.com/watch?v=7fB0pq0aLw0&feature=youtu.be

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Morre Umberto Eco neste 19 de Fevereiro de 2016

Umberto Eco o escritor e pensador italiano de "O Nome da Rosa" deixa-nos órfãos dos seu conhecimento! Um Sol se apaga... vence a escuridão... a imbecilidade de muitos vai se perpetuar... sem o Mestre para demarcá-la...!Ana Marly De Oliveira Jacobino


"Só posso dar uma resposta polêmica sobre o que eu faria se governasse o mundo porque não há nenhuma chance de isso acontecer. Na medida em que envelheci, comecei a odiar a humanidade. Portanto, se eu tivesse um poder absoluto, deixaria que ela continuasse em seu caminho de autodestruição. Ela seria destruída e eu  ficaria mais feliz." ...Umberto Eco
Umberto Eco
Os homens são animais religiosos. Os cães não são religiosos. É verdade que eles latem para a lua, mas provavelmente não é por motivos religiosos. Os seres humanos têm a tendência de procurar uma razão em suas situações. Há uma bela frase atribuída a G.K. Chesterton: "Quando os homens não acreditam mais em Deus, não significa que eles não acreditam em nada, eles acreditam em tudo". O governante do mundo não pode eliminar a religião. Você pode ser ateu ou descrente, mas você tem que reconhecer que a grande maioria dos seres humanos precisa de algumas crenças religiosas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sarau Literário Piracicabano


Sarau Literario Piracicabano começa 2016,com duas celebridades piracicabanas...
Homenageados: Edson Rontani e seu filho Edson Rontani Júnior
Local: Anfiteatro do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ, final da Alameda Principal da Esalq Piracicaba

16 deFevereiro (terça-feira) _ 19h30

Participação do Conjunto Caleidoscópio com Suzi Christophe Furlan Carlos Roberto FurlanAna Lúcia Paterniani

Companhia Pimenta de Teatro com Benedita Giangrossi e Lívia Foltran Spada
Declamação, dança, esquete teatral e muito mais nesta noite de festa literária

Entrada Gratuita
Edson Rontani

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Elizabeth Bishop...Poeta.

Hoje, Agenda Cultural Piracicabanal faz homenagem a poeta norte -americana Elizabeth Bishop...Foi no Brasil que Elizabeth viveu dois momentos cruciais, costumeiramente os mais lembrados quando se trata da biografia da poetisa: o anúncio de que ela tinha ganhado o Prêmio Pulitzer, em 1956, e o seu intenso relacionamento amoroso com a arquiteta carioca, embora nascida em Paris, Maria Carlota de Macedo Soares (1910-67), entre 1951 e 1967, quando Lota, como era chamada, cometeu suicídio. O romance deu origem ao livro Flores Raras e Banalíssimas da escritora Carmen Oliveira.
CADELA ROSADA _ Elizabeth Bishop
[Rio de Janeiro]
Sol forte, céu azul. O Rio sua.
Praia apinhada de barracas. Nua,
passo apressado, você cruza a rua.
Nunca vi um cão tão nu, tão sem nada,
sem pêlo, pele tão avermelhada...
Quem a vê até troca de calçada.
Têm medo da raiva. Mas isso não
é hidrofobia — é sarna. O olhar é são
e esperto. E os seus filhotes, onde estão?
(Tetas cheias de leite.) Em que favela
você os escondeu, em que ruela,
pra viver sua vida de cadela?
Você não sabia? Deu no jornal:
pra resolver o problema social,
estão jogando os mendigos num canal.
E não são só pedintes os lançados
no rio da Guarda: idiotas, aleijados,
vagabundos, alcoólatras, drogados.
Se fazem isso com gente, os estúpidos,
com pernetas ou bípedes, sem escrúpulos,
o que não fariam com um quadrúpede?
A piada mais contada hoje em dia
é que os mendigos, em vez de comida,
andam comprando bóias salva-vidas.
Você, no estado em que está, com esses peitos,
jogada no rio, afundava feito
parafuso. Falando sério, o jeito
mesmo é vestir alguma fantasia.
Não dá pra você ficar por aí à
toa com essa cara. Você devia
pôr uma máscara qualquer. Que tal?
Até a quarta-feira, é Carnaval!
Dance um samba! Abaixo o baixo-astral!
Dizem que o Carnaval está acabando,
culpa do rádio, dos americanos...
Dizem a mesma bobagem todo ano.
O Carnaval está cada vez melhor!
Agora, um cão pelado é mesmo um horror...
Vamos, se fantasie! A-lá-lá-ô...!
1979
"Cadela Rosada" (Pink Dog) é um dos últimos poemas de Elizabeth Bishop (1911-1979), uma americana com fortes ligações com o Brasil. Viveu aqui, no Rio de Janeiro e em Ouro Preto, e traduziu para o inglês poemas de Carlos Drummond, João Cabral e Vinícius de Moraes. Bishop é, também, um dos nomes mais importantes da moderna poesia americana.
Embora concluído em 1979, "Cadela Rosada" começou a ser escrito muitos anos antes. Refere-se a um episódio famoso, de 1962, quando se denunciou que mendigos cariocas estariam sendo assassinados pelo Esquadrão da Morte, que lançava os cadáveres no rio da Guarda. 
Elizabeth Bishop identifica a cadela rosada com um mendigo. E pergunta: se estão fazendo isso com seres humanos, o que não farão com uma pobre cadela sarnenta?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

LUTO!

Aprendi a ser quinzista Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba , com meu saudoso pai o Celso (torcedor fiél). na alegria e na tristeza, hoje, estamos de luto pela perda do nosso "Menino_ Jogador" o "CANAVARROS"... seu sorriso enfeita a saudade de todos que o conheceram e estiveram com você. Estamos de Luto. Ana Marly De Oliveira Jacobino e Sarau Literario Piracicabano