domingo, 27 de fevereiro de 2011

Agora, ele mora em suas belas histórias e dentro do nosso coração! Agend@!

            "Eu já o conhecia pessoalmente de uma palestra que ele proferiu na minha especialização em Literatura, também, conhecia alguns dos seus escritos, mas, em meados do ano passado na Festa Literária de Parati, ele nos encantou com suas opiniões fortes e sinceras sobre o homenageado de 2010: Gilberto Freyre.
Meu adeus, a este escritor brasileiro; que encantou com suas histórias várias gerações de leitores!"       Ana Marly de Oliveira Jacobino
               Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre no dia 23 de março de 1937  e faleceu no dia de hoje em Porto Alegre,  27 de fevereiro de 2011.
               Foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Filho de José e Sara Scliar, Moacyr Jaime Scliar nasceu no Bom Fim, bairro que concentra a comunidade judaica. Alfabetizado pela mãe, professora primária, a partir de 1943 cursou a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário (católico).
             Em 1963, após se formar pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou sua vida como médico, fazendo residência médica. Especializou-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Iniciou os trabalhos nessa área em 1969. Em 1970, frequentou curso de pós-graduação em medicina em Israel. Posteriormente, tornou-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Já foi professor na faculdade de medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
              Pequena resenha do livro: O ciclo das águas  de Moacyr Scliar

         Esther, seu pai mohel (homem que faz a circuncisão entre os judeus), o enigmático Mêndele, o famigerado Leiser, o apaixonado Rafael, a fiel Morena, o larápio Gatinho. Uma pequena aldeia na Polônia, Paris, Buenos Aires e finalmente Porto Alegre. O ciclo das águas se fecha como o destino. Vidas de judeus errantes que convergem, ao final, com sua fé, sua história e mais nada. Na saga de Esther,prost... perpassam as tragédias e as pequenas alegrias. Mulheres que eram trazidas da Europa sob vários pretextos para, na verdade, se prostituírem nos cabarés da América. A América; sonho dourado de uns, pesadelo de outros. Com impecável técnica literária, Moacyr Scliar conduz o leitor por mundos longínquos, geralmente duros, cheios de surpresas, aventuras e desventuras. A fé na religião que se dissolve no ciclo das águas. Uma história que mostra faces da história do povo judaico e sua diáspora.
         Moacyr Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo de leitores, e em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tendo recebido antes uma grande quantidade de prêmios literários como o Jabuti (1988, 1993 e 2009), o Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) (1989) e o Casa de las Americas (1989).
          Suas obras frequentemente abordam a imigração judaica no Brasil, mas também tratam de temas como o socialismo, a medicina (área de sua formação), a vida de classe média e vários outros assuntos.
         Em 2002, Moacyr, se envolveu em uma polêmica com o escritor canadense Yann Martel, cujo famoso romance A Vida de Pi, vencedor do prêmio Man Booker, foi acusado de ser um plágio da sua novela Max e os felinos. O escritor gaúcho, no entanto, diz que a mídia extrapolou ao tratar do caso, e que ele nunca teve o intuito de processar o escritor canadense.
O Centauro no Jardim  de Moacyr Scliar – Companhia das Letras – 236 páginas.
            Publicado em 1980 por um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, o agora imortal da ABL Moacyr Scliar, o romance conta a história de Guedali, um ser metade homem, metade cavalo, que sofre com essa condição e tenta mudá-la. Através das peripécias da personagem, que deseja tornar-se igual a todo mundo e parte para o Marrocos onde sofre uma cirurgia, o autor reflete, de forma metafórica, sobre a busca do homem por sua natureza, os desafios de ser diferente e a luta do sujeito contra a alienação.
          Traduzido para diversos idiomas e premiado mundialmente, esta narrativa ao mesmo tempo realista e fantástica foi incluída entre as cem melhores obras de temática judaica da modernidade, ao lado de livros de Kafka, Singer e Bellow.
Vale a pena ler!
          Autor de mais de 70 livros, Scliar é um dos mais importantes escritores do país . Ocupante da sétima cadeira da Academia Brasileira de Letras ele é autor do livro “Manual da Paixão Solitária ”que levou o prêmio Jabuti na categoria melhor ficção em 2009.
        Entre suas obras mais importantes estão os seus contos e os romances O ciclo das águas, A estranha nação de Rafael Mendes, O exército de um homem só e O centauro no jardim, este último incluído na lista dos 100 melhores livros de temática judaica dos últimos 200 anos, feita pelo National Yiddish Book Center nos Estados Unidos.
         Foi o sétimo ocupante da cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em 31 de julho de 2003, na sucessão de Geraldo França de Lima, e recebido em 22 de outubro de 2003 pelo acadêmico Carlos Nejar.

      "Não preciso de silêncio, não preciso de solidão, não preciso de condições especiais. Preciso só de um teclado."

                       (Moacyr Scliar, 1937-2011)
Perfil no sítio oficial da Academia Brasileira de Letras (em português)
Biografia do escritor
Fotos by google

               Convite pra lá de especial para você leitor da Agend@!
 NA SEGUNDA APRESENTAÇÃO DO ANO DE 2011 Sarau Literário Piracicabano

faz uma dupla homenagem:


                 CHIQUINHA GONZAGA
                                                                 E

BIBLIOTECA MUNICIPAL RICARDO FERRAZ DE ARRUDA PINTO

              Terça-Feira

                             Dia 15 de MARÇO
                                                         Às 19:30 horas
Com a participação do REGIONAL DO SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO
Aberto a todos que queiram participar
              Entrada Franca
                                             Local:
Salão Nobre da Biblioteca Municipal na Rua Saldanha Marinho 333
               fone 34333674

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Festa Litero-musical é sempre uma renovação na arte como um todo!Agend@!

 A Arte e a Literatura marcando 2011 ao som musical das palavras! Sarau Literário Piracicabano e lançamento de "Piracicaba conhece e preserva"!
                  Caderno do Sarau de 15 de Fevereiro _Parte 2
AO LONGO DOS ANOS (poeta nicaraguense Angela Reyes)

As esperanças enchem o vazio dos meus longos anos,
de menina, o futuro parecia distante,
inacessível.
Quando adolescente pensei ser dona do mundo
e sonhei com um príncipe encantado.
Conheci pouco e muito da vida, amores, desamores,
a encontros e desencontros,
encruzilhadas,
sucessos e fracassos acontecendo como se fossem
as contas de um rosário que escorrega pelas mãos
sem nunca terminar.

Fui avançando, às vezes confiando e outras desconfiando,
dançando no compasso das horas, dia a dia, ano a ano,
no meu presente constante.
Agora na minha velhice com curiosidade vejo meu passado
e sinto que o tempo passou rápido demais.


Desde a janela dos meus longos anos enxergo com esperança
um novo horizonte cada vez mais próximo,
que esconde de mim os mistérios do outro lado
e me convida a atravessá-lo.


Não tenho medo, estou convencida de que conseguirei realizá-lo no momento certo
e em minhas mãos somente levarei o amor plantado. 

Interpretação Especial no Sarau do Samba de: Benedita (Bêne) Giangrossi _ Palhaça Xoanet (a direita) e Lívia Foltan Spada. _ Palhaça Xarlet:
  "Tomei muita chuva

e esse banho no corpo e na alma
me caiu como uma luva...
Fazendo uma faxina e levando embora
como numa enchente
tudo o que não mais faz sentido
e não é mais presente...
Foi embora nessa inundação
tudo o que não cabe em meu coração...


E me preparo então para o novo ano
com fé, garra e muito amor
levando no peito a certeza
de que estamos caminhando
e a vida continua sempre em frente
para aqueles que não desistem..."
                                         ANINHA PATERNIANI (musicista, médica e poeta piracicabana)


Ana Lucia Stipp Paterniani (flauta transversal e voz a direita da foto), Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Furlan (voz)
Ouça a festa musical feita para Cartola clicando nos endereços abaixo:
             Flor Multicolorida.( poeta piracicabano Edson Antonio Di Piero)

Pensando em você.
Sentindo seus aromas.
Vendo o sol.
Vendo os carros e suas cores.
Mas prefiro você, flor multicolorida.
Vendo o sol.
Vendo seus reflexos multicoloridos.
Procuro um arco-íris.
Mas encontro a flor multicolorida.
Seu reflexo.
Um esplendor.
Querida flor multicolorida.
Querida musa multicolorida.
Seu odor também é colorido.
É muito mais que senti.
O aroma e a cor da flor multicolorida.

 Performance com os voluntários da Casa do Amor Fraterno:

Musica: Cidadão de Papelão da Banda: O teatro Mágico.
Duração 6minutos.
Elenco: Evair Sousa, Lili e Robson, Analuza

 Mais perto do que imaginas (Terezinha Sbrissa, poeta piracicabana residente em São Paulo)

Conheço as placas que indicam o paraíso onde moras,
As montanhas que circundam as matas em ondulações e várzeas,
As plantas que crescem no ar quente e úmido,
E a textura da areia que conversa contigo nos silêncios intactos.
Visito tua vida através de um vitral,
Na sucessão de fatos e atos, uma tela de emoções.
Múltiplas personagens espelhadas
Em teias afetivas que teceste.
Atravesso a ponte azul e branca,
Fruto da separação do meu mundo do teu.
Após poentes, noites e auroras,
Regresso ao lugar do eterno recomeço.

      Alma Triste (Dione E.M. Rossatte poeta de Piracicaba)

Minha alma em desalento vive uma infinita dor.
Por um amor não correspondido sofro muito sem teu amor.
Ò Deus traz de volta o meu amor, pra minha tristeza ter fim.
*****************************************************
Na noite de ontem a Festa do Lançamento de "Piracicaba conhece e preserva"

 A historiadora Marly Therezinha Germano Perecin
 As escritoras em noite de gala na Blblioteca Municipal de Piracicaba: a bióloga Valdiza Maria Caprânico e a historiadora Marly Therezinha Germano Perecin
Ana Marly de Oliveira Jacobino ao lado de sua mestra a historiadora Marly Therezinha Germano Perecin
      Lucila Calheiros Silvestre (Diretora da Biblioteca Publica Municipal), Sandra Negri (esposa do prefeito Barjas Negri), a historiadora   Marly Therezinha Germano Perecin    e a bióloga Valdiza Maria Caprânico                                                     

                                         Convite:

 NA SEGUNDA APRESENTAÇÃO DO ANO DE 2011 Sarau Literário Piracicabano

                                                                 HOMENAGEIA
CHIQUINHA GONZAGA
                                                 E

BIBLIOTECA MUNICIPAL RICARDO FERRAZ DE ARRUDA PINTO

Terça-Feira
Dia 15 de MARÇO
Às 19:30 horas
Com a participação do REGIONAL DO SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO
Aberto a todos que queiram participar
Entrada Franca
Local:
Salão Nobre da Biblioteca Municipal na Rua Saldanha Marinho 333
fone 34333674

fotos de Ana Marly de Oliveira Jacobino
fotos de Paulo Pecorari e fotos tiradas do google

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mergulhe no mundo mágico dos prazeres de um Sarau! Na Agend@!

"A realização de um Sarau Literário em plena era da globalização mostra que ainda há lugar para exaltar: o lado em que prevalece o desejo de sair da mecanização imposta pela racionalização mecanicista encontrada na realidade humana." Ana Marly de Oliveira Jacobino
 fotos Marly _ Participantes do Sarau Literário Piracicabano
 Bandeira da Escola de Samba Mangueira levada ao sarau por um participante do Rio de Janeiro
Dia do samba no sarau!
 Ana Lucia Stipp Paterniani (flauta transversal e voz), Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Furlan (voz)
Escute na voz dos músicos do Sarau e vibre com as composições de Cartola:
Veja +:
 fotos by google _ Publicação dos trabalhos enviados ao Caderno do Sarau Literário Piracicabano _ Parte 1              
                                     Chuva (Leda Coletti)

É madrugada.
O vento canta nos coqueirais,
geme sob a balsa,
chora na ponta da serra.
Enrola a cidade
numa densa neblina,
assobia, rodopia
em redemoinhos,
forma novelos de fumaça,
que se desmancham
e dão origem às nuvens corredeiras,
que apressadas despejam a água sobre a Terra.
E a chuva não pára de cair.
Bendita chuva!

                Os Poetas do Cancioneiro Nacional (Cornélio T. L. Carvalho)
Cartola é uma das mais expressivas referências do samba carioca.
Ao ensejo da homenagem que lhe presta esta noite o Sarau Literário Piracicabano, apreciemos e exaltemos a beleza, a elegância e a filosofia contidas nos versos dos nossos compositores, notadamente aqueles pertencentes ao mais importante núcleo do samba brasileiro: o morro carioca.
Mas as “queixas” dos poetas também estão no asfalto e em todos os cantos deste Brasil que chora e também sorri das alegrias da vida com imenso talento.
Noel Rosa, em “Feitiço de Oração” nos diz: “Sambar é chorar de alegria, é sorrir de nostalgia dentro da melodia”.
Ainda Noel em “Feitiço da Vila”: “Fazer poema lá no morro é um brinquedo. Ao som do samba dança até o arvoredo”.
“Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor”. Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Guilherme de Brito em “A Flor e o Espinho”.
Capiba, em “Maria Betânia”: “Tu me olhava com emoção e sem querer, pus minha mão em tua mão”.
Chico Buarque: “Delegado é bamba na delegacia, mas nunca fez samba nem viu Maria”.
“Deitei então sobre o peito, vieste em sono ao meu leito, eu acordei. Que aflição! Pensando que te abraçava, alucinado apertava, eu mesmo meu coração”. Sílvio Caldas e Orestes Barbosa em “Arranha Céu”.
“Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade, quero preces nada mais”.
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito em “Quando eu me chamar saudade”.
“Quero a paz de criança dormindo, a alegria de um barco voltando, a ternura de mãos se encontrando para enfeitar a noite do meu bem”. Dolores Duran em “A Noite do meu bem”.
Cartola, em “A Vida é um moinho”: “preste atenção querida, de cada amor tu herdarás só cinismo, quando notar estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés”.
Para ser fiel ao nosso propósito, teríamos que elencar quase todo o repertório nacional, mas terminemos com Roberto Martins e Mário Rossi em “Eu queria”: “Eu queria ser asfalto, pra você pisar em mim, eu queria ser o cravo e florir no seu jardim, eu queria ser a vida do seu lindo coração, eu queria beber água na palma da sua mão”.

           Poeta Andante (Ana Marly de Oliveira Jacobino)

Em plena segunda-feira de uma semana qualquer de 2008, no cruzamento da Rua São José e a Rua do Rosário, vindo de uma consulta médica, eu paro para ver uma cena instigante, a qual me envolve e me deixa perplexa. Um homem, enquanto, espera para atravessar a rua, declama poemas. Extasiada o acompanho; primeiro com os olhos, depois o segui andando, quis a sorte que fossemos para a mesma direção. Não fui conversar com ele, por não saber como abordá-lo, mas, lá com os meus botões, pensei em lhe fazer um convite para participar de um sarau.
Sem dúvida, como amante da Arte, História e Literatura,... percebo estar vivendo uma espécie de uma “bolha de tempo”, e, me vi em plena “Idade Média” paralisada diante de um trovador. Ah! Trovador é aquele homem que circula pelas estradas poeirentas da Europa Medieval, levando alguns pergaminhos de canções poéticas, sem se atemorizar diante dos salteadores camuflados pelas curvas escuras para roubar o incauto andarilho. Enfim, enfrentando todos os perigos, ali está ele, tão esperado por todos os habitantes protegidos pelas muralhas daquelas cidadelas, e estão, sempre a espera das notícias e das “cantigas trovadorescas”, sonorizada por rimas. Estou deste modo, diante de um legítimo “trovador moderno”, daqueles que sem temer; o que pensam as pessoas “canta suas rimas” em avenidas, feiras, festas, ruas.
Sem os castelos, reis, nobres e plebeus este “trovador moderno” leva a literatura para todos sem discriminar educação, idade e riqueza.
Uma terça feira de Setembro de 2008, eis que ele surge no Sarau Literário, na Livraria Nobel e se apresenta. Agradeço a sua presença e ao longo das apresentações do sarau o convido para participar. Ele se apresenta fazendo versos rimados agradecendo ao sarau e a todos por ouvi-lo, desde então, quando ele esta na nossa cidade o “Poeta-Trovador” participa dos nossos saraus. Seu nome é Adilson José de Alencar a quem entrego este “cantiga de amigo” trovadoresca em forma de uma flor:
             Oh! Tarde tão bela,
             que tendes a me contar,
             ao ver o doce poetar
            com palavras singelas...

Feliz Aniversário para a menina Gabriela Furlan Pelegrino

 Participante do Sarau Literário Piracicabano a menina Gabriela é homenageada pelo aniversário:
                        Oito aninhos da Gabi (Cláudia Furlan Pelegrino)

Olhos redondos
e muito vivos.
bochecha rosa,
como uma maçã
Cheia de vitalidade
e encanto.
Com muito amor
chegou e trouxe
a alegria
a todos que a esperavam.
Gabriela:“A ENVIADA DE DEUS”
A primeira mamada,
O primeiro sorriso,
A primeira papinha,
O primeiro dentinho.
Tudo muito comemorado


Ah! O primeiro dia de aula,
Os primeiros rabiscos,
As primeiras notinhas no piano,
A primeira poesia.
Quanta satisfação!


Agradecemos a Deus pelas bênçãos
e proteção a nossa querida filhinha
Que nesses oito aninhos
nos possibilitou viver a plenitude do Amor
e nos fez reencontrar
a verdadeira razão de viver.
Parabéns. Amamos você! Mamãe, Papai, Vovô e Vovó

 NA SEGUNDA APRESENTAÇÃO DO ANO DE 2011 Sarau Literário Piracicabano
                                            HOMENAGEIA
                          CHIQUINHA GONZAGA
                                              E

                BIBLIOTECA MUNICIPAL RICARDO FERRAZ DE ARRUDA PINTO
Terça-Feira

         Dia 15 de MARÇO
                                Às 19:30 horas
Com a participação do REGIONAL DO SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO
           Aberto a todos que queiram participar
                           Entrada Franca
Local:
Salão Nobre da Biblioteca Municipal na Rua Saldanha Marinho 333
fone 34333674

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Guilherme Arantes: 35 anos de Poesia Musical exaltando o amor e a vida!Agend@!

"Ele embala gerações através das suas composições em forma de poesia exaltando o "Amor e a Vida". Suas melodias entram na alma e alivia todo estresse. Guilherme Arantes: seu nome é poema de amor á toda a "Vida na Terra "! "" (Ana Marly de Oliveira Jacobino)
fotos by Google_ Guilherme Arantes, 35 anos de carreira

O paulistano Guilherme Arantes nasceu em 28/07/1953. Filho do médico formado pela USP, Dr. Gelson Lima Arantes e Hebe Planet Martuscelli, bibliotecária e professora de línguas, tem duas irmãs: Ana Cristina, professora universitária e Heloísa, formada em medicina.

Ouça a beleza desta composição e deixe a música entrar na sua alma:
 http://www.youtube.com/watch?v=sAhIR2U1nGg
Vai Ficar Pra Mim _Composição: Guilherme Arantes
Eu não sei pra que
Eu fui responder ao seu chamado
Que num instante
O melhor de mim
Você conheceu
E me deu
Esperança onde eu não via fantasia
Com ninguém
Viajei
Vendo a gente combinando tão bem...
Pra logo depois
Você me ligar
Pedindo um tempo
Já não sabia mais
Se ainda queria ou não
Nenhuma explicação
Me expulsou
Como um simples invasor na sua vida
Quando tudo o que eu quis
Foi amar, te fazer feliz
Mas quem sou eu???
Como esqueceu
Do que viveu
Comigo
Tão rápido assim?
Se o teu olhar
Jamais mentiu
Foi lindo,
E vai ficar pra mim...
 "Sou um pouco de tudo", conta Guilherme Arantes, "e o que mais me inspira é o amor, departamento mais fascinante do ser humano, que foge à racionalidade e é um mundo vasto, profundo."
Garoto prodígio, tocou cavaquinho e bandolim aos 4 e piano aos 6. Deixou professores de piano de cabelo em pé e literalmente na mão. Em função de sua rebeldia musical tornou-se praticamente um autodidata. Músico profissional aos 15. Músico de baile aos 17. Tecladista do irreverente Jorge Mautner aos 19.
Aos 21, por influência do que acontecia na Europa pós-Beatles, torna-se progressivo, no já cultuado Moto Perpétuo. Verde Vertente hoje consta imponente em antologia do rock brasileiro dos anos 70, ao lado de A Barca do Sol, O Terço, Som Imaginário, Joelho de Porco, Bixo da Seda, Casa das Máquinas, entre outros.
Aos 23, Guilherme Arantes abandona a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo (FAU-USP), e passa a tocar 530 vezes na novela das 7 da mais poderosa das emissoras brasileiras, o que acabaria lhe rendendo o apelido de "menininho da Globo".
Mais tarde, uma jornalista da Folha de S. Paulo diagnosticaria: Um Anjo Mau disse: "Vai, Guilherme, ser sucesso na vida... e ele foi". E o tema Meu mundo e nada mais, adaptado para o personagem de José Wilker, em Anjo Mau, em 1976, seria só a porta de entrada de sua carreira solo, via Som Livre. A partir daí, foram 25 novelas, 25 discos de carreira, 34 coletâneas, um DVD acústico solo, em 2001, pela Sony, outro em 2007, pela Som Livre (Intimidade), projetos de outros com Leila Pinheiro, Flávio Venturini e, eventualmente, com algumas orquestras sinfônicas que se dignam a tocar MPB.
                         Um hino de Amor a Terra. Ouça com sofreguidão:

 http://www.youtube.com/watch?v=nrhu-7jDuGw
                               Planeta Água (Composição: Guilherme Arantes )
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...


Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água /Terra! Planeta Água /Terra! Planeta Água...
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta ÁguaTerra! Planeta Água Terra! Planeta Água...(2x)

 Quanto a Meu mundo e nada mais - a tal canção - se tornaria um ícone no imaginário popular brasileiro - identificada já nos primeiros acordes - a famosa abertura de solo de piano. Daí para a frente foram 25 temas para telenovelas da Rede Globo, várias canções incluídas em especiais infantis, entre elas o tão famoso Lindo balão azul, que o tornaria famoso nacionalmente, muitas gravações por parte de grandes nomes da MPB, incluindo o rei Roberto Carlos, Elis Regina, Sá e Guarabira, MPB4, Caetano Veloso, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Leila Pinheiro, Joanna, Fafá de Belém, Quarteto em Cy, entre tantos outros, além do bônus de "Deixa chover" tocada em "Joana, a Virgem" – telenovela de produção venezuelana.
E, com isso, lá se vão mais de trinta anos de carreira solo e o reconhecimento imediato de pelo menos vinte canções que ele canta e toca na televisão ou nos cerca de 140 espetáculos ao ano que promove Brasil afora. É fato corriqueiro ouvir o público cantando euforicamente seus 20 maiores sucessos com ele, em shows, embora declare, sempre nos bastidores, que jura que ainda vai gravar um disco chamado "Os Vinte Maiores Fracassos de Guilherme Arantes", com muitas de suas canções mais bonitas e que, por uma razão ou outra, não foram muito executadas.

Amanhã _ Composição: Guilherme Arantes
Amanhã!
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar
Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar
Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!
Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno! 

Cante com este Poeta da Música Brasileira:
 http://www.youtube.com/watch?v=c29McuGfycA
Nesses últimos trinta e quatro anos, Guilherme Arantes, que nunca negou sua eclética multiformação musical, de quem começou tocando chorinho aos quatro anos de idade, num cavaquinho presenteado pelo pai, o doutor Gelson Arantes, médico e amigo do doutor Paulo Vanzolini, transitou do rock ao pop, do pop à MPB, da MPB a New Age, da New Age de volta a MPB com uma familiaridade de dar inveja a qualquer músico de primeiríssima linha do cenário mundial. Guilherme Arantes: 35 anos de trajetória artística / Lótus e Intimidade: os mais recentes CD e DVD de Guilherme Arantes, pela Som Livre.

Projetos Sociais e Outras Atividades de Guilherme Arantes:
Instituto Planeta Água [Jacuípe/BA - Plantio e Replantio de mudas, conservação de manguezais, atividades de artesanato e educação ambiental com jovens e senhoras]

Pousada Estúdio Planeta Água - Produtora Coaxo de Sapo [Jacuípe/BA - Pousada para receber músicos, com estrutura de estúdio, equipamentos e instrumentos para produção musical em nível profissional, onde foi gravado o CD e DVD Intimidade em 2007]
Emocione-se ao som desta bela composição musical:

http://www.youtube.com/watch?v=EuvDrFcXr44

 Lágrimas de Uma Mulher__ Composição: Guilherme Arantes
Que mistério pode haver, na lágrima de uma mulher
Quando abre os seus segredos
Que momentos de aflição há no tremor da sua mão
Onde esconde os seus medos
No abandono do teu pranto eu me perdi
Não sabia o que dizer pra consolar
Tive raiva destas mágoas que puseram em você
Tive pena dos que nunca te puderam conhecer Oh! Oh!
                           Refrão
Eu sinto muito cada dor que te marcou
Ou que modificou seu jeito de amar
Dos estragos improváveis de um carinho de curar
Os escudos invisíveis para um homem penetrar Oh! Oh!



foto: Câmara Municipal Marly Therezinha Germano Perecin
                                                   Convite Imperdível:

A historiadora Marly Therezinha Germano Perecin e a bióloga Valdiza Maria Caprânico, lançam a coleção didático-pedagógica "PIRACICABA CONHECE E PRESERVA" , dez volumes ilustrados.

O lançamento acontece nas dependências da Biblioteca Municipal "Ricardo Ferraz de Arruda Pinto", dia 24 de fevereiro, às 19h30.
Os ilustradores são Thiago Guerreiro e Miguel Sanches.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cartola um gênio musical aqui na Agend@ e no Sar@u Literário Piracicabano

"Reconhecido pela sua genialidade Cartola merece reverência por seu trabalho na Música Popular Brasileira. Suas composições poéticas e suas melodias são atemporais!" Ana Marly de Oliveira Jacobino
Angenor de Oliveira (Cartola)_Nasceu em  11 de outubro de 1908 no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro morreu em  30 de novembro de 1980 (72 anos)
Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão.Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela
Com 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos - tendo terminado apenas o primário.Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Por usar esse chapéu, ganhou dos colegas de trabalho o apelido "Cartola".

                    As Rosas Não Falam_ Composição: Cartola
Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

Ouça Cartola cantando este belo poema musical. Clique em:
http://www.youtube.com/watch?v=te2HfDsXcXs

 Junto com um grupo amigos sambistas do morro, Cartola criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs também o primeiro samba para a escola de samba, "Chega de Demanda". Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas
 No início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto. Pouco se sabe sobre aquele período, além do sambista ter brigado com amigos da Mangueira contraído uma grave doença - especula-se que seja meningite - ter ficado abatido com a morte de Deolinda, a mulher com quem vivia.
 O Mundo é Um Moinho_ Composição: Cartola
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés.

Veja e se emocione com Cartola cantando para o seu pai:
http://www.youtube.com/watch?v=L8U1Y9PBfig
Em 1964, o sambista e sua nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia encontros de samba e boa comida, reunindo a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego publico e compondo seus sambas
Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", " "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), . No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.
Cartola: Os Tempos Idos, de Arthur L de Oliveira Filho & Marília Trindade Barbosa da Silva, Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.

Cartola: semente de amor sei que sou, desde nascença. Arley Pereira; prefácio de Elton Medeiros. 2ª ed. rev. e ampl. - São Paulo: Edições SESC SP, 2008.
                                 O Sol Nascerá__ Composição: Cartola / Elton Menezes
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida
Fim da tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar
A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Vibre com Cartola em:
http://www.youtube.com/watch?v=_bBid7i34XI

Convite prá lá de especial: um remédio para o seu desânimo...


                              Sarau Literário Piracicabano (sarau do Samba)

Local: Teatro Municipal de Piracicaba
Homenageados: Angenor de Oliveira (Cartola) sambista, compositor e José de Alencar declamador e poeta -trovador


Dia 15 de Fevereiro (terça-feira) Às 19:30 horas


Com a participação musical do REGIONAL DO SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO

Aberto a todos que queiram participar
Entrada Franca (retirar na bilheteria do Teatro Municipal)