terça-feira, 29 de junho de 2010

São Pedro e São Paulo: as Festas Juninas findam o mês na Agenda!




O segundo lugar escolhido pela Academia Brasileira de Letras, saiu para Carla Ceres Oliveira Capeleti, de Piracicaba, São Paulo, com o trabalho:


"Joguei. Perdi outra vez! Joguei e perdi por meses, mas posso apostar:

os dados é que estavam viciados. Somente eles, não eu".



Repaginando as Festas Juninas
Ana Marly de Oliveira Jacobino

Ruínas espelham idades.
Ali, o salto alto da mãe
torce o pé da menina
palpita sobre o piso desencarnado
crava; retaliando gerânios.
Gelado o luar desperdiça
grudentas gotas translúcidas
no trançar dos cabelos.
Arraial resmunga cantorias.
Vestido engomado!
Casaco de lá tricotado
por mãos sábias. Como sei?
Elas secaram meus cabelos.
Resmungos inteligíveis
Retorcem os beiços
Enquanto, o gengibre perfuma o ar
Floresce o escurecer
cores barulhentas
assobiam buscapés, traques...
escondidos na fogueira.
No meu peito o afagar
do coração brinca de quadrilha
desobstruído pelas lembranças
remotas...; talvez!
                                                              29 de junho

Em homenagem a São Pedro, fogueiras são acesas, mastros são erguidos com as suas bandeiras e fogos são queimados. Porém, não há na noite de 29 de junho a mesma empolgação que está presente na festividade de São João.Em homenagem a este santo são realizadas procissões terrestres, organizadas pelas viúvas e as fluviais, pois como vimos, São Pedro é caracterizado como protetor dos pescadores.
A brincadeira do pau-de-sebo, está em várias regiões, diretamente relacionada com a festividade deste santo.São Paulo também é festejado com São Pedro, pois os dois foram julgados e condenados no mesmo dia, sendo que o primeiro não é destacado nas festividades deste mês. Encerra-se assim, o ciclo das celebrações dos santos juninos.                                                           http://www.festajunina.com.br/
As festas juninas são conhecidas como características da igreja Católica Apostólica Romana, por manter culto de veneração a três santos: São João, Santo Antônio e São Pedro.
Dessa cultura religiosa surgiram as quermesse ou festas de barraquinhas, onde são vendidos esses deliciosos alimentos, além de artesanatos, a fim de arrecadar verbas para as benfeitorias da igreja.
Essas festas também são conhecidas como festas de caridade e durante a realização das mesmas acontecem várias brincadeiras, também para se arrecadar fundos. São feitos pequenos leilões de alimentos, onde os lances chegam a valores bem maiores que os das prendas, mas somente para levar animação ao momento, além de fazer a doação para a igreja.
Mas o importante mesmo é se divertir e comer as delícias das festas juninas.
                                                                                                                Jussara de Barros

Conta a história que as comemorações juninas surgiram na época pré-gregoriana, em comemoração à fartura das colheitas, no solstício de verão, onde faziam-se uma grande festa pagã para agradecer a fertilidade da terra. Essa festa era realizada no dia vinte e quatro de junho.
Aos poucos a festa foi sendo difundida por todo o Brasil, tendo chegado ao nosso país através da colonização dos portugueses.
Nessa data o milho está em evidência em nossas plantações, sendo a base de todos os alimentos consumidos nas festas juninas.
Dentre tantos pratos deliciosos podemos destacar a canjica, o curau, a pipoca, a pamonha, o bolo de milho, o caldo de milho, milho cozido, dentre outros. Porém, não são apenas esses alimentos que compõem a culinária da festa.
Dependendo da região onde for realizada, a festa junina apresenta um caráter peculiar com a cultura da localidade.
Várias são as opções para se fazer uma boa festa junina. O mané-pelado é um bolo feito de mandioca crua, ralada; a paçoquinha é feita de amendoim torrado, bolacha de maisena e leite condensado; a maçã do amor é uma maçã mergulhada em calda de açúcar, com um cabo de palito de picolé; bolo de coco; cachorro-quente, o delicioso pãozinho com molho e salsicha; pé de moleque, feito com rapadura e amendoim torrado; pinhão cozido, uma castanha característica do sul e o famoso quentão, feito com gengibre, canela e pinga.

QUADRILHAS JUNINAS
ORIGEM :Os estudos colocam a dança de quadrilha teve origem na Inglaterra, por volta dos séculos XIII e XIV. A guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, serviu também para promover uma transferência cultural entre esses países. A França adotou a quadrilha e levou-a para os palácios, tornando-a assim uma dança nobre. Rapidamente se espalhou por toda a Europa, sendo assim uma dança presente em todas as festividades da nobreza.
Originalmente, em sua forma francesa, a quadrilha era dançada em cinco partes, em compassos que variavam de 6/8 a 2/4, dependendo da parte que estava sendo dançada, terminando sempre em um galope, que normalmente atravessava-se o salão.
A quadrilha não só se popularizou, como dela apareceram várias derivadas no interior. Assim a Quadrilha Caipira, no interior paulista (e Minas), o baile sifilítico na Bahia e Goiás, a saruê (deturpação de soirée) no Brasil Central e, porventura a mais interessante dentre todas elas, a mana chica e suas variantes... Várias danças do fandango usam-se com marcação de quadrilha, da mesma forma que o pericón e outros bailes guascas da campanha no Rio Grande do Sul.
                                                              http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/

Convites Imperdíveis
aa

sábado, 26 de junho de 2010

Agend@ está cheia de novidades!

Exposição de Orquideas na Estação da Paulista (Piracicaba) foto de Ana Marly

Soneto Pantaneiro
Ana Marly de Oliveira Jacobino

No entardecer a viola lamenta
Outrora o gado pisava desafio
Cerra a virgem laboral tormenta
Geme e escarra um cantar sombrio.


Rasteja fértil sequiosa placenta
Insistente verseja em som atavio
Colore a sempre-viva de magenta
Terra pantaneira: soturno plantio.


Corre o fogo enrola pelo caminho
Viceja o terror; coloquial desprezo
Tuiuiú mata a sua cria no ninho.


Deserto; o expelir vil menosprezo
Do além vivido o cravar do espinho
Sangra o verso do poeta no revezo.

Ângela Reyes (poeta e escritora nicaragüense)

Ocaso

Ângela Reyes (poeta e escritora nicaragüense)

Em el vasto oceano sin limite
de mis pensamientos,
diviso el tênue reflejo de um horizonte
em ocazo.
Navego a media vela impulsada apenas,
por el viento de mis anos
como queriendo retrazar el tiempo
en que mi nave eche
y al despertar del alba
atraque em mi último puerto.


Ocaso
Ângela Reyes (poeta e escritora nicaragüense)


No vasto oceano sem limite
de meus pensamentos,
diviso no horizonte um tênue reflexo
em um ocaso.
Navego a meia vela impulsionada apenas,
pelo vento dos meus anos
como querendo para o tempo
em que meu barco ancora
em que no despertar da aurora
atraque em mi último porto.

Participantes do Sarau

Sarau Literário Piracicabano de 13 de Julho de 2010

** Sarau da Bossa Nova 2:

HOMENAGEADOS: CARLOS LYRA, ROBERTO MENESCAL, BADEN POWEL, MARCOS E PAULO SÉRGIO VALLE e os MÚSICOS DO SARAU LITERÁRIO PIRACICABANO

Local: No Teatro Municipal “Dr. Losso Netto na sala 2 na Rua Gomes Carneiro, 136 -Piracicaba-SP

Dia: 13 de Julho (Terça-feira): 19h30 às 21h30
Ingresso: Gratuito (limite 100 lugares)
Classificação: Livre


Escute a homenagem dos Músicos do Sarau Literário aos mestres da bossa Nova
Música Maestro: Clique cante e ouça:

BOSSA NOVA – Retrato Quatro por Quatro

                              Bruno Marcus Rangel Pessanha (Niterói)


Em atenção ao apelo
do caprichoso destino,
o encontro se deu
pelos dedos de Orfeu
mexendo o uísque e as pedras de gelo
nas mesas do Villarino (*).
Pepita rara em toda a parte,
na união dos dois,
o Deus da música promoveu
o casamento da Arte com a Arte:
As inspiradas letras
do poetinha maior,
com as teclas brancas e pretas
em tom inzoneiro
de um Jobim brasileiro,
abençoadas depois
pela batida de violão
do baiano João.
Depois, o uísque amigo
foi para Copacabana,
buscar abrigo
no espelho dos joelhos,
na voz mansa e clara
da menina Nara.
E, sem estardalhaço,
o barquinho foi,
Garota de Ipanema a bordo,
nas Águas de Março...
De sortilégio profundo
e sutileza tal,
do Carnegie Hall Teatro,
a bossa nova dos quatro
surfou as ondas do mundo.
Francis Hime
 Concursos e Convites :

Saiba mais sobre o Prêmio Escriba clicando no endereço a seguir:

http://bibliotecadepiracicaba.wordpress.com/

Prezado(as) Amigos(as)
,

Segue em anexo, convite da palestra com o tema: "Cuidado Especial - Aos Familiares de Portadores de Demências: Como Prevenir o Stress e a Depressão", que será ministrada pela Dra. Nahara Leite Ribeiro, da Clínica Neurológica Vida, no próximo dia 28 (segunda-feira), às 19h30, no Salão Nobre da Câmara de Vereadores de Piracicaba.

Contamos com sua presença!
Gabinete do Vereador André Bandeira.
Tel: (19) 3403-6511 / (19) 3403-6512

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Festa de São João é na Agend@!



Tarde Cabloca

Ana Marly de Oliveira Jacobino


Do lado de fora da casa amarelada
Um jardim verdejante parece me sorrir.
Dentuças alongadas, as bocas de leão
Exploram brincalhonas, todo o espaço
Marcando-o na dança frenética das cores.
Brinco com as margaridas
Acarinhando cada uma das suas pétalas
Num incansável bem-me-quer.
As ruelas entre os canteiros
Colorem os pés de terra roxa.
Tal quais, os dedinhos do anjinho
Da Beatriz todo enfeitado com a roupa
Dominical no seu caixão de madeira branco.
Domingo, que ele não viu e nem vai ver.
No interior saboroso da cozinha
A lenha cantarola em um estalar
Canônico, na vermelhidão luminosa do fogo,
Final de tarde,
O som da viola de Nho Lau germina notas
Enquanto, ele sentado no batente da porta
Solta um suspiro longo de apaixonado.
E o sabor doce do café, depois de moído,
Entre os batuques do monjolo do velho Caetano
Jogado pra la e pra ca pelo vento faz cócegas
Nas lombrigas dos trabalhadores no eito.
Porem, à tarde, cansada de ruminar beleza,
Silencia e insepulta a vida, varre as horas
E o pontilhar das estrelas roçam o céu
Enquanto, o dia adormece
No interior caipira.
São João Batista nasceu em Junho, precisamente no dia 24 de Junho. Em um cenário tão controverso, surge um homem simples, amigo do deserto, e com uma importantíssima missão: preparar o caminho para a chegada do Messias.
Diz a história bíblica, que na antiga Judéia,as primas Isabel e Maria, mãe de Jesus, estavam grávidas. Como moravam distantes, elas combinaram, que a primeira a ganhar bebê anunciaria a novidade, acendendo uma fogueira em frente à própria casa. Santa Isabel cumpriu a promessa quando do nascimento de seu filho, João batista. Até hoje as fogueiras são acesas na tarde de 24 de junho, acompanhadas de foguetórios, jogos, prendas, e bailes. É a fogueira mais tradicional. Tem a base redonda, como se fosse uma pirâmide.
João era filho de Zacarias e Isabel, e primo de Jesus Cristo. É considerado o último dos profetas, e o primeiro apóstolo. Os evangelhos dizem que, ainda no ventre de sua mãe, João percebe apresença do Messias, “estrecendo de alegria” na presença de Maria, quando esta ia visitar a prima Isabel. O evangelho de São Mateus fala das pregações e dos batismos que realizava às margens do rio Jordão, não distante de Jericó. Foi João Batista quem batizou o próprio Cristo.
Crítico da hipocrisia e da imoralidade, São João Batista foi decapitado por capricho de Salomé, enteada de Herodes. João Batista, juntamente com os profetas Elias e Eliseu, é considerado o protótipo do ideal ascético, e modelo de vida perfeita.

 (fonte: SGARBOSSA, Mario e GIOVANNI, Luigi – Um Santo para cada dia, São Paulo, 1983, 9a. ed.).
 

Tudo o que se faz e se vê ali é exatamente igual a mesma festa deste bairro, há mais de 60 anos. Desde o levantamento do mastro dos Santos populares de junho - Santo Antonio, São João e São Pedro - à procissão para a lavagem da imagem de São João nas águas do ribeirão Tijuco Preto, até a passagem dos devotos, com os pés descalços, pelo braseiro de vários metros de extensão. Tudo é igualzinho, seguindo o mesmo ritual observado nos primórdios da Festa de Tupi.
Da celebração tradicional, inclui-se também a gastronomia, com grande consumo de pratos e bebidas típicas do mês junino. Curiosamente, esta, que é a maior festa de Tupi, é realizada pela comunidade do Distrito, que tem como padroeiro São José, com as festividades levadas a efeito, exatamente na Praça da Capela São José.
O tradicional evento iniciou-se em 1934, e nos últimos anos, perto de 20 mil pessoas, procedentes tanto da região como de outros Estados, têm participado desta festa junina de Tupi, que ocorre na véspera do dia de São João, celebrado no dia 24 de junho.         http://www.indicapira.com.br/


João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, que vivia no deserto, e comia gafanhotos e mel. O caminho desse homem estranho, e recluso, mas profeta de grande popularidade, cruzou com a da família real na época, a do rei Herodes Antipas, da Galiléia.

João condenou publicamente o fato do rei ser amante da própria cunhada, Herodíades. Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes, que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista sobre uma badeja.
A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneirinho no colo. É que foi ele, segundo a Bíblia, que anunciou a chegada do cordeiro de Deus. Apesar de descrito como um homem solidário, o povo se encarregou de criar o mito de que São João Batista adora uma festa barulhenta. No entanto, ele costumava dormir, justo na noite de sua festa, 24 de junho.
Se o estrondo dos fogos de artifício for alto, e for forte o clarão das fogueiras, o Santo acorda, e festeiro que é, desce à Terra para comemorar. Mas nesse caso, diz a tradição, existe o sério risco do mundo acabar pelo fogo.                                  http://www.awljeng.hpg.ig.com.br/SJoaoBat.htm


                                         Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Bolo de Milho cremoso e espetacular

                                     Receita enviada por Cássia David

2 copos de milho verde 2 copos de açúcar 2 copos de leite 4 ovos 1 colher de sopa cheia de farinha de trigo 1 colher de sopa cheia de fermento em pó 1 colher de manteiga 1 pitada de sal
                                                      Preparo:
Junte o milho verde, o açúcar e o leite bata no liquidificador por 3 minutos

Acrescente aos poucos os ovos, a manteiga, a farinha de trigo e o sal, bata por mais alguns minutos até ficar homogêneo
Por último acrescente o fermento em pó e bata por 1 minuto
Leve ao forno moderado, em forma untada e enfarinhada, por cerca de 1 hora, ou até que fique bem dourado
Espere esfriar e sirva
http://tudogostoso.uol.com.br/receita

Oração a São João Batista
São João Batista, voz que clama no deserto: “Endireitai os caminhos do Senhor...fazei penitência, porque nomeio de Vós está quem não conheceis, e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas, para que eu me torne digno do perdão Daquele que Vós anunciastes com estas palavras: “ Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira os peca do mundo”. São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Crítica Literária e Linguagem Viva na Agend@!


Catedral de Santo Antônio no centro de Piracicaba

É encartado em A Tribuna Piracicabana e distribuído a assinantes, escritores, faculdades, professores, editoras, livrarias, bibliotecas, entidades culturais e Academias de Letras.
Começou com 6 páginas, composição a quente, impressão tipográfica (...).
Gostaria de compartilhar a alegria de ver a noticia do lançamento da nossa coletânea "Tardes de Prosa" publicada no Jornal Linguagem Viva (encarte da Tribuna de hoje 23/06/2010).
A Caríssima Rosani publicou em uma coluna especial, "Notícias de Piracicaba" , sobre o livro "Tardes de Prosa" , e, também mencionou sobre o próximo encontro do Sarau Literário Piracicabano (publicando os nomes e a homenagem aos Músicos do Sarau que vai acontecer no dia dia 13 de Julho (terça-feira)


Meus sinceros agradecimentos ao Linguagem Viva na pessoa de Rosani Abou Adal.
                                                 Ana Marly de Oliveira Jacobino

Rosani Abou Adal escritora, poeta, publicitária e jornalista, nasceu em 17 de janeiro de 1960 na Capital paulista. Editora do jornal com Adriano Nogueira até a data do seu falecimento, em junho de 2004. Desde julho de 2004 edita sozinha.
                                                       ###############################
Comentário da Escritora e Poeta  Marisa Bueloni sobre o livro "Tardes de Prosa"

Prezadas Ana Marly e Ivana: a paz!



Estou enviando meu texto, em apreciação ao livro "Tarde de Prosa", que me foi gentilmente enviado pela Dirce Ramos de Lima. Que bela surpresa! Lindo livro!
Aí está o meu comentário - para ser publicado nos vossos respectivos sites e blogs.
Peço que encaminhem ao sr. Ludovico também.
Com todo o meu carinho,
                                                                     Marisa Buelon

 
Tardes de Prosa

Marisa Bueloni

Tive a graça de receber um exemplar do belo livro "Tardes de Prosa", reunindo 14 autores piracicabanos. Foi-me enviado por uma das integrantes da coletânea, Dirce Ramos de Lima, que figura com brilho nesta que se caracteriza por uma bela apresentação de textos em prosa.
Conforme bem prefaciou o escritor Ludovico da Silva - há 20 anos coordenador do Grupo Oficina Literária de Piracicaba (GOLP) - , é difícil destacar um ou outro texto, pois cada um tem a sua própria temática e sua beleza intrínseca. É que são todos, na sua totalidade, muito bons e contemplados por fina inspiração.
Estão de parabéns os participantes desta coletânea "Tardes de Prosa", um livro de grande beleza e qualidade literária, onde não faltou a homenagem a uma das maiores e mais consagradas poetas piracicabanas, Maria Cecília Machado Bonachella - homenagem feita pela autora Aracy Duarte Ferrari, num tocante memorial da saudade.
"Tardes de Prosa" vem nos saudar num momento muito especial, em que vemos revitalizar-se a Academia Piracicaba de Letras, pelas mãos laboriosas da também escritora e poeta Maria Helena Aguiar Corazza, atual presidente da entidade. Ivana Maria França de Negri, uma das integrantes do livro, é a atual editora da coluna literária do "Jornal de Piracicaba", publicada aos sábados, apresentando aos leitores os trabalhos literários de autores piracicabanos e de outras localidades, abrindo para todos um digno espaço no campo das letras.
A coletânea "Tardes de Prosa" reúne textos de grande sensibilidade e beleza, constituindo um rico presente a nossa cidade, já bastante famosa por ser conhecida como berço de artistas, escritores e poetas. O livro vem dignificar ainda mais o acervo de nossas mais belas tradições históricas.
Aos autores de "Tardes de Prosa", o meu abraço caloroso, na certeza de que produziram uma obra de real valor literário, que merece ser amplamente divulgada e apreciada pelos amantes da literatura e pelo público em geral.
Mais uma vez, parabéns, ilustres autores de "Tardes de Prosa", pessoas tão atuantes na literatura, militantes dos eventos artísticos e culturais, confirmando esta vocação piracicabana que tanto nos honra e nos orgulha!
Que estas iniciativas se apresentem cada vez mais prestigiadas, como parte da tradição de um povo inteligente e culto, de uma gente amiga das artes e do saber.
Com os cumprimentos e toda a admiração da
                                                            Marisa Bueloni
                                           Campestre, 23 de junho de 2010.
Escritora e Poeta Marisa Bueloni

Sentadas: Madalena Tricânico, Ruth Carvalho Lima Assunção Em pé: Raquel Delvaje, Ana Marly Jacobino, Leda Coletti e Ivana Negri, após uma das reuniões a trabalho para o lançamento do "Tardes de Prosa"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Você não foi a um Sarau...., então vá!?Agend@


Centro de Piracicaba com a Catedral de Santo Antonio ao fundo

A Garota de Ipanema em Piracicaba na interpretação de Ana Lucia Stipp Paterniani (flauta transversal e voz), Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Furlan (voz); Galvani Luppi (voz); Sandra Marques (violão e voz)



Garota de Ipanema de Antônio Carlos Jobim / Vinícius de Moraes

http://www.youtube.com/watch?v=5Yzn8n4N-9U



Ana Marly , Maria Madalena Tricânico ao lado da sua bela obra de arte

Nascida em Piracicaba, Maria Madalena Tricânico, filha de Argemira Beluco Tricânico e José Antonio Tricânico, estudou na Escola Sud Mennucci e na Universidade Metodista de Piracicaba onde concluiu Ciências Jurídica, tornando-se advogada militante em 25 de agosto de 1992, dia de seu aniversário, seis meses depois de sua aposentadoria, por tempo de serviço no funcionalismo publico municipal. (...)

Professor Cornélio no momento que lia a sua poesia
Ponto Final

                                                                Cornélio T. L. Carvalho
Se eu cruzar pelo teu caminho
por favor, não fales comigo !
Assim preferes, adivinho
se jaz sem viço o zelo antigo


Contudo, se em teu descaminho
quiseres auxílio ou abrigo,
préstimo, cuidado ou carinho
vem, pede, e encontrarás o amigo.


Segue, pois, apressa teu passo,
obedece à tua consciência!
E não cuides pelo que faço


Ou penso, exteriorizo ou digo.
Pois na insensatez da inocência.
Supliquei-te como um mendigo


Apresentação Especial de: Benedita (Bêne) Giangrossi _ Palhaça Xoanet e Lívia Foltan Spada _ Palhaça Xarlet.

Assista a Quadrilha Caipira clicando no endereço a seguir:



Parcial do Público participante do Sarau da Bossa Nova 1

Porcelanas pintadas pela homenageada: Madalena Tricânico

Jovens que interpretam :"O último hebreu do Egito"

Assista a interessante participação Julia Scattolin, Caroline Valvano e Renata Resende na esquete teatral:



Ensaio do Sarau: Suzi Furlan, Sandra Marques  e Carlos Furlan

Assista e cante com os "Músicos do Sarau Literário Piracicabano"_Ana Lucia Stipp Paterniani (flauta transversal e voz), Carlos Roberto Furlan (violão e voz) e Suzi Furlan (voz); Sandra Marques (violão e voz),Galvani Luppi (voz) interpretam:



Pela Luz dos Olhos Teus de Tom Jobim e Miucha

http://www.youtube.com/watch?v=992YdoeMKgc

domingo, 20 de junho de 2010

Brasil um país de Escritores e Poetas na Agend@!

Contemplação

                Rosani Abou Adal (Jornal Linguagem Viva)

Presa no meu dormitório
tento dividir a solidão com o peixe
cercado de paredes de vidro.
Cabisbaixo no fundo do aquário,
absorto, perplexo, faceio,
companheiro me olha.
Quero tocá-lo e senti-lo
através da parede invisível.
Ele acompanha meus movimentos,
entende meus sinais.
Nada e nada e bóia na superfície
à espera de carinho.
Suavemente toco
suas escamas sedosas.
Ficamos horas a nos contemplar.

MAIS UM OUTONO...

                                 Maria Emília Leitão Medeiros Redi

Na plácida inquietude de mais um outono
as folhas desprendendo-se ao vento
invadem os chãos em abandono
para a saudade se fazer momento...


E, no dourado crepúsculo, apenas um sonho
Acalma a alma como puro encantamento...
Num átimo, faz-se um céu risonho,
“ Bela Lembrança ” ... a brilhar no pensamento

                                                       CARTA DE AMOR

                                     ELDA NYMPHA COBRA SILVEIRA
Querido, Armando
Se você me escrevesse, pelo menos uma vez, para saber se eu tenho algum significado em sua vida, eu compreenderia. Espero o carteiro todos os dias na porta da casa onde estou hospedada. Fico observando o jardim cheio de flores e uma trepadeira azul salpicada de branco, que serpenteia pelas paredes de pedra, em direção a janela do meu quarto fazendo a saudade apertar. Nos meus pensamentos, nas minhas fantasias, imagino que você enfrentaria tudo e a todos e ardendo de paixão por mim, seria essa trepadeira se esgueirando furtivamente até a minha janela na ânsia de me tomar em seus braços. Na minha saudade, fico imaginando como seria estar junto de você, ouvindo suas juras de amor e usufruindo dos seus carinhos.
Detenho meu olhar nas flores do jardim e o amor-perfeito se destaca dentre todas. Será que o amor perfeito é aquele que dá sem receber nada em troca? Será amor perfeito, amar em vão, sem reciprocidade entre nós? Será o perfeito amor eu sempre enviar uma carta e nunca receber uma resposta sua?
Já que é assim, deixe que eu pare de sofrer e coloque um basta nesse círculo vicioso que tanto me atormenta, deixe que eu tente esquecê-lo, deixe que essa carta seja a última que você receberá! Sei que não posso protelar por mais tempo essa ansiedade, pois sei que depende de mim encarar a realidade e não trocá-la por uma fantasia. Sei que tenho potencial e qualidades para despertar o amor de alguém que me mereça e me valorize.
Seja feliz, porque eu farei todo o possível para encontrar a minha felicidade!


Obrigada
Rebecca


Assim, fechou a carta e foi esperar o carteiro, que após alguns minutos, abriu o portãozinho e adentrou o jardim, atravessando o caminho gramado e sobreposto de lajotas, para depositar nas mãos dela uma carta, onde Rebecca, ansiosa, vê que o nome do remetente é Armando...
... e a derradeira carta, a carta de ruptura, que Rebecca escrevera com o coração machucado, jaz numa gaveta escura!



Continho
Ana Paterniani
Era uma vez uma mulher malvada que não queria dar a separação para o marido que não mais a amava.
O marido engaiolado, por sua vez, lançou uma praga pra amante não dar certo com nenhum outro namorado...
E assim foram todos infelizes para sempre...


Resposta ao Paraíso
Márcio Vilella de S. e Silva
Encontrar um par
Que saiba que você é uma linda flor
que ajude a aflorar o teu imenso amor
imenso amor que habita o teu lindo Ser.
que ele seja como o Beija-flor
que com o toque suave de suas asas
permita tua Alma florescer.

         Sar@u Piracicabano de Letras (Homenagem)
                    Carlos Cícero de Tarso Dantas de Oliveira

Paciência
E tolerância..
Só o sábio
Quem alcança..


Sabedoria
Nesta vida..
É o guia
Em toda lida..

Humildade
Que exprime..
A grandeza
Do sublime..

O que sabe,
Se calar..
Pro mais tolo
Poder falar

                                                    (fotos do Google)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Adeus a José Saramago; a literatura de luto!



 

Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote, onde morava desde 1993, "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

Encontro (micro conto)
Ana Marly de Oliveira Jacobino

As prateiras, verdadeiros sacrários esfumaçados pelo incenso da escrita. Cada folha conduz a um mistério. O amor envereda pelas crônicas, contos, poesias e nutre o encontro das eras; Andrade, Lispector, Meireles, Neruda, Woolf e Saramago..., se encontram em um sebo.

Nobel
Saramago ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em outubro de 1998, aos 75 anos.



Em comunicado à época, Real Academia Sueca assim justificou a premiação: "A arte romanesca multifacetada e obstinadamente criada por Saramago, confere-lhe um alto estatuto. Em toda a sua independência, Saramago invoca a tradição que, de algum modo, no contexto atual, pode ser classificada de radical. A sua obra literária apresenta-se como uma série de projetos onde um, mais ou menos, desaprova o outro, mas onde todos representam novas tentativas de se aproximarem da realidade fugidia".

Lanzarote (micro conto)
Ana Marly de Oliveira Jacobino

Palavras correm pelo interior da ilha levadas pelas fagulhas do vulcão. Caem e adubam a terra. Terra árida, negra, mas aberta para absorver e transmutar as palavras. Lanzarote se cobre do saber do escritor morto!

"Ensaio sobre a cegueira"

Adaptação do premiado livro escrito por José Saramago, mostra uma inexplicável epidemia chamada de cegueira branca , já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

                                                             Elenco:
Julianne Moore Mark Ruffalo /Alice Braga Danny Glover /Gael García Bernal/ Sandra Oh /Jorge Molina /Katherine East/ Scott Anderson
Direção: Fernando Meirelles Produção: Andrea Barata Ribeiro /Niv Fichman /Sonoko Sakai
Fotografia: César Charlone
Trilha Sonora: Marco Antônio Guimarães

Assista no Youtobe "Ensaio sobre a cegueira":

http://www.youtube.com/watch?v=6wyj1V-aKVc



Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja.
Ateu e comunista, o escritor nasceu em 16 de novembro de 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal. Filho de agricultores sem terra que imigraram para Lisboa, abandonou a escola aos 12 anos para receber formação de serralheiro, um ofício que exerceria durante dois anos.

Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou ainda como mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora.
Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no "Diário de Lisboa". Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português -- o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.
Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A

Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).

O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008 .                                                   UOL Notícias

Assista e veja as opiniões de José Saramago, o maior escritor da língua portuguesa ainda vivo, há 14 anos vive num auto-imposto isolamento num arquipélago diante da costa da África -- de onde lança sua voz crítica a sociedades, governos e governantes.



 


Mensagem recebida do escritor Dermes Fabretti-Barbosa (escritor e poeta piracicabano) _fotos do Google

                                                                        Valeu, velho!

Lembro-me de quando você ganhou o Nobel. Eu estava em Guarapari, vi uma foto sua no jornal, com cravos na mão, comprei e fui lendo pela rua. Eu não ligo pra Nobel, mas ligo pra você!
Adoro aquela foto em que você está com Caetano e Jorge Amado, em Salvador.


                                               Siga em paz, velho!
                                                                                      Abraço e gratidão!


Dermes

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Agradecimento da Agend@ Cultural Piracicabana:

###Publico o comentário (com muita honra) da Escritora e Poeta: Dirce Ramos de Lima em que faz um poema para o Sarau Literário Piracicabano

                                                      SARAU no Inverno;

                                                 Quando pessoas de boa vontade
                                                 reunem-se p'ra festejar poesia,
                                                 não há frio que não se aqueça
                                                 e foge longe a noite fria....


Parabéns também pelas encenaçóes apresentadas e artistas envolvidos nessa arte especial que é o teatro!