terça-feira, 11 de setembro de 2012

Cruz e Souza_ Selos abrem Ano do Brasil e de Portugal

Foi com uma alegria imensa que descobri a esfinge do grande escritor, poeta João da Cruz e Sousa  estampada num dos selos que abrem o Ano do Brasil e de Portugal, ele que teve que enfrentar o preconceito racial  maquiavélico da sua época morreu aos 36 anos, em 19 de março de 1898, vítima da grande miséria em que vivia e por consequência houve o agravamento no seu quadro de tuberculose. Tardiamente, reconhecido, mas que venham os louros pelo seu requintado, porém criativo, trabalho com as palavras, enriquecendo a nossa Língua Portuguesa. Minha admiração irrestrita por Cruz e Souza.                Ana Marly de Oliveira Jacobino
Lançamento de selos em homenagem a dois grandes poetas da língua portuguesa marcará o início do Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal, em 7 de setembro de 2012. A emissão conjunta, com o tema “A Força da Língua Portuguesa”, é composta por se-tenant de dois selos, que apresentam as imagens em aquarela de Fernando Pessoa e de Cruz e Sousa, acompanhadas por versos dos poemas “Mar Português” e “Ser Pássaro”.
As peças divulgam, ainda, a logomarca da 21ª Exposição Filatélica Luso-Brasileira – LUBRAPEX, que acontecerá no período de 10 a 18 de novembro, em São Paulo. Cada selo tem valor facial de R$ 2,00 e, após o lançamento, poderá ser adquirido online e nas agências dos Correios.
Se inteire deste grande poeta Cruz e Souza em Violões que Choram: 

Poetas - Além da sensibilidade e talento, Fernando Pessoa (1888-1924) e Cruz e Sousa (1861-1889) têm em comum a vida simples e o reconhecimento póstumo. Filho de negros libertos, João da Cruz e Sousa foi o precursor do simbolismo no Brasil. Morreu precocemente, aos 36 anos, de tuberculose. Em 2007, seus restos mortais foram transferidos do Rio de Janeiro para Florianópolis, sua terra natal, onde um memorial foi erguido junto ao palácio que leva seu nome.
Conhecido também por seus múltiplos heterônimos, cada qual com estilo próprio, Fernando Pessoa levou uma vida relativamente apagada, movimentando-se num círculo restrito de amigos e intelectuais. Perdeu o pai aos cinco anos e passou parte da infância e adolescência na África do Sul, retornando a Portugal em 1904. Grande parte dos seus textos permaneceram inéditos em vida.

Países Irmãos - O Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal, que será realizado de 7 de setembro de 2012 – Dia da Independência do Brasil – a 10 de junho de 2013 – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas – inclui diversas iniciativas culturais e econômicas.
BRAÇOS_ Cruz e Souza
 Braços nervosos, brancas opulências, 
brumais brancuras, fúlgidas brancuras,
alvuras castas, virginais alvuras,
latescências das raras latescências.

As fascinantes, mórbidas dormências
dos teus abraços de letais flexuras,
produzem sensações de agres torturas,
dos desejos as mornas florescências.

Braços nervosos, tentadoras serpes
que prendem, tetanizam como os herpes,
dos delírios na trêmula coorte ...

Pompa de carnes tépidas e flóreas,
braços de estranhas correções marmóreas,
abertos para o Amor e para a Morte!

João da Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, em Florianópolis (SC). Era filho de ex-escravos e ficou sob a proteção dos antigos proprietários de seus pais, após receberem alforria. Por este motivo, recebeu uma educação exemplar no Liceu Provincial de Santa Catarina. Além disso, o sobrenome Sousa é advindo do ex-patrão, o marechal Guilherme Xavier de Sousa, o que demonstra o afeto do mesmo para com os pais do futuro autor.Foi diretor do jornal abolicionista Tribuna Popular em 1881. Dois anos mais tarde, foi nomeado promotor público de Laguna (SC), no entanto, foi recusado logo em seguida por ser negro.
Depois de algum tempo no Rio Grande do Sul e após enfrentar represália para não sair de sua terra natal por motivo de preconceito, o autor fixa residência no Rio de Janeiro, onde trabalhou em empregos que não condiziam com sua capacidade e formação.
É então, em 1893, que publica suas obras Missal (poemas em prosa) e Broquéis (poesias), as quais são consideradas o marco inicial do Simbolismo no Brasil.


               Saiba +_ João da Cruz e Sousa - De Lá Pra Cá - 16/10/2011
                           http://www.youtube.com/watch?v=z72-Gf6ch4c
A linguagem de Cruz e Sousa, herdada do Parnasianismo, é requintada, porém criativa, na medida em que dá ênfase à musicalidade dos versos por intermédio da exploração dos aspectos sonoros dos vocábulos.
Veja um trecho do poema “Cristais”, no qual é claro o uso da sinestesia, recurso estilístico que associa dois sentidos ou mais (audição, visão, olfato, etc.):
Mais claro e fino do que as finas pratas
o som da tua voz deliciava…
Na dolência velada das sonatas
como um perfume a tudo perfumava.

Era um som feito luz, eram volatas
em lânguida espiral que iluminava,
brancas sonoridades de cascatas…
Tanta harmonia melancolizava.

Filtros sutis de melodias, de ondas
de cantos volutuosos como rondas
de silfos leves, sensuais, lascivos…

Como que anseios invisíveis, mudos,
da brancura das sedas e veludos,
das virgindades, dos pudores vivos.
Por Sabrina Vilarinho


Sarau Literário Piracicabano do dia 18 de Setembro de 2012 vai acontecer no  Museu e Centro de Ciências Luiz de Queiroz na Esalq às 19h30 
 vai homenagear  Luiz Vicente de Souza Queiroz e Choro de Saia 
            Tema"Ciência e Poesia juntas pelo progresso sustentável d’alma!"  
 
Luiz Vicente de Souza Queiroz
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domingo, 9 de setembro de 2012

Jornada nas Estrlas _ Star Trek’s 46 anos no espaço...

Jornada nas Estrelas  invadiu o espaço da televisão com a sua nave Enterprise, e, o sonho de um passeio ao espaço entrou no imaginário dos fãs das série.  A corrida espacial estava acontecendo, mas, a ficção abordada na serie mostra a tecnologia das viagens espaciais mais rápidas que a luz, a famosa dobra espacial...  A Agenda Cultural Piracicabana"para audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve".
Ana Marly de oliveira Jacobino

                           Star Trek: The Original Series - TOS (1966-1969):
Em 1964, Gene Roddenberry, um grande fã de ficção científica, esboçou uma proposta de uma série de televisão de ficção científica chamada de Star Trek. Ela se passaria a bordo de uma grande nave estelar cuja tripulação se dedicaria a exploração de uma parte da Via Láctea.
Foto: Em 1964, Gene Roddenberry, um grande fã de ficção científica, esboçou uma proposta de uma série de televisão de ficção científica chamada de Star Trek. Ela se passaria a bordo de uma grande nave estelar cuja tripulação se dedicaria a exploração de uma parte da Via Láctea
Curta Jornada nas Estrelas - abertura dublagem original_http://www.youtube.com/watch?v=kJ40PDl2vAM


Os personagens mais conhecidos são o capitão James T. Kirk, vivido pelo ator canadense William Shatner, o alienígena Sr. Spock, interpretado por Leonard Nimoy, e o engenheiro-chefe Scotty, James Doohan.A série original teve 79 episódios, m
as acabou dando ensejo a outras, como A Nova Geração, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise. 
O elenco original também protagonizou sete filmes de longa-metragem – o primeiro, Jornada nas Estrelas – o Filme, de 1979, foi dirigido por Robert Wise, que recebeu um Oscar por A Noviça Rebelde.
                             Google Doodle celebrates Star Trek’s 46th anniversary
No doodle, os fãs da série podem encontrar seus personagens favoritos em formas de letras. Por exemplo, o Spock tem formato de um “G” e o Kirk, com seu uniforme com coloração amarela, é um “o”. Ryan Germick, um Trekkie assumido e líder da equipe do Google Doodle, explicou aoEntertainment Weekly como foi a criação do Doodle de hoje:
“No doodle você pode encontrar os cabelos de Kirk e as orelhas de Spock. É um testemunho do poder do espetáculo pois você pode simplesmente colocar um par de detalhes sobre qualquer coisa, até mesmo sobre uma letra ‘G’ e eu sei que é um vulcano”, disse.

Veja os movimentos completos. Sensacional! Google Doodle celebrates Star Trek’s 46t anniversary_ http://www.youtube.com/watch?v=FKGldc7fggU

                                             Capitão Kirk
A série possuia em sua elenco William Shatner como o Capitão James T. KirkLeonard Nimoy como Spock,DeForest Kelley como Dr. Leonard McCoyJames Doohan como Montgomery ScottNichelle Nichols como UhuraGeorge Takei como Hikaru Sulu e Walter Koenig como Pavel Chekov
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youtube
StarTrek.com - Página oficial da franquia

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Camilo Pessanha o ritmo nos seus versos cantam a poesia...

Sua influência na poesia portuguesa pode ser apreciada nos trabalhos das gerações a sua época ou as que viriam depois, como: Fernando Pessoa ou Mário de Sá-Carneiro. Um intelectual que queria passar despercebido na roda social portuguesa. Sensibilidade a flor da pele Camilo escrevia sobre os ideais inatingíveis e a inutilidade dos esforços humano. Camilo de Almeida Pessanha nasceu em Coimbra em 7 de Setembro de 1867, fruto da ligação ilícita entre um aristocrata estudante de direito e uma criada. Vamos conhecer um pouco mais deste brilhante poeta português. 
                                           Ana Marly de Oliveira Jacobino
Os seus poemas foram publicados, pela primeira, em 1899 - não devido aos esforços de Camilo Pessanha, mas dos amigos. Foram eles que os fizeram chegar às revistas literárias. Foi assim que se tornou uma referência para a geração de Orpheu, que tinha como figuras de proa Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. 
Ficheiro:Orpheu 1 - 1915.jpg
capa de Orpheu, fascículo n.º 1, Janeiro–Fevereiro–Março de 1915.
Os términos de amores causam verdadeiras catástrofes, naufrágios sentimentais, dos quais Camilo Pessanha  recolhe fragmentos eruditos, com extremo cuidado para não marcar expressões sentimentais que pudessem ser previsíveis: 
“na fria transparência luminosa”, ou a lucidez de “róseas unhinhas que a maré partira…/ Dentinhos que o vaivém desengastara…./ Conchas, pedrinhas, pedacinhos de ossos…”
                        PHONOGRAPHO
Vae declamando um comico defuncto,
Uma platea ri, perdidamente,
Do bom jarreta... E ha um odor no ambiente
A crypta e a pó, ̶  do anachronico assumpto.

Muda o registo, eis uma barcarola:
Lirios, lirios, aguas do rio, a lua.
Ante o Seu corpo o sonho meu fluctua
Sobre um paúl, - extatica corolla.

Muda outra vez: gorgeios, estribilhos
D’um clarim de oiro – o cheiro de junquilhos,
Vivido e agro! – tocando a alvorada...

Cessou. E, amorosa, a alma das cornetas
Quebrou-se agora orvalhada e velada.
Primavera. Manhã. Que efluvio de violetas!
Regressou algumas vezes a Portugal. Um dos seus melhores amigos era Alberto Osório de Castro, irmão da escritora e feminista Ana de Castro Osório. Pessanha apaixonou-se perdidamente por ela. Um amor não correspondido que durou a vida inteira. Ana de Castro Osório viria a ser uma das responsáveis pela publicação do primeiro livro de Pessanha: “Clepsidra”. 

Camilo Pessanha fazia parte do Simbolismo, movimento proveniente de França e da Alemanha, que procurava expressar a realidade através de símbolos. A sua poesia era melancólica e pessimista, como podemos depreender num excerto de “Castelo de Óbidos”: 
“O meu coração desce, / Um balão apagado? / Melhor fora que ardesse, / Nas Trevas incendiado.” Em muitas das suas obras, mostrava uma tristeza absoluta e viscosa, de que era impossível fugir, como uma doença. A dor dilacerava. 
Camilo Pessanha buscou em Charles Baudelaire, proto-simbolista francês, o termo “Clepsidra”, que elegeu como título do seu único livro de poemas, praticando uma poética da sugestão como proposta por Mallarmé, evitando nomear um objeto direta e imediatamente.

SARAIVA, A. J.; LOPES, O. História da Literatura Portuguesa. Porto: Porto, 1978.
Clepsydra, organizada por Paulo Franchetti e publicada pela Unicamp, em 1994.
Biblioteca Nacional de Portugal. Camilo Pessanha
Convites
Sarau Literário Piracicabano do dia 18 de Setembro de 2012 vai acontecer no  Museu e Centro de Ciências Luiz de Queiroz na Esalq às 19h30 
 vai homenagear  Luiz Vicente de Souza Queiroz e Choro de Saia 
            Tema"Ciência e Poesia juntas pelo progresso sustentável d’alma!"  
 
Luiz Vicente de Souza Queiroz
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Tommaso Campanella o conhecimento acima da dor do corpo...

Seus estudos levados ao extremismo da expurgação pelo Santo Ofício fez o seu corpo ser martirizado ao extremo da dor... não se deixou morrer nas mãos dos inquisidores e por várias vezes se submeteu a marca da dor pela Santa Inquisição para levar adiante o seu pensar e seus escritos. Preso com Giordano Bruno e Galileu Galilei não ficou submisso ao Santo Ofício e escreveu Campanella muito... sobre, os dois estudiosos, até, se ofereceu como defensor no processo, e, com isso, atrai as atenções da inquisição que faz o sequestro dos exemplares da Monarchia Messia, mais uma vez foi vítima de seu ideal.     Ana Marly de Oliveira Jacobino
Uma mínima parte da sua vida repleta de perseguições, aqui na Agenda
Nasceu em Stilo, na Calábria, em 05/09/1568 (faleceu maio 1639), Campanella foi batizado Giovano Domenico Campanella, e depois tomou o nome de Frei Tommaso Campanella, ao receber o hábito dominicano, aos 15 anos (1583). Se diz que foi uma criança de inteligência precoce. Seu treinamento formal em filosofia e teologia foi no convento dominicano. Cedo em sua carreira se desencantou com a filosofia Aristotélica. A principal influência intelectual que teve foi da doutrina de Bernardino Telésio (1509-1588), um antiaristotélico de Cosenza, reino de Nápoles, cuja principal obra, De Rerum Natura o impressionou muito. Convém examinar em que consistiu essa influência.
Galileu diante do Santo Ofício, pintura do século XIXde Joseph-Nicolas Robert-Fleury.
Em 1632, quando Galileu é condenado devido ao Dialogo dei massimi sistemi, Campanella se oferece como defensor no processo, sendo por isso perseguido, novamente!
Tommaso Campanella depicted byFrancesco Cozza
Em 1599, foi preso por ordem do governo espanhol sob acusação de heresia e conspiração. Embora jamais tivesse confessado nenhuma das acusações, esteve preso na prisão de Nápoles durante 27 anos. Posto em liberdade no ano de 1626, foi novamente preso e levado diante do Santo Ofício em Roma, onde enfrentou julgamento por certas proposições em seu trabalho que eram consideradas suspeitas. Recuperando a liberdade, esteve algum tempo no mosteiro dominicano de Minerva, em Roma.
A utilização de fogueiras como maneira de o braço secular aplicar a pena de morte aos condenados que lhes eram entregues pela Inquisição é o método mais famoso de aplicação da pena capital, embora existissem outros. Seu significado era basicamente religioso - dada a religiosidade que estava impregnada na população daquela época, inclusive entre os monarcas e senhores feudais -, uma vez que o fogo simbolizava a purificação, configurando a ideia de desobediência a Deus (pecado) e ilustrando a imagem do Inferno.
E, quanto mais ouço, mais ignoro.Tommaso Campanella

O mundo é uma gaiola de loucos.Tommaso Campanella

Em 1634, temendo perseguições por suspeitas de que poderia estar envolvido em nova conspiração, seguiu o conselho do papa Urbano VIII e fugiu para a França, onde foi recebido por Luís XIII e pelo Cardeal Richelieu. Campanella deixou uma obra vasta que abrange vários tópicos: gramáticaretóricafilosofia,teologiapolíticamedicina etc.. Segundo Campanella, as ciências tratam das coisas como elas são, cabendo à filosofia (e especialmente à metafísica) explicar as coisas em seu sentido mais profundo.
Entre suas obras, destacam-se:
  • Philosophia sensibulus demonstrata (Nápoles, 1591);
  • Del senso delle cose e della magia (Bari, 1620);
  • Apologia pro Galileo, mathematico Florentino (Frankfurt, 1622);[1]
  • Atheismus triumphatus (Paris, 1631)
  • Monarchia messiae (Jesi, 1633);
  • Disputationum in quator partes suae philosophia reales libri quator (Paris, 1637);
  • Epilogo magno;
  • Theologicorum libri XXX;
  • La città del Sole (A cidade do sol)
  • Campanella, Tommaso. Apologia de Galileu. São Paulo: Hedra, 2007
  •  António BaiãoEpisódios Dramáticos da Inquisição Portuguesa, Lisboa, Seara Nova, 1973, vol. III,
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vermelho e Negro (Le Rouge et le Noir ) do escritor francês Stendhal,


  • "J.-J. Rousseau não passa, para mim, de um tolo, quando se põe a julgar a alta sociedade; ele não a compreendia, e nisso tinha uma alma de lacaio parvenu.
(Julien Sorel protagonista do romance falando à Mathilde de la Mole sua segunda amante)

O Vermelho e o Negro - Marie-Henri Beyle Stendhal _é a história de Julien Sorel, o ambicioso filho de um carpinteiro, na aldeia fictícia de Verrières, em Franche-ComtéJulien Sorel é o anti-herói romântico por excelência. Carente de recursos, sua ambição o leva a encarar duas carreiras como possibilidade de alcançar o sucesso - a eclesiástica e a das armas. Sua trajetória constrói-se entre o vermelho e o negro. Envolve-se com duas mulheres - Madame Renal e Mathilde de la Mole. 
Filho de um humilde carpinteiro,Julien Sorel sonha com uma vida intensa e gloriosa. Sua desmedida ambição o leva a conviver com a burguesia provinciana e com a aristocracia parisiense. Ainda assim Julien continua a ser um pobre no mundo dos ricos.

Marie-Henri Beyle (Stendhal)Filho de um humilde carpinteiro, Julien Sorel sonha com uma vida intensa e gloriosa. Sua desmedida ambição o leva a conviver com a burguesia provinciana e com a aristocracia parisiense. Ainda assim, Julien continua a ser um pobre no mundo dos ricos. A partir desses elementos, Stendhal criou um magistral romance psicológico, considerado o mais significativo da literatura francesa do século XIX.

Julien Sorel é filho de um carpinteiro, rico, mas carpinteiro, extremamente rude, tosco. Seus irmãos têm a índole e o comportamento agressivo do pai. Agridem Julian por ter traços delicados e espírito.
Trata-se de um intelectual em fase embrionária, ainda sem idéias próprias, mas com uma grande dose de criatividade e inteligência. Julien imagina ter dois caminhos (o cerne de “O vermelho e o negro” é esta eterna dualidade, daí o título) as armas ou a vida religiosa. A trama se desenrola logo após a queda de Napoleão, um herói, um mito de Julien, mas houve Waterloo, houve a queda e isso faz toda diferença. Seu pai, o carpinteiro Sorel, preocupado com o futuro do filho – e bem mais do que isso, querendo se livrar dele – consegue coloca-lo como preceptor em uma das casas mais ricas da região; ali, Julian torna-se amante da Sra de Rênal, a única mulher que irá amar em toda sua vida. Haverá Mathilde, mas se a ama ou não, nem para si próprio Julien consegue deixar claro.
O Sr de Rênal é informado via carta anônima do que ocorre em sua casa, mas não acredita (ou prefere não acreditar). Um dos filhos do casal adoece gravemente e a Sra crê que isso é castigo pelo seu pecado. Há uma ruptura em seu comportamento (antes amava sem temores, sem remorsos; agora, continua amando, mas teme o castigo divino), mas não em seus sentimentos.
(...) Preso, está sempre em dúvida se realmente ama ou um dia amou Mathilde, pois a mulher que está mais presente em seu pensamento é a Sra de Renal. Julien quer morrer. Tem agora a certeza absoluta que somente amou a Sra de Renal. Em sua masmorra, enquanto espera ser guilhotinado, faz profundas reflexões. A uma frase espetacular que deveria ser o final do romance “Julien se sentia forte e resoluto como o homem que enxergou dentro de sua alma”.  
"Enquanto prega a república e a destruição das dignidades monárquicas, esse parvenu embriaga-se de felicidade se um duque muda a direção de seu passeio depois do jantar para acompanhar um de seus amigos."(Julien Sorel falando à Mathilde de la Mole)
 Fique por dentro da História da Sociedade francesa descrita no Romance de Stendhal
Caricatura Francesa do final do século XVIII.  Biblioteca Nacional de Paris _  a cena retratada (caricatura simbólica) mostra a sociedade francesa da época e a questão pertinente que era a exploração sofrida pelos camponeses que, ao trabalhar nas terras pertencentes ao clero e a nobreza, acabavam por sustentar, através do sistema servil e dos tributos pagos, o 1º (nobreza) e 2º Estado (clero).
Após Napoleão, a França atravessou um período conhecido por restauração. A monarquia foi instaurada, com Luís XVIII a subir ao trono e a instaurar uma carta constitucional que garantia uma série de reformas revolucionárias. Em 1848 foi instaurada uma Segunda República. O Governo foi eleito por sufrágio universal e passou a existir uma Assembleia Representativa, chefiada por um presidente eleito democraticamente. O primeiro presidente eleito foi Luís Napoleão, sobrinho do imperador, em 1848, que depois de ter feito três golpes de estado passou a controlar o poder.
Stendhal. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012
                                                    Salão de Humor de Piracicaba
Amanhã (4/9), começa a oficina Arte de Palhaços, do Projeto Teatro de Artesania. Os participantes, maiores de 16 anos, explorarão os princípios da empatia, contracena e surpresa. A atividade vai até o sábado (9), das 9h às 12h, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, com orientação de Cristiano Pena e Júnia Bessa (Teatro Terceira Margem/MG). Inscrições no CEDHU Piracicaba (Centro Nacional de Humor Gráfico) pelo telefone 3403-2620.

sábado, 1 de setembro de 2012

António Lobo Antunes, neste seu aniversário a surpresa...

"Para mim o Brasil não é um país: é um cheiro, um gosto, são cores, os doces de minha avó (o escritor tem descendência brasileira). É o lugar onde o meu avô está por toda parte." Disse Lobo Antunes no nosso encontro na Flip 2009. Uma grata surpresa para mim e para os seus leitores extasiados com a sua fala. E , ele, ainda foi mais longe ao tecer elogios a obra de Paulo Mendes Campos, Lobo Antunes afirmou que, João Cabral de Melo Neto é o maior poeta da língua portuguesa do século passado.  "Quem quer começar a escrever deve ler muita poesia. A gente aprende muito com ela. Lá, cada palavra tem uma força"     Ana Marly de Oliveira Jacobino
   Não faço aqui uma biografia, mas apenas um pouco de "lembranças" deste grande escritor:
 Nasce a 1 de Setembro de 1942, em Lisboa, filho de Maria Margarida Almeida Lima e João Alfredo Lobo Antunes. Já em 1965 Começa a escrever um romance (nunca publicado) que trabalhará ao longo de dez anos. Por esta altura conhece autores americanos como Fitzgerald, Melville e Faulkner.
Em 6 de Janeiro de 1970, é recrutado para o exército, para cumprir o serviço militar, donde sairia como alferes miliciano, mais tarde promovido a tenente. Casa com Maria José Xavier da Fonseca e Costa, em 1 de Agosto, após um namoro de seis anos.
E por coincidência a 6 de Janeiro de 1971, embarca para Angola, um dos teatros de operação da guerra colonial. É nestas condições que viria a firmar uma longa amizade e cumplicidade com o então capitão Ernesto Melo Antunes. Neste ano nasce a sua filha Maria José, em Junho.
                                            Lobo Antunes em mesa da Flip em 2009
António Lobo Antunes começou por utilizar o material psíquico que tinha marcado toda uma geração: os enredos das crises conjugais, as contradições revolucionárias de uma burguesia empolgada ou agredida pelo 25 de Abril, os traumas profundos da guerra do ultramar e o regresso dos portugueses do ultramar à pátria primitiva. Isto permitiu-lhe, de imediato, obter adesão junto de uma certa facção de leitores, que, no entanto, não foi acompanhado pelo lado da crítica. 
António Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Pouco a pouco, a sua escrita concentrou-se numa temática concreta, adensou-se sem grande eficácia narrativa, ganhou em espessura e perdeu em novidade, compensando isto com recurso ao confronto e ao choque. De um modo impiedoso e obstinado, o autor trata a sua visão distorcida sobre o Portugal do século XX.
A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus romances seguintes (Exortação aos CrocodilosNão Entres Tão Depressa Nessa Noite EscuraQue Farei Quando Tudo Arde?Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo), bem recebidos pela crítica, marcando definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos. Lobo Antunes tem uma escrita densa. O leitor tem algum esforço de leitura porque, por exemplo, não é raro haver mudanças de narrador e assim o leitor tem tendência a «perder o fio à meada». No entanto apesar de não ser um autor que opte por uma escrita fácil,  Lobo Antunes constitui um fenómeno de vendas . Os livros de Lobo Antunes são muito obsessivos e labirínticos dando um tom geral de claustrofobia e paranoia às suas obras. Esta obsessividade gira completamente em torno da sua relação com a mulher, mesmo que tal não seja diretamente referido. 
A Vaidade e a Inveja Desaparecem com a Idade
Com o passar do tempo, há dois sentimentos que desaparecem: a vaidade e a inveja. A inveja é um sentimento horrível. Ninguém sofre tanto como um invejoso. E a vaidade faz-me pensar no milionário Howard Hughes. Quando ele morreu, os jornalistas perguntaram ao advogado: «Quanto é que ele deixou?» O advogado respondeu: «Deixou tudo.» Ninguém é mais pobre do que os mortos. 

António Lobo Antunes, in "Diário de Notícias (2004)"António Lobo Antunes na Web


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 vai homenagear  Luiz Vicente de Souza Queiroz e Choro de Saia 
            Tema"Ciência e Poesia juntas pelo progresso sustentável d’alma!"  
 
Luiz Vicente de Souza Queiroz
                                                         Choro de Saia 
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