terça-feira, 30 de novembro de 2010

A poesia de Pessoa e de Cartola neste dia de festa!Agend@

Uma pessoa em trindade poética!
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                                 Aniversário(Álvaro de Campos)

No Tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No Tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!


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              Pessoa e Eu (Ana Marly de Oliveira Jacobino)
A 30 de novembro de 1935 falecia o poeta Fernando Pessoa¨
Um dia de tristeza neste meu dia de alegrias,
de aniversário sempre tão esperado!

Desde muito jovem ao saber da data
para não ficar em branco, lia e relia alguns dos poemas de Pessoa!
Álvaro é o que mais me deixava perplexa,
quase não o entendia bem, devido a minha pouca idade,
ou muita ignorância...
hoje, procuro entrar nos seus versos antes que me sufoquem...
Ah! Tinha aos meus olhos sempre
A biografia de Álvaro feita por Pessoa:


“Eu fingi que estudei engenharia. Vivi na Escócia.
Visitei a Irlanda.
Meu coração é uma avozinha que anda
Pedindo esmolas às portas da alegria.”

Desta maneira marcada por fortes emoções
Encontrei...
Alberto Caeiro, um outro, Pessoa...
E sua naturalidade...

“Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem por que ama, nem o que é amar...”

E toda a minha religiosidade
Confrontava com o paganismo
ou seria...
O epicurismo, estóico
Do outro Pessoa:

“Ricardo Reis é um pouco,
mas muito pouco, mais baixo,
mais forte, mais seco [que Caeiro].
Cara rapada (...) de um vago moreno mate”

E neste dia descobri:
“No Tempo em que festejavam o dia dos meus anos..."
Descobri a vida em Alberto, Álvaro e Ricardo
Em uma só pessoa na trindade poética!

jpg - religiosidade.pbworks.com/
30 anos sem Cartola
Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor e violonista brasileiro.

Considerado por diversos músicos e críticos como o maior sambista da história da música brasileira, Cartola nasceu no bairro do Catete, mas passou a infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão.


Em 1974, aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980
 foto: google           As Rosas Não Falam (Cartola)
Bate outra vez

Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim
Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim
Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai
Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

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jpg - 4.bp.blogspot.com/.../s400/cartola.jpg

Ouça Cartola cantando . Clique nos endereços a seguir e se emocione:
 
http://www.youtube.com/watch?v=te2HfDsXcXs
 
http://www.youtube.com/watch?v=_bBid7i34XI
 
Cartola cantando ao seu pai. video histórico:
 
http://www.youtube.com/watch?v=_bBid7i34XI

sábado, 27 de novembro de 2010

Vida e Poesia juntas aqui na Agend@!

Um Sarau leva você a acreditar na vida! !(Continuação do Caderno do Sarau Literário de 16 de Novembro (parte IV)
                       É tarde amor (Ondina Bueno Toricelli)

È tarde amor,já é muito tarde
Para retroceder no tempo
Olhar nos olhos e balbuciar
Palavras ternas de amor..

É tarde amor, já é muito tarde
O sol já se pôs entre nuvens rosadas
A noite debruçou mansamente e se cala
Sobre nossas vidas enfastiadas.


É tarde amor, já é muito tarde
Não sentimos mais o perfume da rosa
As primeiras estrelas já surgiram
É tarde amor, já é muito tarde
E a solidão já se instalou nesta casa.


É tarde amor, já é muito tarde
nem os lírios exalam mais o perfume embriagador
Não atraem os colibris nem as borboletas alvissareiras
No pântano estão murchos, suas pétalas encharcadas,
Das lágrimas amargas que juntos derramamos.
É tarde amor, já é muito tarde

O fio do novelo está no final
Desenrolamos com impaciência
E os nós, se fizeram entrelaçar
Difícil agora de se desmanchar.


É tarde amor, já é muito tarde
meu quarto na penunmbra me espera
Neste aposento que já foi de pecado.
Meu peito agitado soluça e se desespera

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                              Sedento de Amor (Juraci Toricelli)

Naquela noite te vi
molemente a se deitar
um estranho pulsar me atormentou
deixa, deixa comigo estar.


Sua imagem cativante, ingênua
como aurora a brilhar
o encanto de teu rosto de menina
musa, venha um coração consolar.


Quando a tarde se expira
um canto ao longe a gemer
esse ardor, essa crença ferina
mulher, não me faça mais sofrer.


Se os sonhos realidade tornassem
se as noites e os dias se escondessem por um instante
como nuvens a cobrir meus pensamentos
a ti, em soluço, imploro, vem, alegra este ser errante.
                           foto: jpg - 3.bp.blogspot.com/.../s1600/CoracaoNatureza
             Natureza (Júlia Victória Batista Clavijo) – ex aluna da EE.Prof. Francisco Mariano da Costa

                Muitas cores, riquezas e belezas
                existem na natureza
               Pássaros, águas e plantas:
              Tudo isso muito nos encanta!
As árvores recebem das folhas abandono.
É sinal de que chegou o outono.
O amor é quente e fraterno.
Bom para aquecer no inverno.
            As flores brotam da terra.
            Estamos na primavera.
            Preparem-se para o calorão.
            Chegou o verão!
Tudo tão bonito e perfeito
Me diga! “Pra quê destruir desse jeito?
Se você hoje a explora,
Ela pede socorro, implora.
           Não devaste o que necessitamos para viver,
           Pois assim todos irão morrer.
           Um conselho lhe dou, com clareza:
“Preserve nossa natureza".

 foto: jpg - www.rfplast.com.br/.../f/i/file_13_2.jpg
           Dia da Consciência Negra: 20 de Novembro (Cornélio T. L. Carvalho)

No período de 31 de Agosto a 08 de Setembro de 2001, realizou-se em Dubam, África do Sul, a Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, Discriminação, Xenofobia e a Intolerância Correlata.
Ao final do conclave, entre os acordos, estabeleceu-se que o Holocausto, na Alemanha Hitlerista e a escravidão negra no mundo ocidental foram crimes contra a humanidade. Foi sugerido aos países envolvidos que oferecessem algum tipo de reparação a esses crimes.
Os sobreviventes do Holocausto foram ressarcidos com um salário simbólico, válido até aos nossos dias.
Foram trazidos para o Brasil cerca de quatro milhões de negros. Libertos pela Lei Áurea em 1888, não tiveram casa para morar nem qualquer oferta de trabalho remunerado. Como sobreviver, soltos nas matas ou perambulando pela cidade?
Não bastassem o trabalho árduo, as chibatas, o estupro e as humilhações, os libertos sempre tiveram as portas fechadas pelo preconceito. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) entre os 80% da população pobre no Brasil, 73% são Afro-descendentes.
Esses fatos são suficientes para se entender à saga dos negros no Brasil.
A luta contra o preconceito racial sempre fez parte das entidades negras e a Conferência Mundial em Dubam incentivou os ativistas a buscar melhorias através de leis mais abrangentes. Daí o incremento das medidas para diminuir a desigualdade social através das ações afirmativas. As discutidas cotas para acesso às Universidades, agora abolidas pelo Estatuto da Igualdade Racial nasceram desse movimento, assim como as cotas pelo trabalho nas empresas.
A comemoração de 20 de Novembro como Dia da Consciência Negra está aí para a sociedade não esquecer e não discriminar aqueles cujas forças do trabalho muito fizeram pela construção desse país.
 foto: jpg - donafilo.files.wordpress.com/2009/06/apaixona...
                             Valores Antagônicos (Elda Nympha Cobra Silveira)
Uma moça gostava de passar as tardes numa joalheria muito famosa internacionalmente. Ela se deslumbrava com os brilhantes, pérolas, esmeraldas e por aí afora. Certo dia convidou seu namorado para ele ir conhecer a loja que tanto admirava. Esse casalzinho apaixonado foi entrando só para ver as jóias expostas nas vitrines dos balcões, forrados internamente de veludo preto e outros de veludo vermelho.Os olhos da moça faiscavam, deslumbrados com tanta beleza. Ela pediu ao balconista para experimentar um anel cravejado de brilhantes mas ele titubeou, fazendo uma expressão de dúvida, perguntando ao casal quanto eles poderiam dispor para a compra dessa linda jóia. Um olhou para o outro e encabulados mostraram o que tinham, ele procurando no seu bolso e ela na sua bolsa, juntaram uns cinquenta reais.
O balconista pensou que era uma brincadeira, mas à medida que o casal conversava entre si ele foi percebendo que o amor entre eles era muito grande, aliás grande e cheio, não vazio como seus bolsos.
Condoído com a expressão de pesar da moça, deu-lhe então um brinde que era um anel de latão dentro de uma caixinha. O casalzinho saiu muito contente com a atenção e carinho do balconista e o moço foi colocando agradecido a caixinha dentro do seu paletó. Saíram felizes da loja depois de verem tantas atitudes bondosas do atendente já de meia idade. Não esperavam esse acolhimento vindo de um funcionário de uma loja tão requintada, pois pensaram até que seriam enxotados quando mostrassem suas pequenas posses.
O balconista ficou feliz por encontrar esse casal tão amoroso e tão diferente dos homens que vinham com suas amantes gananciosas procurando obter deles as jóias mais caras possíveis. Ele ficou meditando: “Esse casal tem uma jóia inestimável que é o amor e não está se dando conta disso! Quantos fregueses da joalheria os invejariam porque tinham os bolsos cheios de dinheiro mas os corações vazios.
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                          Uma águia sobrevoa a Noiva da Colina?! (Ana Marly de Oliveira Jacobino)
                   Quem já teve a experiência de ser assaltado, roubado ou ter a sua residência invadida por meliantes, sabe o trauma psicológico, que o acompanha pela vida.
Eu e a minha família tivemos a casa invadida e ainda não nos recuperamos do susto. Vivemos trancados a sete chaves e até para ir ao nosso quintal; o medo nos acompanha.
Mas, desde 18 de agosto sinto que algo mudou para melhor na segurança da cidade. Uma águia paira no ar e nós aqui na terra olhamos com alegria o seu vôo. Estendo a roupa no varal e aceno para a águia. Abençôo as suas rasantes. Aplaudo a sua movimentação por cima de nossas residências. Evoco ao divino por sua proteção.
Enfim, você, leitor deve estar questionando: “Existe águia no Brasil?” Bem! A águia-pescadora ou águia-do-mar vem do hemisfério Norte para nos visitar, mas, certamente, não sobrevoa as nossas cidades. O que sobrevoa a nossa Noiva da Colina é o helicóptero Águia 19 da Polícia Militar de Piracicaba.
Venho através desta carta agradecer ao militares do helicóptero Águia 19 (Base de Piracicaba) em nome da minha família, e, acredito que também, de toda a população. Capitão Mazzocatto, Capitão Edgar e o mecânico Marcelo Silva deixo aqui o meu muito obrigada! O meu aplauso se faz extensivo para toda a Policia Militar e o seu comando. “O meu agradecimento vem de dentro para fora, do coração para o mundo”.
                                foto:jpg - upload.wikimedia.org/.../Calice_du_sacre
 Doce inimigo (Gian Carlo de Carvalho.)
Arde-me na alma a velha paixão.

Suave vermelho
De prontidão ti encontro
Doce desejo
Deixa-me mais que tonto
O cálice está vazio
Sobre a mesa repousa
Das lágrimas fez-se rio
Lembranças de minha senhora
Deveras, minha é a ferida
Do feitiço me fiz guardião
De nada adianta-me a vida
Desde que de mim tornei-me ladrão
Tinto é o inimigo
Não importa, ignoro a razão
A cada toque em meus lábios tremidos

NA ÚLTIMA APRESENTAÇÃO DO ANO DO SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO
                                                           HOMENAGEADOS
                                                                       foto: google

foto: Daniel Damasceno da Tribuna de Piracicaba_ Livia e Bêne da Cia sé de Teatro


Sarau Literário Piracicabano de 14 de Dezembro de 2010


** Sarau Festivo: HOMENAGEADOS: Gilberto Gil e Benedita (Bêne) Giangrossi _ Palhaça Xoanet e Lívia Foltan Spada _ Palhaça Xarlet.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Guerra? Aqui fomenta a meditação!Agend@!

                        Fentepira (Festival Nacional de Teatro Piracicaba)
Por que Criança Cozinha na Polenta

Com a Cia. Mungunzá de Teatro
Quinta-feira (dia 25)  20h
Teatro Municipal Dr. Losso Netto
(avenida Independência, 277, Centro)
Uma família romena, sob a ditadura, expõe as idiossincrasias entre o Leste comunista e o Ocidente. Eles são nômades e vivem no circo. A mãe se pendura no trapézio pelos cabelos. O pai é um palhaço que não acredita em Deus. E há a menina que é quem nos conta a história da família. Enquanto isso, para distraí-la dos absurdos da vida, a sua irmã mais velha narra a lenda da “criança que cozinha na polenta”. Não é um espetáculo sobre comida nem também uma história infantil. Ou talvez seja. Mas é diferente: não é para crianças!
Classificação: 18 anos.
ENTRADA GRATUITA



O Sarau é feito de palavras e sons que enebriam e levam a meditação!(Continuação do Caderno do Sarau Literário de 16 de Novembro (parte III)
foto: jpg - www.flores-online.com/.../

                    Primavera (Terezinha Sbrissa Campos)

Primavera começa dentro da gente. Ainda no inverno vamos preparando e cultivando as sementes das flores que virão e , quando chegam, trazem fortes experiências sensoriais de uma natureza exuberante. Recém saídos do sono, caminhamos pelas alamedas. O céu amarelado com os primeiros raios de luz , expulsa a última estrela do firmamento. Ar puro trás o cheiro dos manacás, dos jasmins,aglaias,magnólias.Cores reluzentes das caliandras,calistemos,cuféias,gérberas,heliconias, lírios,íris,gerânios,amarílis enfeitam a paisagem.E estas árvores tão floridas? Sibipirunas, cássias,tipuanas,ipês.Divertem-nos com suas cores,texturas e formas.A copa do ipê parece uma pêra,o pau brasil uma bola, o flamboyant espaçoso esparramou toda a sua copa pela rua.As tuias parecem uma coluna.Plantas verdes, tenras e úmidas. E as pessoas? A estas horas já estão a cordando, se arrumando para o trabalho, levam crianças pra escola, vão para cantos agitados, turbulentos, percorrem longas distâncias, trabalham muito. Retornam cansadas. Mais trabalhos no lar.Será que sobrará um tempinho para aproveitar este efeito restaurador que a natureza oferece? . Sabe aquela música que cantam os pássaros pelas manhãs?Seus sons se unem aos dos sagüis, tucanos, araras, papagaios. Companheiros também na degustação de saborosas amoras, pitangas, jabuticabas, ameixas, uvaias e outras frutas existentes no bairro. Dores, angústias, solidões, desamparos, competições vão ficando minúsculos pontinhos perdidos nesta vida pulsante. Conectados com a teia da natureza, somos todos atores neste espetáculo matinal,parceiros necessários de um estado de emergência, na busca de afinidades , linguagens e ações que se relacionam.Tudo é uma coisa só. Tornamos-nos mais humanos, cuidamos de nós, do outro, do bairro, da cidade e respeitamos a vida em todas as suas formas. Nesta viagem da intenção ao ato encontramos o acesso às coisas simples da vida e um enorme presente esperando por nós. Porque é primavera também em nosso coração.

 foto:google
                            Atores Amadores (Dirce Ramos de Lima)

Nos palcos da vida
somos todos atores
e, nesse amadorismo cotidiano
ganhamos apenas
troca de experiências
e, alguns, talvez
maiores acertos
no vai e vem da existência.


Profissionalismo descartado,
já que voltamos sempre
as raízes da infância
e somos bons, honestos,
ingênuos, inocentes....


Os que conseguem superar
essa fase inicial
não serão melhores ou piores:
serão políticos, líderes, ditadores!
Oh! Casta insana de mentirosos e enganadores!


Deixem-nos em paz em nossos palcos
domésticos, familiares, bairristas e limitados.
Não queremos ser atores de verdade.
Também fingimos, sim,
pois aprendemos que ser autêntico e original
é anti-ético, mal visto e condenado.

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                                Monólogo do Cravo (Dario Bicudo Piai)

Três amores eu tinha:
Érica, Sálvia e Petúnia
lindas, delicadas e vaidosas -
travava-as como rainhas
Suaves brisas me faziam tocá-las
e eu, com sofreguidão,
Tanto as amava!


As borboletas eram o elo
de nosso amor livre , inebriante
muito mais que perfeito:
um casamento híbrido, poligâmico,
onde eu - o rei eleito!


Até que numa noite
uma dama da noite
“caliente”, atrevida
e do nada surgida
levou-me prá seu jardim
sem muros, sem borboletas
e perto de mim, nenhum jasmim;
plantou-me ao lado de uma rosa
toda linda, deiscente e formosa
mas seus agudos espinhos,
ao vaivém dos ventos, me feriam
e eu, fiquei ferido e triste

 foto: jpg - static.infoescola.com/.../full

                                    Um dia de trabalho (Nahara Leite Ribeiro)

Sem ver o tempo passar,
Ouvindo o zum zum de fora,
E o sorriso tenso do meu querido paciente,
A lágrima quente de um sentimento contido,
Que é abrandando no alívio do suspiro,
E da palavra de conforto de um novo recomeço.
Acaba o tempo,
Sou acolhida pelas plantas, alegrada pelo balé das tartarugas,
Tomo um café e recomeço o aprender!

 foto: jpg - blogfamiliaribeirobruce.zip.net/images/Pappou.
                   VIDA (Angela Reyes).
Existe em mim um pouco de tudo,
e muito do pouco também,
inteira, completada por cada uma das minhas células
porque o tudo e o pouco formam meu ser.
E, você que saiu de mim,
que possui um pouco do muito,
e muito do pouco dos gens que te dei
é único, diferente mesmo parecendo comigo.
Em cada partícula da tua pele que nasce e morre a cada dia,
na água que evapora,
no ar que se respira, no fogo que nos queima.
E a terra, o último que sobra
da energia cósmica de nossa matéria,
ali iremos continuar alternando ciclos
na transformação constante da vida
porque vida é vida...
Não termina..

 foto: jpg - 3.bp.blogspot.com/.../
                                     Lixo Espacial (infantil)

Rondam os céus
Pedaços das naves e foguetes
Circulam ao redor do planeta azul.
Poluindo, invadindo, o espaço
Todo este lixo espacial.
Não é meu!? Não é seu!?...
A quem pertence este horror?
A todos os habitantes da Terra!
Não é meu?! Não é seu!?...
O quê? Por quê?

Poluir, poluir, poluir...
Terrível instinto humano
Triste e desanimador.
Eu, que estive perplexa
Olhando os céus
Sacudo o lixo espacial
E tento encontrar as estrelas.
Onde estão?
No pensamento!
Brilham na poesia!

Os músicos do Sarau Literário Piracicabano: Ana Lucia Stipp Paterniani, Carlos Roberto Furlan, Suzi Furlan)

 Os músicos do Sarau Literário Piracicabano: Ana Lucia Stipp Paterniani, Carlos Roberto Furlan, Suzi Furlan) e Manoel Rodrigues Lourenço em Nos Bailes da Vida: Milton Nascimento / Fernando Brant
http://www.youtube.com/watch?v=L8o_Rbk8ejQ
## Ana Lucia Stipp Paterniani, Carlos Roberto Furlan, Suzi Furlan e Manoel Rodrigues Lourenço em Encontros e Despedidas: M. Nascimento e F. Brant:
http://www.youtube.com/watch?v=-qmsld8Nfg0

## Ana Lucia Stipp Paterniani, Carlos Roberto Furlan, Suzi Furlan e Manoel Rodrigues Lourenço em Caçador de Mim- Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão:
http://www.youtube.com/watch?v=wlndON3D1LQ

Convite:
                                             Recital de Natal: Imperdível! Compareçam!
Desfile de 7 de Stembro das crianças da Casa do Amor Fraterno

domingo, 21 de novembro de 2010

Música e Poesia nos leva ao Nirvana!Agend@!

O Caderno do Sar@ Literário Piracicbano (16/11/2010) expôe o seu tesouro nas publicações (parte II)
 foto:jpg - www.teclasap.com.br/.../03/nelson_mandela.jpg
Invictus (Título Original: "Invictus") (decvlamação de Ana Lucia Stipp Paterniani)

Autor: William E Henley_ Tradutor: André C S Masini
¨¨Este poema acompanhou Nelson Mandela durante o período em que esteve preso e o trecho " Eu sou o mestre de meu destino; eu sou o capitão de minha alma "é citado no filme sobre ele.
                                   Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.


Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.


Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
foto: bmp - 2.bp.blogspot.com/.../S1600-R/Mantecal.bm
                                            Mantecal (Ninfa Zamprogna Barreiros)

Venho aqui contar,
Receita do bem cozinhar.
É muito fácil.
Mesma medida usar.
Gordura vegetal, trigo e açúcar para adoçar.
Se fazem bolinhas, coloca uma goiabinha.
Pronto! Já pode assar.
Peço agora licença,
Para comermos e na agenda colocar.
Que esse sarau possa sempre vingar
Para nosso mantecal saborear!
 foto: jpg - familiaeshow.flogbrasil.terra.com.br/fotos/d/...
                    Crianças, Árvores e Fé. (Edson Antonio Di Piero)

Crianças, Menino Jesus.
Brinquedos e Fé.
Meu pé de laranja lima.
Nossa Senhora De Aparecida.
Padroeira do Brasil
Hoje é dia de Festa.
Hoje é 12 de Outubro.
Hoje é nosso dia.
Dia das Crianças.
Dia de Nossa Senhora De Aparecida.
Dia dos Agrônomos.
Hoje é dia de Festa.
Vamos orar, dançar.
Vamos Plantar:
Árvores, Sonhos, Brinquedos.
Pois hoje é dia de Festa.
De Alegria.
De Fé.
                             
                                     Dia das Crianças (Esther Vacchi Passos)

C riança amada e pura que vive a brincar
R isonha cresce e desabrocha como a flor
I nocente faz gracinhas á todos presentes
A legre contente querendo ser grande gente
N ão tem preço seu despertar feliz no berço
C riança bom futuro, estudo e esperança
A mor e educação constrói nossa nação.
   foto: jpg - carroclassico.net/novo1anos70.jpg
                                                  Proibido estacionar (Marisa Bueloni)

Ofereço-te meu ombro
Meu assombro
E minha amizade
Fica por conta


Dos velhos tempos
E da saudade
Ofereço-te um abraço


Daqui não passo
É zona proibida
Perder o senso


É o contrasenso
Na vaga da vida
Vaga tardia...


O coração ardia
E ninguém sabia

Meu carro passou
Teu carro passou
A placa estava ali
No vai e vem


Ah, meu bem
Nós passamos
Além...
                     foto: jpg - 3.bp.blogspot.com/.../s1600/Sorrisos.jpg
                                      Viajante (Ana Marly de Oliveira Jacobino)

O sorriso largo destrona
Mágoas e tristezas que porventura
Existam nos corações dormentes
Pela sina do trabalho,
Dário e enfadonho
Por vezes, ou, interessante em outras.
Rosto sulcado
Pelo riso frouxo; de quem leva o sonho
De poder apaziguar almas
E gargalhar ao som da sinfonia
Que sai do seu “Eu”!

Quis ser um dia
Um domador de sentimento bravio
Interpelado, vez ou outra
Por uma sonora pilhéria.
Para ele sua vida segue
Por caminho sem desvio
Leva o céu estrelado, como ajudante
Nas suas passadas largas, tanto,
Quanto, o sorriso largo.
Ele, que continua vivo! Viajante
Solitário do riso!
*****
Dedico esta poesia para o Escritor e Poeta Marcio JR , após ler a sua crônica: GENTILEZA E SORRISO: FERRAMENTAS PARA MELHORAR O MUNDO no seu blog: http://abismodasvaidades.blogspot.com/                                        
                                                             Saudades da sua voz...
foto: jpg - www.meionorte.com/imagens/2008/12/29/COL483El..  Elis Regina

## Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, RS.
Foi, sem dúvida, a maior cantora brasileira de todos os tempos. Com técnica e garra, lançou alguns dos principais compositores brasileiros, como João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes - só não lançou Chico Buarque porque resolveu pensar sobre o assunto - Nara Leão foi mais rápida.
A "pimentinha", como era chamada, tinha - como João Gilberto - a perfeição como meta. Exigia muito de seus músicos e compositores, exigia de sua gravadora, exigia de sua voz. Ganhávamos todos nós! Foi a primeira pessoa que inscreveu sua voz como instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. E era. A voz de Elis soava como instrumento afinado, não perdendo, nem por um minuto, o carisma e a emoção em cada canção.
Parafraeando Vinicius de Moraes:"Elis Regina, saudades!Saravá!

## Escute a que é considerada uma das 10 maiores vozes do SéculoXX:

                          http://www.youtube.com/watch?v=a48CXnqmDyk
                                                                   Convite:
CONVITE PARA NOITE DE AUTÓGRAFOS

xirê: orikais – canto de amor aos orixás
dermes (ademir barbosa júnior)
editora limão doce (preço de lançamento: R$ 20,00 o exemplar)
26 de novembro de 2010 as 20h
Livraria Porto das Letras
Avenida Senador Pinheiro Machado, 1024 – SANTOS _Canal 1 (pertinho da praia)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Apenas pensando um pouco sobre a Consciência Negra! Agend@!

                                 Caros amigos,
Estou encaminhando o cartaz de divulgação do dia da Consciência Negra de 2010. Este ano o evento retorna para a Estação da Paulista.
Esperamos a sua presença neste dia de celebrações e reflexões tão pertinentes para o fortalecimento da cidadania.
Até mais, Antonio Filogenio de Paula Junior - CDCPN

Caros amigos, 
Estou encaminhando o cartaz de divulgação do dia da Consciência Negra de 2010. Este ano o evento retorna para a Estação da Paulista.
 Esperamos a sua presença neste dia de celebrações e reflexões tão pertinentes para o fortalecimento da cidadania.
 Até mais,
 Junior - CDCP

 Apenas pensando um pouco (Antonio F. de Paula Junior)

O mês da consciência negra, como passou a ser conhecido o mês de novembro em todo o Brasil, é um momento de reflexão celebrativa a partir da experiência dos africanos e afrodescendentes em nosso país.
Este mês evoca a lembrança de Zumbi dos Palmares, líder que acabou por ser reconhecido como o referencial da luta pela liberdade dos negros. Através da sua busca e meta, notabilizou-se não somente uma perspectiva de liberdade para os negros, mas também uma possibilidade de reinvenção das relações humanas em pleno regime escravista. Dizemos isto em face a presença não somente de negros no quilombo, mas também de indígenas e brancos, vivendo em harmonia.
Esta forma de organização social antecipa toda a discussão que hoje se faz sobre a diversidade e a necessidade da inclusão.
Esta celebração no mês de novembro tem como ápice o dia 20 de novembro, data na qual o líder Zumbi foi morto, mais especificamente em 20 de novembro de 1695. Portanto, não é somente uma data a ser lembrada pelos negros, mas, sim, por todas as pessoas, independente da sua origem, pois é também um chamado para uma sociedade mais humana e fraterna. A consciência negra neste aspecto é na realidade uma consciência humana, que neste caso é conclamada a partir da experiência histórica dos negros. Mas que muito bem esta irmanada a luta das mulheres, dos miseráveis, e de todos aqueles que foram ou estão excluídos, ou seja, os “ Condenados da Terra” como diria Frantz Fanon.
É, contudo, a partir deste oprimido que se procura uma consciência ética, capaz de reorientar o pensamento e a conduta do homem sobre a terra, que este respeite-se em sua diversidade, e também respeite o meio em que está, a mesma terra que abriga a todos nós. A percepção desta interdependência e desta complexidade complementadora é primordial para que possamos manter viva a esperança de um mundo melhor, em que a plenitude do divino possa ser refeita na práxis do homem. Sendo assim, a consciência que hoje somos convidados a ter é a do negro quando por alteridade me coloco em seu lugar, e sinto ainda a chibata social da discriminação e do preconceito; é a da mulher, quando ainda se vê vítima de uma máquina mercantilista que insiste em projetá-la como objeto de prazer; é a do indígena quando ainda é alijado do seu direito a terra, simplesmente porque não opera diante da lógica capitalista de produção e consumo, e é a consciência de cada um de nós, quando verdadeiramente nos colocamos no lugar do outro que sofre, que é julgado e punido simplesmente por ser diferente. Esta forma de organizar que separa e classifica as pessoas é cruel, injusta e diabólica ( diabolo = o que divide ), ela age contra o simbólico ( símbolo = o um, a unidade ) e consequentemente nos destitui a capacidade da realização humana em todas as dimensões, incluindo a espiritual.
A diferença não deve ser uma barreira, e sim um canal para a comunhão, para o encontro e para o aprendizado. O teólogo Leonardo Boff, nos disse que deveríamos com a diferença construir pontes para o diálogo e não muros de separação. É deste modo, que devemos educar as crianças de todas as etnias e de culturas diversas, a amar.
O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, iluminou o mundo com suas sábias palavras quando falava sobre o regime do apartheid e a possibilidade de uma nova África do Sul.
Dizia ele,
”“Se podemos ensinar as crianças a odiar, podemos ensiná-las a amar”.
Sem dúvida, esta era a chave de um novo tempo.
Ainda lembrando outro grande pensador/filósofo do Mali, Amadou Hampaté Ba, que dizia que peregrinava pelo mundo com sede de aprender, bebendo nas mais variadas fontes, e saboreando aquilo de melhor que cada povo e cultura pudesse oferecer, sem contudo, perder a sua própria cultura, mas melhorando-a a partir da cultura do outro, e assim procurando ser uma pessoa melhor a cada dia.
Assim, devemos oferecer de maneira cortês e generosa aquilo que melhor possuímos a nossa experiência de vida, para que também sirva de algum modo ao bem comum. Nesta troca não há valor absoluto de verdade, mas pequenas experiências individuais que se colocam humildemente na mesa da comunhão, de onde talvez um dia tenhamos verdadeiramente celebrado e consumido o pão da vida.
Enfim, que saibamos a cada dia aprender com o outro, e se neste mês temos a oportunidade de encontrar-se um pouco mais com o negro e sua cultura, sejamos todos convidados a participar deste momento, revendo nossos conceitos e ampliando nossa capacidade de compreensão humana. Muita luz sempre!


Dia da Consciência Negra: 20 de Novembro por Cornélio T. L. Carvalho
No período de 31 de Agosto a 08 de Setembro de 2001, realizou-se em Dubam, África do Sul, a Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, Discriminação, Xenofobia e a Intolerância Correlata.
Ao final do conclave, entre os acordos, estabeleceu-se que o Holocausto, na Alemanha Hitlerista e a escravidão negra no mundo ocidental foram crimes contra a humanidade. Foi sugerido aos países envolvidos que oferecessem algum tipo de reparação a esses crimes.
Os sobreviventes do Holocausto foram ressarcidos com um salário simbólico, válido até aos nossos dias.
Foram trazidos para o Brasil cerca de quatro milhões de negros. Libertos pela Lei Áurea em 1888, não tiveram casa para morar nem qualquer oferta de trabalho remunerado. Como sobreviver, soltos nas matas ou perambulando pela cidade?
Não bastassem o trabalho árduo, as chibatas, o estupro e as humilhações, os libertos sempre tiveram as portas fechadas pelo preconceito. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) entre os 80% da população pobre no Brasil, 73% são Afro-descendentes.
Esses fatos são suficientes para se entender à saga dos negros no Brasil.
A luta contra o preconceito racial sempre fez parte das entidades negras e a Conferência Mundial em Dubam incentivou os ativistas a buscar melhorias através de leis mais abrangentes. Daí o incremento das medidas para diminuir a desigualdade social através das ações afirmativas. As discutidas cotas para acesso às Universidades, agora abolidas pelo Estatuto da Igualdade Racial nasceram desse movimento, assim como as cotas pelo trabalho nas empresas.
A comemoração de 20 de Novembro como Dia da Consciência Negra está aí para a sociedade não esquecer e não discriminar aqueles cujas forças do trabalho muito fizeram pela construção desse país.
 O Dia da Consciência Negra, Feriado em muitos municípios, comemorado no dia 20 de novembro remete-nos a Zumbi dos Palmares, o maior ícone da resistência negra ao escravismo no Brasil. Data marcada país afora por manifestações, passeatas e seminários em várias cidades brasileiras, em cerca de 225 municípios trata-se de feriado, tamanha a importância do evento. O estado onde mais cidades decretaram feriado é o Rio de Janeiro.
fotos3 ,4,5 : http://topicos.estadao.com.br/fotos-sobre-consciencia-negra

Interpretação de Antonio F. de Paula Junior  acompanhados do Sr. Vanderlei Bastos e do Sr. Vanderlei Gilberto de Barros para o poema de CARLOS DE ASSUMPÇÃO (nasceu em 23 de maio de 1927 em Tietê/SP).
Veja o Video feito no Sarau Literário Piracicabano:
                       http://www.youtube.com/watch?v=QntZZH5_91I

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